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Não aceito mas agradeço !

Quinta-feira, 30.04.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.879 – 17 de Agosto de 2006

Conversas Soltas

 

              

Como é sabido, recebi de: Marco André Lourenço Matroca, uma carta com data de 31 de Julho.

Carta, essa, que é cópia de uma outra que fora enviada ao jornal Linhas de Elvas solicitando publicação; pretensão que o Jornal – por justiça de critério – democraticamente, não deferiu.

Essa tal missiva que me foi endereçada, pretende esclarecer a minha ignorância com a extensa lista de “graças” que a cidade de Elvas deve ao seu actual Presidente, e aproveita para me elucidar que a perda da maternidade, quartéis etc (factos que, aliás, nem citei, nem referi) são perdas irrelevantes a que a presidência da Câmara é alheia.

Proporciona-me depois uma lição de história com o desbobinar da biografia de Rondão Almeida, enquanto ilustre cidadão e, também como Presidente da edilidade elvense, que é, ( na opinião do cronista) apresentado como a pessoa que tudo tem feito e  pago em Elvas.(Do seu bolso, depreende-se!)

(Vou pedir que a carta, que refiro, seja colocada na internet) porque é um documento em que vale a pena meditar, e é injusto que alguém possa ter a veleidade de pensar que as obras na nossa terra são pagas com dinheiro dos nossos impostos, subsídios da C.E. e, por aí fora, quando é sua Excelência que tudo nos oferece!

Eu pensara não me referir mais a esta carta; porém, acabo de receber um papelinho para me inscrever, se o desejar, nos passeios que a Câmara proporciona.

Não aceito, mas venho agradecer publicamente, porque receio que depois me venham explicar que a oferta é do Senhor Presidente, e que eu, por forçada gratidão me veja na contingência de ter que lhe agradecer com votos, ou subscrevendo palavras que outros bestuntos congeminam, o que, por honestidade, coragem de postura, coerência e sentido de dignidade, me sinto incapaz de fazer. 

Também gostava de entender porque a Ex.ª Câmara em lugar de dirigir a sua reacção de desagrado à carta de Vasco Pulido Valente – ao próprio – que a escreveu - a tivessem silenciado sem protestos, com tão recatado decoro, e tivessem feito tão má digestão dos meus modestos comentários ao facto!!!

Merecerei eu mais importância do que ele?

Ou : - é que o rato não é violento para o gato porque sabe que é sempre comido?”

 

Li, que –Kant Kant- escreveu os seus melhores textos aos setenta e quatro anos.

Verdi  - compôs a sua Ave-maria aos oitenta e cinco.

Goethe - completou o Fausto aos oitenta e dois.

Rubenstein - aos oitenta e quatro era admirado por gente de todas as idades.

Ticiano – pintou o seu mais célebre quadro aos noventa e oito!

 Eu, ainda, só tenho oitenta e já - a excelentíssima Câmara – acaba de me consagrar - num panfleto de rua ( amarelo, como bílis) que Rondão de Almeida , também pagou – certamente – dando-me a honra de afirmar que : - escrevo bem!

Rendida a tão alto sentido de justiça que do poder instituído emana, resta-me, extasiada, exclamar:

Já posso morrer, a posteridade aguarda-me!

Obrigada!

Muito obrigada!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:21

Poema - Beijei a Vida na boca

Quinta-feira, 30.04.09

Gus – já que começou a ler – leia o resto.
Não se constranja! E, se achar que vale a pena leia alto para que o ouçam a nossa família e os nossos amigos.
.

