Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
A CIMEIRA
Á Lá Minute
Jornal Linhas de Elvas
Nº 1919 – 18 de Dezembro de 1987
A CIMEIRA

Os ecrãs das televisões encheram-nos de imagens de apertos de mãos, abraços, sorrisos de circunstância e sorrisos pontuando ditos de espírito. Foi uma festa.
Aparato militar, protocolo, segurança, instalações para os meios de comunicação… - um nunca mais acabar de pormenores de requintada organização.

Falou-se de paz, de desanuviamento, de entendimento, de desarmamento, de esperança…

Falou-se da cimeira e compromisso entre as duas maiores potências do mundo.

Nunca se vira coisa assim!...
Falou-se, mostrou-se, especulou-se, contou-se, disse-se, preveniu-se, negou-se, descreveu-se, sonhou-se…
Repentinamente apeteceu-me rir.

Lembrei-me daquela “ingénua” historia do camponês que fora dos meandros das grandes organizações, afeito apenas à enxada que usava dia a dia para ganhar a vida, não se deixou cegar pelas pompas do cortejo real que passava e gritou:

“O Rei vai nú !”
Estando nós à beirinha da celebração do Natal de 1987, vamos reviver a maior cimeira da humanidade.
A inigualável.
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Todo o Homem é irmão do outro Homem!
Ama o próximo como a ti mesmo!
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SEREMOS CAPAZES ALGUM DIA ?
Maria José Rijo


