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Contos de Espanto

Quarta-feira, 08.04.09

Á LÁ Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.772 – 8 de Fevereiro de 1985

 

 

 

Uma revista de classe, num dos seus números, apresenta, com certo orgulho, aos seus leitores, uma reportagem sobre um iate de luxo.

    

A reportagem que é minuciosa, mostra além do proprietário do barco,Christina & Aristótles que possa com o à-vontade de quem costuma ser, a bordo, anfitrião de reis e príncipes – também a tripulação que, para além dos outros requisitos necessários – tem ainda a elegante aparência de modelos de profissão.

Completam o conjunto dois cães de raça, gordos e lustrosos, como convém ao cenário e, necessariamente a bonita amada do magnate!...

 

Tudo tão bem enquadrado no ambiente como as torneiras de ouro das casas de banho, e os marfins trazidos para adorno, de emocionantes safaris.

Estas, e outras tais coisas, que o comum dos mortais só por acaso sabe que existem!

-- Na televisão, têm aparecido com alguma frequência, reportagens sobre a fome na Etiópia e em outros submundos – deste mesmo nosso mundo!...

Mostram crianças secas de fome, como escalpes ou macabros amuletos.

                 (Margaret Aguirre/International Medical Corps/Reuters)

Crianças que de vivo só têm os olhos apavorados, acesos num espanto em brasa, a brilhar no fundo das orbitas negras e fundas cavernas de morte.

Crianças transformadas em esqueletos mirrados onde os ossos ainda estão nos lugares pelo amparo da pele retesada – escura – desidratada – curtida pela miséria como forros para baús!...

         

Visões de espanto e pavor, que nos ficam a dilacerar a consciência…

Dei comigo a relacionar estes factos com a frase, que tenho ouvido repetir, atribuída a Gandhi:

                     

“As riquezas da terra chegam para dar de comer a todos os homens … não chegam porém para satisfazer as suas ambições…”

Blog de ulysseslopes :Cárcere das Palavras, MORTE 

 

Frente ao mar que não domina

E ao céu – que não lhe obedece

O homem – reparte a terra

Reparte a terra e esquece

Que a morte à terra o devolve

Jacente e mais despojado –

(Inda que a pompa o disfarce)

-- Do que quando entra na Vida

Fraco e nu – como se nasce!

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:39

Atrás de mim virá...

Domingo, 16.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.909 – 15-Março-2007

Conversas Soltas

 

 

Desde os meus tempos de criança que me habituei a ouvir toda a gente, lá na aldeia, pontuar cada acontecimento, com um ditado de sabedoria popular.

Tudo, rigorosamente tudo, o que acontecia, cabia dentro dum conceito sabido por herança ou, testemunhado por vivência directa.

       

Cada qual, tinha um lastro de sabedoria empiricamente apreendida, para alicerçar quanto vaticinasse sobre o que dia a dia fosse acontecendo. E, um “dos ditos” mais utilizados era justamente esse que garantia que: - “atrás de mim virá, quem bom me fará!”

Por essas misteriosas razões que não sabemos explicar, ultimamente, tenho pensado com alguma apreensão, porque razão ou razões, Salazar, aparece cotado de forma tão significativa no concurso que pretende eleger o “Maior Português” de sempre.

Hoje, admiti ter entendido uma possível solução de tão intrigante resultado, e, dadas as circunstâncias aceito que Salazar possa até ser o vencedor.

Vejamos: - Salazar, foi um ditador, usou e abusou do poder para impor os seus desígnios.

 

Sócrates Imagem de José Sócrates, em Vila Franca de Xira, num encontro com militantes socialistaso que faz? – Usa e abusa do seu poder por idênticas razões, chamadas agora de Democráticas, porque estão à vista de todos.

Porque, ninguém me diga que aqueles milhares de pessoas que todos os dias enchem as ruas de aldeias, vilas e cidades, estão de acordo com a “justiça” das decisões que o Governo determina.

Por enquanto, é certo que não os deportam, nem os mandam perseguir à traição. Isso é verdade, mas não é menos exacto que alguns já foram parar às prisões – lembro alguns militares!