MeninoAnjo
Beijei a Vida na boca
numa entrega de Amor
louca
como a força de nascer
da semente
que no negro ventre da terra
germina
quebrando a crosta do chão
na procura – que pressente –

do céu
que não lhe dá mão
nem á erva que desponta
nem à boca sequiosa
nem à beleza da rosa
nem à fonte, que o rio, sonha
nem aos vermes nas funduras
nem às aves nas alturas
nem aos loucos
que - o - procuram no Amor

O céu é sonho presente
a distâncias sem medida
sempre alto sempre à vista
mas sempre longe da gente.
.

petalas
Conto sempre com a sua tolerância –

 Beijinhos
tia Zé

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:33

Este País e o nosso País

Terça-feira, 28.04.09

Á LÁ Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.722 – 17 de Fevereiro de 1984

 

 

 job-search2.GIF

De alguns anos a esta parte, por tudo quanto é meio de comunicação, ouve-se e lê-se com tal frequência – que apetecia dizer sempre – os que comandam e tripulam “esta barca” onde todos vamos de longada, falar invariavelmente assim:

      

-- Este país isto… - Este país aquilo…

Vai daí, cogitava eu – este país? Que país?

Mas, já percebi!

- É “este país”, porque sendo este país, nele se podem permitir coisas que seriam impraticáveis no “nosso país”.

              

- E “este país”, porque neste país, a electricidade custa tanto aqui, menos acolá e, menos tanto ainda o outros tais…

- É “este país” porque assim sendo, a gasolina custa a uns, menos tanto a outros e menos tanto ainda a outros que tais…

                    

- E “ este país” porque assim sendo, uns pagam impostos, outros não pagam e outros ainda fazem coisas que tais…

              Fila de desempregados

- E “ este país” porque assim sendo, muitos não têm emprego, outros ganham pouco e mal e outros tantos que tais põem a render em Bancos estrangeiros – o que sangraram a “este país”…

           torture04.JPG

- E “este país” por estas e outras tantas que tais razões de injustiça!...

Porque se fosse a “nossa Pátria”, “o nosso País”

          

Na verdade… é apenas um país – “este país” – e só quando:

 

Como quem diz: “Minha mãe”

Se sentir “Nosso País”

Nos saberemos irmãos

Seiva da mesma raiz.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:36

É melhor que prevenir…

Terça-feira, 28.04.09

Á LÁ Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.929 – 26 de Fevereiro de 1988

 

 

 Imagem dos supostos bebês de Marzipan

Sabemos todos quanta força tem a imagem para vincular uma ideia.

“Ver para crer” – até um santo o disse!

Quem faz televisão também dispõe dessa sabedoria, e pela imagem, procura elucidar, convencer, “educar”…

De imagens e a despropósito, vive a publicidade, que quando bem orientada, leva até a consumir o que não é necessário.

Penso nestas coisas, porque ali naquele “viver de esquina” após o noticiário e o “santeiro”, se criou um espacinho, muito bem intencionado, para convencer a garota a ir dormir, porque logo, logo a seguir, começa o mundo da noite onde só aos adultos é permitido estar acordado.

        

Só que…

Só que não basta o exemplo de ir para a cama, na horinha certa!...

          Na cama.gif

Não basta a história, boa, má, péssima, bem contada ou recitada de forma lastimosa, quase incomoda, que por vezes é impingida.

É preciso mais. É preciso muito mais.

É preciso bom senso.

         Hora de brincar!

Principalmente bom senso de quem lida com o poder da imagem.

Vejamos!

-- Quem pode ou deve consentir cães e gatos nos quartos das crianças?

            bébé a dormir em ciam do cão

-- Quem pode ou deve consentir que cães abocanhem brinquedos que depois as crianças irão manusear?

-- Quem pode consentir que as crianças brinquem e afaguem os animais de casa, e logo se deitem sem sequer lavar as mãos?

Evitar Mordeduras

-- Quem pode consentir que o menino ou menina, já com a roupinha de dormir, se rebole pelo chão com o cão, com o gato ou, apenas, sobre o rasto das solas dos sapatos?

                

-- Enfim! – Estas questões e outras põem-se tanto às consciências dos adultos responsáveis que, daqui a pouco, teremos que prevenir:

               

-- Vá! – Meninos, tudo para a cama antes que venha aí o programa que vos é dedicado.

