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Histórias com mezinhas e receitas – 2

Quinta-feira, 25.11.10

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3098 -  25 de Novembro de 2010

Histórias com mezinhas e receitas – 2

O xarope milagroso

 

A Rosaria passou mal a ter a criança, mas a Ti Ermelinda, que lhe assistiu, até na “venda” da Ti Carapinha, disse “ que nã na julgassem pela cara sardenta e queimada do sol, porque o corpo dela era branco como o “lête”.

Parece que o marido da rapariga soube da conversa e não gostou.

“Há coisas que se sabem nas horas do íntimo que nã se querem faladas nem nas tabernas, nem no lavar das roupas nas rubêras, nem em parte nenhuma! São do íntimo! São do íntimo! - e acabou-se.” Comentou agastado.

 

 Dizia-se até que não pediu contas do dito à Comadre porque a Rosaria já não tinha Mãe, e a irmã, a Bia Anica, morava longe, lá p´rós lados das Minas de Aljustrel e não lhe poderia acudir em tais horas, porque também tinha “uma porrada de mocinhos pequenos.”

Pesadas as circunstâncias, calou-se, e aceitou os cuidados da Comadre que, valha a verdade, por muito entendida, era sempre chamada a “aparar” bezerros, crianças e qualquer criatura que precisasse de ajuda para entrar no mundo.

Era pessoa respeitada e com muito préstimo também para amortalhar defuntos, que era outra circunstância para que era muito requisitada. Indispensável, até!

Sabia atar-lhes os “quexos” com força na hora certa e quem ela “proparasse” ia bem composto para o outro mundo, sem levar a boca aberta, habilidade que fazia também parte do seu prestigioso currículo.

Era viúva havia muitos anos, mas com todos estes préstimos, nunca lhe faltavam “molhaduras” e, delas tirava, sem miséria o seu sustento. Depois, juntava a tudo isto a sabedoria da prática e conhecimento de colher ervas milagrosas, e, com elas fazer afamados mezinhas.

 

Ora, a Mãe da Rosaria morrera com “aquela moléstia nos polmões”que matava mais gente do que a pneumónica, e, como desde que “emprenhou gomitava” dia e noite, estava numa fraqueza que só visto e tinha que se lhe acudir com urgência.

 Não havia dúvidas que para dar mama à criança precisava de um bom tratamento. Então, mais uma vez, solícita a velha comadre resolveu o problema ensinando a receita do xarope milagroso.

 

Apanha-se numa grande molhada de espinafres, põem-se ao lume sem água porque quando aquecem os espinafres “choram tanto ou tampouco” que dá para cozer juntamente com eles, também, uma grande molhada de agriões e outra de urtigas. Depois de cozidas as ervas, espremem-se muito bem e côa-se esse “chorume”que volta ao lume com mel e casca de limão para fazer um ponto fraco.

Se quiser também pode fazer com açúcar mascavado, ou com a mistura das duas coisas.

Toma-se às colheres, três ou quatro vezes ao dia e não há fraqueza nem tosse que lhe resista.

E, assim se tratou e curou a Rosaria.

 

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 16:41

Quando eu for analfabeta…

Terça-feira, 23.11.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1836 –  9 de Maio de 1986

Quando eu for analfabeta…

 

Cada um sabe de si, e só Deus sabe de todos – diz um rifão muito antigo! – E de mim, sei eu!

-- Não gosto de máquinas!

 

-- Gosto de pessoas, de flores, de bicharada…

Uso as máquinas com a desconfiança com que ouço falar os papagaios!

Por isso, quando outro dia, meia dúzia de rapazinhos maravilhosos, me encantaram com o seu domínio e familiaridade no campo da informática – quando me ensinaram que dentro em breve será tão analfabeto quem não manusear um computador, como era dantes quem não sabia ler…

Quando isso aconteceu, fiquei a pensar no que farei quando for analfabeta e, logo, logo, – afligi-me.

Depois lembrei-me de Rilke quando em “Cartas a um poeta” pergunta a Kappus:

“Mesmo numa prisão cujas paredes abafassem todos os ruídos do Mundo, não lhe restaria sempre a sua infância, essa preciosa, essa magnifica riqueza, esse tesouro de recordações?”

“Tente fazer voltar à superfície as impressões desse vasto passado”

Pensei nisto e senti-me reconfortada.

