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Tempo

Domingo, 30.08.09

.

.

Restam-me horas paradas, vazias
contraste daqueles dias
luminosos, sadios, envolventes,
agora ausentes
de quando tudo se julga ter, nada tendo...
mas não se aprende
que tudo passa e não se prende
que dizer – eu – ou – meu
não é ser, nem viver
a Vida é a hora – agora
momento que passa – não pára
o tempo não hiberna
nem espera por ninguém
nem de céu – nem de inferno
ele é refém
o momento – é o momento
nada o alarga, nem detém
indiferente à alegria ou à dor
tem a mesma exacta dimensão
sem compaixão
apenas – passa!

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 17:36

Coisas Boas

Sexta-feira, 28.08.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.842 – 20 de Junho de 1986

Coisas Boas

 

A equipa de televisão de

Francisco Manso que desde há alguns tempos vem fazendo programas de divulgação cultural por todo o nosso Pais – trouxe a Elvas Mestre Lagoa Henriques – que é, como se sabe, o responsável pela orientação artística destes trabalhos.

Foi assim que, a nossa cidade teve o privilégio de ser visitada por “Alguém” que olhando-a a viu e a sentiu, e dela gostou com surpresa e entusiasmo.

Foi assim que, ouvindo Mestre Lagoa Henriques, se nos radicou a convicção de que: - a obra que esta Câmara se propõe em defesa do nosso património artístico, mais do que necessária é urgente e que nos cabe aqui contar a Elvas que o Senhor Professor Lagoa Henriques nos prometeu dar orientação e apoio para reestruturar o Museu.

Foi assim que, nos impôs á consciência a obrigação de contar a todos que:

-- Pela sua inteligência, pelo seu saber, pelo seu natural encanto e delicadeza, pela afável simplicidade do seu trato – conhecer Mestre Lagoa Henriques e contá-lo como declarado amigo de Elvas – é uma das coisas boas – uma das melhores coisas boas que nos podiam ter acontecido.

 

Maria José Rijo

 

 

 

 

 

******

Mestre Lagoa Henriques (1923 - 2009)

 

Mestre Lagoa Henriques era um dos maiores escultores portugueses.

Autor da estátua de tributo a Pessoa, em frente à Brasileira do Chiado, inaugurada em Junho de 1988 e do monumento funerário ao poeta no Mosteiro dos Jerónimos que data de 1985.

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:30

Os pecados dos nossos avós…

Terça-feira, 25.08.09

À LÀ MINUTE

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.858 – 17 de Outubro de 1986

Os pecados dos nossos avós…

 

Levantar muito cedo – nunca foi o meu forte – se bem que, por obrigação, o tenha feito quase toda a vida… gosto de ficar um bom bocado a ler, a escrever, ou simplesmente a pensar, antes de saltar da cama.

Para controlar o tempo vou ouvindo “os meus companheiros” certos… a Rádio Elvas.

                        

“Rádio Elvas! … Rádio Elvas! … dia a dia a sua companhia”.

Assim que, às vezes, quando qualquer assunto me alerta – como ao atravessar a via-férrea – paro – escuto e olho!

E … olho, olho, que outro dia ouvi, o meu simpático amigo João Góis, falar com tocante apreço sobre obra desta Câmara.

João Góis é um homem que gosta de coisas belas e faz coisas belas.

As suas mãos – são como duas obreiras obedientes – ao serviço duma sensibilidade que lhe permite talhar na madeira o que a sua imaginação concebe. Com a sua hábil perícia – qualquer tábua dá flor!

Faço ideia de como um homem assim terá ficado incomodado por ver belos móveis antigos, revestidos por grossas camadas de verniz, com olhos de ver e saber, andou pelo Museu comparticipando das nossas festas de S. Mateus 1986.

              

Encontramo-nos por lá e, sobre esse e outros assuntos falamos. Talvez, até, porque falamos de muitas e diversas coisas lhe tivesse passado desapercebido que lhe confidenciei que uma das primeiras medidas que tomámos foi abolir “o tal verniz” e que um dos nossos propósitos, é o restauro do mobiliário lesado.

É bom saber que os munícipes têm cuidados e atenção com o património da sua cidade.

     

É bom saber que as pessoas observam, reparam, defendem…

E , mesmo quando “os pecados” são dos nossos Avós – conforta ainda que paguemos nós…

.

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:32

A poesia e a letra

Domingo, 23.08.09

.Ibisco - III
 

A palavra, na prosa é o soldado em sentido
cabeça erecta - atento
compenetrado
senhor do seu dever
pode pois nascer impressa
mas, na poesia, não!
Aí , a palavra é solta, vadia, sofre, morde, ri
inventa, mente, canta, espoja-se
explode, arde, gela, incendeia...
não tem limites - é ela
deslumbra e assusta
como sangue solto a correr duma veia.
vive e morre
renasce como o destino
de quem se diz não ter tino...

escreve-se prosa em máquina
em letrinha certa, desenhada...

para a poesia isso é nada!