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 00:08

Em dia de arraial

Sábado, 25.04.09

Jornal o Despertador

Nº 216 – 19 – Setembro – 2007

A Visita – 11

Em dia de arraial

 

A entrada na histórica cidade de Elvas, faz-se através de “portas” cuja beleza, se extasia os visitantes, já quase passa despercebida aos naturais, que, de tão afeitos a elas, por elas passam como se fossem transparentes – já nem as vêem – embora não deixem de as olhar.

Não há porém quem quer que seja que desconheça os seus nomes e a sua localização.

É, até, por referência a elas que se indicam ruas e becos, se evocam lembranças e lugares, se faz a história do dia a dia...

Eu vinha ali “às portas”quando começou a trovoada...

Eu ia saindo “às portas” quando “o” ou “a” encontrei...

Quando entrei “às portas” pensei: - já estou em casa...

E, não importa quais “portas”; que sendo elas quaisquer, são as da cidade, as nossas, as de casa...

Porém, Elvas, tem, além delas - além destas - duas portas mais, que estão abertas para o céu.

Por elas, entra, sai, e caminha confiante – o Senhor da Piedade no seu Santuário, e, as de Sua Santíssima Mãe – Nossa Senhora – Nossa Senhora da Conceição.

Por Mãe e Filho, Elvas, clama com fé, em todos os actos solenes da sua vida.

           

Por Mãe e Filho, procura entrar nos Seus corações...

Um novo elvense nasceu, pais e avós, fazem o caminho para sua apresentação - porque se baptizou - repetem-se os mesmos passos, e, assim, vida fora, tudo que representa amor e esperança, se divide em oração, com a Mãe de Deus, entronizada entre nós, na capelinha sobre a muralha, e com Seu Divino Filho, que até há bem pouco tempo habitava no sossego, dos arredores entre hortas e vergeis.

 A oito de Dezembro, todos, em peso, como agora em Setembro, vamos adorar Seu Divino Filho, à Igreja da Piedade, costumamos adorar a Padroeira de Portugal que da sua pequena ermida como uma sentinela, lá do alto nos protege e vigia, como padroeira da cidade que também é.

Assim que, hoje, em dia de arraial, quando o Senhor Jesus da Piedade é unanimemente saudado, pensei não deixar esquecida Nossa Senhora da Conceição.

E, para que a saudemos, também, como Mãe de Deus e nossa . Digamos, todos, de coração pleno:

           Senhora da Conceição

Mãe de Misericórdia

            Protectora da nossa gente

Vida, doçura, esperança nossa

             Nós vos amamos

Salvé! A vós bradamos

              Cheios de fé e confiança

Mãe de Deus e nossa Te saudamos:

               Salvé Raínha

               Salvé Mãe de misericórdia

Mãe de Nosso Senhor Jesus de Piedade

Salvé!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:43

Por decalque...

Sexta-feira, 24.04.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.274 – 23 – Maio – 2003

Conversas Soltas

 

                                             

Ainda estava a ler: “um olhar novo sobre uma velha questão,” opinião de João Aranha – sobre o caso de Olivença - e já estava a alinhavar, mentalmente, os meus comentários à cerca de “ um velho olhar sobre uma nova questão : o parque subterrâneo sob a “Praça Coração de Elvas” – a ampla ante - câmara que tendo o céu por docel,  faz o abraço amplo e amoroso da cidade à Igreja de Nossa Senhora da Assunção, a nossa nobre Sé...

É verdade.

E, estava por várias razões...

           

Uma delas é parte da frase – referente a Olivença – com que concordo em absoluto, e que diz assim: (passo a citar)

De onde será sempre estultícia pensar que a sua opinião pode ser dispensada num exigível referendum ou poderá ser ultrapassada por uma força de “direito” imposto de fora...etc. etc. etc...

                             Castle of Olivenza

Se bem entendi, João Aranha, estava a dizer que, em certas situações, só a população pode ter a palavra final. E, que, no caso de Olivença, já pesará mais do que a posse “de direito”, a posse de “facto”, que só a voz do povo poderá exprimir.