           A picture taken in Madrid 24 June 1960 shows Spanish head of State and dictator General Francisco Franco (R) posing with Portuguese President and dictator Antonio de Oliveira Salazar. A right-wing dictator whose authoritarian regime ruled Portugal between 1933 and 1974 has been selected by viewers of a popular television show as the nation's greatest personality of all time. Antonio de Oliveira Salazar captured 41 percent of all votes cast, beating his nearest rival, veteran Communist Party leader Alvaro Cunhal who spent years in prison for his opposition to the regime, by a wide margin From Getty Images by AFP/Getty Images.

Porém. Tal como o governo de Salazar, este, também é surdo. Assim se vão fechando Maternidades e Hospitais, reduzindo postos de trabalho, retirando, aos mais desfavorecidos, condições de subsistência com dignidade e empurrando-os, nalguns casos, até para o suicídio, senão, para morrerem de fome.

Salazar, parecia envergonhar-se do mal que fazia e isso tornava-o dissimulado, actuava pela calada...

Mas será valentia fechar hospitais, deixar doentes em filas de espera desde madrugada à porta de Centros de Saúde que não têm médicos suficientes, nem hipótese de atendimento para todos quantos dele necessitam?

E, não me venham falar de resultado de sondagens. Não é necessário. Basta olhar com olhos de ver a proporção que as greves atingem!

Se o povo anda todo na rua revoltado, quem é que vota a favor da continuação de situação tão caótica? - Por estas considerações, deduzi que o responsável pela subida de Salazar na admiração dos portugueses é o actual Governo, que conseguiu, com injustiças e perseguições aos direitos fundamentais do povo, provocar, até o esquecimento da guerra colonial! - Realmente: atrás de mim virá...

             salaz20.gif

Reconheçamos que por este caminho de atropelos aos direitos humanos, culminando agora com a promessa de despedimentos aos Funcionários Públicos, por razões que também poderão ser forjadas por compadrios e simpatias e, de acordo com as regras miserabilistas, que imperam e que, só não atingem, quem tem a faca e o queijo na mão...tudo! Tudo! Ficará ainda mais completo.

Por mais que pense não consigo descortinar por que não se lembraram de DAR PRÉMIOS -  DE DOIS EM DOIS ANOS - AOS MELHORES !

Será assim tão difícil para quem manda DIGNIFICAR em lugar de DESONRAR?

Será que este procedimento cabe na defesa dos Direitos do Homem, e até nos Direitos das Crianças?

              criancas1.jpg

Hão-de-me dizer, se souberem, que efeito causará essa “maravilhosa humilhação” no coração e na formação de um filho desses contemplados pela beatitude das leis de tais justiceiros!

             

Nunca esquecerei, como olham os olhos das crianças marcadas pelo infortúnio.

Também não esquecerei a figura do membro do governo enredando pés e mãos, em explicações e adjectivações descabidas, sobre mais essa calamidade que vai cair sobre a cabeça de quem serve o nosso País...

Haja Deus!

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:40

Eu fui ao jardim celeste, giró- flé -flé- flá...

Quarta-feira, 29.10.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.656 – 3- Maio - 2002

Conversas Soltas

 

...O que foste lá fazer? – giró- flé- flá...

Fui lá contar uma história, giró-  flá- flá- flé...

Para quem era essa história, giró flé- flé – flá...

Assim poderia começar uma cantiga, um conto, ou apenas esta conversa.

É verdade.

É assim, simplesmente, que começam muitas pequenas coisas que são importantes na vida embora não o aparentem.

Assim, terão pensado a Celeste, a Fafita, a Rosalina, e as outras senhoras educadoras cujos nomes, não retive – pelo que peço desculpa – e, que lá estavam com as suas pupilas.

                 Dormindo

Quem sabe se daquelas cento e muitas crianças, (não pela história que lhes contei), mas pela festa, em si, pela importância que sentiram -ser- atribuída ao LIVRO, à deferência prestada à palavra escrita, não ficarão tocadas pela curiosidade que lhes possa despertar o amor pela leitura, o amor pelo saber!

livro-tn.jpg

Uma coisa é certa: ninguém deixa de falar para uma criança pequena só porque ela não entende a linguagem...

E, ninguém deixa de o fazer porque, todos sabemos que assim é que se inicia a aprendizagem – insistindo, persistindo!

