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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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A visita de despedida

Jornal O DESPERTADOR

Nº 249 – 25 de Março de 2009

 

 

 

À primeira vista parece com este título, vou desaparecer de circulação!

Não é o caso.

Tenho, por força de circunstâncias várias, que alterar hábitos e compromissos. Gostando de cumprir civilizadamente o que considero as minhas obrigações de amizade e deferência para quem me merece estima e consideração, aqui estou a contar que afastando-me fisicamente de Elvas – porque de coração e atenção, estarei sempre, tão atenta, quanto puder – as minhas visitas – mais ou menos quinzenais, passarão a acontecer, só, se, e, quando me for sendo possível.

                   

Sendo de despedida a visita, gostaria que fosse leve, o assunto de conversa mas, como nem tudo é de nossa escolha, terá que ser para contar um triste, quase escabroso, facto.

Escrevi e assinei – como é meu uso - uma opinião sobre obras em Elvas que – penso – denigrem a cidade. Usei um direito igual ao de quem, com a mesma frontalidade, o quisesse contradizer.

                

Quem me conhece sabe que uso o computador apenas para escrever e imprimir. Tendo embora Internet só sei consultar uma pequena lista. Dela fazem parte, de Elvas, apenas – os que têm rosto – Câmara dos Comuns – Dina – Dualidades – Tasca – e – logicamente o honesto – Zé de Melo – que, funciona como uma voz da cidade, que embora se não identifique, frontalmente, procura ser – a voz de todos.

                

Daí a minha surpresa, quando na minha caixa do correio apareceu escrita em computador uma carta sem assinatura que transcrevia – parte – de um texto insultuoso que – estaria na net – no blog de um individuo do sexo feminino, (que em nome de homem se disfarça) – e, de cujo bilhete de identidade, me forneciam cópia, que juntavam.

Não fora isso e teria ido tudo directo ao lixo – sem sequer ser lido como uso fazer, em tais casos.

Pedi a pessoa amiga que visse se era verdade.

 Que sim! - Foi-me dito.

 Como não falo com fantasmas, passei adiante, e – fiz questão de não ler o texto – de que só conheci a mostra que recebi e prova o que “vale” o anónimo que o produziu.

A cópia do documento, que vinha anexa, enderecei-a ao próprio indivíduo com uma pequena carta manuscrita em que dizia apenas, mais ou menos isto: - recuso-me a acreditar que “…” tenha escrito tais coisas…

Seja frontal – assine o que escreve – não se esconda sob nomes falsos ou anonimatos.

Já obtive resposta com aviso de recepção, que, como é lógico, não fiz gosto em conservar…

                     Entre Linhas...

E, meu conto terminado, já que mais nada posso fazer por quem parece muito temer, quem muito desdenha – dou o assunto por encerrado dizendo como o Bocage quando devolveu cheia de rosas a canastra que cheia de lixo lhe haviam mandado.

 Cada um – dá do que tem!

Até que Deus queira!

 

Maria José Rijo

 

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