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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@

Do que não há duvidas...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.994 – 13 Novembro- 2008

Conversas Soltas

 .

Do que não há dúvidas, é que o mundo inteiro está a viver uma tremenda crise.

Do que não há dúvidas é que Portugal, que é um pais bem pequeno, está também a suportar essa tremenda crise, o que até dito assim, logo mostra que a crise é maior do que nós, porque está à vista que - é do tamanho do mundo.

Do que também não há dúvidas é que pelo caminho em que estávamos a ir isto era fatal como o destino – como se canta nos fados. No nosso fado, também, desta vez.

                                 fadista.bmp

Como é obvio, porque nada percebo de políticas nacionais ou internacionais procuro não perder os “Prós e Contras”, “ A Quadratura do Círculo”, “As escolhas de Marcelo”, o Expresso da Meia-Noite, o Eixo do mal e, por aí fora, tudo quanto me possa ajudar a situar neste nosso mundo e num País, que é o nosso País, onde uns ganham 17.000 euros por mês, e, onde simultaneamente se ameaça até – com a falência da Segurança Social - como já ouvimos acontecer...

Que – por falta de verba - o que quer dizer que - para que a alguns não faltem iguarias raras - que a outros falte o essencial - não tem importância...

                     articles: desfband7.jpg

Agora, estamos frente ao justo desassossego das Forças Armadas, enquanto os Professores, também em protesto, em lugar de estarem nas aulas andam como as formigas quando lhe pisam o formigueiro, sem rei, nem roca, na procura de algum caminho que os leve ao futuro – deles e dos estudantes.

                                       

Ora num programa recente de “Cartas na Mesa”, a propósito, de um “despropósito” em que se viu envolvido Miguel de Sousa Tavares, ouvi Helena Roseta e, outras individualidades, cujos nomes agora não me ocorrem a discorrer abertamente, sem demagogias e sem medos sobre obras entregues sem concurso, a protegidos e apaniguados e mais isto e mais aquilo... tudo em redor de uma solução encontrada de forma - condenável, deduzi - para o Cais de Alcântara, com a história dos contentores.

E, talvez porque o programa se intitula “ Cartas na Mesa” e as cartas dão para prestidigitação, a certo passo, até tive a impressão, que tiraram “um coelho da cartola!”

                                

Do que não há duvidas é que tudo isto, é triste, de ouvir e de ver!

Hoje, também ouvi, da boca de Clara Pinto Correia - a propósito das ( duvidosas) benesses do orçamento de Estado - uma referência anedótica que dá muito para pensar.

Dizia que: - fazendo a analogia - quando as companhias de aviação têm problemas económicas , começam por cortar nos rebuçados, porém, quando reconhecem a sua falência, lhes é indiferente se comam todos de uma só vez , recomendando uma reflexão muito bem feita sobre o quadro actual.

                                 Dinheiro, euros

Fiquei a reconsiderar nas evidências assustadoras de falências de Bancos e tudo o mais e, na troca de acusações entre Partidos.

Volto como sempre à minha convicção que a ideologia dos partidos nada tem que ver com tudo isto – porque belas teorias, sem a sua prática - de teorias não passam – e, os partidos não dão qualidade às pessoas, mas sim as pessoas é que imprimem qualidade aos Partidos – se a tiverem.

Realmente, enquanto o povo, for apenas pano de fundo, para fazer brilhar o desfilar dos grandes da cena, neste teatro político que se desenrola frente à paciência desse, mesmo povo, espectador, não se vislumbra a justiça social por que já se desespera.

                                          

 Enquanto indivíduos com cadastro se mostrarem como heróis populares...e se tornam símbolos a copiar, a seguir, porque a sua esperteza e perfeita vigarice os elevou a uma fama que em lugar de os envergonhar, e levar à cadeia, os envaidece e os torna populares...

Do que não há dúvidas...é que assim não se acerta no caminho.

Enquanto for este o nível e a permissividade imperar......

Enquanto justiça, honra, dignidade, rigor, verdade, forem apenas palavras que se dizem e não conceitos de vida, regras de ética, condutas...que escrupulosamente se seguem...

                    a-rvore-da-vida.jpg

Do que não há dúvidas é que nada mudará.

Enquanto a política for exercida como conflito, confronto, duelo, de que cada qual quer ser o vencedor, a qualquer preço, e não procura de soluções sobre o tema mais sério que há que é a vida e felicidade dos povos...

Do que não há dúvidas – é que tudo se perde na esterilidade dos debates.                                            

                                                 

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