Assim se cuida de meter o vício do futebol nas massas – insistindo, persistindo, metendo as crianças sócias dos clubes, mal lhes registam o nome...

Horadoconto1

Volto a repetir que nada tenho contra o futebol. Apenas insisto e persisto em afirmar que outro tipo de interesses faria parte da nossa cultura de massas se, se lhes dispensasse – como deveria ser- igual espaço de divulgação.

Resumindo: fui, senti-me feliz por olhar, de perto, aquele mundo de esperança e, não posso deixar de felicitar quem cuidando daqueles “jardins celestes”, sabe, sente, trabalha, e luta para inculcar nas consciências daquelas pessoínhas todas a semente de interesses que lhes poderão enriquecer os caminhos da Vida.

Parabéns e obrigada.

         

 

Outro assunto:

Dos jardins da Celeste ao paraíso, não irá grande distância! – Não admira, portanto que me tenha vindo ao pensamento toda a problemática da maçã! E de dos consequentes estragos que a serpente, com suas tentações, ainda hoje provoca!

serpente.jpg

Tendo eu tomado conhecimento através do “Linhas” das várias nuances deste bíblico episódio – actualizado à nossa medida - lembrei-me de recordar alguns  recortes de jornais do meu arquivo.

Por exemplo em 18/XI/1994 um estimado cronista da nossa cidade, contava, referindo um discurso do Senhor Presidente da Câmara numa festa da CURPI.

 Cito:

“Diria em determinada altura que o que ali estava a acontecer era cultura, cultura não é só a Quinta do Bispo como alguns cultos jornalistas querem fazer crer. Mais de uma vez se referiu aos cultos que escrevem sobre o tão falado caso da Quinta do Bispo etc. etc. etc...”

Depois, referindo-se a si próprio ao dirigir-se ao Senhor Virgílio Barroso afirmaria:” também eu sou há bastantes anos (deficiente), mas a nossa deficiência é visível, ao contrário de alguns cultos que são deficientes da cabeça”

Curiosa é a Vida!

Não é que ao ler - na altura -  estas citações, pensei: sua Excelência o Senhor Presidente, não pretenderia, por certo, ofender os jornalistas, só, porque  não pensavam de forma igual à sua! – Logo, não era pejorativa, a  maneira peculiar de se lhes referir!

Nesta linha, estar alguém de focinho em baixo,( ocorre-me agora) poderia também ser uma fina ironia, até elegante, talvez...

Tratava-se por certo da sua maneira, muito particular, de fazer  graça, mostrar a sua forma de estar! De ser! De conviver! De comunicar!

Assim sendo, tudo bem!

 Ora, não é que acabo de  descobrir que afinal, quando não proferidas pela pessoa do senhor Presidente, mas a ele dirigidas, “ser deficiente da cabeça”, é, afinal forma ofensiva de tratar quem quer que seja!?

          

Ou haverá privilégios políticos – também - para insultar?

Realmente, morder a maçã foi o erro fatal da humanidade!

              

- É que, o caso ao que o seguimento deste folhetim demonstra tão grave que se aventa, ser a população do conselho a ter que custear o desagravo!

Ai, bom senso, bom senso, por onde andas tu, que não lembras, a quem de direito, que pedir desculpa, quando se erra, é uma atitude honrosa e politicamente certa?

Ter Elvas que pagar - do seu bolso - desacatos em que não foi visto nem achada; se não nos envergonhasse, dava para rir.

Que nos dê que pensar, também já nos ajudará a situar.

 

  

 

 Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:52

... Lá e Cá...

Sábado, 23.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.370 – 4-Outubro -1996

Conversas Soltas

 

 

      Quando parece que já nada nos pode surpreender surge, ainda e sempre qualquer coisa que de tão inesperada nos enche de pasmo. Aquela bizarra história de uma criança de seis anos estar suspensa das aulas, do seu “Jardim-de-infância”, sob a acusação de assédio sexual a uma sua companheira de brinquedos – é um achado!

        Crianças palestinas no sábado-feira

        Até porque o “crime” se materializou com um beijo na bochecha de outra criança para além do espanto, também nos cabe o direito de ficarmos vivamente preocupados.

