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POEMA – RAZÃO SEM RAZÃO

Segunda-feira, 10.03.08

Olho-me!

Desprezo-me!

A doença saiu, mas já não sou quem era

Foi inútil ser criança e estar à espera

Que o tempo me deixasse ser mulher!

 

Suporto-me!

Existo!

Porque esta vida aonde entrei sem querer,

Deu a uma mulher, porque a fez Mãe,

A razão que eu não tenho p’ra viver!

 

Maria José Rijo

20 – Novembro – 1953

                                                                             

Poema nº 10

Pag – 57

I Livro de Poemas

… E VIM CANTAR

Desenhos da autora

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:52

Por favor! Turvem um pouco!

Terça-feira, 29.01.08

Têm sido tantas, nestes últimos tempos, as reuniões, os depoimentos, as cimeiras e os congressos de tudo quanto é partido político, que o nosso justo espanto só é suplantado pelo nosso justo desencanto.

É lógico que tão febril actividade é sempre esclarecedora.

-- Aí não, que não!

De resto, propaga-se aos sete ventos que se andam a clarificar posições e estratégias!

-- Claro! Claro! – e, ambições, também!

E, é já tudo de tal forma transparente que só apetece pedir:

-- Por favor! – Turvem um pouco!

Escondem um nadinha os truques!

É que é tão espelhado e límpido o horizonte da nossa desilusão: é tão nítido o panorama que nem para algumas esfarrapadas ilusões já fica espaço!...

Apetece concluir que nem Júlio Verne que soube imaginar – quando parecia impossível – a volta ao mundo em oitenta dias – poderia ter previsto as viagens de “circum-navegação” dos nossos políticos, os seus espantosos equilíbrios em poleiros desconjuntados e outras evidências acrobáticas exibidas sobre a estóica resistência dum povo que merecia melhor sorte…

Sabe-se bem repetir o que uma vez já aqui disse – só quando:

 

              Como quem diz: - minha Mãe

                  Se disser: - nosso País

                    Nós seremos irmãos

                    Seiva da mesma raiz

 

 

                        Maria José Rijo

@@@@@@

 

A Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.763 – 7 de Dezembro de 1984

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:06

Reminiscência --- A Sedução

Quarta-feira, 16.01.08

Uma das maiores seduções da infância, sempre foi e será, o aconchego do colo da mãe, do pai das velhas tias ou dos avós, muito principalmente quando os seus abraços se tornam – ainda - mais amplos pelo acrescente dos xailes com que se abrigam pelas costas nos serões de Inverno. É que, então. Os seus braços abertos, parecem enormes asas protectoras que se fecham quase plasmando as crianças junto aos seus corações.

Quando pequenas, minha irmã e eu, nessas circunstâncias, sempre explorávamos a oportunidade de ficar, ouvindo contos ou histórias e família, até à hora de ir para a cama, que implacável não consentia adiamentos...

(Era a avó corajosa que, da janela, tinha disparado para o ar, a espingarda do avô para afastar os ladrões que rondavam a casa. Era o avô que levava o dinheiro dentro dum cinto tecido em malha de meia, enrolado à cintura quando saía em negócios...eram as suas próprias reminiscências, acordadas do sono da alma para nos entreter e encantar...)

Seguia-se depois o ritual das despedidas, e, antes de deitar, as orações, o aconchegar da roupa, e o apagar do candeeiro de petróleo seguida da última recomendação: - durmam sem medo que estamos aqui e a porta do quarto fica aberta...

Assim acontecia e os risos misturados com o som das vozes no entusiasmo do decorrer do jogo da “sueca” com que, a feijões, “os crescidos” se distraiam nos serões, faziam o embalo para o nosso descanso tranquilo de crianças.

O outro deslumbre da minha vida, eram, as idas ao mês de Maria, à novena do Sagrado Coração de Jesus e outras cerimónias a que nossa Avó decidisse que poderíamos, ou deveríamos ir, e, aí era a sua vez de pedir aconchego no Regaço Materno.