Porque quando eu for analfabeta, quando eu estiver cativa do meu desamor pelas máquinas, poderei ainda reviver recordações e imaginar futuro, a contar:

-- Antigamente, nas escolas, não havia computadores, e as crianças tinham de memorizar a tabuada para conseguir fazer contas e cálculos.

Então, para facilitar esse esforço, os pequenos alunos davam as mãos como numa roda, e entoavam em coro, como lenga-lenga, essa cantilena que ajudava a aprender de cor:

2x1=2 – 2x2=4 – 2x3=6 – 2x4=8 – etc, etc,

 

E estas e outras coisas serão contos do futuro que hão-de passar de geração em geração como rezas e lendas antigas de “Damas de pé de cabra “ que chegaram até nós.

E o passado e o futuro serão sempre equidistantes do presente e maquinas virão substituir máquinas, porque só o homem recorda, sonha e cria – Graças a Deus!

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 15:18

Alerta vermelho

Sábado, 20.11.10

 

Toda a noite o vento uivou!

Que cheiros me traz o vento?!

Que cheiros de vida e morte
me traz o vento que passa
que soa a ranger de dentes,
a gritos de desespero
soa a morte! - soa a medos!
mas traz consigo os segredos
de sementes que germinam
de pólen e de flores
de beijos quentes de amores
de sal da água do mar
de seiva viva que sangra
das árvores que ele próprio mata?
Que cheiros de vida e morte
me traz o vento que passa?
Que cheiros e sons traz o vento
que passa acorda lembranças
que me embala e tanto assusta

que me atormenta e deslumbra...
que me arrasta o pensamento
indómito como é o vento?

Talvez ecos dum passado
onde o futuro habitava

talvez apenas o alerta
de que vivo este momento!
em que perdida de mim
escuto o passar do vento...

 


Maria José Rijo



 

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publicado por Maria José Rijo às 04:43

RESCALDO

Terça-feira, 16.11.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1857 –  10 de Outubro de 1986

RESCALDO…

 

Pelo menos - a nível local – bastante já se falou e disse sobre a visita a Elvas por alguns membros do governo.

Se bem que visitas de passagem, quando o rumo é outro – sejam lugar comum na nossa terra – desta vez – a novidade foi que o destino não era Badajoz, e o viajante era o Senhor Primeiro-ministro.

 

Porém, o que foi novo, e não vi sublinhado com a importância que, a meu ver, teve … foi a frontalidade e a lucidez da intervenção do nosso Presidente da Câmara.

Não é vulgar, nos tempos que correm, as pessoas assumirem com tanto desassombro as suas convicções, e quando os destinatários dessas mensagens são os mais altos “mandantes” e o que se diz não é titubeado mas sim, afirmado com a dignidade e a segurança do sentir que exprime, mais respeito nos merece.

 

Ouvir da boca do Senhor Presidente da Câmara, sem trair a cortesia e a delicadeza que compete a um anfitrião, defender os interesses dos seus munícipes lembrando aos membros do governo que – traçar projectos em gabinetes só tem sentido, tendo em conta o bom senso que obriga ao respeito pelas populações – voltar mais adiante, a ouvir repetir a expressão, bom senso, para que não parecesse casual, penso que deve ter deixado em todos os circunstantes aquela noção de dimensão e capacidade que se espera de quem foi escolhido para nos representar.

 

… Mesmo os turistas mais apressados, rolando a alta velocidade pela estrada, ao passarem junto do Aqueduto, não resistirão a pensar que em Elvas há qualquer coisa de identificador e diferente…

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 16:29

Histórias com mezinhas e receitas - 1

Quinta-feira, 11.11.10

Histórias com mezinhas e receitas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3096  11 de Novembro de 2010

 

 

Histórias com mezinhas e receitas - I

A sobremesa do Senhor General

 

As manas eram solteiras. Tinham ficado para tias, como ainda hoje se costuma dizer quando, numa família alguns elementos do sexo feminino não contraem matrimónio. Dispunham de algum rendimento e, como tinham casa própria, herança de seus Pais, subsistiam sem grandes percalços.

Tinham uma velha criada que as cuidava com amizade e quase poderia ser considerada herança de família, porque também já estava na casa quando a mais nova das manas nasceu.

