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Motivos para pensar

Sábado, 02.05.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.876 – 27 de Julho – 2006

Conversas Soltas 

hand 

Depois de ler no jornal “ O Público ”a entrevista que o Senhor Presidente da Câmara de Elvas deu como explicação para a epidemia de placas com o seu nome por tudo quanto é canto e recanto da cidade e arredores, pensei, e acertei, que tamanha prova de narcisismo não escaparia à lupa atenta de qualquer dos grandes jornalistas deste nosso País.

                      

E, por sorte ou por azar, não sei, logo lhe pegou com a garra e a mestria que lhe são peculiares, um dos maiores, mais lúcidos, mais inteligentes e mais corajosos Homens de letras que dia a dia comentam a nossa atribulada vida política.

               

O facto não me alegrou, mas não me surpreendeu, e embora me cause uma certa mágoa, porque é Elvas que está em foco, afigura-se-me da mais elementar justiça fazer entender a quem detém o poder, que a fábula da rã que quis ser do tamanho do boi é verdadeira porque toda a corda esticada em demasia – um dia - quebra.

               Politico

Há tempos encontrei, na biografia de um político a frase que vou transcrever:

“O poder dá-lhe a oportunidade de transferir para a sociedade a sua ambição pessoal.

Isso afasta-o da realidade e das verdadeiras necessidades das pessoas.”

Algumas vezes tenho comentado com desagrado obras e atitudes do Senhor Presidente Rondão.

Sempre o fiz pelo bem da nossa cidade, nunca com o intuito de amachucar quem quer que seja, porém jamais aceitaram que possam não ter sempre a razão por inteiro.

O Senhor Presidente Rondão Almeida, como ele próprio confessa com justificado orgulho, descende de famílias pouco abastadas. Começou a sua vida de trabalho vendendo água da Prata – segundo li. Ora, entre esse começo e o estatuto de certa ostentação que hoje frui há uma distância abissal.

É natural que a fortuna de que hoje dispõe o faça sentir um homem realizado, engenhoso, confiante.

Rondão Almeida, instruiu-se, trabalhou, lutou, subiu a pulso, fez-se por si próprio, e é por esse motivo digno de todo o respeito e admiração. É inegável.

A certa altura viu-se guindado ao topo, numa cidade desinteressada da política, desiludida com uma revolução que prometeu o céu e criou, em seu lugar, o purgatório onde a maioria vegeta, porque agora já nem tem espaço para sonhar, já que o sonho sucumbiu com o fracasso da revolução.

É humano que se tenha aturdido e exagerado na importância que dá a si próprio e ao poder que detém e que esteja psicologicamente baralhado com tanta popularidade e adulação que o cercam.

Esperemos que reconheça agora que não é justo cativar o povo como faziam os patrões do antigamente, dando por “bondade” o que a todos é devido por justiça social, nem está certo atiçar o despeito de uns contra outros, querendo cada qual que a sua galinha ponha maiores ovos do que a da vizinha num despique tolo de ver quem dará a prenda maior que habilmente tem sido virado a seu favor.

Não estamos perante um festival de cantigas ao desafio.

Já vai em busto, daqui a pouco as freguesias, mandam derreter o ouro de família para cunhar moeda com a sua efígie.

Interiorizemos as perdas irreparáveis que Elvas tem sofrido.

Reconheçamos que não é com roupas novas que se curam chagas de morte. Embora se possam disfarçar por momentos...

Lutemos por soluções de fundo, porque não é com coliseus, estátuas, placas e alaridos que se vai salvar Elvas do plano inclinado onde resvala há já tempo demais...

Poupemo-nos a mais ridículos. Pensando com seriedade nas realidades e verdadeiras necessidades das pessoas.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:03

O teorema

Domingo, 18.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.856 – 9-Março-2006

Conversas Soltas

                                        

Teorema, aprendia-se, também, no liceu – designa em matemática a preposição não evidente mas demonstrável.

Ora essa demonstração pode fazer-se por via analítica ou – partindo da hipótese para a tese através de uma série de proposições em que cada uma é consequência de outra, ou, ainda, por absurdo – se é certo o que me lembro!

Estou já tão longe desses rudimentos de ciência, aprendidos na adolescência, que qualquer confusão não é de estranhar e é, até, compreensível.

          Zoom

Mas vamos ao teorema proposto: - A eliminação da Maternidade em Elvas.

- OU – Melhor dizendo: a eliminação da cidade de Elvas do património português – a partir da eliminação da sua Maternidade!

! Não é evidente que se queira que isso vá acontecer!

Mas, é demonstrável por absurdo que pareça, que tal hipótese se verifique!

Ora vejamos algumas proposições:

- Partindo da hipótese que (com pretextos mais ou menos esfarrapados) as grávidas de Elvas e arredores, vão dar à luz em Badajoz...