Resumindo: mais pesa do que a força “legal” de algumas decisões a força do sentimento das raízes do coração de quem vive e ama a   terra onde nasceu , a sua terra.

É verdade isto, e vem a propósito para afirmar que, quer eu, quer muito boa gente, não somos capazes de pensar sem um profundo arrepio de medo que “o tal parque” possa vir a acontecer sem que Elvas, fora de constrangimentos, diga de sua justiça.

Estamos respondendo à história.

Estamos a mexer no aspecto físico da nossa cidade.

E, se pensarmos que não estamos propriamente a fazer obras no jardim da nossa casa, se tal pensarmos, ainda estaremos a tempo de não atentar contra a voz dos tempos.

Ninguém nega a ninguém o poder que em democracia advém de maiorias.

Porém, ter sido eleito não desobriga, antes pelo contrário, mais obriga, a dar cumprimento a essa vontade, qualquer que ela seja.

Preciso e necessário é conhecer essa vontade, e agir de acordo...

Tão simples como isto!

Apenas isto!...                                    

Porque só assim se afastarão do futuro, as sombras que nos ofuscam no presente.                                                  

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:18

Diz-se: - quem não aparece esquece

Quinta-feira, 23.04.09

Jornal O DESPERTADOR

Nº 198 – 22 – Novembro – 2006

A visita – 5

Pintarroxo (Carduelis cannabina) por xicorreia. 

Diz-se que: - “quem não aparece, esquece”, mas nem sempre, mesmo tratando-se de um apotegma, a realidade o confirma.

Nem eu esqueci os meus fiéis leitores, nem por eles fui esquecida.

Para o confirmar, aqui estou de novo e, ao agradecer todas as provas de estima e apreço que me têm sido dispensadas, testemunho essa reciprocidade.

Lamento, apenas, não nos ter sido ainda possível organizar uma boa tertúlia onde todos nos conhecêssemos – ou reconhecêssemos – para que, apeada do pedestal onde me colocam e que não mereço, nem posso aceitar (e me constrange) para todos fossem patentes, as minhas dúvidas, hesitações, e tudo o mais que é comum a quem – porque - acredita que cada qual tem um caminho, o  seu, procura....

       

Entretanto, vamos tentar falar do que ultimamente nos tem unido - o nosso “Despertador”, que na sua edição de Quarta Feira, 25/10,  publicou um espectacular artigo da autoria de Mafalda Serrano, elvense de raiz, que de visita à nossa cidade fez da  evolução encontrada, na sua terra, um balanço, corajoso, honesto, e de uma lucidez, para nós, bem dolorosa, porque, irrefutável.

Bem gostaria que este juízo crítico não tivesse sido possível. Era sinal de que muitos dos atropelos cometidos não tinham acontecido.

Porém, quando penso na campanha que se fez para alertar sobre a morte da “galinha dos ovos de ouro” em relação ao turismo, que aconteceria com o desmantelamento da “Quinta do Bispo” – viu-se o descaso que a Câmara dele fez e a inutilidade de qualquer opinião que premiasse a qualidade em lugar da majestática ostentação e “pesporrência”, como classifica um senhor Ministro do nosso controverso Governo, as atitudes de um seu adversário político…

E, agora, está bem patente o resultado. É lícito pensar que por muito fabulosos que tenham sido os lucros, da venda dos terrenos, que podem ter levado a autarquia a apostar no desmantelamento do plano de salvaguarda de tão precioso património -  a todos os níveis –nada, agora, compense  o fracasso final.

Eurico Gama, Joaquim Tomaz Pereira, homens notáveis desta cidade, ao longo dos tempos bem preconizaram, a inteligente utilização da Quinta, mas, inutilmente.

