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São Mateus

Domingo, 26.09.10

 Procissão dos Pendões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:53

Programa São Mateus 2010

Segunda-feira, 20.09.10

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publicado por Maria José Rijo às 23:59

Parabéns Gilinho

Sábado, 18.09.10

 

 

Silêncio não é esquecimento!

.

E como prova, aqui está o seu beijinho de Parabens

neste dia 18 de Setembro.

 

Ainda não foi desta vez que juntamos a festa dos seus

anos com a festa da cidade.

O nosso desejo é sabê-lo feliz

onde quer que esteja.

Um beijinho para todos.

.

Beijinhos

Tia Zé e Paula

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:09

E porque não ?

Quinta-feira, 16.09.10

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3.088 de  16 de Setembro de 2010   

E, porque não?

.

Depois de ler, com atenção, quer as cartas de dois proprietários de imóveis de “cara suja”, quer o ultimato camarário para a cosmética do pó de arroz no Centro Histórico, decidi expor, como quem pensa em voz alta, o que pode passar na mente do cidadão comum frente a estas circunstâncias.

Que salvar o património é urgente e necessário.

 É óbvio.

Mas, como fazê-lo?

Como podem os proprietários, com as rendas que publicamente declaram, proceder ao milagre?

Não lhes vislumbro saída.

Porém, a Câmara, declara, também publicamente, que poderá executar essas obras dada a confessada impossibilidade de os visados as assumirem, para depois, cobrar coercivamente as verbas dispendidas.

Vejamos então:

Se existe essa probabilidade e, a entidade decisora pode suportar os custos, porque não contrata essas obras com os Senhorias podendo depois, ressarcir-se a si própria, com o dinheiro das rendas, já que impondo-as, como quem lhes encosta uma espada ao peito, parece admitir que essas verbas são suficientes para cobrir o investimento a fazer!

E, porque não?

 

Descontada a ironia que sempre nos merecem decisões, que se nos afiguram tomadas de forma tão fria, que ao primeiro olhar se nos mostram tão inconsequentes como injustas, não será o caso de ser pensado “um programa global de recuperação da cidade antiga” com cabeça tronco e membros, que não hostilize os proprietários, tenha em linha de conta as dificuldades monetárias dos inquilinos e que, salvando da ruína a velha urbe, dignifique a Câmara que o criar?

Parece-me pouco provável que não haja hipótese viável dentro das múltiplas possibilidades que temos visto acontecer para obras, nunca mais urgentes e necessárias do que no caso em foco...

 

É que, um pouco mais… já nem precisa ser muito mais, e muito de Elvas será apenas lembrança irrecuperável de um passado de que davam testemunho histórico.

Pôr pó de arroz no rosto, pode embelezar, porém, necessária, imprescindível, seria a obra de fundo que tornasse apetecível habitar no centro histórico, salvando a fisionomia exterior, mas actualizando as condições do “conteúdo”

Recordarei sempre Sortelha!...

E, acabo de vir de Guimarães onde, também, muito se pode aprender, sobre o tema.

Eu, até penso que, se, se tivesse prestado cuidada atenção à proposta do Senhor Manuel António Torneiro, construindo o teleférico para acesso ao Forte da Graça, Elvas teria muito mais turismo e o Forte não teria chegado ao deplorável estado em que se encontra.

 

Outra notícia que não entendi foi:

Numa altura em que é possível determinar datas de obras de há milhões de anos, e de tudo o mais que apareça, seria assim tão difícil verificar se os Meninos da Casa Pia, mentiam ou não, ao afirmar que a casa dos meus queridos e respeitados vizinhos Nunes tinha salas que se evaporaram?

Porque não testaram a data dos materiais?

Cada vez me convenço mais que – para além da evidente tragédia, houve aproveitamentos oportunistas por falsas vítimas que acabaram por criar outras que atiraram para a fogueira.

Neste nosso País, onde a inveja é,” não um sentimento, mas um sistema” como escreveu um

filósofo português –José Gil – (cotado entre os 25 grandes pensadores de todo o mundo) não são para admirar estas e outras incoerências …

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 14:05

O passeio das virtudes !

Quarta-feira, 08.09.10

À Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.820 – 17 Janeiro 1986

Passeio das Virtudes

 

O “Passeio das virtudes” – programa de divulgação feita pela R.D.P. Antena 1 – veio a Elvas.

Elvas, agradece a visita, porque Elvas recebe bem e sensibiliza-se quando a olham com interesse e dela falam com interesse e com respeito.

As vidas das cidades, como as vidas das pessoas, têm seus altos e baixos – seus momentos de grandeza e suas debilidades.

Com Elvas, através dos tempos, assim também tem acontecido.

De há alguns anos para cá Elvas quase se acomodou à desprestigiante posição de, ser apenas, caminho para Badajoz. Porém – circunstâncias varias, entre as quais e muito particularmente, a consciência da sua nobreza e da riqueza da sua história, testemunhada por rica arquitectura militar, começam a avivar o seu recatado orgulho pela beleza do casario, pela luz que reflecte quer o verde dos seus campos, numas épocas, quer os amarelos dos restolhos que faíscam como metais nos tempos de ceifas.

