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REGRESSO

Terça-feira, 23.02.10
 Á LÁ Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1740 – 22 de Junho de 1984

REGRESSO

 

Voltei. Voltei e cá estou na “pracinha familiar” no jeito reencontrado de fazer disto, daquilo – ao acaso – um comentário, um apontamento, um … À Là Minute.

Ás vezes é o feio que me conquista – sem alegria.

Que… gostoso, gostoso é regalar os olhos nas coisas belas!

Nessas, que ainda que já transformadas em recordações, nos voltam a dar prazer ao ser lembradas.

Nessas, que mesmo só recordadas em brumas de saudade, ainda confortam – se bem que também doam…

Que bom ter hoje para este regresso o consolo de ter visto, e contar que vi e toda a gente pode ver – como alunos do curso complementar da Escola Secundária de Elvas, orientados pelos seus professores de história, e por iniciativa da Drª Bela Jardim – ensinaram a aventura da investigação, olhando até ao fundo das coisas da nossa terra.

Consultaram velhos livros, jornais e revistas.

Escutaram velhas sabedorias e contos, desenterraram conhecimentos esquecidos…

Somaram estudos e vieram com fotografias, colagens, reportagens, ensaios, contar - expondo – os seus trabalhos – como foi feita essa viagem de reconhecimento até às raízes na procura das origens de nomes, monumentos , factos da história local.

Com os testemunhos de quanto compulsaram e aprenderam, fazem a mostra – assinalam a descoberta e ensinaram a olhar de forma diferente à nossa volta. Ali está uma sementeira feita ao longo dum ano de trabalho escolar. Ali está o fruto dessa seara. Ali estão os moios dessa colheita armazenados grão a grão.

Acaso ou determinação? – Não sei.

A verdade é que na Biblioteca Municipal de Elvas que Eurico Gama amava e sentia como uma segunda pele – no mês e no dia em que se cumpriu mais um aniversário da sua morte – Juventude de Elvas – como que aceitando uma passagem de testemunho – com a frescura de quem se inicia – revive de olhos virados para a nossa região o tema que foi a tarefa maior da sua vida inteira – a investigação histórica!

            

“Morra o Homem fique a fama”

Assim Eurico pensava.

Fique a fama e fique a chama

Essa chama que o guiava.

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 02:40


3 comentários

De Xavier Martins a 23.02.2010 às 02:49

Cara D. Maria José
Cá estou eu de volta ao seu blog, acontece que não vim antes porque
estive de passeio com uns amigos e infelizmente não pude levar o meu pc.
Como sempre ois seus textos são excepcionais
relatos de vida e saber sentir a vida.
Gostei imenso, imenso do anterior e este também
está muito bom. Aliás todos eles têm ALMA e
actualiadade o que é bem importante em quem
escreve - e digo-lhe já que não é facil conseguir o
que os seus textos todos têm - A actualidade que
fazem deles documentos importantes.

SEMPRE os meus Parabens e a minha amizade
Com muita admiração

Xavier martins

De Flor do cardo a 23.02.2010 às 02:58

SEm sombra de duvidas.
Faço minhas as palavras do amigo Xavier Martins.
Os textos são autenticas pérolas e valem tanto
como documentos, digam lá o que disserem.
Só mentes invejosas pensarão outras coisas - se é que
me faço entender - em meias palavras.

Parabens minha amiga.
Belissimos os dois.
Faz muito bem em falar de Eurico Gama - pois parece
que a cidade o sepultou de vez...
e quanto à Drâ Bela Jardim - creio que foi dos
conhecimentos do meu filho Aristeu.
Não sei lá muito bem.
Recordo algumas exposições em que ela fez no Museu
se não estou em falha.
REcordo-a mais em programas de radio.
Estou enganada Maria José? É que por vezes nem eu
mesmo me escuto.

E a chuva que faz por aí.
O temporal da madeira?
Que horror.
Estamos boquiabertos com toda a tragédia.

Tenha cuidado com os frios e o mau tempo.
Não são nada bons para os "velhotes" embora eu me
sinta com 20 anos. (pode rir - é o melhor da vida.
Rir faz bem - diz o Gilinho que anda novamente
enamorado de uma menina de cor, muito bonita
por sinal. agora a casa está cheia de fotos dela.
Vamos ter que sorrir, não é mesmo!!

Boa saude para si - e também para mim.
Um grande abraço

Luciano

De Leonel Afonso a 24.02.2010 às 00:30

CAra Senhora
Estou impressionado com o seu blog.
Tem uma prosa maravilhosa, uma sensibilidade
extraordinária.
Gosto muito de saber que tem esta pagina
on-line.
Quero comentar-lhe que foi atravez do meu filho
que cheguei a si.
Um dos seus artigos foi apresentado numa aula
de Português e o meu filho contou-me que
era deste blog.

Os meus muitos parabens por esta maravilha
e Bem haja por estar on-line

Com muita admiração

Leonel Afonso

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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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