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Madeira

Terça-feira, 20.11.07

            

  Paraíso sem aves...

         (Carta aberta a Alberto João Jardim e à sua equipa)

 

           Primeiro do que tudo: parabéns!

            Agora falemos:

Como música de fundo murmurada pelo meu coração, percorri a Madeira escutando a voz do MAX a segredar-me:

max.jpg

“- a Madeira é um jardim

 como ela não tem igual

 seu encanto não tem fim

 é filha de Portugal...”

            Pois é absolutamente verdade.

            E, mais:- não percebo porque se hão-de comparar os Açores à Madeira . São belezas tão diferentes!...É como afirmar que o verde é mais bonito do que o amarelo ou outras coisas assim. Para serem as maravilhas que são, não precisam, nem Madeira, nem Açores de ser referenciados ao que quer que seja – basta-lhes ser como são: incomparáveis no seu recorte geográfico, na sua vegetação, nas cores do seu mar, na finura do ar que se respira, na policromia das flores, na riqueza e variedade dos frutos, bens que a Deus se agradecem!

Já do asseio impecável das ruas e recantos por mais escusos que sejam, da disciplina do trânsito, dos lancis rebaixados frente às passadeiras para peões até ao nível do pavimento (e há-as em profusão, meio inteligente de conter os Fangios e facilitar a vida  à população) ...do irrepreensível arranjo e catalogação das obras  nos Museus - com uma hospedeira por sala !- música de fundo, panfletos plastificados explicando cada pormenor ,à disposição do visitante que no final os recoloca no cacifo de onde à vontade os retira... No cuidado com as Igrejas que se depreende dos altares floridos, da música , escolhida por mão de mestre, que predispõe o espirito para o recolhimento e a oração e como por magia faz cessar o bruá- bruá da excursão mais barulhenta...

Já daquele comercio pujante de vida, daquele respeito pela parte antiga da cidade do Funchal onde o basalto cinzento-escuro, tão característico das ilhas, continua a dar o tom...

Daquele ar elegante e quase jovial que transforma a cidade num grande Chiado da Lisboa de outros tempos...

Bem! Por isso terei que dar os parabéns a alguém que vá ao leme e, a quem? - Senão a Alberto João Jardim e à sua equipa!

                    albertojardim.jpg

Há pequenos pormenores que indiciam requintes de sensibilidade e cuidado, de quem os promoveu e, muito respeito, para quem deles vai usufruir – todos os naturais e visitantes de qualquer origem...

È o banco, a mesa, que convidam à meditação, ao repouso, à entrega do espirito ao culto do belo, que inesperadamente nos surgem, como presente de deuses, nos pontos mais inacessíveis...

É a voz dum poeta, que gravada em pedra, num poema, mostra como os seus olhos viram o trecho da paisagem que lhe era mais  querido...                     

   Logo me recordei de como António Sardinha escreveu sobre a rua dos lilases da

Quinta do Bispo, e da riqueza turística que por vezes se despreza quando não se é capaz de vergar a alma ao culto do que é belo...

Mas essas são mágoas de Elvas, que Elvas se recusa o olhar nos olhos.

As mágoas da Madeira são outras. Câmara de Lobos lá está, e dela se fala. Porém nem pior nem melhor que outras povoações com outros nomes algures no Algarve, no Norte, aqui mesmo à nossa porta...

Câmara de Lobos talvez seja mais evidente porque se recorta num todo mais homogéneo de progresso flagrante. - Para quem passa! E, eu apenas passei.

Meia dúzia de dias dão para ver. Ver, de fora. Espreitar hotéis que os há de maravilha debruçados sobre o mar como num Estoril mais que perfeito. Abrir a alma ao deslumbramento que por todo o lado se nos impõe.

Dão para encher os olhos de azuis e verdes de céus e mares até à quase convicção de que é impossível andar por lá e não levantar voo dos altos cumes e ser ave e planar, ou ser as nuvens que tão depressa escondem como destapam povoações belas à distância como visões oníricos.

Mas, como é nascer e viver enredado naqueles paraísos – não sei! Pois se até as nuvens nem deixam olhá-los por muito tempo como se receassem que neles se acredite!

