Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
Como nasce um Poema ?
Como nasce um poema?
Não sei!
Sei que a flor, qualquer que seja
nasce de semente
mas, como acontece.
Não sei!
Que caos desarma aquela estrutura
insignificante ao olhar,
estranha, feia, escura
e, dela faz surgir beleza viva e pura?
Não sei!
Como nasce um poema?
Não sei!
Que caótica convulsão se aglutina
nessa emoção semente
nesse grito de amor e de lamento
nesse canto de hossana, raiva
e deslumbramento
que faz o poeta
ter a semente na alma
e nunca alcançar a meta!
Isso sei!
·
Maria José Rijo
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2 comentários
De Maria José a 27.10.2009 às 22:53
A Paulinha, que faz as vezes de meu anjo da guarda, foi continuando o blog e levando até mim as vossas notícias.
Rejubilei com as boas mas, guardo comigo o espanto e a dor que mais uma vez bateram à porta do meu Gilinho.
Não sei, não conheço, desconheço, até, se haverá, palavras para consolar mágoas destas que submergem até a vontade de viver. Em momentos destes só um abraço grande, um abraço que nos faça sentir ao colo do amor que nos cerca pode dar algum conforto. Aqui fica, meu Menino querido, sem palavras a minha ternura imensa pedindo a Deus que lhe dê força para olhar para além do dia de hoje.
Também me tocou particularmente a mudança de vida do meu querido sobrinho Gus.
Mas, isso gera uma inquietação absolutamente diferente.
Muitas vezes me tem prometido - sem cumprir - aparecer por cá.
Não tenho soluções, nem para mim, quanto mais para oferecer, mas sei como o estimo e admiro, e - Sei? - Como o entendo e, passe a presunção, sei como é, de olhos nos olhos, procurar, com quem se comunga na dúvida, caminhos para a nossa inquietação; o que não se consegue de outra forma e, eu nem sequer sei os vossos emails...
Quem sabe se não serei eu a ir visitar Pietrelcina!
Que a oração nos continue a unir porque essa é uma forma de conservar juntos os corações.
Outra preocupação que me aperta o coração é a falta de notícias daquerida família Dolores depois de ter contado que a pequenina Bajé estava doentinha.
Nunca o meu silêncio quererá dizer que vos tenho longe do meu grande afecto.
A pouco e pouco, se Deus quiser irei falando um pouco para cada um de vós.
Por agora, para todos, com a gratidão pelos vossos cuidados e pelo apoio que de todos vós tenho recebido deixo um poeminha como quem deixa um ternurento abraço para cada qual.
Beijinhos - Maria José!
De Gilinho a 28.10.2009 às 00:08
Obrigado pelas suas palavras, sempre tão querida, a
minha tia adorada, mas o seu Gilinho quer mimos...
estou muito desgostoso com tudo...
Não quero mais tia, só tenho vontade de desistir...
Que bom que a tia já está melhor, agora com essa
coisinha aí no ombro. Vai ver que se sente melhor,
só não abuse das conversinhas com as amigas, vice,
nem com o telefone, o meu voinho teve grandes
problemas e agora tá ali, quietinho olhando e
chorando... saudades...
Tiazinha beijinhos
deste Gilinho tristão

