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UM JORNAL DE HÁ 4 SÉCULOS

Quinta-feira, 28.10.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1839 –  30 de Maio  1986

UM JORNAL DE HÁ 4 SÉCULOS

 

Quem nos diria que há quatro séculos já havia um jornal denominado “Gazeta dos Desportos”?

Parece impensável?

Vejamos então:

Será que se admite como possível que qualquer redactor de um jornal não distinga as cidades das vilas ou aldeias do seu próprio país?

Impensável?

 

Pois… quem já leu por duas vezes, em pouco tempo, escrito na Gazeta dos Desportos – vila de Elvas referindo uma cidade que tem, nessa qualidade, mais de quatro séculos de existência, só pode pensar que o dito é, consequentemente, anterior ao século XVI!

Ou não será assim?

Porque, - de duas - uma:

 

Ou há um mínimo de preparação – instrução primária – (onde já se aprende geografia politica que baste para saber quais são as cidades do nosso país) – que se exige a quem escreve em jornais de futebol ou, o doutoramento na matéria vem já de tão longe no tempo, que antes de Elvas ser cidade, o que aconteceu a 20 de Abril de 1513, já este jornal se editava. Apostando nesta hipótese, julgo que o que nos chegou às mãos foi qualquer transcrição ou fotocópia – (moeda mais recente) – de velho e precioso manuscrito! 2, daí que o nosso pasmo seja tamanho quanto a nossa confusão!

 

Naqueles tempos, era usado o pergaminho como hoje se usa o papel.

Só nós sabemos, se, já então para tal se curtia a pele de burro.

Talvez! Porque duas vezes seguidas a mesma imperdoável calinada é qualquer coisa que excede o que é razoável aceitar por lapso! …

 

Maria José Rijo

 .

ATENÇÃO:

Para conhecimento dos interessados, nesta citação parcial:

“… e vendo a grandeza da nossa notável e muito honrada Villa de Elvas, e como a sua povoação e nobreza vay louvoros a D.S.., cada vez em mayor crescimento, povoada de bons fidalgos, e cavaleiros, e outra gente de merecimento e q. estão sempre aparelhadas pª. Nos servir com armas, homens e cavallos, e como por todas estas razões he coiza justa………………………………………………………………………”

 

(( carta de el-rei D. Manuel, de 20 de Abril de 1513, elevando Elvas à categoria de cidade )).

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publicado por Maria José Rijo às 19:34

Isto é connosco!

Domingo, 24.10.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1828 –  14 de Março  1986

ISTO É CONNOSCO…

 

Tem destas coisas o acaso!

Alguém da minha família, ligado a Elvas por profundas amizades e recordações dos sus primeiros tempos de carreira militar – faz neste momento um interessante trabalho de investigação, que o leva a pesquisar coisas do arco-da-velha!

 

Assim que, ao passar-lhe pelas mãos algo – que aos elvenses diz respeito – não resistiu e… aqui está:

 El Rei D. Luis I

-- 1- Por carta Régia, escrita no Paço da Ajuda em 22 de Outubro de 1862, Sua Magestade El-Rei D. Luiz I, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, oferece o posto de Coronel Honorário do Regimento de Cavalaria nº1 a VICTOR MANUEL, Rei da Itália como prova singular de estima pessoal e, ao mesmo tempo, para honrar o Exercito Português, inscrevendo tão augusta e gloriosa personalidade na lista dos oficiais.

 

-- 2 – Por Decreto de 20 de Novembro de 1862, El-Rei D. Luiz I , tendo em atenção que Sua Majestade El-Rei Victor Manuel de Itália aceitara a nomeação para Coronel Honorário do Regimento de Lanceiros nº 1, determina que a partir da data deste Decreto e referido corpo se denomine  - REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 1 – LANCEIROS DE VICTOR MANUEL.

 

-- 3 – Em Janeiro de 1878 morre o Rei Victor Manuel e, Miguel de Sá Nogueira, Tenente de Cavalaria e Adido Militar junto da Legação de Portugal em Roma, é encarregado de representar, o Regimento de Cavalaria nº 1 – Lanceiros de Victor Manuel, nos funerais do Rei Victor Manuel, Regimento de que ele augusto soberano era Comandante Honorário e de depositar uma coroa condigna. (Noticia- Revista Militar-Janeiro de 1878)

 

-- 4 – Pela Ordem do Exercito nº 2 de 10 de Janeiro de 1878 se determinou que o Regimento de Cavalaria nº 1 – Lanceiros de Victor Manuel, tomasse luto por 30 dias, como demonstração de sentimento pela injusta morte de Sua Majestade El-Rei de Itália, Victor Manuel, Coronel Honorário do mesmo Regimento.