- Partindo da hipótese que os pais dessas crianças se sintam hostilizados e ofendidos pela falta de respeito – quer como pessoas, quer como cidadãos portugueses - que essa imposição justifica...

          

- Partindo da hipótese que são assim obrigados a reconhecer que Espanha os aceita como filhos e o seu próprio País, os humilha e enjeita, é lógico e inteligente que escolham para as suas crianças a nacionalidade dessa pátria que os acolhe e, onde encontram um bem-estar, um leque de escolhas e um nível de vida muito melhor do que no sua pátria de origem...

             Maternidade (Arquivo)

- Partindo da hipótese que isso acontece, e, é lógico que na maior parte dos casos - aconteça – a breve trecho Elvas será

- Habitada por espanhóis por nascimento que sendo naturais descendentes de elvenses serão os legítimos proprietários de todos os bens nesta nobre cidade...

- Partindo pois da hipótese de que este absurdo se concretize...

- Partindo da hipótese de que em Portugal se dá mais valor a toda e qualquer obra de fachada -  que até pode deixar o país à beira da falência - do que aos deveres   para com as populações...

                   

- Partindo da hipótese que todas as valências que Elvas tem perdido (possam fazer parte desse maquiavélico projecto de alienação da cidade) com mais esta perda se vai exaurir mais um sinal de Vida e de esperança na nossa comunidade.

- Partindo de todas essas hipóteses e outras mais que seria exaustivo enumerar, teremos a inequívoca demonstração de que esta é a melhor forma encontrada para oferecer Elvas a Espanha!

            

Muito mais racional e muito menos controversa do que a cedência de Olivença (que há quem afirme - e quem desminta - que foi negócio de casamentos, ou consequência do tratado de Alcanices, lá por 1297...)

É que, desta vez, é sem contestação possível, uma oferta por NASCIMENTOS.

Assim, por somatório de hipóteses, fica demonstrado o teorema que mostra como é viável o que parece absurdo - a eliminação da cidade de Elvas da posse de Portugal!

   

Em 1987, mercê de especial conjuntura, tive oportunidade de afirmar numa conferência de imprensa, de que os jornais de Lisboa fizeram eco, algumas coisas que, aqui, agora, reitero:

                          “ Elvas sofre de aculturação a Espanha!

Elvas está a tornar-se subúrbio de Badajoz!

Fizemos um pacto de geminação, somos amigos, somos irmãos mas, somos um povo distinto!

Pede-se ao governo que olhe Elvas COM AMOR!

De Elvas, não se deverá jamais dizer: Elvas, era... teve... tinha...

    Uma Cidade do Futuro?   

Elvas AINDA é presente e, tem direito a ter futuro.

(na altura, a luta era pela recuperação do Património militar e religioso, Maternidade, Casa da Cultura, Escola de Música, Coral, etc, etc, etc...que sem Saúde, Cultura, e Industria, nenhuma cidade cresce e tem futuro.)

                

Se podemos afirmar: - Portugal É – um país independente! – Em lugar de: - Portugal, ERA! Muito a Elvas - essa glória - se  deve!

Mostre-se pelo menos Gratidão e respeito.

Saiba honrar-se a história! - Já que tantas vezes não se honra a palavra dada.

 

Ao Dr. Melo e Sousa com a minha estima e muito apreço

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 14:07

As coisas claras e o chocolate espesso!

Terça-feira, 25.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.995 – 20 de Novembro de 2008

Conversas Soltas

 

 

 

 

Um dos assuntos prementes em todas as consciências é de há tempos – na nossa cidade – a saúde – que é como quem diz o Hospital.

Cada mandato tem a sua obra carismática. João Carpinteiro – se bem que lá não afixasse o seu nome - conseguiu para Elvas o Hospital anexo à Maternidade Mariana Martins já  - então - existente e, agora desactivada.

Não se tratava de um Hospital qualquer, só bonito como edifício. Bastas vezes foi citado – em noticiários – como “ um dos melhores do País” em qualidade de serviços!

   

Estes mandatos mais recentes deixam como obra emblemática o Coliseu José António Rondão de Almeida.

São formas de estar diferentes de personalidades distintas e, como parece que aquilo que um faz quem lhe sucede, em muitos casos, desfaz, dá por vezes para alimento de conversas e teorias várias.

Daí que seja motivo de controvérsias e, consequentemente de verdades, menos verdades, mas muitas especulações o que se aventa, ao comentar pela rama, o que é fruto de raízes.

Leio e ouço a cada passo atribuir ao Senhor Presidente da Câmara toda a responsabilidade desta fatalidade que foi para a nossa Cidade e Concelho ver desabar muitas estruturas que sustentavam qualidade de vida, progresso e independência.

