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Não peço, imploro!

Domingo, 29.07.07

Li uma notícia que ameaça de mortal agressão plátanos da nossa terra.

Uma notícia que se lê e sente como uma sentença de morte para algumas das nossas mais belas “árvores de cada dia!”

Das que têm as folhas mais rumorejantes, as copas mais frondosas, dão as mais generosas sombras, têm o porte mais majestoso e o verde mais claro para que lhes associemos lembranças de frescura nas tardes escaldantes dos Verões da nossa terra...

Das que albergam mais aves para dormir, e onde, mais se escutam entoadas por elas, as saudações da Liberdade e da Vida ao raiar de cada aurora.

As árvores que no começo do Inverno estendem tapetes sobre as lamas do chão com as cores de cobre, amarelos e avermelhados com que se pintam as suas folhas para rodopiar nas aragens do entardecer e irem morrer longe da copa que as solta como sonhos perdidos ou já vividos...

 

“As folhas secas de Outono

Em revoadas ao vento

São como ilusões perdidas

Nas asas do pensamento...”

 

Porque provocam alergias! – Acusam-nas.

Há quem seja alérgico ao pólen das oliveiras, ao pelo dos cães, aos cavalos, ao pó doméstico, ao perfume das mimosas, à tinta de pintar os cabelos! – a tudo e mais alguma coisa.

O que não se poderá é destruir tudo quanto cause alergia seja a quem for! - a troco de  se derrubar o mundo.

Nalguns países faz-se a defesa dos polens usando máscaras no rosto, como na defesa para epidemias de gripes, e outras!

Ainda que em locais determinados se destruíssem alguns potenciais motivos de alergias ninguém iria viver em redomas ou deixaria de sair de suas casas toda uma vida.

Ninguém poderia, além do mais mandar que o vento deixasse de fazer a polinização e espalhasse como que ao sabor da sua fantasia a sua preciosa sementeira de vidas.  

Teremos é que, todos quantos sofremos de alergias, ter atenção ás épocas mais críticas e fazer as vacinas da praxe, para que possamos respirar e deixar respirar o mundo em paz, - e as árvores fazer o que sabem : - crescer em beleza direito ao céu!

Não imagino nem na mais arriscada das fantasias ver derrubar os plátanos das ruas de Florença, os centenários plátanos das avenidas dos jardins das Caldas da Rainha, os verdadeiros e majestosos claustros formados por essas árvores frondosas e magnificas nos Parques das Termas de Portugal, Luso, Buçaco, ou de qualquer outro lugar do mundo.

Tantas e tantas árvores têm sido queimadas vivas por todo o nosso país.

Todos os Verões a televisão nos apavora com as imagens desses seres vegetais a serem consumidos pelas chamas, estáticos, e indefesos ardendo como archotes que deixam em cinzas florestas inteiras.

Não queiramos somar ao estalar dos ramos e troncos que o fogo consome o som arrepiante das serras mecânicas que as trituram como feras vorazes que quebram e roem ossos de presas ainda vivas...

...Quando o acordo de Quioto não se cumpre!

Quando a poluição nos invade... (e, essa sim, é a maior causa das alergias), porquê atentar contra as nossas naturais aliadas?...

 

Já nos tiraram tanta coisa! – e outras mais nos ameaçam levar, que pelo menos, não peço – imploro!

Imploro com toda a força do meu deslumbramento por elas:

- Por misericórdia! - Deixem as árvores em PAZ!

... e rezemos todos: 

Obrigado Senhor pelas árvores, como parte do nosso Pão do espírito, que, como o Pão para o corpo te pedimos e agradecemos em cada dia!

 

                                                 Maria José Rijo.

@@@

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@

Conversas Soltas

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.870 – 16-6-06

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fotos:

http://olhares-meus.blogspot.com/

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:58


1 comentário

De Silva Martins a 30.07.2007 às 12:10

Posso lhe dizer, sem pruridos, estou apaixonado prla sua escrita, pela forma bonita como fala das árvores.
Nota-se a sua paixão por elas, a sua ternura e sensibilidade.
Para mim ler Maria José Rijo é sentir Paz, alegria que nasce nas suas palavras e transmite, a quem lê.
Gosto como escreve, Gosto como fala através das palavras... sinceramente...
Obrigada Maria José Rijo por comunicar desta maneira a sua liberdade, a sua vivacidade a sua sensibilidade...
Parabéns.

Com elevada consideração
seu amigo e admirador

Silva Martins
De Coimbra

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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