Das idas à missa, também gostava. Minha avó tinha cadeira e genuflexório privado, na Igreja de Estombar, no Algarve, onde isto acontecia. Tinha ela, e tinham todos os frequentadores habituais, porque as Igrejas, pelo menos nas terras pobres, como aquela, então, era, não dispunham de bancos, ou tinham-nos em muito pouco número.

As pessoas assistiam de pé, ou de joelhos às cerimónias. Mais tarde, aí pelos anos – 50 – ainda vim encontrar essa mesma situação na Igreja S. Miguel de Seide, quando visitei a casa de Camilo. Aí, eu própria, me sentei no soalho como os habitantes locais. o que me deu o gosto de uma outra espécie de comunhão na autenticidade da Fé que coabita com a humildade de, em qualquer circunstância se saber dizer – Amem !

Mas, eu vinha contar da maravilha que, na minha infância, era a reza do terço.

Verdade, verdade, eu nem saberia então o que verdadeiramente o terço significava. Só sabia do encanto que era ver as bocas todas a bichanar um palavreado misterioso com as mãos a deixarem correr as contas, com um Cristo crucificado, a balouçar, e os olhos atentos, fixos no sacerdote, de quem  se repetiam as frases.

Algumas contas, de alguns rosários tilintavam como pequenas campainhas, mormente se eram de vidro, e, eram esses sons a causa do meu enlevo, do meu comovido deslumbramento.

Minha avó orgulhava-se do nosso comportamento e, por essa razão levava-nos com ela. O padre até nos ofereceu uns pequenos livros de missa. O meu tinha capa branca, com uma cruz dourada em relevo, e foi prémio da exemplar compostura dos meus escassos cinco anos, o de minha irmã era azul e mais volumoso.

Ainda hoje, que Deus me perdoe, me perco das rezas a olhar as bocas e as mãos dos penitentes – as mãos gastas e calosas, quantas vezes quase enclavinhadas, como que convulsas, lado a lado com outras cheias de anéis com unhas pintadas por onde as contas, também escorrem, uma a uma como lágrimas contidas de súplicas de fundas angustias que só à misericórdia da Mãe, de coração para coração, se confessam, mas que as mãos, muitas vezes, indiscretas, indiciam...

Talvez as crianças de hoje, guardem a memória do tilintar de copos, da música que fazem tinindo em toques de saudações nas reuniões que, quer em casa, quer em bares, já só se fazem de copo na mão como se essa fora a única expressão possível de conviver e mostrar alegria.

Talvez guardem não as confidências dos familiares idosos que fechados no silêncio, definham enfileirados em Lares - nem a lembrança do brilho das contas dos rosários, mas sim a memória dos reflexos das luzes no colorido dos vinhos e licores a escorrer para as bocas de quem - fora de si –se procura...

Talvez! - É que vi – e comparei – o ontem e o hoje, numa reportagem de tirar o sono – a um País - sobre meninos, querendo parecer grandes, no que os grandes têm de pior – (o vício como distracção) – o vício - do álcool...neste mesmo País – o nosso - onde a reforma da educação acaba de  excluir do currículo escolar a disciplina de Moral, por desnecessária- deduz-se!

                         Maria José Rijo

 

@@@@@

Jornal O Linhas de Elvas

Nº 2.893 – 23-Novembro-2006

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:36

A TIA FANCHINHA

Quinta-feira, 13.12.07

Não sei bem como, tive num repente consciência de que era minha Tia quem inventava as histórias que nos contava a propósito de tudo e de nada.

Tinha que ser! – Percebo agora.

Tinha mesmo! – Porque não é possível que qualquer pessoa tenha tão vasto arquivo de memória para na hora exacta ilustrar qualquer acontecimento inesperado com a narração que lhe dava significado.

No que ela era mestra.

Foi assim também com as filhós.

… Toda a gente sabia na família da “secreta” mágoa de meu Pai porque eu, a nº três da prole lhe saíra também rapariga.