              Image Hosted by ImageShack.us

Leio e, sendo insuspeita a minha opinião, porque ao Senhor Presidente, apenas devo referências – digamos – pouco elegantes, a consciência me impele, como manda o velho aforismo, a procurar pôr as coisas claras, já que espesso se deseja apenas o “gostoso” chocolate.

Ora, vejamos: - Honestamente penso que o Senhor Presidente, não tem responsabilidade na supressão da maior parte de serviços de que Elvas está privada.

              Antonio Ferrer Correia > Elvas: vista do Castelo

Elvas, foi, e está a ser vitima da ruinosa política que o partido socialista subscreve e que está reduzindo Portugal a dois ou três pólos de interesse - Lisboa, Porto, Coimbra - sendo todo o resto do País tratado como arredores, arrabaldes, reguengos ou lameiros mais ou menos produtivos e, assim,  com mais ou menos importância – visto nada mais ser relevante para a referida política socialista, embora saibamos todos que também ,em muitos casos, lhes  é difícil, senão impossível, fugir aos desígnios impostos por preceitos comunitários que foram aceites de joelhos.

Qual é então a responsabilidade do Senhor Presidente? – Nenhuma? - Não!

            Elvas. Castelo medieval, muralhas seiscentistas e Forte de Sª Luzia ao fundo. Vista do Forte da Graça.

Se é verdade que ele não é responsável pela política do seu partido – ele é – responsável pelo empenhamento da sua palavra no que prometeu à cidade, e , se o partido que o sustenta não respeitou essa palavra , só lhe resta – a ele -  confrontá-lo com a desonra a que o expôs e, agir de acordo com a afronta recebida.

O Senhor Presidente assegurou pôr o seu lugar à disposição se fosse desautorizado e – foi.

O Senhor Presidente tem como lema: - prometemos – cumprimos.

Então – espera-se que cumpra, de acordo com a sua afirmação.

        Aqueduto das Amoreiras - 50,9Kb

Assim, limpando a sua imagem mostrará que Elvas é em verdade o seu interesse maior e – talvez – obrigue o seu partido a reconsiderar que a palavra dos homens de bem não é passível de ser negociada por quaisquer interesses.

Talvez, que se aparecessem mais” Alegres”, fosse menos triste o destino de Portugal...

É que, neste caso, no nosso caso, não se ouviu, não se viu uma atitude frontal, sincera, despojada de interesses que mostrasse que se dava tudo por tudo, para que Elvas – dada a sua situação geográfica - que mais não fosse – lutava - até pelo direito de ser a excepção que confirma a regra.

O historial do seu passado – isso lhe autorizava e, autoriza.

      Rua Pereira de Miranda (Rua da Cadeia) - 42,5Kb

Houve submissão aos desígnios partidários em detrimento dos interesses de Elvas e a persecução desses interesses abafou o mais alto valor em causa – Elvas.

Esteja-se ou não de acordo com o seu critério de escolha o presidente Rondão tem obra feita mas, também é evidente que não foi capaz - faltou-lhe a coragem ou o brio - de erguer  o interesse de Elvas acima de interesses partidários, e, assim procedendo - também - não honrou a sua palavra , nem a cidade que o elegeu para que a servisse e nele acreditou.

         

Chega-nos agora às mãos um folheto amarelo distribuído pela Autarquia de porta a porta, com novas promessas sobre o Hospital.

De certo, todos vimos e vemos o que nos resta...

Ninguém vai ter filhos, ou tratar-se nas “promessas” – mas, sim nas Maternidades e Hospitais.        

Que se ajuíze em consciência.

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:02

OUTRA VEZ !!!

Segunda-feira, 17.11.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.835 – 2 Maio de 1986

                        

 

Será que as ilustres individualidades que põem e dispõem sobre rumos da nossa história, conhecem perfeitamente realidades e problemas do País que governam?

Duvido!

Não ponho reticências em acreditar que saibam tudo sobre as grandes capitais do mundo, e até que, porventura, as conheçam palmo a palmo!

Mas, as nossas cidades de província! – Mais ainda se não forem capitais de distrito! – Será que as conhecem? – Não o creio!

De Elvas, por exemplo, além de estar marcada com um pontinho no mapa das estradas que traça o rumo de Badajoz – o que saberão?

E que, se pensarem que é aqui – a partir de Elvas - Caia (e por esta fronteira entram centenas de milhares de turistas por ano) que Portugal se demarca de Espanha e se afirma como povo Lusíada – se o pensassem – saberiam que Elvas deveria ter ensino Universitário  - Conservatório – Escolas da dança – Teatro – Palácio de desportos – Instalações Hospitalares etc, etc.