Poesia ! - Só escrita à mão
em letra hesitante ou apressada
desorientada, despenteada, emaranhada
enclavinhada na emoção
desse tormento - do sentimento
que a liga ao coração
ainda - quando a lágrima
a afoga
e morre
sem ser lida
num borrão.

 .

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:25

Grão a Grão

Sábado, 22.08.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.918 – 11 de Dezembro de 1987

 Grão a Grão

 

Tinha um projecto em mente, distraía-me a olhar para a televisão, perdi o fio à meada e dei comigo a fazer comparações entre coisas de ontem e hoje.

Do ponto de vista da técnica e da ciência, o distanciamento para melhor é incomensurável, mas do ponto de vista do comportamento do homem em termos de civilidade tende-se para o mesmo grau de distanciamento, porem, em sentido negativo.

    

Ouvem-se coisas impensáveis ditas em publico com uma naturalidade arrepiante, como ainda há pouco tempo,o que escutei só atribuível a insensatez ou má educação. Agora parece, que se chama a isso franqueza ou, se calhar, coragem.

Ainda não percebi.

O que percebo, vejo e escuto é que estas coisas acontecem tão frequentemente que já nem se vai dando por elas.

Um técnico de futebol, ao dar a sua opinião sobre um outro disse e repetiu que, esse tal era uma “besta”.

        

Penso que esta definição simplista apenas informou sobre a descortesia do próprio entrevistado e que toda a gente alheia ao meio, como eu, nada mais entendeu do despropósito.

As pessoas que vão a televisão, seja porque razão for, deveriam usar uma certa contenção de linguagem.

Ao dizer-se de um indivíduo que é cruel, desonesto, desleal, vingativo, incompetente, qualquer ouvinte ficará com a noção da falta pela qual ele é acusado.

Tendo como informação de que o visado é uma “besta”, fica-se com a noção de que quem insulta em lugar de informar, nada esclarece e dá mau testemunho porque dá mau exemplo.

      

Não me digam que estas coisas não têm importância porque é da soma das pequenas cedências que provem o clima do relacionamento entre as pessoas e, como tal, a qualidade das nossas vidas.

Especialmente no futebol, onde a linguagem é tantas vezes a semente da violência, parece-me que o treino da moderação poderia fazer parte das virtudes do desportista.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:41

A escolha não é livre

Quinta-feira, 20.08.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.973 – 13 Janeiro de 1989

 A escolha não é livre

 

Às vezes, muitas vezes, e por razões variadas pergunto-me: - Valerá a pena?

Depois fico a responder-me e a contestar-me ou a corroborar mentalmente os meus próprios argumentos e razões.

É uma espécie de malabarismo mental que permita, como num caleidoscópio, fazer e desfazer combinações diversas com os mesmos elementos.

Parece um jogo.

      

Que a vida é um jogo – aliás – diz-se à boca cheia.

Mas, que jogo? – Isso ninguém me contou e eu, sozinha ainda não decifrei o oráculo pois que até na “cabra-cega” e no “trapinho queimado” que se brinca com os olhos tapados, se sabe com quem se joga e se para ou recomeça a contento…

Enfim! – isto nem tem nada que ver com aquilo em que eu estava a pensar. Tem apenas ligação com o facto de não se saber como, ou porquê, se ligam coisas tão dispares e se enredam tão emaranhadas no nosso pensamento.

         

A consciência de perda que nos confere quando por uma opção se afastam de nós pessoas, se quebram hábitos e vínculos, que nos são caros, é que estava a magoar-me. O que nos conduz a essas deliberações que nos marcam e o que há nelas de inevitável era a minha preocupação.

Porque se opta por abrir a porta que nos “liberta” do caminho conhecido e fácil, onde é suposto acomodar a ideias de vida tranquila e feliz – como o pássaro saído do ninho quente e fofo – para se lançar no espaço aberto onde se torna o alvo, ainda mais, vulnerável, é o que, às vezes, muitas vezes me pergunto.

                 

Ás vezes, também, inesperadamente acontecem respostas – como agora.

- A guerra era o motivo da entrevista.

Árabes, Líbios, Israelitas… o drama pungente destes tempos conturbados.

Com um olhar de mágoa, num falar sereno e determinado o guerrilheiro respondeu: “Este sentimento de nos sentirmos um povo”.

 

A escolha não é livre – reconheço!

“É esta consciência de nos sentirmos gente”.

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:56

Só brincadeira !

Terça-feira, 18.08.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.785 – 10 Maio – 1985

 Só brincadeira

        

Entretanto, de rompante na frutaria cheia de gente, a freguesa com um jornal na mão pergunta em voz alta e risonha, interpelando o dono da casa que serve ao balcão:

 

--Oh, Senhor Fulano, então não se candidatou à Presidência da Republica?

-- Eu? – Retorquiu o visado fingindo achar graça

-- E, porque não? Se já temos o homem dos queijos, porque não havemos de ter no negócio o homem da hortaliça? – insiste a freguesa.

