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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@

“A VIDA PARA QUÊ?...”

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.307 – 7 Julho de 1995

 

 Mother Teresa

A Vida é uma oportunidade: APROVEITA-A

A Vida é beleza: ADMIRA-A

A Vida é um dom: APRECIA-O

A Vida é um sonho: REALIZA-O

A Vida é um desafio: ACEITA-O

A Vida é um dever: ASSUME-O

A Vida é um Jogo: JOGA-O

A Vida é cara: PRESERVA-A

A Vida é um tesouro: CONSERVA-A

A Vida é Amor: SABOREIA-A

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A Vida é uma promessa: CUMPRE-A

A Vida é tristeza: ULTRAPASSA-A

A Vida é uma canção: CANTA-A

A Vida é uma luta: TRAVA-A

A Vida é uma tragédia: ENFRENTA-A

A Vida é uma aventura: OUSA-A

A Vida é sorte: MERECE-A

A Vida é preciosa: NÂO A DESTRUAS

A Vida é VIDA: LUTA POR ELA

 

Madre Teresa de Calcutá

 

Não tenho dúvidas de que qualquer pessoa, que leia estas reflexões escritas por Madre Teresa, guardará da sua autora a imagem correspondente ao apreço que tais considerações lhe merecem.

E, mesmo quem nunca tenha reparado na figurinha frágil e gasta de mulher já velha, que por vezes os jornais publicamente vinculam; mesmo esses; guardarão consigo a mensagem de força, fé, coragem, inteligência, bondade e tudo o mais que transparece do seu discurso vigoroso e lúcido que aliás – corresponde à sua postura na vida!

         

Ficará assim, de lembrança, em cada qual, conforme a sua sensibilidade, formação e interesse, um retrato interior dessa mulher que, determinada e coerente vem traçando um caminho de missão em defesa da vida e dos valores divinos do humano – que todo o mundo segue e respeita.

Nestas e noutras coisas, pensava eu, meditando na força interior -  que me falta – mas anima quem tais coisas escreveu e prova com os seus actos a verdade do que diz.

                   

Porém, uma animada conversa/debate, na televisão distraiu-me e dei por mim a rir com o comentário do interveniente do partido socialista ao referir que está convencido de que muitos estão na política para satisfazer a sua vocação para o teatro.

E, porque o pensamento é incontrolável aqui me encontrei, sem mais nem quê, a reconhecer o gosto do vedetismo que impera por aí à nossa volta.

A tal ponto que se chega à lamentação naife, inocente como um dito de criança, que faz acusar por faltoso quem não lhe propaga os retratos desejados.

                  bruxaespelho.jpg

(Dizia a bruxa na Bela-Adormecida: Espelho meu! – há alguém mais lindo do que eu?).

Pensei então, dominando o sorriso de ironia – pensei então – se “isto” tinha razão de ser!

Honestamente – creio que não.

Retrato e imagem andam a reboque um do outro e, um desabafo – lamento, destes, já é um retrato.

Depois a “glosa” trocista e injuriosa feita com apelidos ou nomes de pessoas a quem a sorte faltou – também constitui um retrato bem nítido…

                         

E… um somatório de tantas pequenas coisas tão cruéis como injustas, denunciadoras de falta de respeito pelos outros e absolutamente desnecessárias – já são feição tão vincada, que chego a pensar que misericórdia era fazer esquecer quem assim procede.

É que quando uma imagem mais vincula o prazer das perseguições, a vaidade e a arrogância do poder do que qualquer outra coisa que – por mérito – se imponha espontaneamente – é sempre feio o retrato que nos mostram…

“Quem vai na berlinda” – tem que ajeitar a sua frágil humanidade ao luxo da berlinda.

 

Não pode, como rã que quis ser boi – encher-se de ar até rebentar – ensinam as velhas fábulas desde Esopo Fedro, a La Fontaine.

 

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