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GENTE BONITA…

Terça-feira, 16.06.09

Á LÁ Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.017 – 17 de Novembro de 1989

GENTE BONITA…

 

Cada vez me convenço mais que cada um vê nos outros o reflexo da sua própria alma.

E, por certo, esse o motivo que ditou à sabedoria popular o bem conhecido rifão: - “O bom julgador – por si julga”.

                         

Só fala sistematicamente mal de toda a gente, quem dentro de si, só encontra veneno de que se envenena, invejando, maldizendo, conspurcando aqueles em que se julga espelhar.

 

Pensava nestas e em outras coisas mais, rememorando a enternecedora festa em que me foi dada a oportunidade de sentir e saber que em Elvas me têm, como me sinto – uma elvense.

 

Pensava nestas, e em outras muitas coisas, revendo a ternura, a simpatia, a amizade e, até o perdão, que o meu trabalho mereceu àqueles, todos, que como eu, sabem que nada do que se faz é perfeito – isento de erros e de fraquezas.

        

Pensava… pensava…

Pensava que Elvas é uma cidade de gente “bonita”.

Gente “bonita por dentro” que encontra no seu próprio coração os valores que “também” sabe admitir nos seus semelhantes.

 

Pensava… pensava e penso, que valem sempre a pena, os momentos em que as pessoas se juntam, porque respeitando-se, são capazes de respeitar outras pessoas.

 

Pensava e penso que quem tem na vida o privilégio de ter Amigos – já tem razão que lhe bate para bendizer a Vida.

Não se trata de bajular, gabar ou coisa que se lhe assemelha. Trata-se de reconhecer que aqueles que, no dia a dia, prosseguem na senda dum ideal – pelo qual lutam, acertam e erram, caiem e se levantam para recomeçar – sabem – de dentro de si, da sua verdade de ser, que – não só eles – mas muitos outros, corajosamente, tentam o mesmo percurso.

 

“Gente bonita” – a gente de Elvas.

Para “ela” melhor ou pior, como cada um for capaz, valerá sempre servir.

Elvas – porque assim é – é uma velha cidade de futuro – e sê-lo-à enquanto no seu corpo de pedra bater vivo e quente o coração da sua gente generosa.

Gente “bonita” – a gente de Elvas!

Bendito seja Deus que tanto me permite agradecer!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:36


3 comentários

De Flor do Cardo a 16.06.2009 às 23:26

Oh mas já está o texto que eu lhe tinha dito.
Muito obrigado por esta bela surpresa.
Sempre gostei muito deste texto - pergunte-me
porquê - nem sei - mas há muitos dos seus artigos
que me ficam desde a primeira vez que os leio -
este foi um de muitos.

E já agora ficam os meus Parabens porque
afinal de contas - muitos destes textos que agora
publica aqui na net - são desconhecidos dos
muitos leitores que aqui passam.
Mesmo dos muitos elvenses que aqui vêm ler
- ou desconheciam - ou ainda não eram nascidos -
ou simplesmente nem se interessavam - mas com
estas publicações diárias - só têm que aproveitar
e ler e aprender com eles.

O Aristeu (falo cá de casa ) conhece do primeiro
ao último todos os seus artigos.
Lê este - aquele e o outro e leva-os para a
universidade - faz aulas com alguns deles.
E quando lhe perguntam - quem é Maria José Rijo -
ele não se cansa de falar de si com o orgulho de
sobrinho de sangue - termina sempre dizendo para
lerem os seus blogs (os três se me faço entender).

Devo e quero agradecer - a si minha Amiga -
este blog fantástico que faz as minhas delicias.
Mais uma vez - grato por o ter colocado on-line.

Um abraço
Luciano


...

Antes de terminar quero dar noticias do que se
passa cá em casa - e desta vez parece mesmo
um daqueles filmes antigos.
O Gilinho foi buscar a duquesa - a gata - que já
nem aparece cá por casa - apanhou-a e carregou-a
cá para casa.
O Gilinho de maquina de filmar em punho.
Não imagina a cena - o Julião a correr da gata que
queria o filhote - parecia uma onça - como dizia
o Gilinho.
Resumindo o Julião tropeçou numa cadeira e caiu
no chão e o gatinho caiu um pouco mais para a
frente.
A duqueza correu e abocanhou-o levando-o com ela
sob a objectiva do Gilinho que ria perdido.

O Julião ainda chora o desaparecimento do
bichano - mas algures está uma familia feliz.
O Gilinho registrou a cena e o Julião terá que
perceber que não pode andar com o gato preso
a ele - nem na cama largava o animal.

O Aristeu está agora a ver o filme mas algo me diz
que o Julião vai responder a este episódio só
não sei como...

Depois contamos.

Um abraço

Luciano

De Adalgisa Alexandra a 17.06.2009 às 00:06

Tia muito obrigado pelas suas palavras.
É mesmo muito querida.
Obrigado pelo seu carinho.

mais um bom e especial texto.
Está muito bonita.
Beijinhos tia querida

Gisa

De Aristeu a 17.06.2009 às 00:19

Minha tia querida
Já vi que o meu Pai lhe contou uma série de
coisas - e os ultimos acontecimentos - direi
penultimos porque agora o Sr. Julião saiu de
espingarda - sem que o pudessemos deter para
ir caçar onça...

Mas a tia já viu isto.
Estou preocupado sem saber para onde ele possa
ter ido procurar a gata duquesa.
Estou pasmo e nem sei o que pensar.
O gilinho está muito divertido e saiu com uns
amigos a cavalo procurando-o por aí.
Nem sei o que pensar.

-

Tia este texto também é um dos que muito gosto.
Devo confessar-lhe que nós tentamos ir a este
jantar/homanagem mas já estava super lotado e
não conseguimos entrar.
Fiquei decepcionado por não ter conseguido... mas
deveria ter de ser assim...
Coisas do destino.
Fiquei muito contente com as noticias desse seu e
muito amigo -" esse jovem que Há um jovém amigo meu, professor numa universidade que está a tratar da edição de tabalhos meus. "

O que eu acho muito bem e já não é sem tempo.
Bem haja para esse seu amigo que tem um
coração imenso e uma sensibilidade especial.
Parabens - com esta publicação ficamos todos a
ganhar.
Parabens Tia querida
Muito sucesso - muita alegria - muita saúde.
Fico sinceramente muito Feliz.
Gosto muito de si.

Aristeu

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LIVROS PUBLICADOS:

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ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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