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Maria José Rijo

Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!

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ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@

Mais uma visita

          Acontece qualquer coisa fora do usual, e, aqui vamos nós em procura de alguém com quem comentar o facto, na tentativa de esclarecer ideias.

           É evidente que, quem vive só, nem que seja pelo telefone, chama alguém com quem possa trocar impressões, quando as situações não lhe parecem muito lineares. Se, porventura não tiver um destinatário especial para o assunto que o surpreende, ocupa ou preocupa e tiver a possibilidade de, por outra forma, procurar quem o entenda, não deixará de o fazer.

           É o caso.

           Comecei por dizer: acontece qualquer coisa fora do usual...

            Reparo agora, na falta de rigor, como me expressei – é que o meu problema resulta de ter verificado como vai sendo – normal – o Senhor Primeiro MinistroPrimeiro-Ministro José Sócrates mostrar-se desatento à cortesia, à maneira polida, que deveria utilizar, quando em funções, se dirige aos seus pares, quer na Assembleia da Republica, quer a visitantes do nível dos que compunham a Cimeira da União Europeia.

            Porque na Assembleia da Republica,

                                           

 só escuta palmas do seu Partido, enfurece-se, perde a compostura e vocifera acusando todos de dedo em riste como se fora o senhor do mundo num juízo final. Depois, em jeito de menino de rua, volta, não volta, trata todos por – vocês! 

           Quando bem disposto, alegre, disse para, visitantes do nosso país - como se estivesse no encerrar de um piquenique, marcando um outro : - espero por vocês, em treze de Dezembro! – Fazendo pensar ter caído em desuso a simples forma:- espero por vós, ou, espero-vos...

           É que, não estando o “vocês” errado – porque não está - do ponto de vista protocolar é um tanto desastrado.

            Deselegante, para quem tem diplomas de cursos superiores e obrigações de Estado.

           Estas coisas, entristecem os portugueses.

            Entristecem, e por mim falo, porque todos gostamos de ser representados por pessoas que possamos admirar e, não é o facto de andarem bem vestidos, terem boa figura, usarem fatos e gravatas que custam mais do que alguns salários mínimos juntos, que os tornam estimáveis ou respeitáveis.

                           

          Não. Não é isso!

           Nós, já nem perdemos tempo a pensar porquê o dinheiro que para algumas classes nunca falta para outro nível de portugueses, mal chega para sobreviver...

           Já só pedimos que nos representem com dignidade e boa educação, porque neste plano inclinado, qualquer dia, em jeito de anedota aparecem a dizer que não pagam pensões, porque se acabou o cascanhol, o pilim, ou coisa semelhante. E, ficam-se a rir tão divertidos como se mostram na

Assembleia, a falar de miséria, doença e toda a parafernália de problemas que assolam o País...

Quando um político vem à televisão dizer que outro berra, esquece que refere os seus “pares” e, consequentemente reconhece que se a berrar se comunicam, “berrar” – lhes é – comum ou próprio e, assim se declara da espécie dos “berrantes”, porque dos “falantes” são as pessoas que, como nós, com paciência e boa educação aturamos estas pamplinadas.   

Se dissesse gritar – falava verdade - e, não se rebaixava a si  próprio, nem ofendia  o Parlamento representação de um país – de todos nós .

Se quando a oposição fala, o Senhor Primeiro-ministro, não exibisse o sorriso de escárnio de quem só se gosta de escutar, a si próprio, e mostra não saber dialogar, mas sim, a coberto do poder – achincalhar, esmagar... se...se...se... talvez...

Assim... salvo raro excepções, lamento muito mas não me posso sentir representada pelos actuais políticos. Lamento que gente arrogante, sem respeito pelo “outro” me represente.

Revejo-me no povo, que povo sou, mas não na “picorrilha”no que ela possa representar de grosseira provocação seja em representantes de Poder Local ou Central.

Penso que, como eu, a maior parte dos portugueses, já que da maioria dessa classe, não se pode orgulhar por serem bons políticos, por encararem os graves problemas do país como se seus fossem... pelo menos gostaria de os admirar por darem exemplo de boa educação, civismo e civilidade.

É, no mínimo o que se lhes pode pedir, para que nos reste, sempre, o orgulho de sermos portugueses.

                                                                  Maria José Rijo

@@@@

Jornal O DESPERTADOR

Nº 220 – 14 – Novembro -2007

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Muitos Beijinhos para a DOLORES 

 

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