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Só por esta vez !

Sábado, 02.05.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.880 – 24 – Agosto - 2006

Conversas Soltas

                 

 De quanto li no seu pedido de “direito de resposta”, Marco André (não sei se posso trata-lo assim) não vejo onde possam estar as “inverdades” a que alude.

Será que a sua indignação é porque o tratei por Rapaz?

Pois se, rapariga, você, não é, não enxergo a inverdade.

E, quando pelo telefone, a meu pedido me disseram a sua idade, ao situá-lo nessa faixa da juventude que, não sendo de homens feitos, também já não é propriamente de meninos, condescendi em responder à carta sem assinatura que me enviou.

                         carta-anonima.jpg

Magoá-lo nunca foi minha intenção. Peço-lhe que me desculpe, e creia que o retratinho do seu B.I., que apenas vi quando o jornal me chegou à mão, até me enterneceu.

O meu contacto com o Linhas, foi telefónico, e embora me caiba assumir, por ter acontecido “na minha rubrica, a omissão, não inverdade, que, muito justamente refere, do verso do seu B.I: ela, deve-se, por certo, à exiguidade do meu espaço e a nada mais. Todo o resto da sua carta me parece não vir ao caso. 

                     

De qualquer modo, é evidente que quando comecei o meu único mandato como vereadora ( na altura, sem remuneração)  no executivo elvense, o Marco ainda nem tinha nascido!

Nada credita a seu favor, falar de mim, nesse tempo, não vale a pena, até porque o Marco ao referir-se ao meu desempenho, que classifica como - Poder  -  está, ainda, falando uma linguagem diferente da minha.

Para mim, foi apenas e só, prestação de serviço, o que quer dizer: actividades em prol da cidade. Obediência aos deveres. Entrega. Nunca -  mando.

O tempo passa e, é bom – na minha idade - creia, que é verdade – pudermos olhar para traz com a consciência de que sempre procuramos ser rectos , justos até com quem de nós diverge,( como é evidente) e honestos.

È nessa linha que lhe estou respondendo como me pedia, e me parece certo. A gente nova tem ainda todos os caminhos abertos à sua frente e merece-me todo o respeito e todo o cuidado, embora, mercê da sua pouca idade sejam, muitas vezes, temerários, intolerantes e radicais.

Meu Pai – que foi homem de honra – dizia assim: - Quando falo a um jovem, faço-o sempre com ternura pelo que é e com respeito pelo que poderá vir a ser – É nessa senda que vou...

                        

Talvez o Marco faça parte da juventude socialista, como tal deve ter os seus ideais, lute por eles.

A generosidade o ardor da contestação são próprios dos jovens.

                 Gatos Norueguês da Floresta

A maturidade, faz evoluir e altera muita coisa em nós. Veja, como até a sua assinatura do B.I. já também difere da que fez na carta que nos enviou. Como, em 10 anos, não evoluiria o seu rosto!

Ter opinião própria, é um direito que resulta do privilégio de pensar. Fiquei com a impressão que a sua área é o Direito. É que se a sua primeira carta era bem ao estilo dos protestos públicos a que estamos habituados, esta segunda é num tom de cautela e prudência de quem conhece leis, parecendo de pessoas diferentes.

Como vê, também sou observadora.

           

Felicito-o por ter coragem de defender os seus ídolos, embora seja próprio da génese, deles, terem pés de barro.

Quando eu era rapariga, escrevi a Salazar, enaltecendo-o, e, hoje, veja, combato, com a mais veemente convicção, as ditaduras!

                   

E, porque se confessa atento à vida da nossa cidade, deixo-lhe aqui algumas referências, para que sinta como eu jamais estive contra alguém, mas sim – sempre -a favor de ELVAS

Experimente descer da Câmara em direcção à Polícia, e olhar à direita. Um pouco mais à frente olhe também à esquerda.

Claro que, ao terminar a descida, se olhar em frente verá um “tumor” a crescer nos telhados do antigo Hospital.

Pare um pouco para pensar no estado da Elvas histórica, no matagal que encobre o Aqueduto. etc. etc. etc.