Uma das piores consequências da decisão escolhida, foi o isolamento, “da funcionalidade,” do Forte de Santa Luzia, cuja obra – inteiramente projectada no mandato de 86//89 – o interligava à revitalização da Quinta e a outros projectos – que, assim, se perderam.

Mas... adiante, já que o estrago é irremediável.

 

Neste momento, depois de portas antigas de carvalho, de guarda - ventos e outras com vidros de cores e datas históricas gravadas, terem sido colocadas para o lixo, encostadas à parede exterior da “Secular Biblioteca”- como todos puderam ver!...

 - Depois de terem sido escavacados azulejos dos séculos XVII/XVIII – (no edifício do Colégio) – para alterar as dimensões de uma entrada aconchegante e bela de proporções equilibradas, nobre e sóbria que funcionava como um eixo de onde toda a vida do edifício irradiava...

- Depois...Depois...Depois... de em nome da Cultura se destruírem os seus testemunhos - os sinais com que ela se escreve - e a história a regista - como se para remodelar e ampliar, ( o que é altamente louvável) fosse necessário devastar...   

Deixo aqui uma interrogação: - o que é feito da “Sala Eurico Gama” – sabendo Elvas, em peso, que o ilustre escritor e historiador, deixou todo o seu espólio à cidade na condição – única – de que ele ficasse junto, numa sala, onde ele queria incluída uma estante, oferecida, ainda em vida, por ele próprio – com o nome de sua mulher?

...Onde está?

Sabendo-se que no seu lugar estão agora os elevadores???

 

Ai, “esta Elvas, esta Elvas”, que cultiva as aparências de grandeza e despreza as minudências com que se tecem as almas...

Interessante e de aplaudir a criação - por esta Câmara - dos marcadores, que dão a conhecer objectos valiosos do património museológico elvense. 

Quando foi lançada, a criação, no mandato de 86/89, de: “o compositor do mês”, o livro do mês, o facto histórico do mês, o objecto do mês etc. etc. (com colaboração de ilustres Filhos de Elvas) que ofereceram trabalhos seus para o efeito, incluído no programa: “levar a freguesia à cidade e a cidade à freguesia na procura de identificação e diferenças...”como está patente no programa cultural dessa época, a lembrança, dos marcadores - que aqui saúdo -  a ninguém , então, ocorreu.

Registo o facto porque é de elementar justiça, dar o seu a seu dono, e, o património das ideias não deixa de ser tanto ou mais respeitável do que outros, até porque as suas fronteiras não são delimitadas nem por muros nem por “lindas” ou arames farpados, mas, apenas, por rigor de consciências...

 

 

Maria José Rijo.

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:58

O Último São Mateus!”

Quarta-feira, 22.04.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.676 - 20 –Setembro - 2002

Conversas Soltas

“O Último São Mateus!”

 

Pode parecer estranho este título!

Pode! Mas não é.

Este é o último São Mateus em que o Parque da Piedade goza dos restos do seu enquadramento tradicional.

Ainda não há muitos anos, as oliveiras vicejavam no cabeço sobranceiro ao muro, que suporta as terras da encosta do pequeno monte, e cria o espaço para a perspectiva mais larga do olhar sobre o templo do Senhor Jesus da Piedade.

Para um lado e para outro, do largo que acrescenta o adro, seguiam-se lances curtos de caminho rústico ladeado de velhas árvores que davam ao Santuário a envolvência de paz que a Natureza misericordiosa oferecia ao romeiro que chegasse.

Sentia-se uma espécie de abraço à aproximação do recinto, quer vindo da cidade, quer vindo da estrada de Lisboa.

Aquele enquadramento natural delimitava um mundo, dentro de outro mundo.

Formava-se ali, como que um recatado oásis de fé.

Por um lado, beiravam o percurso- Quintas com história.

Por outro, o começo da própria história da origem do Santuário, com a Quinta dos Passarinhos, que fora pertença do Beneficiado Manuel Antunes que ao colocar por gratidão uma cruz, no local onde caiu da sua montada e invocar a Deus para que lhe valesse, deu origem ao culto do Senhor Jesus da Piedade.

