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A Nossa Casa

Sábado, 21.06.08

 

Ninguém a sonhou p’ra nós,

Foi construída, alindada,

Ao sabor de sonhos belos

De geração já passada!...

 

Não a comprámos tampouco,

Nem de herança ela nos veio…

Eu alindo-a para ti,

Tu trabalhas para nós

E pagamos para a ter

Um mês que passa, outro após!...

 

Mas esta casa que é nossa,

Porque nós vivemos nela,

Tem um quarto em que dormimos

E o quarto tem uma janela!

 

E o quarto tem uma janela!

 

Por baixo dessa janela

Por onde o meu quarto espreita

Nasce a bela-portuguesa,

Com que ela, toda, se enfeita!

Por ali entra o luar

E o cantar da passarada

Que dorme à sombra das rosas

Ao saudar a alvorada!...

Por ali entra o aroma

Da baunilha lilás

Que incensa o ar que eu bebo

Mais do que a própria glicínea

Com seus cachos é capaz!

 

Há bailados de perfumes!

Há sonhos vagos no ar!

Há sugestões doutros mundos

Desta vida sempre bela,

No encanto do meu quarto

Por ter a sua janela!...

 

 

E não sou eu só que espreito

O que a janela me mostra!...

 

Tu julgas que a glicínia,

Quando à reseira se abraça

E sobe pela parede,

Não quer ver o que se passa?

Tu julgas que esse botão,

Que esta manhã descobriste

Já dentro do nosso quarto

Quando à janela surgiste,

Vivera sob a folhagem

Até florir, despertar,

Se não tivesse o intento

De nos estar a espreitar?

 

E esta bisbilhotice,

Não me aborreço eu com ela!

 

-- Porque também é encanto,

Do quarto,

Mais da janela!

 

-- Ainda hoje…

Estava eu no meu sítio preferido,

Naquele sítio (tu sabes),

Onde uma mancha no chão

É saudade de um relógio

Que na outra geração

Da gente que aqui morava

Marcava as horas da vida

Do tempo que então contava…

 

Pois estava eu mesmo aí…

 

A pensar, como é costume…

Hoje, até pensava mal!...

 

Mal daquela rapariga

De quem não tenho ciúme,

Mas que tu achas bonita!

(A que é filha da mulher

Que os homens trazem na lama)

Quando o botão que tu viste

Na nossa querida janela

Me chamou com seu perfume!...

 

Colhi-o, era tão lindo!

-- E só então reparei

Que a roseira sua mãe

(essa bela-portuguesa)

Tinha nascido no estrume!...

 

E era nele que vivia…

 

No canteiro em que se cria

Para encanto da janela,

E também do paladar

A salva e a mangerona!

 

Isto…

Se eu não falar

Das arálias e dos fetos

Avencas e pelargónios,

Dos vasos de malmequer

E da bela sardinheira

Que são vizinhas contentes

Da verde hera trepadeira!

… E também do paraíso

 

Feito de cetim branquinho,

Com seus estames dourados,

E me traz ao pensamento

As flores que, ajoelhados,

Demos à Virgem Maria

Pelo nosso casamento…

 

(Abençoado esse dia!)

 

-- Pus a rosa numa jarra,

No quarto da nossa casa,

Tu trabalhas para nós,

Eu alindo-a para ti…

E pagamos para a ter

Um mês que passa, outro após!...

 

É pequenina, é verdade,

Mas ainda assim dentro dela

Cabe o nosso grande amor!

 

Que isto do “infinito”

Estar fechado em nossa casa…

É mistério do Senhor!!!

 

Maria José Rijo

24-Abril-1954

     

I Livro de Poemas

Poema nº 18

Pág. 93

Desenhos da Autora

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:27

OBCECAÇÂO

Sexta-feira, 06.06.08

,,

(A Maria Emília Victoria Pires)

 

 

Para que nasci eu?

Para que nasci eu?

Para que nasci eu?

Para que nasci eu?

 

Eu nada sou,

E o que faço…

Tem um fim,

Uma intenção!

 

Posso eu, criatura,

Ser fruto de sem razão?

Não! Não! E não!

 

Em gérmen dentro de mim,

O que haverá?

Quem soubera!!!

 

Quem julga cavar numa mina

Algo precioso espera!

 

E se eu achar só terra?

- Na terra o pão se semeia

- E se for areia?

Será areia, de certo!

 

E é de areia o deserto!...

 

Também de areia é a praia

A meiga amante do mar!

E no mar, vivem as pérolas,

Lá se podem conquistar!

 

Cada qual tem nesta vida

Uma tarefa a cumprir:

 

E cavar dentro de si,

A si próprio descobri,

 

E obrigar a germinar

O que de bom lá achar

Até crescer, florir!