        Não com a miudagem – claro! – Mas com os adultos de países ditos civilizados – mais! – De civilizações avançadas – que nos oferecem estes pruridos de inesperadas purezas.

           Brasil Contra a Pedofilia erotização precoce

        Pensam-se, amadurecem-se e redigem-se normas internacionalmente aceites – os direitos das crianças. Discutem-se nos mais sofisticados areópagos das sociedades para seres tão frágeis, desprotegidos e indefesos como são os humanos na primeira infância...

        Depois uma senhora directora de um infantário – uma mulher – decide e muitos aprovam que aquele “bisganho” de olhinho azul e óculos a escorregar pela ponta do nariz (a televisão forneceu a imagem) fosse excluído de entre a sua turma apenas por um beijo.

         Por estas e por outras que tais, cada vez me sinto melhor na minha pele de portuguesa.

        Cá pelos nossos lados nenhum bestunto ousaria tão peregrina decisão.

        Por cá, dizia-se com toda a bonomia espinho que nasce para picar, nasce logo com o pico” – se se quisesse arvorar malícia. Porque a mãe da menina, desvanecida, alegrava-se ao ver que a filha tinha cativado um amigo e, a mãe do “meliante” julgaria por sua vez que o filho era sociável e meigo e estava feliz na escola como se estivesse em casa.

        Ambas as mães concluiriam que era saudáveis as crianças criarem amigos desde a escola, que isso ajuda na formação do carácter, estimula o desejo de aprender, combate a timidez e dá mais segurança à garotada.

        Depois, ao jantar, à mesa contariam o episódio em família.

        Os irmãos mais velhos, se os houvesse, haviam de rir e de os arreliar dizendo que eram namorados.

        E, fosse quem fosse que fixasse no episódio alguma atenção, havia de o fazer com a tolerância que sempre nos invade o coração quando se pensa ou diz essa palavra mágica – criança.

               

        Por isso, juro! – Penso que posso jurar – não passaria pela cabeça de ninguém da nossa gente envergonhar ou emporcalhar a inocência de qualquer criança por um gesto que, para nós, só tem uma leitura: ternura.

        Até pensei que a sábia ou... sabida directora para entender que há outras maneiras de estar na vida devia escutar, como terapia à portuguesa, o Carlos do Carmo a cantar “os putos”.

              

        Ando com um certo pendor para concluir que um dos maiores males destes nossos preclaros tempos é tanta gente saber tanto de tanto coisa que, sabendo demais se esquecem de escutar o coração.

        Ás vezes afogado em normas e deduções deixam passar o tempo e esquecem-se de viver.

       

        Razões de sobra vou tendo para repetir: Não me impinjam mais teoria de mais isto ou mais aquilo!

        Deixem-me a alma livre e solta e o coração aberto para me comover com a beleza das gotas de orvalho sobre uma flor qualquer que ela seja – sem perturbações de espírito ou eróticos conflitos interiores só porque as flores têm androceu e gineceu!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:44

Começar pelo princípio...

Terça-feira, 06.05.08

Pois é!

         

A criança passa na rua pela mão de um familiar, responsável por ela.

        A criança, vê na loja um cesto, um saco, qualquer recipiente repleto de qualquer coisa de que gosta e a tenta.

A criança naturalmente levanta a mão e serve-se.

O familiar, olha, nada diz, faz as compras. Entretanto, no acto de pagar o comerciante diz. – O menino ou a menina tirou dois rebuçados, que são tanto…

      

O familiar diz: pago, claro, mas que ridicularia! – Cobrar o preço de dois rebuçados!

Parece que não sabe o que são crianças!

Sai da loja dizendo agastado: - não volto aqui! Calculem! Dois rebuçados!...

Pois é!

Entretanto a criança com a boca lambuzada de doce aprendeu que – dois rebuçados não têm importância... que sendo pouco, pode tirar, mexer...

Ninguém classificou o gesto!

Que se tornou lícito.

                      MicaelaMoranela

Criticou-se o dono do comércio porque a verba era insignificante!

E... entretanto o adulto responsável, perdeu a oportunidade de ensinar à criança: - peça desculpa ao senhor da loja. Não se deve mexer no que não é nosso e dê cá o rebuçado que ainda não comeu, porque não é assim que se procede.