Elvas nunca deveria ter sido deixada à mercê da influência sufocante duma cidade vizinha, onde a visão certa dos governantes defende todos esses e outros valores para salvaguardar da sua identidade cultural.

- Mas, não! – Não se cuida de estancar aqui a sangria que vai esvaindo usos e costumes, tradições e até a pureza do idioma – tudo quanto dá carácter a um povo!

                        

Agora a Senhora Ministra da Saúde – atenta contra o nosso Hospital!

Porquê?

Será que conhece Elvas?

Ou passou os olhos pelo mapa a sonhar mudanças, viu alguns pontinhos deixados por mosca irreverente e, pensando tratar-se de localidades tão pequenas que nem têm o nome gravado, cuidou de as trazer para a ribalta correndo atrás de utopias e esvaziando de valor instituições, cidades e populações que, se têm culpa – é apenas uma: - nunca desrespeitarem sequer quem tão pouco as respeita.

Ai, “Esta Elvas!” – “Esta Elvas!” – tão conhecida que até fica no caminho de Badajoz! – e, pelo que se vê – agora, também – e, mais uma vez – castigada porque ainda é Portugal.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:38

Ponderemos

Sábado, 15.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.993 – 6 Novembro de 2008

Conversas Soltas

 

 Li com a maior atenção a entrevista que o Senhor Presidente da Câmara deu ao jornal Linhas de Elvas.

Li, e acredito que o mesmo terá acontecido com a maioria dos elvenses, e, como eles, fiz os meus juízos e tirei conclusões.

Nestas épocas em que se aproximam eleições é costume vigorar o - a mim – a mim - e mostrar-se cada qual de santo milagreiro, o que afinal nenhum de nós pode ser.

E, porque a época é de assinalável gravidade, manda-me o bom senso da minha já longa caminhada ponderar sobre o que li.

Não sou, nem me considero inimiga de ninguém, menos ainda do Senhor Presidente, a quem reconheço qualidades de liderança, raras pela determinação e coragem com que empreende e executa os seus desígnios.

Também sei a pouca importância que tem o meu parecer, porém, por dever de cidadania, não me escuso a torna-lo publico pois que não tendo eu compromisso com qualquer Partido, nem dependendo da Câmara a minha subsistência, nada me vincula a algo mais do que a liberdade de o fazer com consciência e respeito pela minha verdade, e pela verdade alheia.

Há “factos” indesmentíveis que na entrevista são apontados – a saber: - o saneamento financeiro, as infra-estruturas enumeradas, e muito mais que está à vista de todos.

O Senhor Presidente Rondão Almeida, deixa atrás de si vastas obras.

Só há um mas...qual a utilidade de algumas delas e, porque preço e, à custa de quê, e de quem, funcionam.

Quando o Senhor Presidente afirma com orgulho que não paga horas extra, não está esquecido que em publico confessou ter começado as suas poupanças – o fermento da sua fortuna - por esse meio...

Então! - é bom ? - Ou mau?

Nem sempre, nem nunca! – Seria o certo.

Todos sabemos à custa de quem funciona o seu Coliseu.

Mas, alguém sabe quanto custaria o seu funcionamento e manutenção normais? - E, será justo que - os funcionários do Município -  em dias de feriado, sábados e domingos, - cumprem 10 e mais horas de trabalho  “forçado”  sem receber, sequer, ajudas de custo – quando a Câmara oferece banquetes, por deita cá aquela palha, a meio mundo ?...

Havendo tanta abundância, porque está o centro histórico a cair? Então porque não há verba disponível para guardas que mostrem os monumentos – que continuam encerrados?

Porquê e para quê transferir para fora de portas toda a vida activa e deixar esboroar o castro?

Havendo tanto - porque foram precisas as mais valias dos empreiteiros que permitiram arrasar quintas, hortas e olivais com tão discutível critério!

Deve-se filiar nesse excesso o facto de ser apontado – como refere - aos seus mandatos o tal exagero de cimento armado.

Ouço, afirma-se à boca cheia, que a construção é tão exorbitante, que mau grado as falências, nos próximos 50 anos nada se necessita construir em Elvas – tal o exagero cometido.

Às vezes, muitas vezes, sempre, no meu caso, os reparos não são mais do que DOR por ver vulgarizar, banalizar, o que era nobre, austero, mas distinto, e teria podido continuar a sê-lo, se, se tivessem procurado outros meios para atingir fins que são legítimos - como é o progresso - que por vezes, não é atingido da melhor forma - como é evidente, quando a cura deixa mais cicatrizes do que a doença.

Não me admira que renegue o “tal laguinho”. Eu própria, quando o vi a substituir o magote de contentores de lixo que por ali “estacionavam” o saudei! Terá acontecido, a mais gente, outro tanto. Porém, depois de bem pensado - ambos reconhecemos  (como agora confessa) que aquilo  foi, e é, uma obra descabida!