 

--5 – Em data que ainda não foi possível concretizar, Sua Majestade El-Rei de Itália Victor Manuel oferece, àquele corpo de tropas – Regimento de Cavalaria nº 1 – LANCEIROS DE VICTOR MANUEL; o seu retrato a óleo, de corpo inteiro, fardado de Grande Uniforme de Coronel do referido Regimento.

--Este retrato permaneceu sempre no Regimento de Lanceiros nº 1 onde foi visto por muitas gerações de militares que ali prestaram serviço.

--Fez parte do seu património, tal como o Regimento de Lanceiros nº 1 fez parte do património da cidade de Elvas onde, desde meados do séc. XVIII, sempre se encontrou sedeada com a denominação do Regimento de Cavalaria de Elvas, até ser extinto em 1975.

 

-- 6 – Em 1975, mais propriamente, em 30 de Abril de 1975, por razões de reorganização militar, o Regimento de Lanceiros foi extinto.

-- Extinção essa que só vem a ser oficializada por Decreto nº 181/77 de 4 de Maio, publicado em Ordem do Exercito nº 5 de 31 de Maio de 1977.

--É então designado, talvez impropriamente, seu herdeiro o Regimento de Cavalaria de Estremoz, é designado fiel depositário do Património Histórico do extinto Corpo de tropas cujas tradições ficaram indelevelmente ligadas à cidade de Elvas.

 

--7 – Desconhece-se onde se encontra o retrato a óleo do Rei Victor Manuel, considerando-se, no entanto, que, hoje em dia, só deveria estar em qualquer um destes lugares:

               -- No Museu Militar, em Lisboa

               -- No Museu da cidade de Elvas, cujas pretensões são mais do que legitimas uma vez que nem o Regimento de Infantaria de Elvas, nem o Regimento de Cavalaria de Estremoz têm qualquer ligação a esse Património Histórico que é totalmente alheio ás tradições histórico-Militares de qualquer uma destas duas unidades.

-- Nestes termos, consideramos que se o Museu Militar não reivindicar os seus direitos sobre tão valioso documento iconográfico do séc. XIX, assiste ao Museu da Cidade de Elvas, o direito legítimo de reivindicar a sua posse pelas tradições histórico-militares da Cidade e Praça de Elvas sempre tão intimamente ligada aos Corpos Militares que ali se mantiveram sedeados.

 

 

Se lerem --  como eu li – por certo terão pensado como eu também pensei:

-- ONDE estará o retrato de Sua Majestade El-Rei Victor Manuel que o Museu de Elvas deve guardar??

Urge averiguar – porque --  é connosco!!

 

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 15:23

A verdade dos mitos...

Terça-feira, 19.10.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1861 –  7 de Novembro  1986

A VERDADE DOS MITOS…

 

Uma das minhas histórias preferidas, quando era criança, contava a vida de uma princesa, que em todos os momentos de pavor que tinha que suportar, ao atravessar a floresta de cobre, de prata e de ferro – sempre defendida por horríveis dragões que vomitavam chamas – se via “ in extremix” – salva miraculosamente, porque nascera com uma estrelinha na testa.

 

Nas histórias antigas, as meninas princesas boas, eram de beleza idílica e bondade sem mácula e sofriam tratos de polé pela inveja de madrastas, que eram sempre feias e más, pavorosas como sustos! Como as histórias eram tecidas de terrores, maldades e generosidades de dimensões impensáveis, ficava-se a saber que todas estas coisas eram mais antigas no mundo do que as próprias histórias, já que eram estas que as narravam.

 

Claro que nestes contos do maravilhoso, os milagres, quero dizer, os acontecimentos fora do comum, sucediam aos bons e aos maus. Assim as lágrimas podiam ser pérolas, quando vertidas pelos bons, enquanto os maus choravam sapos e caganitas de ratos.

Também no fim das embrulhadas os maus eram punidos duramente, enquanto os bons recebiam recompensas mirabolantes… eram cobertas de pedrarias, príncipes ou princesas para consortes, e quer eles, também exemplos insuperáveis de virtudes, beleza, juventude, graça… aliás era um estado de graça que ficavam depois a viver para sempre…

 

Não sei muito bem porquê, e se o suspeito calo por não ter a certeza - aqueles contos fantásticos que sempre tinham sentido e intenção acodem-me muitas vezes ao espírito.

 

Vejo as florestas de cobre em cada árvore que o Outono despe, com o sol a incendiar o tons de laranja das folhas que esvoaçam e também…

Vejo as florestas de ferro em cada pinheiro ou eucalipto queimado, ainda de pé e já sem mais esperança de verdes renovados…

Vejo a prata no brilho de cada copa florida de branco quando os frutos são ainda promessas…

Sei, sabemos, como são comovedoras e belas – verdadeiras pérolas – as lágrimas de ternura, e como são revoltantes, asquerosos como feios repteis ou fétidos ratos os sentimentos maus.