 

Que ninguém possa dizer

Na hora da despedida

Por ter tido dias fúteis:

 

Perdoa, Senhor, se podes

Este tão triste pecado

Dos meus talentos inúteis.

Maria José Rijo

22 de Maio de 1956

II Livro de Poemas

Poema nº 25

Pág – 117

Desenhos da Autora

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:02

Análise

Segunda-feira, 02.06.08

 

… Desconheço-me!

Agora só penso em mim

E encontro-me no princípio ou fim

De tudo o que penso, ou faço.

 

Enquanto a esperança nascia,

Escondia-me como um pecado,

Ninguém mostra o parto ao mundo,

Só se mostra com orgulho

O filho depois de nado…

 

Mas a esperança já morreu!...

Falo de mim à vontade!

 

Porque é que o homem semeia?

Porque se reproduz, luta?

Porque descobre, conquista?

Porque trabalha, labuta?

 

- Nem ele pensará porquê?

- São as armas com que luta

Para ficar quando morrer!

- Não estará nisto a razão

Que me faz desconhecer?

- Que me põe no centro de tudo

Que me proponho fazer?...

 

Achei!

 

É, com certeza!

 

Estou agora a perceber…

O meu gesto é o de naufrago

Que tenta sobreviver!

……………………………………

È jeito de certas vidas,

Lutar por causas perdidas!

 

Maria José Rijo

15- Dezembro-1953


I Livro de Poemas

Poema nº 16

Pág- 85

Desenhos da autora

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publicado por Maria José Rijo às 23:28

Outono

Domingo, 25.05.08

 

O Outono já chegou…

Deitou as folhas ao chão!

E procurou ávido, curioso,

O âmago, o coração!...

Veio em redemoinhos…

Veio nos pés do vento…

Não atendeu um lamento,

E devassou, e despiu

Sem carinho, em gesto cru,

Quis ver tudo bem por dentro…

Tinha a volúpia do nu!...

 

Era satânico, cruel,

Mas disfarçou seu intento

Num entardecer doce, lento,

Que o simulava de santo

No seu manto de burel!

Sob tanto enfeite lindo

De frutos, folhas, flores,

O Outono desconfiou

Que as árvores queriam esconder

Erros de estranhos amores!...

 

Então a raiva cegou-o!...

Chegou, despojou, varreu…

Em procura de pecados

Quase nenhuma esqueceu!

Mas parou envergonhado

Porque disfarçadas nas graças

Que a Primavera lhes deu,

Tudo o que as árvores fizeram

Foi crescer direito ao céu!...

 

Enganara-se o Outono

No conceito de beleza…

Primavera – é mocidade

E ser menina – é pureza!

 

Então o Outono triste,

Cheio de mágoa recuou…

E deixou passar o Inverno

Que a tristeza – chorou!!!

.

Maria José Rijo

1953

.

 

 

 

I Livro de Poemas

Poema nº 13

Pág 73

Desenhos da autora

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:36

Despeito

Domingo, 11.05.08

 

Ofende-me, Senhor Deus meu,

Que me levantas da terra

E não me sentas no céu!

 

Maria José Rijo

Julho de 1956

 

 II Livro de Poemas

Poema nº 17

Pág. Nº 79

Desenhos da Autora

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:51

Pensamento

Quarta-feira, 07.05.08

Não sou princípio

Nem fim!

Sou um ponto no caminho

Daquela linha partida

Que vinha de Deus para mim

Maria José Rijo

Julho de 1956

II Livro de Poesia

Poema nº 10

Pág.- 49

Desenhos da Autora

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publicado por Maria José Rijo às 23:54

Mágoa

Quarta-feira, 30.04.08

As palavras estão cansadas

De tanta vez empregadas

Sem dizer nada sincero!

 

Como direi lamento,

Tortura, ou mesmo alegria,

Transmitindo o sentimento?

Não sei! Não sei!

Isso doe-me…

 

Se ao menos as minhas mãos

Pudessem mexer nas cores,

Que minha alma não tem,

Para pintar suas dores!

 

Se ao menos isso pudessem!

 

Se agarrasse na vida

E com fúria lhe mordesse,

Talvez a vida chorasse,

E a sua queixa pintasse

Uma dor igual à minha!

 

Mas se eu não prendo a vida

E ela me prende a mim…

Serei eu mesmo sem cores

Que riscarei sem pintar

As minhas mágoas sem fim!

 .

Maria José Rijo

Junho 1956

.

II Livro de Poemas

Poema nº 13

Pág. 61

Desenhos da Autora

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publicado por Maria José Rijo às 00:18

Quem diria!

Domingo, 13.04.08

                      O Diário de Salazar          

.

Quem diria!

Quem me havia de dizer para que eu acreditasse que “O diário de Salazar” me havia de oferecer tantos motivos de meditação, surpresa e descoberta da alma humana!