Sob a protecção das oliveiras, como as de Jesus no Horto, acamparam ao longo de séculos, gerações e gerações de peregrinos no pequeno monte sobranceiro ao local, e em seu redor.

Correram os tempos, passaram os anos, e tudo foi mudando.

Mansamente, foi-se fazendo a adaptação às novas exigências do progresso e dos costumes.

Porém, parece-me, nem sempre o bom senso moderou as decisões que se foram tomando.

A “Quinta do Bispo”- penso que agora já todos estarão de acordo: - foi sacrificada, sem honra nem glória, para dar lugar àquilo que todos podem ver...e, abriu caminho, desaparecendo, ao que já se pode avaliar, e se desenha a passos largos:

Embeber o Santuário na desenfreada urbanização que já ameaça o seu nobre isolamento.

Não sou contra o progresso, (como é obvio) só não posso confundir, e não confundo construção desenfreada, delapidação da memória dum povo, com progresso!

(É meu Mestre o Arquitecto Ribeiro Telles!)

E sinto e penso com convicção que, assim como numa relação de Amor entre pessoas, também a relação de Amor entre gentes e cidades e locais têm os seus mistérios, os seus fluidos, o seu espírito, como que uma espécie de resplendor de alma criada pela seu próprio historial que é preciso não destruir; a troco de igualizar, o que era distinto, tornar vulgar o que era ímpar, abandalhar o que era nobre e único.

E, não me venham dizer que falo de utopias, sonhos irrealizáveis, e todo o mais que vos aprouver.

Quando eu contrapus -  á ideia de se fazer do Forte de Santa Luzia uma Pousada - o projecto que depois foi adoptado, - muito comentário parecido foi proferido...

E, porque o Dr. João Carpinteiro, nele acreditou, o Senhor Professor Miguel Baena, que com o Sr. Arquitecto Leite Rio e Sr. Arquitecto Pedroso Lima, propuseram-se fazer o projecto que, por acaso, até foi presente ao senhor Presidente da Republica, na presidência aberta em Elvas, o sonho triunfou.

Estávamos em 6 Março de 1989 quando chegou o primeiro orçamento cuja cópia tenho em mãos ao recordar estes factos.

        

Às vezes “acreditando em utopias”, como se vê pelo êxito da obra do Forte, consegue-se preservar o tal fluido que como um milagre segura nos locais os rastos da história... A memória dos tempos...a alma das gentes...

Assim tivesse sido com a Quinta do Bispo e, tantas coisas mais que essa “lástima” precederam e outras, que por môr dela, irão sucedendo, nunca aconteceriam, o que era, sem dúvida, um Bem para todos.

  Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:56

Cartas na mesa

Terça-feira, 21.04.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.872 – 29 – Junho - 2006

Conversa Soltas

 

Disse um dia André Malraux:

“Os homens devem unir a força e o sonho e fazer que

a força seja digna do sonho.”

 

Quando assim não é – quando a força só esmaga porque sendo força julga poder prescindir do sonho - o mundo não pára, não pára - porque recua...

                               

Há um pequeno poema, de Morellett, intitulado: Ronde – que traduzo assim:

“ Se todos os maus do mundo pudessem ameaçar-nos com os punhos, poderiam eles quebrar a ronda que lhes barra o caminho?

Não! Todos os maus do mundo são menos fortes sobre os caminhos do que o Homem arrebatador que na ronda tem o coração nas mãos.”

 

Estas são coisas em que eu acredito. Que tive a sorte de “encontrar” e me sinto no dever de repartir em acção de graças por a Vida as ter posto no meu caminho, mas que eu identifico como pertença dos caminhos da consciência da humanidade.

            África Berço da Humanidade

Li, li já sem espanto, mas com profunda mágoa, com vergonha até, um comunicado emitido nesta cidade tentando devastar e demolir a credibilidade de o jornal “Linhas de Elvas”, porque, não está funcionando, como as rádios locais, ao gosto dos políticos do momento.

