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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@

A visita prometida

Jornal O Despertador

Nº 210 – 9 – Maio – 2007

A Visita

 

        

As visitas, mesmo quando esperadas, nem sempre são oportunas.

Às vezes, muitas vezes, não pela pessoa em si, mas pelas conversas, pelos assuntos, que abordam.

Principalmente se são do género de formular opiniões que vão contra o fluxo da maré...

E, é o caso.

Se eu tivesse voz activa na matéria, nunca, no Santuário de Fátima teria surgido – NO LOCAL ONDE ESTÀ – a nova basílica.

      

Nunca, jamais em tempo algum, se teria substituído a simplicidade simbólica da Cruz Alta, por nada deste mundo!

Ali bem perto da Capelinha das Aparições, nada melhor do que aquele sinal “Mais” – mais alto, mais amor, mais ideal cristão, mais tolerância, mais fé, mais...mais... mais... que aquela Cruz erguida, sobre o espaço vazio, amplo, imenso, liso, nu – dizia acenando aos corações que de longe a avistavam estais a chegar. Este é o caminho!...

Quero dizer, que, nada melhor do que a singeleza para chegar perto, quando se caminha tentando – chegar lá...

Também, se a minha voz – por cá – tivesse eco – nunca – enfeitaria o espaço ensaibrado onde a sombra do nosso Aqueduto se podia projectar grandiosa e bela - naquele emaranhado de postes que desfeiteantes, como antenas nos telhados comprometem  a imponente visão de um monumento que só precisa de espaço livre, em redor, para ser apreciado em toda a sua impressionante majestade. 

Assim se gera, na minha humilde opinião, mais um capítulo de decadência na sóbria nobreza da nossa cidade.

Ali, naquelas pedras adustas, ou na sua sombra, não havia nada a enfeitar.

       

Tudo que por ali se fizer, além de limpar e conservar -  é de  gosto  pobrezinho : - quer enfeitar, não sabe como, põe um raminho!

Com igual critério caiu a Quinta do Bispo!

Com igual critério se constroem casas alpendoradas sobre a estrada da Piedade!

Com igual critério nasceram fontes, como criadores de trutas, na rua da Carreira!

Com igual critério se arrasaram hortas e Quintas!

Com igual critério pululam rotundas!

Com igual critério se deixa esvaziar de vida o “Centro Histórico”!

Com igual critério – ou por falta dele!...Tudo pode acontecer...

... E, já agora, por imperativo de consciência, porque frontalmente dou opinião, sobre aquilo que por cá se passa, e chega ao meu conhecimento, também torno público o que penso sobre a situação do senhor Presidente Rondão frente à justiça, como indiciado.

A ser verdade, o que se aponta à Câmara de Lisboa, não vejo

       Câmara Municipal de Lisboa

Comparação possível entre o caso de Elvas e o da Câmara de Lisboa. - Cada caso - é um caso.

Aqui, a Câmara não está desgovernada – está governada como sempre foi e, a maioria dos elvenses acomodados, têm consentido.

Os Vereadores estão unidos – senão nos ideais, e processos de actuação – pelo menos, no conforto de cada fim de mês...

Quem não gosta da forma como algumas coisas são conduzidas pelo executivo – diga-o abertamente. – Isso é legítimo e honesto.

Aproveitar circunstâncias adversas para quem quer que seja, para especulações – não é justo, nem correcto, nem abona a favor de quem o fizer.

                 

Assim como, se for verdade, a “fantasia narcisista da estátua”, jamais se livrará Elvas do ridículo e da troça para a posteridade!

Nada, por agora, tem quem quer que seja – a acrescentar - ao caso do senhor Presidente Rondão.com a justiça.

Quem dele tiver queixas, pessoais, que as assuma – mas que não se sirva das circunstâncias actuais para fingir a coragem que não teve – antes.

...Visita – demorada, esta! - Pareceu-me ouvir!

! Peço desculpa! – Vou sair já...

 

  Maria José Rijo

 

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