O menino ou menina pede. Não tira..

 Não se serve do que lhe não pertence – seja palha ou ouro.

(porque então o comerciante, por certo teria dito: eu ofereço os rebuçados, mas compreendo que chame a atenção da criança.

A casa tem junto ao portão uma trepadeira conhecida por: dama da noite – dá um flores brancas que apenas têm de muito especial o intenso perfume que começam a exalar, mal o sol se põe.

Então quando regam o jardim, os donos da casa ficam sempre alguns momentos por perto gozando a delícia desse odor.

As pessoas passam na rua, algumas param e comentam. Que maravilha, aspiram uns momento o cálido bafo da noite e seguem…

                    espace temps

Outras, puxam, repuxam, arrancando ramadas que de seguida deixarão caídas pelo caminho mas, que, vão destruindo a planta.

Os donos, quando por perto, recomendam: não estrague. Não mexa! Não puxe!

E, as reacções são sempre: - por uma porcaria de uma flor!...

Esta gente pensa que tem o rei na barriga!

Entretanto a planta vitima indefesa de tanta cobiça e agressão vai – se finando.

                  3 amigos

Como é que não se pensa – e vê - que: se cada um que passa tira uma folhinha – porque uma folhinha não é nada... acaba reduzindo “a nada” o que era belo e encantava.

Dois apontamentos sobre factos que presenciei e que confirmaram a minha convicção de que... tem que se começar mesmo, mesmo,

Como o povo sabe e diz: - de pequenino é que se torce o pepino!

Se assim fora... desligavam-se os telemóveis antes de entrar nas

aulas...etc... etc...etc...

 

                          Maria José Rijo

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.963 – 3 de Abril de 2008

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:33

POEMA – RAZÃO SEM RAZÃO

Segunda-feira, 10.03.08

Olho-me!

Desprezo-me!

A doença saiu, mas já não sou quem era

Foi inútil ser criança e estar à espera

Que o tempo me deixasse ser mulher!

 

Suporto-me!

Existo!

Porque esta vida aonde entrei sem querer,

Deu a uma mulher, porque a fez Mãe,

A razão que eu não tenho p’ra viver!

 

Maria José Rijo

20 – Novembro – 1953

                                                                             

Poema nº 10

Pag – 57

I Livro de Poemas

… E VIM CANTAR

Desenhos da autora

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:52

Nelly

Sexta-feira, 07.03.08

Nunca te peguei pela mão e levei a passear. Nunca te afaguei o rosto, te apertei ao coração, nem disse entre beijos o teu nome afogando-te com mimo...

Nunca te vi.

Mas, conheço-te de há muitos anos.

De muito antes que tivesses nascido.

E, muito de mim, é fruto, da dor desse conhecimento.

Conheço-te – de lá - de onde antes, muito antes de ti, outras crianças, desgraçadamente – imensas – porque - uma, apenas - já seria uma catástrofe, esperaram uma dádiva de sangue.

Essa “Vida” que tantos se negam a dar e, muitas vezes também têm que pedir para si próprios, em circunstâncias inesperadas que o acaso propicia.

Não fazes ideia, Nelly, não és ainda capaz de imaginar como a vida suspensa em crianças, sem culpa e sem pecado como tu, pesa no comportamento de gente, como eu e tantos outros mais, qualquer que seja o seu estatuto ou idade.

O teu sorriso, a tua cabecinha envolta num lenço para esconder a falta das tuas tranças, dos teus caracóis, ou das madeixas lisas como seda que emolduravam o teu rosto de criança nascida para crescer, provar e escolher os rumos de viver e ser feliz são um grito de dor e aflição.

São a confissão da nossa impotência frente à inevitabilidade da

Dor e do sofrimento, onde menos a sabemos entender – nas crianças.

O teu sorriso doce, que a mágoa por detrás dos teus olhos pontua, sem que disso te dês conta, é a chave que faz abrir muitos corações para entender que tu passaste a ser - a menina de todos nós,

Porque és daqui de ao pé da porta, e porque os jornais te trouxeram para habitares o nosso quotidiano, nas orações que por ti rezamos e no bem que te desejamos identificamos-te, e o teu drama, já nem é só teu.