O próprio Salazar – multava – censurava – mas não intrigava.

Até para ser Ditador, é preciso ter dimensão!

Um jornal não é um boletim, nem pode ser um panfleto! Não pode fazer as vezes de um vulgar comunicado de propaganda seja de quem for.

Um jornal, para merecer esse nome, tem que dar voz à pluralidade de pareceres dentro das suas directrizes morais e ideológicas.

Tem que ser aberto democraticamente a toda uma comunidade responsável, que o saiba usar com respeito por ele, pelos outros e por si própria, porque um jornal, rege-se por princípios éticos.

                       

E, ninguém poderá jamais deixar de reconhecer esse mérito e essa honra ao jornal Linhas de Elvas.

É só recordar:

Estou neste jornal desde antes de o seu actual Director ter nascido! (... vão todos os anos que o Jornal já conta...)

Sei que ele me estima e respeita, no que há reciprocidade - no entanto – várias vezes até com sublinhados foram nele publicadas cartas emanadas da Câmara, “no seu estilo peculiar” onde nada de simpático ou, cortês pode ser lido a meu respeito!...

Devo confessar, que sempre achei que assim deveria ser, e que a minha opinião, foi sempre a mesma: - publique-se!

           

Porque – no meu entender – só tem direito a receber louvores, sem se considerar bajulado e alvo de falsas lisonjas, quem tiver a coragem de aceitar críticas ainda que as possa achar injustas, e lhe doam.

De qualquer forma a crítica é sempre a outra face da moeda. Mesmo oculta ninguém dúvida – porque é inegável – que ela existe...

              

Há, sim, que encontrar humildade para a aceitar e coragem para a ponderar, à luz do nosso entendimento.

Ninguém pode ter a estultícia de querer agradar a toda a gente!

Nem todos temos os mesmos credos. Mas todos poderemos ter igual sentido de dignidade.

 

O Senhor Comendador Nabeiro, por exemplo: - para falar de alguém que todos conhecem -  é socialista e estando eu ao serviço da Cidade sob e égide duma Câmara PSD ajudou – sem hesitações - na fundação da Escola de Música de Elvas como, com a sua visão de cidadão do mundo e inteligência - sabe fazer - indiferente a tricas de comadres - porque ele é daqueles que, como outros portugueses esclarecidos, sabem fazer que a força seja digna do sonho.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:23

Comentar sorrindo

Segunda-feira, 20.04.09

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.478 – 13 de Novembro de 1998

 

 

     

Toda a gente soube e viu como foram complicadas as precauções tomadas para proteger os chefes de estado e suas comitivas durante a cimeira que se realizou no Porto

Toda a gente pode ver barcos, helicópteros, ambulâncias e tudo o mais que é possível organizar para proteger pessoas tão importantes.

Eu sei, sabemos todos, até o Padre Rêgo no programa “setenta vezes sete” não se cansa de repetir, que: -“ toda a gente é pessoa”. O que o padre se tem esquecido de precisar, é que, há pessoas cujas vidas têm cotação muito mais alta do que a de outras.

Que nem sempre a Vida vale por ser Vida! Mas sim por ser a Vida de quem é...

Não fora assim e a televisão já nos teria mostrado, viaturas como aquela onde até se podem executar operações cirúrgicas como fazendo parte do equipamento de socorro, à disposição de toda e qualquer unidade hospitalar, para acudir aos sinistrados no trabalho, ou nas estradas por exemplo...que, sendo gente, e por conseguinte pessoas delas necessitassem.

        Foto da Cimeira Luso-francesa

Aproveito para dizer que percebo perfeitamente que todas estas cimeiras se realizam no anseio de providenciar união e entendimento, quanto baste, para criar justiça e fraternidade entre os homens. Intenções que se consideram muito respeitáveis e, até bonitas...