Da primeira estava cheio o seu coração duma saudade nunca esquecida. Feliz o fizera a chegada da segunda. Rapaz era o que ele queria daquela vez em que eu apareci frustrando a sua esperança – ora, não sendo possíveis as reclamações – lá se consolou com a partida do destino e ficou com duas filhas.

Não era que ele não se desvanecesse de ternura a olhar para mim. Não! Não era isso!

Mas, sabia-se que conservava aquela tal secreta magoazinha que o fizia comentar nostálgico: que desembaraçada que é esta criança! Podia bem ser um rapaz…

Daí que para lhe manter e cultivar o enlevo, eu me tivesse especializado a subir às árvores, ir aos cágados na ribeira, espetar cobras e lagartos com paus, encher frascos com rabos de lagartixas, conhecer os ninhos dos pássaros, enfim! – Uma série de coisas “maravilhosas” – que abrangiam a selvagem morte pelo fogo dada aos lacraus enquanto gritávamos como índios para disfarçar a emoção e o medo das nossas cruéis ousadias…

Estas e outras coisas semelhantes devem ter estado na origem das aflições que durante quase 90 anos foram dilacerando de espantos e aflições o coração mais doce do mundo – o da tia Fanchinha.

É verdade! – Era dela que eu vinha falar.

Naquele Natal a cozinha recuperara para o celebrar os portuguesíssimos cheiros de todos os Natais – canela e fritos.

A mesa já tinha a toalha das festas. Minha irmã e eu, crianças ainda, atrapalhávamos tudo e todos, sem falhas, aparecendo sempre, onde mais incómoda fosse a nossa presença como é direito e qualidade da garotada quando há azáfama de festas em casa.

Meu Pai sorria, olhava por cima dos óculos e insistia, com pouco êxito, na leitura do jornal.

Então, minha tia, avançou sala de jantar a dentro com uma travessa acastelada de filhós meladas, ainda quentes, rescendendo a mundos de lembrança e tradição; olhou meu Pai e perguntou:

Já te disse que quem tem filhas come filhós e quem tem filhos não as prova?

E, perante a curiosidade de todos nós, contou:

 

Havia um homem que privilegiava o seu afecto pelo filho descuidando um pouco as atenções para com a filha.

Uma vez, no Natal, combinou com a mulher fazerem filhós ao serão, de porta fechada, para não serem perturbados por visitas ou familiares com quem não as queriam repartir.

Nessa cumplicidade estendiam e fritavam massa enquanto a invernia, lá fora, dominava varrendo os ares com o vento.

A certa altura bateram à porta.

Era a mãe dele que, arrostando o temporal, vinha saber notícias do filho em noite tão santa.

Responderam, como o combinado, fingindo-se deitados. Feliz por os saber bem, afastou-se a velhota recomendando: não se levantem! – Que está muito frio. Amanhã nos veremos. Saber que estão bem já alegra a minha alma.

Galhofando, pelo logro conseguido prosseguiram a secreta tarefa.

Eis que, de novo, batem à porta.

Era, desta vez, a mãe dela, que sofrendo da mesma aflição viera também, noite dentro, saber notícias.

Então, condoída, diz a mulher:

É a minha mãe, coitadinha! – Vamos deixa-la entrar – está tanto frio!

E sem mais hesitações, correu à porta que abriu, sentou a mãe ao lume, serviu-lhe café e filhós quentinhas e ainda lhe fez um avio para que comesse mais, ao outro dia.

Calado, o marido observava.

Mas, daí em diante, mudou o seu comportamento e começou a acarinhar a filha de que parecia, orgulhar-se mais.

Surpreendida com a mudança que não entendia indagou a mulher o porquê de tal transformação.

Então, muito sério e grave o homem esclareceu: Sabes? – Descobri que: quem tem filhas come filhós – Quem tem filhos não as prova.