Ver o Curral das Freiras, como uma aparição num mundo de sonho e paz, cá de milhares de metros de altitude, ficar esmagado de emoção pelo bailado fantástico das nuvens que jogam connosco ao esconde, esconde e, por breves instantes, perder a noção de céu e terra...é certamente uma situação que nada tem de comum com o quotidiano de quem lá labuta dia a dia, de quem palmilha veredas e salta ravinas dignas do equilibrio de alpinistas...Essa, é porém, a oferta que a Madeira nos reserva: beleza quase irreal

O “Ensaio sobre a Cegueira.” de José Saramago abre com uma citação: “ Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

            Pude olhar, vi beleza por todos os cantos.

            Reparei na tremenda densidade populacional, a avaliar pelo casario arrumado em socalcos montanha acima, onde a construção não pára de trepar.

            Reparei que quem conduz aqueles destinos entendeu que não se pode fazer tudo numa assentada, mas traçou um caminho inteligente que percorre com sabedoria: rasga as estradas por onde o Turismo avança porque dele lhe virá, especialmente, a riqueza...

            Preserva o uso dos trajes regionais, coloca nos jardins e classifica cada pedra cada marca da história, cada sinal de diferença. Cada árvore oferece a quem passa para que a identifique o seu nome, a sua espécie, inscritos numa tabuleta para que se torne familiar de quem da sua beleza se enamore.

O que está mal não é a riqueza. O que está mal é não arranjar soluções para acabar com a miséria, e cuidar só das aparências e não me pareceu ser essa a situação por lá.

            A Madeira é um pequeno paraíso? - Certamente.

            Só não entendo o paraíso sem aves e, à noitinha, a minha maior estranheza resultava do silêncio e da quietude nas copas daquelas belas e frondosas árvores. Então, o meu coração trazia-me de volta a casa e pensava na chilreada dos pardais a acomodarem-se para dormir nas olaias do nosso jardim; e parecia-me paradisíaca essa algaraviada

Ou, seria por ser aqui o meu canto? - Sempre nos resta alguma dúvida. Mas, de que não há paraíso sem aves, bem! - Disso, tenho a certeza e espero que na Madeira seja corrigido esse senão.

                                                         Maria José Rijo               

@@@@@@

  

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.477 – 6/Novembro/1998

Conversas Soltas

                                          

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publicado por Maria José Rijo às 22:17


13 comentários

De Dolores Maria a 21.11.2007 às 00:29

Que lindo!!!!
Como é que a Senhora consegue ?
Cada texto seu é uma surpresa.
Eu conheço a madeira e não tinha reparado
que não tem aves a voar pelos céus, como
nós temos por cá os passarinhos, as andorinhas.
Só me lembro de ter visto uma que outra
gaivota.

Mas ... com esta sua forma de "falar" devo dizer
que estou boquiaberta.
Muitos Parabéns por mais esta
MARAVILHA.
Grata por este passeia pela ilha.

Agora que já confortei a alma e o meu coração
vou dormir.
Beizinhos e até amanhã

Desta sua amiga
e sobrinha virtual

DO LO RES

De Manuel Pinto a 21.11.2007 às 01:26

Muito boa noite
Voltei esta noite para ler este belo relato
de viagem - da madeira.
Muitas vezes vou a esta ilha maravilhosa -
os meus pais são naturais da madeira.
É-me muito querida a ilha.
Max - levou a madeira para longe, muito
longe.

Adorei esta sua bela forma de falar do meu
Paraíso.
Parabéns pela sua brilhante lucidez.
Os seus posts são admiraveis.
Manuel Pinto

De Anónimo a 22.11.2007 às 10:42

Sabe, Manuel Pinto que Alberto João respondeu à carta? - e fê-lo com a graça e ironia bem próprias da sua maneira de ser.
Perguntava-me o que fiz eu às aves para que elas tivessem fugido de mim.
Sem dúvida continúa a ser frontal e imprevisível...
Obrigada pelo seu comentário
Maria José

De Barbara Fróis a 21.11.2007 às 01:30

Passei para ler...
ou antes reler...

É genial!!
Adoro a Madeira.
Adorava conhecer os Açores.
Não tem nenhum relato de viagem dos Açores?
Estava a pensar dar umas voltinhas por S. Miguel,
mas ainda nem sei.

Muitos Parabéns este seu blog é uma
delicia.