No entanto, nas histórias reais também o bom e o mau – fadas e bruxas - de cuja mistura todos somos feitos se degladiam  dentro de cada um. E, se ninguém encontra, quando passa a mão pela testa, a tal estrelinha que dá imunidade e garante o bem, o prémio, o conforto depois de qualquer légua de mau caminho, ou luta terrível com perigoso dragão -  não porque a estrelinha não exista – ela é o ideal porque se orienta cada vida, para a qual se aponta o sentido de cada existência .

 

Por isso, à última hora, “in extremis”, quase sempre se salvava a princesa idilicamente bela porque era a imagem daquilo que se propunha defender, o Bem e a justiça, pelos quais lutava com decisão e coragem. Eis que, compreendido ou não, cada um tem que lutar e sofrer pela “estrelinha” que o guia porque “in extremis”, a fé o salvará.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:30

"A Cidade do Homem" - Amadeu Lopes Sabino

Quinta-feira, 14.10.10

CONVERSAS SOLTAS

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3092    de 14   Outubro de 2010

 

A propósito de:

“A Cidade do Homem”

O mais recente livro de Amadeu Lopes Sabino, Escritor (com maiúscula) que sendo português e elvense, duplamente nos orgulha

 

Como é natural, não tenho a ousadia de me meter por meandros, que pareçam, sequer, querer levar-me a fazer critica deste livro cuja leitura me encantou.

Não devo, até por respeito para com o escritor cuja obra de há muito sigo com particular interesse, extravasar as minhas limitações.

Sendo isso verdade, vou ater-me, já que o prazer desta leitura, não me permite silêncio - a contar um episódio antigo que a sua leitura reavivou no meu espírito e me induziu a um “convívio”de maior encanto com esta narrativa singular.

(Foto J.L.E.)

Em 1943, acabada de sair do Liceu, cheguei a Elvas vinda lá desse Baixo-Alentejo, onde a planície se espraia como a imensidão do mar. Pelo caminho, já a paisagem, em si, por ser também Alentejo, e tão diferente, me prendera a atenção. Depois uma paragem forçada, sob um arco das Portas de Olivença, por onde entrei na cidade fechada nas muralhas, tocou a minha alma num deslumbramento de quem num passe de mágica tivesse voltado a um passado só idealizável em sonhos.

 Era como se recuasse no tempo e mergulhasse na história.

 Era a porta aberta para o imaginário.

A cidade, com seu cariz medieval, suas ruas estreitas, prédios altos, poucos largos, rica de belas igrejas e “passos”, com suas fontes, sua praça maior no centro, coroada pela Sé, sua luz alilazada ao entardecer tinha no todo como que um casto pudor da sua beleza, uma nobreza austera e discreta de quem se sabe guardiã de segredos que se pressentem e, de que cada pedra, cada “forte,”cada recanto, davam testemunho.

Vão sessenta e sete anos. A cidade mudou.

Mudar era inevitável.

Felizmente para melhor - algumas vezes.

Noutras - não tanto, como tudo nesta vida.

Mas…

“A Cidade do Homem” – está aí.

E, é esse livro que venho agradecer, em meu nome e em nome de muitos outros leitores anónimos, como eu.

A Cidade do Homem traz-nos, partindo de factos e personagens reais, a “tal” magia do imaginário numa recriação documentada, da biografia de António Dinis da Cruz e Silva magistrado e poeta, que nas querelas entre o Bispo D. Lourenço de Lencastre e o Deão da Sé de Elvas, D. José Carlos de Lara, se inspirou para escrever o Hissope, obra literária, que havia de ficar celebre pela sua qualidade no mundo das letras, e, considerada até, como um dos dois ou três melhores poemas herói-cómicos da literatura ocidental. (segundo os seus biógrafos.)

Amadeu Lopes Sabino, bem merece figurar entre os autores que Elvas sempre lembrará com orgulho e gratidão até por trazer à tona valores de Elvas de que os “de casa” às vezes – vezes demais - esquecem.

 

          Maria José Rijo

 

 (Foto J.L.E.)

Este livro vai ser apresentado à imprensa no dia 12 de Outubro, e terá uma segunda apresentação ao público, em geral, no dia 25 de Novembro, na Biblioteca Municipal de Elvas.

Creio que os elvenses não faltarão à chamada.

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publicado por Maria José Rijo às 11:37

Era uma vez...