 

Era gente de boa educação e bom-tom. Embora já fossem idosas eram tratadas por “as meninas”entre familiares, amigos e empregados. Até na rua onde sempre habitaram, desde o senhor da mercearia, ao carismático sapateiro da esquina que tudo sabia das vidas alheias por trabalhar com a banca na soleira da porta, eram referenciadas por: - as meninas da casa da  sacada grande.

Já ninguém se lembrava se haviam sido bonitas ou feias, ou sequer se haviam sido jovens. Havia muitos anos já que eram simplesmente “senhoras de idade”, ou, com alguma ternura: - “as velhotas”, como também eram designadas.

Em tempos, quando os pais viviam, saíam frequentemente de trem para passeios e visitas de circunstância. Agora, os amigos fieis que ainda conservavam, como “bens de herança”, uma ou outra vez, levavam-nas de automóvel a algumas festas de igreja, e, muito principalmente, a missas de aniversários, por alma dos que partiram…

À parte isso, pouco ou nada saiam de casa. Em contrapartida, continuavam, a receber para o chá, (como fazia a mamã) as visitas da casa, todas as quartas-feiras.

Então era um rememorar de lembranças, um evocar de histórias, tão cheias de pormenores que pareciam ser saboreadas com tanto deleite como os doces especialíssimos que sempre eram servidos quase com requintes de sadismo para uma assistência que vivia subordinada aos preceitos de dietas a que as maleitas crónicas impunham distância de açucares manteigas e ovos...

Afora isso, havia as datas de aniversários e festas de Natais e Páscoas em que os sobrinhos, compareciam, vindos de longe, talvez, mais em procura dos resquícios de memórias de infância que a casa e as velhas senhoras ainda configuravam do que qualquer outra fonte de prazer.

Então, as Tias aprimoravam-se. Voltavam a consultar os antigos livros, de receitas manuscritas, herdados de outras gerações, para reler o que há muito sabiam de cor e salteado mas a que a consulta dos velhos alfarrábios parecia emprestar um requinte especial.

Fulano gosta mais disto; beltrano, daquilo, evocavam. Fazemos tudo – decidiam! e que não falte a “barriga de freira “ para o senhor General, ajuntava a velha serva que o considerava o “meu menino” – tão brincalhão, tão divertido!

Então podes tu mesma faze-la – decidiam as manas e, entre as três

Recapitulavam a receita:

500 Gramas de açúcar - mais ou menos 5oo gramas de miolo de pão -18 gemas e mais 2oogramas de açúcar para o caramelo.

Esfarela-se o pão

Leva-se o açúcar ao lume até fazer ponto de pérola.

Introduz –se -lhe o pão para embeber a calda fervendo sem deixar queimar. Juntam-se as gemas, volta ao lume para as cozer deixando tostar levemente a mistura.

Deita-se o doce num prato raso – sem o alisar – e verte-se-lhe por cima o caramelo de forma irregular.

 

Tens que ter cuidado para tostar, sem que queime. Já sabes que o Senhor General, diz sempre que das barrigas de freira só gosta do tostadinho.

E, só de lembrar a graça coravam as três, pudicamente, dando em coro, pequenas gargalhadas guturais.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 12:11

O REDUTO DOS AVÓS…

Terça-feira, 09.11.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1866 –  12 de Dezembro de 1986

O REDUTO DOS AVÓS…

 

A História das famílias de agora, começa em “Hoje”.

O convívio entre as pessoas, é a troca de meia dúzia de comentários na “bicha” do pão, pela manhã, na “caixa” do supermercado, nas horas de ponta, no balcão da pastelaria ou do bar, frente á “bica”, a correr, depois de cada refeição.

O humano ponto de referência de cada família, corta-se o mais cedo que se pode… temos todos tanta pressa! … Mas, se ao menos soubermos para onde vamos…

Vive-se dentro dum padrão uniformizado.

O filho fica com o biberão, na creche, no jardim da escola. O Pai e a Mãe ficam separados os dias inteiros, correndo atrás do dinheiro para o sustento, cada qual para seu lado.

O Avô e a Avó, ficam com todo o tempo, do seu entardecer, para remoer a saudade e a solidão, no albergue, no lar, no canto frio duma casa vazia…

E neste padrão higienizado, de criar e engordar meninos, com toda a assepsia, é a televisão que conta a história, igual para todos, e é a chucha ou o ursinho de peluche que fazem a ligação com o mundo, ao adormecer… que a voz doce e fraca da Avó, do Avô ou da velha Tia… estabeleciam, falando, aconchegando a roupa da cama… oferecendo presença e apagando a luz, quando a criança já dormia tranquilamente.

