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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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O oficial de dia

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.862 – 20-Abril-2006

Conversas Soltas

[Foto+perfil.gif]O oficial de dia

A confusão persiste.

Eu, falei de ética! - Melhor dizendo: da sua ausência! - Comentei procedimentos, (que ninguém desmentiu) atitudes, políticas. Não pessoas.

Uso os meus direitos e deveres de cidadania.

A resposta que da Câmara emanou, (enfermando da mesma doença) deu-me a sensação de fazer parte da novela da SIC. Que eu também vi; e agora terminou.

Porque, também nela havia um “coitadinho”, uma “mázona”, e um “mundão” de “vítimas sofredoras”, por “casua”( como diria o irmão da personagem, Mirna), da “tal” muito, muito má, que estragava o paraíso daquela gente perfeita e impoluta.

Ora deixemo-nos de histórias!

Não sou eu como indivíduo que estou em causa. Nem é a pessoa de Rondão Almeida. São as nossas afirmações. As nossas atitudes, a nossa linguagem!

Eu, avaliei o que foi dito. Não menti. Se o tivesse feito teria que pedir desculpas. E, fa-lo-ia.

Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele!

Ninguém é intocável, nem infalível.

Argumentos combatem-se com argumentos, não com insultos.

      Deste “auto” que – aqui - dou por terminado, porque não tenho paciência para especulações emocionais, fica-me , em consciência, uma interrogação:

          Num panorama eleitoral, onde o ganhador tem – incontestada – maioria absoluta, porque causará tanto desconforto ao vitorioso eleito, uma única voz, a minha, perdida nessa escassa minoria que não vota nele?

        Vá-se lá entender isto!

Tivesse eu o Dom de ver para dentro das pessoas, como a ilustre Câmara demonstrou ter pela “missão” cumprida pelo seu oficial de dia – ao afirmar que eu sou assim e mais assado; e teria a resposta que, sem ele, não enxergo. (Essa do ódio, é também de novelas – sem dúvida!)

Em certas situações – de pungente ridículo – rir é o melhor remédio para não chorar.

Aliás, todas as pessoas que me conhecem, sabem que jamais neguei a capacidade de liderança, e indiscutíveis qualidades de trabalho, do presidente Rondão de Almeida etc. etc. etc.

Não lhe vislumbro, porém, nem modéstia, nem dúvidas, nem a mais leve presunção de que alguma vez possa estar enganado...e, isso assusta!

Critico-o, não pelo que fez, mas pelo que já desfez e o ofusca irremediavelmente... a Quinta do Bispo, a beleza e equilíbrio estético da Praça com a criação das modernas catacumbas, a destruição da austera nobreza da rua da Cadeia, com a aposição de bebedouros e outros pormenores que vão descaracterizando uma cidade, que muralhas a dentro, era – até então – ainda harmoniosa no todo, como uma peça inteira e única...

 Um milagre de preservação Uma jóia sem preço! - Sem mistura de pedras falsas.

Tinha programado, para hoje, transcrever a história interpretativa da nossa Bandeira, que, penso, vale a pena partilhar e conhecer...

Mas chegou-me “aquele recado”, e, como de cara descoberta, assino o que escrevo, assumo o que faço e digo, sem me fazer à piedade com lamúrias, porque tenho oitenta anos, não tenho quem me defenda e vivo só! – Ou, coisas afins, que poderiam ser usadas na circunstância, para me escamotear a consequências dos meus actos, – mudei o meu intento.

 

Não desejando, muito embora, desagradar, não é para agradar que escrevo.

Escrever, creio, ser o meu caminho. Tento percorre-lo com coragem, dignidade, e a ajuda que a Deus vou pedindo dia a dia Escrevo para Ser.

Às qualidades que já reconhecia a Dona Vitória junto agora a generosidade, com que provou o “rancho”. Ossos do ofício!

Cumprimento-a.

 

Maria José Rijo

 

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