O mal? – São as decisões em cima do joelho... na humaníssima ânsia de fazer tudo, de vencer, ser o melhor, de encantar...e esse é um respeitável intuito que se lhe reconhece com justiça.

Mas, aquele, é mesmo o lugar da fonte que de lá era, e é, desde que pela primeira vez nela correu a “água das amoreiras”...e se aguarda lá retorne,

(nem sei quem de lá a tirou!)

São as tais boas intenções...que se esquecem de levar em conta que, aquilo que gostámos de ver algures, pode não servir à nossa porta, mas, em nenhuma circunstância – justificam -  ameaças e perseguições pelo “crime” de opinião divergente.

Cada caso, é um caso e Elvas é única!

Em Elvas tudo tem de ter a perfeição do cinzelado, do requinte, da minúcia.

Prédios como o que substituiu o do Grémio da Lavoura, logo à entrada, frente às Portas de Olivença – não mais, por favor, se é que ainda se quer Elvas, reconhecida, como Património.

Nem as desajustadas fontes da Rua da Cadeia...nem...nem...nem...

Enumerar para quê?

Bem basta o que já é irrecuperável, e a todos doe.

Espero que se entenda que - não é a pessoa - que essa respeita-se e, até pela coragem e determinação se admira – o que está em causa - é  o preço a pagar pela atitude violadora dum futuro que assim se compromete - de um todo - que se queria harmonioso e puro e alguns arrebiques  descabidos  vão destruindo... Trata-se de ELVAS.

  Ás vezes, é melhor nada fazer, do que fazer obra atabalhoada de encher o olho, mas fora do contexto e atentatória de um formal equilíbrio que existia e, se perde irremediavelmente.

Creio que o Senhor Presidente, também se terá arrependido de outras coisitas mais...

Li algures que, em algumas cidades, se estão ligando por dentro pequenas casas contíguas, que modernizadas no seu interior propiciam espaço e conforto e, porque as obras não alteram as fachadas, não atentam contra o genuíno da época a que pertencem, assim se respeitando a sua clássica fisionomia.

Poderá ser uma solução! - talvez...quem sabe?...

Mas... o que aqui me trouxe foi, e é, a minha inquietação pelo Parque da Piedade e a pressão que, do que leio e ouço, verifico pesar sobre a Confraria.

Sempre os Irmãos zelaram com honra e brio pelo património à sua guarda. Sempre o cuidaram e engrandeceram através de gerações.

Não se puderam defender daquele “chapéu” de casario que puseram ao Santuário, – e o IPAR – já condenou, nem do “susto” de fealdade que é aquela escadaria...é certo!

Que os guarde Deus de perderem da memória o que foi e agora é a Quinta do Bispo, e mantenham o seu rumo com coragem, não vá o pavimento duma romaria secular - no campo, a céu aberto - –  virar calçada ou alcatrão...ou outras coisitas mais que depois serão irreversíveis...

Que se reflicta com bom senso, são os meus votos.

Que não haja braços de ferro, que esses não abraçam fraternalmente ninguém...e o Homem é irmão do Homem...

Elvas, merece o nosso amor e a nossa conscienciosa humildade

Ponderemos.                                       

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:13

Retrato de Grupo (do negativo)

Terça-feira, 11.11.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1747 – 10 de Agosto de 1984

        

 

Aqui estamos: - uma geração inteira, frente à objectiva da história.

Olhemo-nos! – Que figuras!...

Aqui estamos, estáticas, como múmias, vendo desmoronar tanta coisa à nossa volta e permanecendo inertes, como se mortos estivéssemos.

                 

-- Onde estão os filhos, os netos, os bisnetos dos Homens que engrandeceram esta nossa cidade?

-- Onde estão os descendentes de quantos plantaram as árvores, abriram as ruas, fizeram as casas e jardins?

-- Onde estão os descendentes das mulheres resolutas que faziam da sua rua brasão de nobreza, caiando as ombreiras das portas e levando desde os poiais até ao meio da calçada, ainda que já vergadas pelo cansaço de um dia de duro trabalho, a soldo de outrem!

               

-- Mesmo pelo “negativo” vê-se bem – somos nós – é a nossa geração!

-- Somos nós que deixamos perder benefícios e privilégios que herdamos:

-- Comando Militar, Hospital Militar, Regimento de Cavalaria, Banco de Portugal…

- Elvas, que até já teve o seu Bispado Arrisca-se hoje a perder o próprio HOSPITAL DA MISERICORDIA!!...

