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O meu comício!

Quarta-feira, 23.09.09

A lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.824 – 14 de Fevereiro de 1986

O meu comício!

 

A campanha está no auge!

Parece a cantiga; ora agora dizes tu – ora agora digo eu – agora dizes tu – dizes tu mais eu!

E, Deus do céu! – As coisas que me dizem!

E, Deus do céu – As coisas que se insinuam e nem se ousam dizer! – E nem se ousam dizer! E que, como tal, têm apenas a leitura possível da pureza de coração de quem as escuta.

             

É verdade a campanha está no auge. O “cheiro a sardinha assada” – embebeda o ar e, cada um puxando a brasa para o seu lado.

Da minha janela olho. Da minha casa escuto, que por todas as frestas de portas e janelas nos entram os ventos da história que em histórias de verdade e mentiras emaranhadas se aventam como crianças que riem soltando papagaios de papel.

Da minha janela olho. À minha janela penso: deve ser a hora! – É por certo a hora de começar também a minha campanha – o meu recado a Elvas.

Também assim.

Elvenses! Esta é a vossa cidade, tomai-a – como ela é – pertença vossa!

Não a deixeis emporcalhar – não deixeis que a belisquem, sequer! - Cada canto e recanto, é vosso – usai-o com o respeito que a tudo se deve.

Levai os vossos amigos e, ide vós, visitar o vosso museu - as vossas igrejas – os vossos monumentos – com o orgulho de quem sabe e sente que está usufruindo de uma herança que século após século, outras gerações conservaram para vós – para nós.

Ganhe quem ganhar! – Nós é que não podemos nem devemos perder! – É esta a Vitória que está apenas nas nossas mãos porque só depende do nosso empenho e da nossa vontade. Vamos tornar para nós, seus habitantes, a mordomia da nossa cidade. Vamos cuidar e defender Elvas desde as suas árvores, aos seus monumentos, ao seu casario bonito, aos bancos e às flores dos jardins, ao asseio das suas ruas, de tudo em pormenor até aos pardais dos telhados e às pombas branquinhas do parque da Piedade.

Vamos? Vamos de verdade?

Ganharemos se não se perder em nós este espírito de campanha – esta febre de alta de comício em que a fé e a esperança no futuro dão asas e horizontes aos sonhos de ideal que mesmo em segredo todos acalentamos.

“Entregar Elvas a Elvas” pode também ser o grito de um propósito a ecoar de rua em rua…

.

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:00





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