E, hoje que soubemos, com uma alegria de paz, que, em outro País, lá longe, alguém um dia doou, sem pensar para quem a esperança que agora recebeste, em nome dessa notícia radiosa,

Parece certo lembrar que todas as crianças do mundo – são as crianças - de todos nós.

Só assim, hoje se recebe da Alemanha, o que amanhã, em qualquer outro país, outra qualquer criança, como tu, poderá receber, também, de Portugal, um presente de esperança igual – Sangue.

 

                               Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.959 – 6 Março 2008

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:19

Reciclagem

Quinta-feira, 06.03.08

Vi uma reportagem sobre reciclagem que me deixou estarrecida com a imensidade de coisas úteis, que se podem conseguir reciclando materiais das mais diversas proveniências.

                    

Juntei a esse conhecimento um anúncio de propaganda educacional que pretende levar o público a colaborar numa campanha de limpeza e conservação do ambiente e, simultaneamente de aproveitamento do que sobra, se inutiliza, ou simplesmente se repudia ou despreza – generalizando: - do lixo.

                                    

- Ficaram-me na memória os rostos expressivos das crianças, cujas imagens de beleza sempre tocam o coração, e que inteligentemente, foram utilizadas para ajudar a fixar normas que. Já era tempo, de, por todos, terem sido aceitas, apreendidas e aprendidas de cor e salteado.

                     

Mas, enfim, mais vale tarde do que nunca.

São preceitos novos de higiene e cidadania, que urge integrar no quotidiano.

Há sempre esperança de que cada um de nós, se adapte, pouco a pouco às novas obrigações que decorrem em linha directa das regalias sociais que o progresso e evoluções técnicas nos oferecem.

Ao tanque de lavar roupa, à barrela com sabão sucedeu a máquina com a adição da poluição violenta dos detergentes.

Aos alguidares, para a lavagem manual da louça, sucedeu também a comodidade da máquina, com suas vantagens e seu reverso.

O guardanapo de tecido, o lenço, a fralda, têm seus sucedâneos de papel- são descartáveis – com seu volumoso rasto de  lixo... e assim, por aí fora.

 Ao crescendo da nossa libertação das fastidiosas tarefas domésticas, à facilidade de resolução seja lá de que problema for, lá vem em anexo o contributo para o agigantar da poluição emporcalhando o mundo, atentando contra a pureza da água, rios, lagos, mares, solos, atmosfera; em suma, da vida...se contra isso não forem tomadas providências,

 Foi então, neste ponto do meu raciocínio que me dei conta, de que mais do que reciclar matéria, as crianças, como símbolo do futuro, o que estão a pedir é que reciclemos procedimentos, mentalidades, posturas, atitudes.

As crianças estão a pedir que lhes deixemos o espaço – descontaminado, limpo – a que têm direito para crescer e viver.

Que não entulhemos o futuro, de quem vier depois de nós com os nossos lixos, é afinal, o recado que nos atinge como uma dolorosa bofetada no rosto.

                                      

É que – em pleno século XXI- se são precisas  associações para defesa dos animais – isso significa que eles não gozam do respeito e protecção que lhes são devidas...

Se ainda persiste o vilipendioso aviso de: - não cuspa, não estrague, não colha, não pise, não..., não... – é porque, ainda se pisa, colhe, rasga, cospe...

Se se admite o aborto, porque matar – é solução...

                                           aborto13.jpg

 As guerras que devastem povos, arrasem civilizações com seus cortejos infindáveis de injustiças e genocídios aviltando a existência neste planeta Terra que nos cabe legar como “casa” às crianças que nos fixam – ainda – com sorrisos de esperança no olhar... do ponto de vista de quem as gera também podem ser terapêuticas...

 Enquanto o respeito pela Vida, em qualquer das formas em que ela se apresente, não for um valor intrínseco da condição de ser “Gente” e tiver que ser imposto por leis,

decretos, coimas... Enquanto assim for – reconheçamos que é o Homem que necessita ser reciclado porque, o erro, -  é  ele – o lixo é a sua mente, que não o leva a merecer o legado que recebeu, e renova-lo na continuidade,  na esperança como a própria Natureza ensina em cada Primavera. 