                          

- Somos nós que consentimos que estropeiem árvores, que se usem em praças e avenidas, espingardas de pressão de ar para atirar aos passarinhos…

- Nós que deixamos deitar lixo nas ruas, cuspir no chão, apedrejar candeeiros de iluminação pública, escrever obscenidades nas paredes, arrancar placas de trânsito e bancos de jardins…

- Somos nós que – em lugar de nos organizarmos como uma poderosa colmeia em torno do amor e cuidado que devemos a Elvas, criando núcleos de cultura e recreio (teatro, música, manifestações desportivas, excursões de estudo, de investigação, convívios, etc, etc.) deixamos que andem por aí à toa a tomar uns copos ou a “gastar-se” gastando nas “máquinas”, o potencial humano que motivado com inteligência, faria por suas mãos melhorar a própria sorte e repor o cariz da cidade.

- Somos nós que recusando o gesto largo do semeador que transforma o chão em seara, nos fechamos na avareza do desinteresse…

- Somos nós que até já deixamos de ter o recurso de discar o 115 em caso de aflição! (Contou a rádio local). Agora só Estremoz nos acode se o fizermos…

 

Eis-nos, como somos; frente a frente; olhos nos olhos – fixados neste “negativo de retrato de grupo”, parado, preto e baço, feito “a lá minute” neste ano de 1984…

Que a história nos esqueça – se perdoar não puder…

 

Estamos mais feios – que bonitos

Sem má fé e – sem favor –

Vamos lá reagrupar-nos

P’ra um retrato melhor!

 

 

Maria José Rijo

                      

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publicado por Maria José Rijo às 09:59

Por osmose...

Quarta-feira, 05.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.866 – 18 – Maio – 2006

Conversas Soltas

 

Inesperadamente veio-me à memória esse fenómeno que no Liceu se aprendia nos rudimentos da física e, veremos porquê.

Elvas é uma cidade ímpar no panorama português.

            É impar, muito principalmente, porque dada a sua situação geográfica foi necessário fortificá-la, dentro do espírito de várias épocas, para evitar os perigos de guerras e conquistas que alterassem as fronteiras de Portugal.

Elvas tornou-se diferente, porque foi imperioso evitar o perigo de osmose que agora se está a perpetrar –(se levarmos em conta afirmações recentes do ministro Mário Lino)– quase se poderia dizer que, deliberadamente.

Eu não sei até que ponto estas decisões de fecho de Maternidades resultam de imposições e subservientes submissões a directivas provenientes dessa Europa – não direi a que pertencemos – porque se temos por lá, tão pouca voz activa, é porque, então, nela, apenas nos submergimos e afundamos...

O que eu julgo saber, porque acredito na sabedoria da história, é que cada caso é um caso, e Elvas, se bem pensado, deveria ser, talvez, a excepção que confirma a regra.

Não é por acaso que Elvas tem seus Fortes, suas Muralhas, seus Baluartes e Contraminas.

Elvas, teve tudo isso porque lhe foi necessário ser diferente.

Porque tinha que estar couraçada, não por Ela apenas, mas por um País de que era guardiã, vigia e limite

 

“CHAVE, DEFENNÇA E ESCUDO

SOU DO REINO LUZITANO,

FREYO SOU DO CASTELHANO

ELVAS SOU E DIGO TUDO “

 

Os séculos têm-se esvaído no tempo que imparável vai correndo.

Elvas, não precisa mais dos seus Fortes e Muralhas para se defender de ser sitiada por hordas de soldados ameaçadores.

Mas, Elvas – que com os seus vizinhos a que hoje chama de irmãos na reciprocidade dum convívio sadio – continua a querer ser Elvas, ela própria, com o brio da sua matriz portuguesa, com os seus costumes, as suas diferenças a sua distinta forma de ser e estar do lado de cá deste Guadiana que, se nos une, também nos separa e nos diferencia!

Daí que Elvas não entenda que lhe sejam negadas no século XXI as condições necessárias e imprescindíveis para garantir o seu direito inalienável de ser Portugal – porque continua a ser a primeira cidade portuguesa que encontra quem quer que vindo da Europa, por estrada, forçosamente depara.

Elvas precisa e merece a sua Maternidade, o seu Regimento, tudo quanto lhe foi subtraído, e tudo o mais que constitui a “Fronteira Muralhada” desta era global e obsta à desertificação, chama industrias, pode promover progresso e, pode obstar à sangria que a passe, desta vez “por osmose,” para o mesmo destino que teve Olivença.

Elvas, enfrenta agora a endo e a exosmose que a podem reduzir a subúrbio de Badajoz. O equilíbrio das finanças de um país não pode ser feito à custa da morte das

 cidades do interior, onde só os detentores de cargos políticos prosperam; nem da insegurança e empobrecimento das suas populações.

Só a soma da esperança de todos, num projecto de futuro credível, pode inverter este deslizar para o abismo e libertar-nos desta condição de parente pobre que pedincha ao vizinho, tudo, da água ao sal, para por ao lume a enganosa sopa de pedra...