Quarta-feira, 06.10.10

À Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.788 – 31 Maio 1985

Era uma vez…

 

Em 1979, em Angra do Heroísmo, pediram-me para escrever umas linhas de introdução aos direitos da criança que, impressos no programa das “Festas da cidade”, iria ser distribuído à passagem do cortejo que subordinava a esse tema.

Escrevi então, o que hoje, aqui venho repetir neste ano de 1985 – na véspera do dia em que é suposto que – em todo o mundo – a mesma preocupação – por um momento que seja – ocupe todas as consciências.

 

-- Era uma vez o sonho de criar um mundo melhor capaz de nos redimir de guerras, destruições, injustiças e atrocidades…

-- Era uma vez a esperança, renovada em cada ser que nasce…

-- Era uma vez a Criança – para quem a Vida é caminho e o Mundo tem que ser casa…

-- Era uma vez um Mundo novo que só se pode erguer com a ajuda de todos porque tem que ser cimentado pelo amor de cada um…

-- Era uma vez, se nós quisermos, um sonho feito verdade…

-- Era uma vez “Dez Direitos” reconhecidos universalmente como deveres que “TODOS” temos para com qualquer criança que nasça em qualquer lugar sobre a terra…

-- Era uma vez , eu, tu, ele… todos nós a fazer a sementeira da Paz!

Amor e justiça que as crianças hão-de colher…

-- Era uma vez um sonho que se realizava.

-- Era uma vez o homem que Deus fez à sua imagem…

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 20:14

Quantos outros?

Sexta-feira, 01.10.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1826 –  28 de Fevereiro  1986

Quantos outros?

 

Mesmo com este tempo irregular, já se sente a Primavera – que não tardará – incubada na macieza do vento que passa.

Mentalmente já se começam a estruturar passeios ao campo, cujo apetite transparece logo que o sol, mesmo tímido, aparece, e o ar amorna.

As tardes são maiores, a luz é mais viva, talvez o tempo comece a render melhor e se possam, enfim, cumprir desejos que se guardam de ano para ano.

A televisão avassala os serões m que se lia, ouvia-se musica ou conversava. Os empregos retêm as pessoas fora de casa quase todos os dias da semana.

As tarefas ficam mais breves a atravancadas pelas tarefas inadiáveis, a que obriga a subsistência. Os congelados – acabados à pressa – facilitam – e vão surgindo sobre a mesa em lugar das sopas perfumadas que se insinuavam pelo olfacto, espevitando o apetite. As casas já não são as colmeias que giravam em torno da abelha-mestra, e onde cada criança passava o dia à descoberta, cirandando de cá para lá, aprendendo a conviver com as outras gerações e descobrindo o seu próprio espaço. Os tempos mudaram! Esse “Tapete de segurança”  da vida de família em torno da Mãe e dos Avós – em casa – com o Pai a regressar à tarde, com o jornal para se ler ao serão e, a família, em festa a recebe-lo, como se de longe chegasse – passou.

Os meninos, já não são os pintainhos que a asa da galinha aquecia protegendo. Agora, igualizados, são parte do bando maior que o aviário cria, com regras sabiamente estabelecidas e exercidas com rigor científico. Até por isso, porque a casa e a família, já não podem ter o espaço, de preponderância, que regia as influencias para a desejada formação dos filhos que seguiam hora a hora – a sociedade que absorve e usa o tempo de todos – tem mais deveres para as gerações novas.

É vulgar ouvir e censurar a mocidade – é corrente fazer-lhe exigências – é frequente enche-la de presentes (como quem compra cumplicidades ou paga compensações…) mas, já ninguém estranha ver os filhos sós, entregues a si próprios, sem esclarecimento a tempo, a maior parte das vezes sem ideias que os reúnam e despertem para causas superiores.

Pensava em tudo isto, nesta tardinha de Fevereiro, vendo vaguear ao acaso, a gente nova, e, deixando crescer dentro de mim a esperança de que a Biblioteca e o Museu possam ser em breve os espaços de cultura de que Elvas precisa, se Elvas o quiser verdadeiramente.

Aos nomes consagrados de Eusébio Nunes da Silva que fundou o Museu e de António Torres de Carvalho, Francisco de Paula Santa Clara, Vitorino de Almada, António Domingos Lavadinho, Major Baião, António Tomás Pires, Júlio Botelho, e mais recentemente Eurico Gama – (e tantos mais, cito de memória ao correr da pena) – quantos outros elvenses poderão, se quiserem, acrescentar os seus nomes a esta lista revitalizando como oferta de meios de modo a tornar vivos e actuantes os espaços culturais:

Biblioteca – Museu – que antepassados seus – com rara visão de futuro – criaram com as suas doações.

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 11:24





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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