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Dignidade e Virgindade

Quarta-feira, 28.11.07

Dignidade e virgindade, não são sinónimos.

Pode-se ser virgem e não ser digno, e pode-se ser digno não sendo virgem.

Pode até haver quem não sendo “virgem”, seja mais puro de alma do que outros que preservam a virgindade como moeda de jogo.

Esperteza de gato e rato.

         Quem é bom, não apregoa a sua bondade. Procede de acordo com essa qualidade, se realmente a possuir.

         Quem é puro procede com pureza, e, só assim constitui exemplo da sua intrínseca qualidade de pessoa pura.

            Mas, vamos ao assunto:

        Cada qual pode ter a sua opinião sobre o que se passou no programa novo da SIC.

         Ninguém pediu a minha, porém, não me parece possível que, concordando ou discordando, quem quer que seja, não se tenha detido um pouco a pensar no acontecido, se, por acaso, ou deliberadamente assistiu às primeiras emissões do referido programa.

         Até pelo inesperado da situação vale a pena fazer algumas considerações como quem pensa em voz alta.

         Não tenho a pretensão de julgar pessoas. Detenho-me apenas a apreciar situações e a conjecturar porque, ou como, se resvala até cair em comportamentos que tais.

         Para se aprender a ler, começa-se por aprender as letras. Depois gradualmente, chega-se às palavras, às frases, etc. etc. etc...

         Para se chegar ao ponto de degradação em que estão alguns programas de televisão, também foi lento o caminho.

        Começou-se por pequenas cedências quer na linguagem, quer na escolha e qualidade dos programas a apresentar. E, a pouco e pouco sem que o espectador desse por isso já o palavrão, a grosseria, a imoralidade eram moeda corrente. Coisa tão banal, tão useira e vezeira que nem dava para prestar atenção e reagir.

        E, toda a gente “ decretou” que a televisão estava uma ordinarice.

        Sendo essa premissa uma verdade assente, tornou-se o desaforo um atributo natural da televisão e, como tal um facto consumado.

        Eis porém que o impensável acontece:- todas as marcas das situações indecorosas já exibidas são ultrapassadas.

Faz-se tábua rasa de privacidade – até de pessoas extra concurso!- enrolam-se num verdadeiro conto do vigário, prometendo-lhes uma situação discreta e recatada que não aconteceria, e enredando-as traiçoeiramente numa teia de hipocrisias  que as envolve e constrange como moscas a espernear, presas nas mandíbulas de aranha ardilosa e peçonhenta.

O que se vê envergonha e rebaixa a nossa condição de gente.

Os nossos direitos fundamentais de seres humanos.

          Um dó. Um dó de fazer chorar...

          E percebe-se, ouvindo “conversas!!!” entre pais e filhos, como se perdeu a noção de hierarquias, de Bem e Mal, de correcto e incorrecto.

          De como a língua portuguesa que a juventude, mais do que ninguém, devia amar e respeitar, vai ficando, nas suas bocas, reduzida aos vocábulos, dantes só usados para vilipendiar. Aos termos, ditos insultuosos...

Assim, como se cada um não fosse dotado de um coração, uma consciência, e de inteligência para pensar, se vão distanciando dos valores autênticos da Vida, correndo atrás de miragens, de dinheiros adquiridos sem trabalho e sem mérito, de fama e notoriedade assentesem aparências falseadoras dos princípios morais e éticos que regem, oudeveriam reger, a existência.

São estes os caminhos MAIS DO QUE EVIDENTES para as desilusões, as frustrações e revoltas que abrem as portas à droga, aos vícios, às agressões, ao crime.

Deixar correr porque não nos diz respeito? - É erro crasso.

Chega-se a situações destas, porque TUDO é da nossa responsabilidade e nos demitimos, de agir, por mero comodismo.

         Consentindo - pagaremos o preço da nossa omissão com a infelicidade,da nossa ,e das gerações futuras.

         Nenhum de nós está “virgem” de culpas.

         È tempo de assumirmos - com dignidade - a consciência destes factos e

exigirmos uma reforma cabal na instrução, na educação, napreparação dos jovens

ajudando-os a lutar por ideais, e, não por ídolos

Comece-se pelas nossas casas, onde os meninos tratando os papás e mamãs

 por tu perdem a primeira noção de hierarquia que que deviam aprender e levam:

 o tu cá, tu lá para os professores na escola progredindo, assim, mais rapidamente

 na falta de educação do que no saber .

              Enquanto não se voltar a ensinar às crianças o valor da obediência e o respeito por pessoas e princípios em lugar de os tratar como irresponsáveis soberanos absolutos que trazem os adultos à trela, o espectáculo continua...                                

 

                                                          Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.612 – de 22/Junho/2001

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:58


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