Acabo de ver e ouvir o Senhor Primeiro-ministro (ironizar? Não acredito!) sobre a possibilidade de, nem só “as Mulheres Ricas” puderem agora ir ter filhos a Badajoz!

Dói ouvir afirmações assim. - Sendo o partido socialista defensor do aborto, (o que só posso traduzir, como eliminação de Vidas de crianças) como se arvora em melhor defensor da Vida dos filhos, do que as próprias Mães, que os geraram - e temem perde-los dando à luz  nas precárias condições das  ambulâncias – como lhes querem impor eliminando os recursos de que dispõem , em lugar de os privilegiar optimizando-os como ELAS PEDEM e MERECEM ! E o futuro das cidades do interior justifica e necessita.

 

Maria José RijoBebê de Marzipan                                                                                                                                                               

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:22

Quem cala - consente...

Quinta-feira, 21.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.627 – 12 - Outubro 2001

Conversas Soltas

 

 

Era numa loja.

A conversa girava em torno do palmeiral.

 - Isto está lindo! - Nem parece Elvas!

Era, o unanime veredicto do pequeno grupo.

Afinal, pensei: - os apoiantes do “desastre”, ao querer fazer o melhor elogio - verbalizam e fundamentam a crítica mais crua e mais objectiva que se pode expressar sobre a desastrada arborização que contribui para confundir a  zona envolvente de  Elvas com visões de praias africanas...

Querer que Elvas deixe de parecer Elvas é pura aberração.

Se Elvas, for deixando de parecer Elvas, porque a procuram assemelhar a outras terras não lhe fazem benefício! - Só a prejudicam!

Sobrepor à sobriedade, – ao respeito que é devido ao que sendo nobre de raiz, não precisa de se mascarar para fruir o merecido apreço, – vulgaridades espalhafatosas, - é erro de palmatória.

Assim pensando, decidi: - Não serei cúmplice.

Recuso-me a permanecer num silêncio que me compromete com este descalabro.

   

Faço questão de deixar escrito e assinado o meu protesto contra o estilo “ francês de Pega” que está desvirtuando a fisionomia da cidade.

Em determinada altura da vida do povo que somos, quando os nossos primeiros emigrantes – lá do distrito da Guarda - começaram a regressar às suas terras de origem , fazia parte do seu legítimo sonho  construir casa própria. Então, cada qual seduzido por ingénuo exibicionismo fazia representar tudo quanto o tinha deslumbrado, nos países onde trabalhara, nas suas “Maisons” em sinal de abastança e distanciamento da pobreza da sua origem.

Foi assim que, ao lado de nobres e vetustas construções de granito, surgiram, desenquadradas da paisagem, as mais incríveis criações que “esse tal estilo” foi capaz de gerar...

A pouco e pouco, porém, as pessoas foram entendendo o desvario, e, muita coisa se compôs. Outras sofreram danos irremediáveis. E permanecem para a “estória”, anedóticas, como o célebre bife com bolachas...

 

Assim vai sendo por cá - agora!

Espero que com o rodar dos tempos alguém reponha a sóbria elegância do centro histórico da cidade e retire de lá aqueles bebedouros disfarçados com jactos de água, até porque já não existindo em Elvas Lanceiros I, nem para turista ver os cavalos irem “à data de água” tal mamarracho serve!

Serve apenas “para meter água” numa realidade histórica, à evidência, de forma bem infeliz.

Como se tal já não fosse mais do que suficiente, surgem agora a propósito e a despropósito - como importunos redemoinhos que afastassem para bem longe toda e qualquer ligação que a cidade tinha com o meio ambiente - rotundas e rotundinhas...

Numa delas erigiu-se um monumento ao bombeiro

Não será o local ideal, mas, óptimo. Foi um acto de justiça.

P1000226

Porquê, então, plantá-lo como se fosse um poejo com os pés dentro de água?

Porque rodear a figura do bombeiro duma serie de repuxinhos, como se um cento de Manneken Pis lá estivessem submersos?

Porquê não aproveitar essa força de água para um jacto vigoroso da mangueira que a estátua sustenta e dar majestade e vida à figura que representa colocando-a em equilibrio sobre rochas que configurassem a valentia e arrojo de que são capazes pelo bem de todos?

É que se uma coisa merece ser feita, merece ainda mais ser bem feita!

Alem do mais, basta de meter água!

É tempo de parar com as cascatas e as fontes, até porque a água não é um bem inesgotável.

Ao contrário! É um bem escasso que deve ser gerido com bom senso e parcimónia.

Melhor fora cuidar a sério do líquido que chega aos domicílios...