            01jq7.jpg

Curiosamente, ouvindo este dialogo lembrei-me de um outro escutado há uns anos entre dois soldados da guerra do “nosso” ultramar.

--“Para mim o pior era quando a gente tinha que ir apanhar e juntar bocados de corpos dos nossos camaradas espatifados pelas minas”

--“Eu não era capaz, pá! Ainda bem que nunca tive que fazer coisas dessas!”

--“Ora se eras! Fazias como toda a gente que para não rebentamos a chorar aos gritos, fugir, ou a morrer p’ra li dizíamos bojardas e até contávamos anedotas”

       

--Cada um procurava a porta de saída que encontrava para se livrar da angustia…

--Será? – Fiquei a pensar.

A pessoa que me acompanhava ficou calada bastante tempo, como eu.

Mais tarde, com um sorriso onde a ironia bailava comentou:

-- (como se continuássemos uma conversa que não aconteceu) :

-- Talvez o totoloto fosse a solução!

-- Metiam-se todos num saco e tirava-se um ao acaso. Quem sabe?

-- Ás vezes a sorte até poderia estar do nosso lado!

 

Só Brincadeirinha? – Talvez não.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:03

18 de Agosto de 2009

Terça-feira, 18.08.09

 

 

Será que a Bagé já é capaz de entregar estas orquideas

ao Avô Avelino no dia dos seus 50 anos?

 

Com um abraço grande de Parabéns.

Desejam as maiores Felicidades

à mais querida familia do mundo.

 

da Tia Zé

e Paulinha

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:05

Na mesma tecla…

Sábado, 15.08.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1882 – 3 Abril de 1987

 Na mesma tecla…

Fala-se de poluição, de defesa do ambiente. Fala-se!

Difundem-se opiniões. Fazem-se colóquios, seminários, congressos.

        

Agita-se a opinião publica através de jornais, rádio, televisão e sei lá que mais!

Parece que depois de tudo isto haveria um mínimo de normas a estabelecer, a cumprir e a fazer cumprir.

Parece! … mas não!

            

Porque depois, sem regras diferentes, ou novas directrizes, entregam-se às mesmas pessoas, os meios para que desgracem e reduzam a espantalhos as árvores… quando já em plena Primavera ousavam a ventura de reverdecer, prometendo aos homens que as agridem a sombra amenizante… benesse almejada… para quem calcularia os caminhos no nosso tórrido Verão.

    

Decepadas… tragicamente sinistras… aí estão circundando a cidade como visões de pesadelo… as velhas árvores que tentaram ser frondosas e generosas de sombra e beleza. Ai estão, talvez, vivas ainda, por mais algum tempo, ou… talvez a morrer de pé… como tantas outras que quiseram florir e foram mortas noutras Primaveras já passadas. Aí estão, escuras como silhuetas de fantasmas acusadores da nossa insensatez…

    

Para que então mais congressos, seminários e palestras, publicações coloridas, ilustrações e filmes se depois de tudo isso, ou apesar disso, se mete o serrote, a podoa, a escada, na mão não especializada, e para cúmulo… depois de passada a época própria… se deixa atentar contra a vida de tão doces e indefesas vítimas?

       

Limpar uma árvore é como que afaga-la e protege-la, não é certamente provocar-lhe a morte.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:20

RESPOSTA com retrato

Terça-feira, 11.08.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3.032 – de 6 de Agosto de 2009

 

RESPOSTA com retrato

Ventura Trindade meu respeitado Amigo

 

Li, com carinho, a carta aberta que, há tempo, me dirigiu pelo “Linhas” e, como tive oportunidade de pessoalmente referir o seu gesto, o tempo foi passando sem, como é meu dever, agradecer, também publicamente, a sua amiga “provocação”.

Faço-o hoje juntando-lhe “um retrato”que alguém muito querido na indesmentível sinceridade dos seus cinco anos, pintou, de mim com a lucidez e a verdade que só as crianças sabem usar.

Sei que poderia aduzir milhentas explicações e todas verdadeiras – algumas delas o Ventura Trindade referiu – para o meu silencio, porem, nenhuma delas teria a consistência e o vigor do retrato falado que a Conchinha, minha sobrinha bisneta, tão espontânea e sucintamente, de mim, fez.

Tive-a na minha companhia durante umas pequenas férias de praia no Algarve.

Num dia em que lhe prometi comprar conquilhas – petisco, com que delira – ao regressar a casa depois de mim, dirigiu-se ao pescador que no caminho as vendia interrogando:

-- Senhor homem! – Passou por aqui uma velhota a comprar conquilhas?

 

Nem Goya, nem Matisse, nem Medina ou seja lá que Génio fosse faria mais perfeito com menos traços.

Igual em perfeição, só conheço a resposta do lagarto pintado:

--quem te pintou? – Foi uma velha que por aqui passou.

Junto a foto da indesmentível artista e, um abraço grande e grato por ter tido a generosidade de me achar de menos.

Poucos – mas bons – se querem os Amigos.

Estima-o sinceramente

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:11


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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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