Barbara Fróis

De Anónimo a 22.11.2007 às 10:18

obrigada pelas suas palavras.Realmente conheço os Açores.Vivi na Terceira tres anos e meio.Estava lá quando foi o terramoto, em 80. Só não visitei Flores, Corvo,e são Jorge.Não se arrependerá da visita a qualquer ilha. São todas de sonho, mas, se puder procure os locais menos "turisticos". Contacte com os naturais, ficará urpreendida com a autencidade e a riqueza de alma daquelas gentes.
um abraço Maria josé

De Gustavo Frederich a 21.11.2007 às 01:38

Mais uma vez...
Um Bello texto...
Uma descrição digna de Maria José Rijo
de quem me tenho JÁ habituado a GOSTAR e
a ADMIRAR.
Le-la é como caminhar no paraíso da Palavra,
é como respirar quase a sua genialidade na
escrita - no contar a vida e as suas experiências.

Por vezes - ao ler Maria José Rijo - é como ler
orações à vida - Orações - a senhora escreve
com uma pureza de alma que me assombra,
me fascina ...

e cá estou eu... várias vezes ao dia para não
perder uma única actualização.

Parabéns
Seu admirador

Gustavo Frederich

Ps -- Já comi a açordinha.
Conservo o perfume.
Foi muito bom !!

De Anónimo a 21.11.2007 às 15:46

sabe Frederich que já me falou duas vezes em floresta?
Sabe que é das palavras que mais sugestões me oferece'? - Quando era criança idealizava-me como uma velhinha misteriosa morando numa cabana perdida, algures entre grande árvores,ajudando animais fugidos dos caçadores.
Influência dos contos que lia, certamente.
Conte coisas da "sua"floresta, conte!- sei que o fará muito bem , aliás o Frederich, escreve muito bem.
Obrigada - um beijo - maria josé

De Gustavo Frederich a 21.11.2007 às 17:33

Olá
Como é meu costume passar por estes caminhos
onde a minha saudade é saciada de sorrisos
e perfumes, afagos e delicias.

Estou-lhe grato pelas palavras bonitas que me
dirigiu, neste seu magnífico blog.
Sinto-me lisongeado até à gratidão.

Realmente só uma alma bela como a sua
poderia amar e sonhar com a Floresta - lugares
encantados por onde eu próprio me perco
numa observação diária.
A "minha" floresta é bela e sinto-a encantada
como também são todas as florestas.
É de pinheiros - perfumados, encantados como
soldados por ali petreficados.
Para lá dos Pinheiros há Faias lindas, altas e agora
pintadas de amarelos - um encanto aos olhos
e ao coração. Perco-me nestas paragens.

Parabéns pelo seu blog e para si também.
Com admiração

Gustavo Frederich

De Guidinha a 21.11.2007 às 01:46

Que óptimas fotografias da madeira.
Parabéns.

Margarida Lopes Paz

De Anónimo a 22.11.2007 às 10:46

As fotografias são todas da minha sobrinha Paula, com quem fui à Madeira.
Concordo consigo - ela é uma artista, não só na fotografia - em muitos campos de arte.
Um abraço
Maria josé

De Dolores Maria a 21.11.2007 às 16:36

Estou encantada com as fotografias
e claro com este belissimo relato.
Vim ver outra vez.

Grata por cada um destes posts que põe on-line.

Beihjinhos
DO LO RES

De Olga Matoso a 22.11.2007 às 01:13

Concordo com a Dolores
Este blog é uma Delicia mas acredite que
a mim
Maria José Rijo consegue transportar-me
para lá dos caminhos da saudade e da verdade.
Faz-me muito bem andar por aqui - como quem
caminha em Fátima - ouvindo o vento nas
árvores - sorrindo - chorando e razando.

A dolores gosta e comenta imenso este blog.
Concordo - eu muitas vezes ando por aqui -
nem sempre comento mas é no coração
que sinto o BEM que me faz ler Maria José Rijo.

Acredito que esta ESCRITORA de Grande
alma e Coração me faça sentir bem e esperar
que com o dia - ou com a noite - eu tenha
sempre "coisas" LINDAS para eu ler.

Com imensa ternura
Deixo aqui muits beijinhos
e a promessa de amanhã cá voltar.

Obrigado D. Maria José
Por este Blog prodigioso que tão bem
me faz.

Beijinhos de Boa noite
Olga Matoso

De Anónimo a 24.11.2007 às 10:45

Costumo dizer, e é verdade, que no meu bilhete de identidade antes de Maria, não está nada escrito!
Daí que sou apenas Maria José - dona de nada.
Está bem assim, Olga?
Então um grande abraço para quem se me irmana no prazer de agradecr ao Criador as coisas boas e...vulgares ... o sol, a água os pássaros, as árvores
a Vida - sempre com maiúscula - como escrevia Sebastião da Gama , e por aí fora...
Obrigada pela visita
Maria josé

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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