Nesta vida consumista, apressada, mal pensada, onde nada se adapta ou aproveita … onde se compra, usa, deita fora… cresce o lixo e a população até nos costumes.

As Avós, que se veneravam, se escutavam religiosamente, (mesmo quando rabujavam) e aí se aprendia a paciência e a deferência… As avós acompanhavam na doença, contavam velhas lendas, histórias de família, pormenores de existência que atavam passado e presente… já não cabem nesta sociedade de urgências.

A sua herança de cultura, de experiência de vida, subtrai-se á formação dos novos com o mesmo sentido “estético” com que se corrige a feição que desagrada.

Por estas razões e outras mais, prolifera a “série” e se perde a qualidade.

 

Estive no reduto dos Avós… ali em Vale de Marmelos. Estão lá docemente acarinhados, mimadas, alojadas como em família… as Avós… que também nós um dia seremos.

E se é verdade que não fomos ainda capazes de as integrar, como também ainda o não fizemos aos deficientes, num quotidiano enriquecido pela presença de todos… saibamos pelo menos, com respeito e gratidão, reconhecer que desde a direcção ao pessoal que os serve e cuida… estão com os “nossos Avós” … os “netos” e os “filhos” … que todos devíamos saber e querer ser.

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 16:11

6 de Novembro de 2010

Sábado, 06.11.10

 

Queridos Dolores e Avelino

estas flores são em lembrança deste dia

tão especial.

**

Tia Zé e Paula

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publicado por Maria José Rijo às 00:14

ANTIGAMENTE

Quarta-feira, 03.11.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1884 –  17 de Abril  1987

ANTIGAMENTE…

 

Nem sempre que se diz … antigamente… quer dizer que se fale com doentio saudosismo.

Algumas vezes, como agora, pode apenas querer significar… ponto de referência para a nossa perplexidade.

 

Estou a pensar na “Mafaldinha”, a imagem dessa “menina-prodígio” que diariamente visita Portugal de Norte a Sul… presença endereçada às crianças… na hora mais nobre da televisão, depois de jantar, quando não restam dúvidas a ninguém de que todas estão ainda acordadas.

Será que vale a pena tal cuidado? … Pergunto-me!

 

É que “Antigamente”, se houvesse televisão era impensável admitir … sequer a hipótese … que se poderia fazer graça destinada lá a quem quer que fosse com a simbólica imagem de uma criança que chama besta a um seu qualquer interlocutor.

“Antigamente” essa expressão não era empregada como dito de espírito, era, sim, uma manifestação de mau gosto e grosseria. Era um insulto e, um insulto nunca foi engraçado nem exemplar.

As situações divertidas ou ternas que provêm da ingenuidade da natural irreverência das crianças, nada têm que ver com a promoção irreflectida que se anda a fazer do palavrão e da aversão à escola.

 

Parece, que não é ajudando a convencer a criançada de que esta situação é normal, engraçada ou aceitável que se contribua para a sua correcta formação ou para ajudar o seu relacionamento com o meio em que vivem.

Chamarem-se as pessoas, entre si, de bestas ou de estúpidas nunca, nem a brincar, poderá ser manifestação de espírito, inteligência, ternura, delicadeza, ou qualquer outro sentimento digno de admiração ou respeito.

 

Não é porque os pais ou educadores, em momentos de irritação ou desgosto, se descontrolam e insultam os filhos com tais termos, que eles se transformam de insultos em formas admissíveis de admoestação, regras de bom convívio ou exemplos a seguir…

O palavrão, a ordinarice, a grosseria, são, na boca seja de quem for e em quaisquer circunstâncias … palavrão, insulto, grosseria ou ordinarice.

 

A única diferença a juntar a isto é apenas uma: quando usado de adulto para criança o insulto, torna-se além do mais uma forma cruel de violência… porque, como é obvio, a criança pela sua idade e dependência não pode usar os mesmos processos para se defender.

 

Enfim! – Má educação – antigamente , presentemente ou futuramente… nunca se confundirá com irreverência infantil. Sendo atitudes tão distintas – parecem-me facilmente identificáveis.

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 16:37





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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