É que, enquanto a “Rondónia” (passe a graça do Público) cresce, Elvas agoniza!

Volto a agradecer a sua contestação. Todas as coisas têm vários ângulos, e são passíveis de vários olhares.

Quem, como eu dá a cara e assina o que escreve, não pode furtar-se a ser contestado.

Claro, que a recíproca também é verdadeira.

E, se nem Jesus Cristo teve unanimidade...

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:40

Motivos para pensar

Sábado, 02.05.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.876 – 27 de Julho – 2006

Conversas Soltas 

hand 

Depois de ler no jornal “ O Público ”a entrevista que o Senhor Presidente da Câmara de Elvas deu como explicação para a epidemia de placas com o seu nome por tudo quanto é canto e recanto da cidade e arredores, pensei, e acertei, que tamanha prova de narcisismo não escaparia à lupa atenta de qualquer dos grandes jornalistas deste nosso País.

                      

E, por sorte ou por azar, não sei, logo lhe pegou com a garra e a mestria que lhe são peculiares, um dos maiores, mais lúcidos, mais inteligentes e mais corajosos Homens de letras que dia a dia comentam a nossa atribulada vida política.

               

O facto não me alegrou, mas não me surpreendeu, e embora me cause uma certa mágoa, porque é Elvas que está em foco, afigura-se-me da mais elementar justiça fazer entender a quem detém o poder, que a fábula da rã que quis ser do tamanho do boi é verdadeira porque toda a corda esticada em demasia – um dia - quebra.

               Politico

Há tempos encontrei, na biografia de um político a frase que vou transcrever:

“O poder dá-lhe a oportunidade de transferir para a sociedade a sua ambição pessoal.

Isso afasta-o da realidade e das verdadeiras necessidades das pessoas.”

Algumas vezes tenho comentado com desagrado obras e atitudes do Senhor Presidente Rondão.

Sempre o fiz pelo bem da nossa cidade, nunca com o intuito de amachucar quem quer que seja, porém jamais aceitaram que possam não ter sempre a razão por inteiro.

O Senhor Presidente Rondão Almeida, como ele próprio confessa com justificado orgulho, descende de famílias pouco abastadas. Começou a sua vida de trabalho vendendo água da Prata – segundo li. Ora, entre esse começo e o estatuto de certa ostentação que hoje frui há uma distância abissal.

É natural que a fortuna de que hoje dispõe o faça sentir um homem realizado, engenhoso, confiante.

Rondão Almeida, instruiu-se, trabalhou, lutou, subiu a pulso, fez-se por si próprio, e é por esse motivo digno de todo o respeito e admiração. É inegável.

A certa altura viu-se guindado ao topo, numa cidade desinteressada da política, desiludida com uma revolução que prometeu o céu e criou, em seu lugar, o purgatório onde a maioria vegeta, porque agora já nem tem espaço para sonhar, já que o sonho sucumbiu com o fracasso da revolução.

É humano que se tenha aturdido e exagerado na importância que dá a si próprio e ao poder que detém e que esteja psicologicamente baralhado com tanta popularidade e adulação que o cercam.

Esperemos que reconheça agora que não é justo cativar o povo como faziam os patrões do antigamente, dando por “bondade” o que a todos é devido por justiça social, nem está certo atiçar o despeito de uns contra outros, querendo cada qual que a sua galinha ponha maiores ovos do que a da vizinha num despique tolo de ver quem dará a prenda maior que habilmente tem sido virado a seu favor.

Não estamos perante um festival de cantigas ao desafio.

Já vai em busto, daqui a pouco as freguesias, mandam derreter o ouro de família para cunhar moeda com a sua efígie.

Interiorizemos as perdas irreparáveis que Elvas tem sofrido.

Reconheçamos que não é com roupas novas que se curam chagas de morte. Embora se possam disfarçar por momentos...

Lutemos por soluções de fundo, porque não é com coliseus, estátuas, placas e alaridos que se vai salvar Elvas do plano inclinado onde resvala há já tempo demais...

Poupemo-nos a mais ridículos. Pensando com seriedade nas realidades e verdadeiras necessidades das pessoas.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:03





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