                                                

Quem diria, quem me diria, como por debaixo da couraça dura de um ditador pulsava o coração extremoso de um filho e a alma amargurada de um menino humilhado a quem nem o poder, afinal, deve ter conseguido dar resposta para encontrar o caminho de ser feliz.

Não vou, não é essa a minha proposta, falar de tudo o que na leitura deste livro me encantou e repito, surpreendeu.

O meu propósito consiste em aguçar a curiosidade de quem gosta de ler para que não perca esta oportunidade de tentar entender os quês e os porquês da génese dum ditador.

Isto, para além de espreitar a inteligência, determinação, argúcia, até astúcia, mas também a requintada sensibilidade daquele homem de rosto sem sorrisos, sempre vestido de escuro, como que embrulhado em panos de luto, de voz esganiçada, quase desagradável, que durante quarenta anos pôs e dispôs da vontade dum povo como quem mexe as pedras dum xadrez

Vale a pena!

Vale muito a pena.

Vale sempre a pena procurar entender as razões dos outros se nos queremos entender a nós próprios

Compreender os fundamentos de certas atitudes, talvez nos torne mais humanos, mais tolerantes e, também, mais justos nos nossos julgamentos.

O que certamente nos deixa mais em paz e mais felizes.

 .

                                     Maria José Rijo

.

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

19-Maio – 2005 – Nº 2.814

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:43

POEMA -- SER VAGABUNDO NO MUNDO

Sexta-feira, 11.04.08

 

Ser vagabundo no mundo

Sempre foi esse o meu sonho!...

.

Andar por montes, por vales,

Por penhascos, por ribeiras,

Por areias e pedreiras,

Por prados e precipícios!...

Fugir das boas estradas!...

Escolher só os atalhos,

Pôr mistério nos meus passos,

Pôr mistério nesses trapos

Que me cobrissem o corpo,

Com volumes variados,

Nunca vistos, só insinuados

Sob os meus fatos velhos,

Como pendões esfarrapados!...

Falar devagar,

Em voz cava e dolente,

Semicerrar os olhos

Nunca olhar de frente,

Em ar de quem esconde

O que lhe vai na alma!

Somar os meses de calma

Pelo suor do meu corpo!

Contar os meses de frio

Pelo bater dos meus dentes,

Ser poeta com os pássaros,

Ser irmão da outonada…

Dormir envolto na noite,

E ver acender as estrelas

Como enorme candelabro

Que Deus colocou no céu,

Para servir em igualdade

Os seres da criação!

.

Ser vagabundo no mundo,

Sempre foi esse o meu sonho!...

.

Ter cadeirões de folhagem!

Ter por alcatifas pastagens

Que abafassem os meus passos!...

-- Deitar-me com os poentes!

-- Levantar-me com o sol!

-- Perfumar-me com a brisa

Que anda carregada de odores

Que lhe emprestam as flores!...

Fazer colares com as lágrimas

Que o orvalho chora à noitinha

E com eles me enfeitar!!!

Ouvir as folhas das árvores

Em seu terno roçagar

… Mas perceber seu falar!...

Escutar a sinfonia

Que a passarada compõe

Com os zumbidos das moscas,

Os chocalhos dos rebanhos

E as lamentações do vento!...

.

Ser vagabundo no mundo,

Sempre foi esse o meu sonho!...

.

Comer do que a terra desse,

Que Deus p’ra todos criou,

E deixar que os outros homens

Fizessem o mesmo, em paz;

Aprender dos animais

Como se ama e se vive

Sem códigos nem leis…

Sem bancos nem transacções,

Sem governos nem fronteiras,

Mas sim ao sabor do clima,

Da flora e da natureza!...

 

Viver sonhando acordado,

Mas viver na realeza

De não ser civilizado!...

.

Maria José Rijo

Agosto de 1954

Poema nº IV

Pag – 31

..

I LIVRO DE POEMAS

… E VIM CANTAR

DESENHOS da Autora

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publicado por Maria José Rijo às 21:53

POEMA – PREOCUPAÇÂO

Terça-feira, 08.04.08

.

Para que nasci eu?...

 

Que desígnio foi o TEU

Quando me criaste?

 

Aponta-me o caminho,

Põe-me na peugada do sonho que tiveste

Quando fui gerada!

 

O tempo urge, Senhor!

E eu, ando à toa...

 

Dá-me a Tua mão!

Que, encaminhada,

Quando me chamares,

Estarei na Tua estrada!...

 

 

 

Maria José Rijo

28 – 1 - 1954

.

.

LIVRO de Poemas

… E VIM CANTAR

 .

Poema nº 9

Pág. – 53

Desenhos da autora

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publicado por Maria José Rijo às 17:27





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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