Sempre, então, a terra nua nos surpreende mostrando as flores das sementes que em seu segredo guarda...

...nem delas se suspeita muitas vezes, mas...se florescem é porque estavam lá!...

È porque estão lá...

...e estarão, sempre, lá!

– Acredito.

 

                  Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.957 – 21-Fevereiro – 2008

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 17:07

Dignidade e Virgindade

Quarta-feira, 28.11.07

Dignidade e virgindade, não são sinónimos.

Pode-se ser virgem e não ser digno, e pode-se ser digno não sendo virgem.

Pode até haver quem não sendo “virgem”, seja mais puro de alma do que outros que preservam a virgindade como moeda de jogo.

Esperteza de gato e rato.

         Quem é bom, não apregoa a sua bondade. Procede de acordo com essa qualidade, se realmente a possuir.

         Quem é puro procede com pureza, e, só assim constitui exemplo da sua intrínseca qualidade de pessoa pura.

            Mas, vamos ao assunto:

        Cada qual pode ter a sua opinião sobre o que se passou no programa novo da SIC.

         Ninguém pediu a minha, porém, não me parece possível que, concordando ou discordando, quem quer que seja, não se tenha detido um pouco a pensar no acontecido, se, por acaso, ou deliberadamente assistiu às primeiras emissões do referido programa.

         Até pelo inesperado da situação vale a pena fazer algumas considerações como quem pensa em voz alta.

         Não tenho a pretensão de julgar pessoas. Detenho-me apenas a apreciar situações e a conjecturar porque, ou como, se resvala até cair em comportamentos que tais.

         Para se aprender a ler, começa-se por aprender as letras. Depois gradualmente, chega-se às palavras, às frases, etc. etc. etc...

         Para se chegar ao ponto de degradação em que estão alguns programas de televisão, também foi lento o caminho.

        Começou-se por pequenas cedências quer na linguagem, quer na escolha e qualidade dos programas a apresentar. E, a pouco e pouco sem que o espectador desse por isso já o palavrão, a grosseria, a imoralidade eram moeda corrente. Coisa tão banal, tão useira e vezeira que nem dava para prestar atenção e reagir.

        E, toda a gente “ decretou” que a televisão estava uma ordinarice.

        Sendo essa premissa uma verdade assente, tornou-se o desaforo um atributo natural da televisão e, como tal um facto consumado.

        Eis porém que o impensável acontece:- todas as marcas das situações indecorosas já exibidas são ultrapassadas.

Faz-se tábua rasa de privacidade – até de pessoas extra concurso!- enrolam-se num verdadeiro conto do vigário, prometendo-lhes uma situação discreta e recatada que não aconteceria, e enredando-as traiçoeiramente numa teia de hipocrisias  que as envolve e constrange como moscas a espernear, presas nas mandíbulas de aranha ardilosa e peçonhenta.

O que se vê envergonha e rebaixa a nossa condição de gente.

Os nossos direitos fundamentais de seres humanos.

          Um dó. Um dó de fazer chorar...

          E percebe-se, ouvindo “conversas!!!” entre pais e filhos, como se perdeu a noção de hierarquias, de Bem e Mal, de correcto e incorrecto.

          De como a língua portuguesa que a juventude, mais do que ninguém, devia amar e respeitar, vai ficando, nas suas bocas, reduzida aos vocábulos, dantes só usados para vilipendiar. Aos termos, ditos insultuosos...

Assim, como se cada um não fosse dotado de um coração, uma consciência, e de inteligência para pensar, se vão distanciando dos valores autênticos da Vida, correndo atrás de miragens, de dinheiros adquiridos sem trabalho e sem mérito, de fama e notoriedade assentesem aparências falseadoras dos princípios morais e éticos que regem, oudeveriam reger, a existência.

São estes os caminhos MAIS DO QUE EVIDENTES para as desilusões, as frustrações e revoltas que abrem as portas à droga, aos vícios, às agressões, ao crime.

Deixar correr porque não nos diz respeito? - É erro crasso.

Chega-se a situações destas, porque TUDO é da nossa responsabilidade e nos demitimos, de agir, por mero comodismo.

         Consentindo - pagaremos o preço da nossa omissão com a infelicidade,da nossa ,e das gerações futuras.

