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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@

Um “sepônhamos”

O Despertador

Nº 240 – 31 – Out. -2008

A Visita

  

Assim! Assim mesmo, tal e qual, diria o maioral das vacas

“Ti Carrapiço” – meu grande mestre da sabedoria de viver.

Assim! Assim mesmo, tal e qual, ele que vivia de observações, empíricas deduções e memórias, me diria nesta hora de mal esclarecidas confusões e falsos pudores.

 “ Atão, num sepônhamos, essas criaturas que querem a justiça por mor das ofensas que le fazem, nã se alembrarão do que elas - já –chamaram aos outros só  porque não bebem do mesmo pucro...”

“Atão, num sepônhamos – nã se alembrarão qu’a té em falas de alto ao povo porque nã inguentam que  leiam  noutra cartilha  dizem cada bacorada que se nã ficassem gravadas p´rá gente ouvir até acraditar, agente nem acraditava...

   Atão, num sepônhamos quem arma enredos e engrenages

    com’àquela para

    se esconder por trás dum “homem moço”, e, mais isto

    e mais aquilo...

    ainda por cima falando mal dos que destaparam-na marosca.

    

Assim, com experiência e lucidez, falaria Ti Carrapiço...

 Mas, eu acrescento: - se por um milagre, a essa gente de “coragem” desse Deus a graça da genialidade de, em lugar das preciosas e inteligentes imagens de retórica que constroem – (e, que são mimos de respeito pela liberdade individual, justiça, generosidade, cortesia, boa educação, direitos de cidadania etc... que devem aos seus concidadãos) – puderem manifestar em banda desenhada o seu Respeitoso Amor pelo próximo... como seriam idílicas as suas criações!!!...

 Se calhar o fel que lhes escorre dos camuflados insultos com que mimam quem não põe a coleira e caninamente os segue transformava-se em rosas e nardos...porque, ao que deduzo, o que insulta é o desenho – os impropérios com que nos brindam – são – afinal – o expoente máximo da diplomacia e perfeita educação.

Depois desta brincadeira sobre o ridículo interlúdio com que se propõem distrair-nos em época de - eleições - meu estimado amigo, Manuel António Torneiro que muito considero, vou terminar esta visita da forma que, se calhar, ela deveria ter começado : - obrigada pela maneira como deu a notícia da minha exposição.

Obrigada. Soube-me bem saborear a amizade implícita na deferência que teve comigo.

A dimensão dos grandes, também se mede pela consideração que dispensam aos que não têm cargos importantes.

Obrigada, mais uma vez.

Também quero felicitá-lo pela sua candidatura à Câmara de Elvas. É sempre saudável que alguém que não precisou dos dinheiros públicos para prosperar na vida tenha a generosidade de se candidatar com espírito de serviço.

Só não entendo ou será que todos entendemos bem demais? - Que – só - agora, dois anos volvidos sobre o início da sua publicação, alguém se tenha sentido mal, com os desenhos do Cadete.

Depois de ver o fraternal convívio camarário com elementos que de tudo e mais alguma coisa mutuamente se apodaram – sem reticências – através da imprensa, vêm agora – em altura cirurgicamente escolhida – turvar a superfície das águas...

Será que não se querem ver ao espelho ou, há mistérios no fundo das águas? – O tempo o dirá...

 

Estou-me a lembrar do Santo Padre com um preservativo no nariz

                   

O Vaticano também, como muitos de nós, – não gostou – mas sabendo que a liberdade é o espaço criativo dos artistas e que só pelo exagero vive a caricatura... descontaram o excesso e como o original não tinha mácula – deixaram passar.

 

 Um abraço amigo e as maiores felicidades para si e para a sua campanha. É grato saber que quem nada juntou na política destina à sua terra, de coração, o que amealhou o longo da sua vida.

Parabéns, também a Elvas pela renovação desta candidatura!

 

 Maria José Rijo

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