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O Sistema

Sexta-feira, 18.12.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1965 – 18 de Novembro de 1988

O Sistema

       

Quando me apercebo de que há na televisão - quer portuguesa, quer espanhola – mesas redondas, debates ou entrevistas, esforço-me por assistir. Umas ainda, pela soma das duas condições.

Com o advento da televisão, estamos a ser quase reduzidos à condição de espectadores, acomodados, ao filme condutor, ao programa organizado.

    

Nas mesas redondas, porém, se há um tema de base, a verdade é que ali á nossa vista ele sofre bons e maus tratos, e isso espevita o nosso próprio sentido critico, oferece sugestões, previstas ou não pelo que tem de espontâneo, vivo, e até, por vezes, de riscos, como todo o espectáculo que é dado, em directo, da fonte.

                

Assim, as mesas redondas são “agora” as oportunidades possíveis de assistir a conversas como as que fizeram, noutros tempos, o encanto das tertúlias literárias e outras. Além deste interesse, a meus olhos, exercem ainda a função didáctica.

      

Mostram – o saber estar entre os outros – ou, pelo menos, a maneira de estar possível, daqueles que estão entre os demais, sem saber estar.

Dão, ainda, ás vezes – muitas vezes – verdadeiras lições da forma correcta, como as ideias, podem ser expostas e discutidas sem perder de vista o respeito entre as partes que as debatem. Dão também, noutras oportunidades, o testemunho de como é possível transformar o que poderia ser uma manifestação de inteligência lúcida e saudável, em provocações pessoais que não servem nada ou alguém.

                   

Daí como dizia alguém que muito admiro, em entrevista recente (refiro o Dr. Alçada Baptista) mesmo quem contesta o sistema, o reconheça como uma necessidade.

         

Sistema, aqui para mim – é a norma, e se há quem o siga, a respeite e seja “sistematicamente normal” – há quem lhe fuja, quem a quebre e se solte e possa ser: - inovador, criador, admirável ou, por contraste, o seu oposto.

    

Em qualquer caso, o que importa é que a norma seja – porque o é – o ponto de referencia, porque só assim cada qual saberá, se o quizer ou para tal tiver qualidade e valor – se está a subir ou a descer.

 

Maria José Rijo 

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:50


4 comentários

De Adelaide Matias a 18.12.2009 às 23:05

Adoro os livros deste escritor.
António Alçada baptista.
Gosto demais do Tia Suzana meu Amor.

Boas Festas minha amiga.
Um Feliz Natal e um ano muito produtivo literariamente
Um grande beijinho

Adelaide Matias

De António Piedade a 18.12.2009 às 23:47

Sempre...
Artigos de grande qualidade neste Blog.
Bem haja por tantas maravilhas.
Boas Festas minha Senhora.
Feliz Natal

Com amizade
António Piedade

De Aristeu a 19.12.2009 às 00:17

Alçada BAtista
Realmente era um homem excelente.
Gosto quando nos mostra as suas opiniões assim.
A tia tem uma grande e bela alma.
As crianças não se enganam nunca a respeito dos
adultos.
Eu não me enganei.
Obrigado tia

Aristeu

De Gustavo Frederich a 19.12.2009 às 00:27

Tia passei como sempre... para lhe deixar
um grande beijinho e desejar um Feliz fim-de-semana.
Tenha cuidado com as chuvas e os frios - vi na tv
que para esses lados também o tempo não está
nada bom.
Esteja no quentinho de sua casa.
Que tenha um bom fim de semana
Muitos beijinhos

Gus

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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