         Nenhum de nós está “virgem” de culpas.

         È tempo de assumirmos - com dignidade - a consciência destes factos e

exigirmos uma reforma cabal na instrução, na educação, napreparação dos jovens

ajudando-os a lutar por ideais, e, não por ídolos

Comece-se pelas nossas casas, onde os meninos tratando os papás e mamãs

 por tu perdem a primeira noção de hierarquia que que deviam aprender e levam:

 o tu cá, tu lá para os professores na escola progredindo, assim, mais rapidamente

 na falta de educação do que no saber .

              Enquanto não se voltar a ensinar às crianças o valor da obediência e o respeito por pessoas e princípios em lugar de os tratar como irresponsáveis soberanos absolutos que trazem os adultos à trela, o espectáculo continua...                                

 

                                                          Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.612 – de 22/Junho/2001

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:58

Contar histórias

Segunda-feira, 13.08.07

 Não  

            Gosto de contar e de ouvir histórias Já em criança as minhas delícias provinham das aventuras de Aladino e da lâmpada maravilhosa, dos malefícios das bruxas e dos encantamentos das fadas boas, que, mercê de alguns sacrifícios sempre conseguiam vencer os poderes do mal.

            Assim que no fundo da génese da minha consciência, como pessoa, paire sempre um certo clima de crença na vitória do bem sobre o mal. Na vitória das Fadas sobre as Bruxas.

            Uma quase infantil ou inocente e irreprimível fé na espécie humana que não me cega frente ao bem, ainda que , e quando, a evidencia do mal se nos impõe.

            Uma história, é um pouco como um rebuçado ou uma qualquer outra gulodice.

            Também tem um papel que a embrulha e um recheio que se saboreia - ou cospe - consoante o paladar de quem a consome.                                                                            A história não tem papel no sentido real da palavra. Pois não.

            A história aparece como que vestida pela fantasia com que se conta; e  despojada dela, fica como a gulodice, quando privada do papel brilhante e colorido, exposta ao apreço ou desapreço de quem a escuta.

            Quero dizer: nas gulodices ,ou das gulodices, fica-nos para além do gosto na boca, por um certo tempo, o conhecimento de alguma coisa que nos agradou e criou em nós a vontade de repetir - ou não -  a experiência.

            Da história , da lenda, se nos chegou ao coração, ficará também a vontade de a repetir, recontando-a e, o recado, a mensagem, por mais encapotada que estivesse, do que ela nos pretendia dizer sem a dureza explícita da moral - dois pontos .Da ordem de comando que mata o livre arbítrio e obriga sem convencer.

As vestes da história, da lenda são as palavras. Com elas se enroupam para seduzir tornando-a rica, atraente ,brilhante. Também com palavras se pode torna-la andrajosa, negra, repugnante ,feia - assustadora .

Porém, em qualquer circunstância, escondida no meio das palavras, mais ou menos misteriosa, guardada como um tesouro, lá está a intenção - pronta a ser desvendada, mas não tão explicita que não tenha que ser procurada e mate a sedução. 

A história é bela porque sugere. Dá mote para pensar, para deduzir, absorver conceitos, formar opinião, decidir por escolha própria.

            Tudo isto me ocorreu porque com uma folha de papel em branco frente a mim me apetecia dispor de toda a força do bem que irradiava das varinhas de condão das fadas - das boas, neste caso - e, nesta hora de nascer uma revista sonhada e estudada à minúcia no desejo de SERVIR  - escrever em letras de luz :

Vai, cumpre-te, cumprindo !

E  porque nascer- é sempre uma bela história de esperança,- gostaria, como as fadas madrinhas à beira dos berços das princesas encantadas - de ter na minha mão para a encher de bons augúrios uma das tais varinhas que materializam tudo de bom que há em nós e apenas dizer:

“Eu te fado” para que vivas longamente,  com o apreço e o apoio dos potenciais leitores a quem te destinas.

Que de cada um deles faças um amigo que aprecie e estime a tua companhia.

                Parabéns!

 

 

 

                                                                                                                                                                     Vive e sê feliz.

 

 

                                   Maria José Rijo

 

@@@

Revista – Norte Alentejo

Nº 1 – Junho 2000 - Crónicas

 

 

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:15





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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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