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Museus de Elvas

Quinta-feira, 05.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.929 2-Agosto-2007

Conversas Soltas

 Abriu recentemente, com pompa e circunstância um novo espaço museológico na cidade.

Mal regressei de férias, fui visitá-lo.

É um espaço preciosamente recuperado, duma beleza cénica impressionante, onde toda e qualquer manifestação de arte, qualquer peça que por lá se mostre, ganha projecção e recorte, ganha força de identidade, de tal forma que a faz ser olhada como se estivesse isolada, como se o museu fosse feito só para ela

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Afora isso, essa sensação de beleza que colhi, nada mais posso dizer.

 Tendo consciência plena da minha ignorância, em arte, como em outras coisas mais. Classifico o que vejo em duas categorias: - aquilo de que gosto e o de que não gosto, o que sinto e entendo e, logicamente a sua contrária. Porém o meu discernimento ainda me dá para sentir que isso a ninguém interessa senão a mim, pelo que preservo o meu parecer, as minhas dúvidas e penso aproveitar uma visita guiada para me familiarizar, um pouco melhor, com o que á primeira vista me foi estranho.

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Toda a modernidade, na evolução da pintura e, em todas as expressões artísticas, foi no seu início contestada, aviltada quase.

Raros, são os que admitem que – se – lhes façam estremecer os alicerces do que já conhecem e ousam aceitar que é saudável abanar o conformismo com olhares diferentes.

Recentemente, em Maio passado, Henrique Mendes, um moderno, da nossa Elvas, (expôs no museu de João Carpinteiro) que espero ver entre os “grandes”, também chocou a opinião pública com algumas obras suas. No entanto, salvo raríssimas excepções, todos sentiram que era o futuro a bater-lhes à porta – com a obra que viam exposta – e, como eu, agora, olharam e respeitaram o que os ultrapassava.

No entanto, em termos de abertura ao futuro, ao avanço que a Arte sempre traz, confesso que creio que esta será, por certo, a obra mais importante realizada no controverso mandato de Rondão de Almeida.

Vi e li com a maior atenção o catálogo (verdadeira obra de arte) e, ou a introdução que o Presidente assina, (como se diz acontecer com os discursos da Rainha Isabel), não é fumo da sua chaminé... ou Rondão de Almeida evoluiu em termos culturais e intelectuais, de tal modo, que está irreconhecível...

Se assim for espero que uma Câmara que tem capacidade para ter um funcionário em cada sala num dos museus, não deixe fechado o Museu de Arte Sacra, por falta de verba para um ou dois...

Museu Municipal da Fotografia

Não asfixie o Museu da Fotografia, como se quisesse levar ao suicídio ou à loucura o seu ideólogo e fundador...e não deixe por completar o projecto do Forte de Santa Luzia. Estando as estruturas criadas, já não será difícil – em lugar de um mausoléu – transformá-lo em lugar vivo, “pólo turístico” impar no País, como foi sonhado.

É que, assim, não dá a bota com a perdigota...

Também, me parece lógico que quem tal escreveu - se assim pensa e fala - não possa ser a mesma pessoa que encaixotou o nosso mais antigo museu – Museu Tomaz Pires . Um Museu tradicional que, poderia, representar a “velha” expressão num estudo de evolução museológica comparativa, numa cidade, onde a história em qualquer ramo, será sempre o suporte máximo para qualquer caminho de progresso.

 

 Seria desonestidade não felicitar o Coleccionador das obras...

Os Artistas que as criaram...

A Câmara que as acolheu...

Os “Mecenas” patrocinadores...

A Cidade que assim se engrandeceu...

 

Com a sinceridade de sempre, faço-o de todo o coração.

Parabéns!         

 

 Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:50


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