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Postal nº 10 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Quinta-feira, 17.01.08

E se pela primeira vez em 1849, delas se fala em actas da

Câmara, contam velhos alfarrábios e a tradição popular, que já

em 1613, ou talvez antes, eles faziam parte dos banquetes da

realeza, onde se apresentavam como “convidadas de honra”,

entre rendas… de papel.

 

                                       Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 00:25

Postal nº 9 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Quarta-feira, 16.01.08

 

           É assim, iguais e redondinhas, que as ameixas de Elvas se

                     Acamam em caixas, para correr mundo.

                                Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 01:19

Postal nº 8 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Quarta-feira, 16.01.08

Passados um dia ou dois, sofrem nova cozedura, desta vez

mais demorada, e de novo se retiram com a espumadeira, para

que a calda ferva e ganhe ponto que baste para as cobrir e nela

se conservarem (ponto de fio).

Quem as quiser sem calda, dela as retira, passa-as por água e

seca-as ao sol sobre uma rede.

                                          Maria José Rijo

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Colecção de Postais de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 00:33

Postal nº 7 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Domingo, 13.01.08

Voltam ao suplício do fogo no outro dia de molho na calda

Doce, que a água de as cozer não se utiliza, deita-se fora.

Fervem alguns minutos, após o que se retiram de novo para o

alguidar onde aguardam que a calda tome um pouco mais de 

ponto, para  depois as cobrir e nela ficarem mergulhadas.

 

                                    Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 12:09

Postal nº 6 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Sábado, 12.01.08

Só as ameixas, até agora, têm continuado a ser preparadas segundo o velho ritual:

Escolhem-se frutos são e rijos antes de atingirem a perfeita maturação.

Espera-os ao lume, em grandes tachos amarelos, a água ainda fria.

Logo que levante fervura, as ameixas começam a flutuar.

Verifica-se, apertando entre os dedos se o caroço está solto.

Retiram-se imediatamente da breve cozedura com uma espumadeira e mergulham-se na calda de açúcar (quase sem ponto – peso por peso), que também já fria as aguarda nos alguidares de barro.

Descansam assim 24 horas.

 

                                             Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 00:29

Postal nº 4 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Terça-feira, 08.01.08

       No séc. XVIII, a pouco e pouco, fora dos Conventos,

       começaram a nascer as industrias que após a extinção

                das Ordens Religiosas, no séc. XIX,

                       se impuseram definitivamente.

 

                                          Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 14:46

Postal nº 3 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Segunda-feira, 07.01.08

Conta Eurico Gama, citando Vitorino de Almada: “Antigamente só as freiras preparavam as ameixas cobertas, por encomenda como o demais doce confeitado, de ovos e de frutas, porque as outras pessoas que possuíam fórmulas, preparavam-nas unicamente para seu uso, ou para brindes às pessoas das suas relações”.

                                  Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 15:58

Postal nº 2 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Domingo, 06.01.08

Entrelaçam-se a história e a lenda que contam, como certo, que o preparo das frutas doces de Elvas e as artísticas rendas de papel, nasceram na Santa Paz desses conventos, onde freirinhas, entre trabalho, penitência e oração, viviam procurando na Terra os caminhos para as Celestes Bem-aventuranças.

 

 

                                                          Maria José Rijo

 

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 18:15

Colecção de Gastronomia - Ameixas

Sexta-feira, 04.01.08

Em 1543, mesmo em frente às portas do Tempre, na muralha árabe, quase sobre as ruínas de que fora a Igreja da Madalena, pertencente aos Templários, cresceu o convento das Dominicanas, sob orago de Nossa Senhora da Consolação, e na mesma era, se ergueu, sob invocação de Nossa Senhora da Conceição, o convento das Claristas.

 

 

Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 12:59

Colecção de Gastronomia - Ameixas

Sexta-feira, 04.01.08

Colecção de Gastronomia

Ameixas de Elvas –

Rendas de papel

Quase uma lenda…

                  Em todas as lendas, rezas e contos, três vezes se repetem

                              os sortilégios e os exorcismos.

 

                     “Três vezes do leme as mãos ergueu,

                       Três vezes ao leme as repreendeu,

                        E disse no fim de tremer três vezes…”

                                          Fernando Pessoa

 

                      “Indo Stº António para o seu montinho

                   Perdeu o seu bendito rosário e o seu bendito livrinho

                           Ouviu três brados da sua tia Madrinha

                       Beato António! Beato António! Beato António!”

                                           Rezas Tradicionais

 

                               “Sendo de três – a conta que Deus fez”

                                           Sabedoria popular

 

                                “Aqui se contam das três vezes que as

                                 ameixas de Elvas vão ao lume

                                 para que ao fim de quase três séculos

                                 de repetidos rituais mantenham da

                                 sua boa qualidade fama e proveito”

 

                                Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 11:33





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