           É tempo de escolher com critério os designados “melhoramentos” e não copiar para Elvas tudo o que o olhar cobiça - mas - sim - ser extremamente rigoroso na eleição do que tem realmente que ver com a nobreza e história duma que  cidade pede apenas que a deixem ser igual a si própria para ser, como é, única.

Já na écloca de Jano e Franco - lá pelo  Sec. XVI

 se escrevia assim:

“ Que Alentejo era enxuito d´água e mui seco de prado.”

 

Para quê, agora, tratar Elvas como se fora as termas do Luso ou do Buçaco?

Pior do que nada fazer...é descurar o critério do que se faz.

 

 

  Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 20:43

A primeira Á Lá Minute - 1984

Sábado, 16.08.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.721 – 10 de Fevereiro de 1984

 

 

Elvas, o Hospital e a Lei do Aborto…

 

Curiosamente aquilo que pouco presta, serve-nos bem.

É o caso da lei do aborto.

Senão, vejamos:

                  aborto

-- É lícito praticar o aborto quando o feito faz perigar a vida da Mãe.

    Temos pois o direito de fazer abortar no estado fetal a lei que atenta contra a vida de Elvas estropiando o seu hospital.

       aborto.png

-- É lícito praticar o aborto quando há má formação congénita.

     Temos pois o direito de fazer abortar um “projecto monstruoso”.

        

-- É lícito praticar o aborto para eliminar o feto da violação.

      Temos pois o direito de fazer abortar tudo quanto viola a dignidade e a honra da nossa Cidade.

         Elvas : Aqueducto das Amoreiras

-- Assim sendo – é tempo de se exigir aquilo a que Elvas tem direito.

-- É tempo de se exigir que o património da cidade jamais volte a ser lesado – seja no que for.

            elvas

     Se tanto for preciso, embora contra o temperamento da nossa gente – cordata por natureza – também cortaremos “artérias” e faremos os “atropelos da moda” para que nos respeitem…

       Entretanto embalemos a nossa esperança de justiça, cantarolando:

 

Oh, minha gente não durmas,

Não durmas cidade minha,

Ou – acordarás chorando:

Elvas era… teve… tinha…

 

… E rezemos com toda a força da nossa fé:

 

“Custodi nos Domine ut pupilam oculi.”

 

Maria José Rijo

 

… Por pedido de

Xavier Martins

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:27

GUIDO

Domingo, 03.08.08

Jornal O Despertador

Nº 235 – 25 de Junho de 2008

A visita

 

 

No passado dia 21 um grupo de íntimos do conhecido estilista elvense Guido, promoveu – na Quinta da Pureza, antiga Quinta da Araúja -  uma reunião com vários outros dos seus imensos amigos e admiradores para lhe mostrarem com as suas presenças, como o respeitam e lhe são gratos.

Sou pouco de festas, mas desta vez, também fui, como sempre que puder irei estar presente, quando é o amor estima, o respeito e a gratidão pelo valor da pessoa humana que se homenageia.

Não foi um bater palmas interesseiro ao ocupante de um qualquer cargo político de onde este, ou aquele outro, possam ainda colher proventos ou honrarias.

Não. Foi apenas a Festa.

A festa da gratidão e alegria de quem reconhece a alguém cheio de criatividade e talento a dedicação de uma vida inteira de trabalho para concretizar sonhos de beleza das mulheres da sua cidade.

Quem, minimamente, conheça o trabalho de Guido, sabe que se o tivesse querido ou tentado, ele, teria tido o percurso de um Gutchi, um Saint Laurent, um Dior...

Para tal não carecia mais talento.

Disso, ninguém terá dúvidas.

Mas, Guido modesto, por índole, e elvense de coração, ficou-se pela terra em que nasceu e, discretamente prodigalizou beleza em seu redor, tornando mais elegantes e distintas com as suas criações as noivas, as madrinhas, as acompanhantes das festas que vestiu com a paleta de cores dos tecidos que transformava em obras de arte .

Foi bom de ver e viver, os abraços de ternura e gratidão que merecidamente o envolveram.

É bom sentir e reconhecer que ainda existem laços de amizade, por amizade, gratidão por gratidão, e que no coração de todos nós ainda, e sempre, haverá espaço para admirar quem merece a estima e respeito de todos nós apenas, por essa coisa maravilhosa que é – a qualidade de ser gente - pessoa de bem – como é o caso de Guido um artista de prodigioso bom gosto de quem todos os seus amigos se orgulham  e, a quem, são gratos.

Parabéns também a “Bitucha”e Pedro, Sação Muños e Isabel Lopes e Raimundo, seu marido, pelo encanto com que fizeram realçar um espaço, já de si, belo quer pela natureza envolvente, quer pela elegância das suas dependências

Obrigada, a todos.

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 15:10





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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