Só que, os tais outros, que vivem tão apagados que ninguém os vê, sendo embora pessoas, são tão maus, coitadinhos, que já não acreditam nestas coisas tão importantes e muito à alentejana, como também é meu jeito, comentam sorrindo: tá bem dêxa! - E vão à vida porque se adoecem estão tramados pois as tais maravilhas são para ver na televisão, não para uso da plebe. e em questões de segurança, valha-nos o anjo da guarda!- sabido que sem ele, estamos todos é à disposição do diabo - salvo seja! O que é muito divertido.

E se observarmos com mais atenção ainda nos divertimos mais., o que é razoável

       

Então se Fidel de Castro se propôs falar em estilo telegráfico (afirmação sua) e não se calou durante horas, quantos anos mais serão necessários para a revolução de Cuba gerar a tal igualdade entre os camaradas?

Fica-se com a impressão de que o atraso é dos correios ou do telégrafo dada a extensão das mensagens a transmitir, evidentemente!

Também não entendi por que cargas de água andou o escritor do prémio Nobel metido naquelas andanças políticas. Ser amigo de Fidel, que dele queria matar saudades, não o tornou um membro da dita cimeira

Vivo com a incómoda impressão de que um dos males do nosso país é a mistura das estações...

Talvez seja reflexo do meu traquejo de dona de casa...: gosto de ter um lugar para cada coisa e, como se pode depreender, cada coisa no seu respectivo lugar. Dentro do critério exibido, se um qualquer outro presidente quisesse ter visto oEusébioEusébio e outro a Rosa MotaRosa Mota, lá teríamos tido acumulativamente uma cimeira de desportos.

Por acaso, ou talvez não, não aprendi o nome de Saramago agora. Os seus livros, embora nem todos, já eram do meu conhecimento. Dá-se até a circunstância de ter feito neste jornal uma crónica sobre o Memorial do Convento – em que focava uma troca de princesas aqui no Caia.

      

Fixei o nome de Saramago na época dos saneamentos no Diário de Notícias de que Saramago terá memória e à sua “dinâmica” muito se deveu. Lembrei-me disso quando numa entrevista, televisionada, presenciei a humilhação que soberanamente infligiu a um jovem entrevistador que lhe fez uma pergunta fora do seu agrado

Os deuses nem sempre são misericordiosos e também há anjos vingadores!

É lógico que ver premiar a língua portuguesa na pessoa de um autor que é conhecido de meio mundo, não deixe indiferente rigorosamente ninguém mas não é essa agora a questão.

         

Outra discrepância que me prendeu a atenção foi nas instalações de camionagem no Arco do Cego onde agora se embarca e desembarca nas idas a Lisboa, talvez porque por lá não passam elementos de cimeiras se tenham esquecido de que um edifício grande não chega...

Salas de espera espaçosas, com cobertura, bancos cómodos, chamadas por altifalantes, números de autocarros e horas em ecrans bem visíveis, enfim: - limpo, ordenado, esclarecedor, funcional...tudo bem!

Mas... e, que mas!...

Alguém pensou numa rampa e em carrinhos para transporte das bagagens!?

Alguém cuidou de pensar na violência que representa subir aqueles degraus com as malas!?

Alguém se deu conta de que velhos e novos têm direito à mesma dignidade como pessoas de um qualquer VIP?

Eu sei que são pormenores, sei! - Mas são as tais pequenas coisas que mostram, ou não, que, quem decide, pensa, ou não, que” toda a gente é pessoa”.

         

Fachadas para olhar, estarrecer e dizer que se fizeram mundos e fundos – são uma coisa...

Iniciativas que demonstrem respeito pelo humilde “Zé pagante” como indivíduo – podem não ser igualmente vistosas, mas são as mais urgentes e necessárias.

São as que fazem que cada um se sinta, como é de seu direito: um cidadão respeitado. e não alguém que pode ser tratado como um vulgar burro de carga.

            

Como se vê não faltam razões para sorridentes comentários!...

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:26


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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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