Elvas quer fazer ouvir a voz dos sinos das suas magnificas igrejas e capelas onde a população reza e enraíza suas vidas de gente de fé em casamentos, missas e baptizados.

Por todos estes e outros motivos, Elvas quer acordar e fazer-se valer como merece.

Quer acenar ao País como cidade nobre, que é, quer conviver – ser visitada - ser falada – amada e conhecida como castelã que vive na fronteira e, guardiã que é, do Padrão da Batalha das Linhas de Elvas – onde se defeniu, de vez, a restauração da nossa independência, Elvas não é passagem – é cidade ilustre – onde cada recanto, cada pedra, cada esquina tem para contar um testemunho de um passado heróico.

Elvas quer de todos, o cuidado e o respeito que se deve a um nobre antepassado que escuta com veneração, que nos fale do seu artesanato, das suas freguesias, dos seus costumes, dos seus poetas, dos seus monumentos, dos seus petiscos e gulodices, dos seus cantares, dos seus pintores ou da vivência quente e franca da sua gente generosa e afável.

Como tal… já agora… - Elvas pede a Carlos Pinto Coelho que dela se lembre em:

   “Antes que seja tarde”

 .

.

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 22:58

As palavras e a gente

Quinta-feira, 02.09.10

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3086 de 2 Setembro de 2010  

Conversas Soltas

As palavras e a gente

 

Um grupo de escritores, amigos de Miguel Torga, resolveu certa vez, oferecer-lhe uma palavra. Depois de muito pensarem e discutirem, decidiram por unanimidade que, para Torga, a mais certa, a que melhor lhe quadrava, e, então lhe foi oferecida, foi a palavra – telúrico.

Sempre achei esta história que me foi contada por um elemento do grupo do qual, também fazia parte Virgílio Ferreira, uma delícia.

 Quem leu poesia sua, os seus diários, ou estudou alguma coisa sobre a personalidade de Torga, não tem dúvidas de como a essência da palavra lhe assenta como uma feição. Sóbria, escorreita, sem arrebiques, nem artifícios, promissora como terra generosa e fértil.

Daí que muitas vezes, quando recordo este episódio, me detenha a pensar nas palavras que gostaria, também, de ser eu a oferecer a algumas pessoas em determinados momentos ou circunstâncias ou, naquelas outras com que qualquer de nós ficaria feliz se fosse presenteado.

Porque as palavras, como a música, são uma forma de mostrar como se vê o mundo, como se sente a gente entre a outra gente, com que força de alma, com que olhos, com que amor se abarca a Vida.

 

Quem diz: - meu amor, ou meu querido, ou minha querida, beija com as palavras seja qual for a distância a que se encontre da pessoa a quem se dirige - porque a palavra não é apenas um conjunto de letras. A palavra é um cofre de emoções que se abre especialmente para o coração, para o entendimento de quem a recebe, de quem a escuta, a guarda, a recorda.

Oferecer uma palavra, pode ser como oferecer uma flor, um fruto. Porque a palavra também pode ser olhada com fruto de um sentimento, como flor de um afecto, como a ternura de um sorriso

A palavra tanto pode afagar, mimar, salvar, como também, pode gerar todas as situações opostas.

Com a palavra também se pode brincar, embora a palavra nunca seja um brinquedo.

Então hoje, lembrando o aniversário de o jornal “ Linhas de Elvas”que, como toda a imprensa vive da palavra, ocorreu-me ponderar qual, ou quais seriam aquelas que lhe poderiam ser oferecidas.

Quais as que lhe assentariam, como retrato, quais as que, olhadas fosse por quem fosse, que o conhecesse, dele falassem, como o sorriso a gargalhada, o tom de voz, identifica qualquer pessoa da nossa intimidade.

Como lembrar é um dos privilégios de quem viveu muito…

 

Recordei o dia em que o vi nascer e só me ocorreu -Sonho!

Recordei perseguições políticas e escrevi – Coragem!

Recordei aplausos e vitórias e escrevi – Reconhecimento!

Recordei adversidades suportadas sem soçobrar e escrevi – Dignidade!

Recordei o serviço de amor a Elvas e escrevi – Fidelidade

Recordei a democrática aceitação de diferentes ideais e escrevi – Imparcialidade!

Recordei o culto da Verdade e escrevi – Honra

Quis escolher uma palavra apenas, mas, não sabia qual escolher . Reconheci que somadas contam uma – VIDA – a vida de um jornal que nasceu sob a custódia do nome da – talvez mais importante batalha para a independência de Portugal – LINHAS DE ELVAS – que, como um estigma, marca a sua génese e o seu percurso.

Então, sentindo quanto, e como, todas lhe cabem por justiça, dei-me conta de que, juntas, são apenas por uma:

“ LINHAS”

Assim, e, todo o coração, como quem reza, só fui capaz de pensar

e escrever:

Escorreita e nobre a tua Vida, companheiro!

 

Parabéns!

 

 

  Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 11:34





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