 

O que nunca saberei é como teria ela contado a história… se nós fossemos rapazes… ou sequer se a história teria acontecido…

  

                                                        Maria José Rijo

@@@@

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.280 – de 30 de Dezembro de 1994

Conversas Soltas

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:21

A Senhora Minha Mãe

Quarta-feira, 18.04.07

 Conversas Soltas.        

Jornal Linhas de Elvas

Nº2.290 de 10 de Março de 1995

 

Confesso-me incapaz de definir a confusão de sentimentos que

me inundam e estão a condicionar tudo quanto faço.

            Talvez, o mais forte seja uma comovida ternura a que poderia chamar:

- Íntima alegria.

            Qualquer coisa de tão puro e tão frágil que me encanta, quase faz

sofrer e não consigo expressar.

            Mas, sei que me vão compreender quando eu contar que minha Mãe,

se Deus quiser, fará no mês de Abril noventa e cinco anos e que esse

esperado e feliz acontecimento povoa, quase por inteiro, o meu espírito.

            Não admira, assim sendo, que perpassem na minha mente

 recordações sem conta de que me apetece falar.

            Não herdaram meus olhos a cor azul dos lindos olhos de meu Pai,

que minha Mãe tanto gabava.

            Nasci morena, como a minha Mãe. Trigueira, como ainda hoje é de

uso designar, também as ciganas, lá nos lugarejos remotos deste Alentejo

da minha alma onde me fiz gente.

            Mas… de Mãe e Pai herdei outros bens. Raízes que me têm

sustentado vida fora.

            Transmitiram-me, como genes, valores também já por eles herdados

de seus maiores. Gentes modestas como eles – mas gente séria.

            Ensinaram-me a respeitar os outros como forma primeira de respeito

por mim própria.

Identifiquei, no seu trato, a bondade, a tolerância, a ternura, a solidariedade, a piedade e o dom de saber perdoar.

            Explicaram-me, com firmeza, que as pessoas se enobrecem

 pelo trabalho digno, pela coragem e honestidade do seu comportamento.

            Falaram-me de justiça, esperança, liberdade… Mas, alertaram-me

que só é livre quem souber – quem for capaz – de ser escravo da sua

palavra, honrar tais valores e deles der testemunho na sua vivência quotidiana.

            Preveniram-me que o futuro – tenha a extensão – que tiver, para

qualquer um de nós – será sempre vivido como toda a existência;

instante a instante – porque é impossível açambarcar tempo.

             Tempo, não é terra, nem dinheiro. Tempo não permite usura –

embora também possa render juros…

            Entre o rigor destas coordenadas cresci.

            Cresci, como crescem as crianças a quem Deus concede a graça

 de viver entre Pai e Mãe: observando e com eles aprendendo ao longo

dos cinquenta anos que durou o seu casamento que a morte de

meu Pai rematou.

            Ora, não é que nestes preparativos, interiores e exteriores, em que

 ando empenhada, para me ausentar uns dias para junto de minha Mãe,

que, aliás, visito com frequência – me pareceu lógico falar das coisas em

que medito quase obsessivamente?!

            Tenho a nítida convicção de que não pretendo ser exemplo para

ninguém.

            Deus me salve de semelhante presunção!

            Apenas cito os meus mestres como me é, muito legitimo fazer.

             Daí, evocar minha Mãe, que, destes valores sustenta o seu coração,

 há quase um século e vive hoje no seio da família, que a venera, como

merece.

            Afinal, ela, que não dispõe de bens materiais, terrenos, dinheiros,

todas essas coisas pelas quais tantos se atropelam, agridem e corrompem – envelhece docemente entre as filhas, os netos e os bisnetos.

            Bisnetos!

            Raparigas e rapazes de dezoito e vinte anos, que se revezam

para a acompanhar e tratar preparando-lhe refeições e tudo de que

necessita nem que, para tanto, desistam de festas e passeios.

Em troca, recebem o que dela sempre emanou - amor – por

 vezes em advertências que nem lhes afagam o amor próprio. 

            Já quase invisual, mas corajosa, frontal, inteligente e lúcida,

como sempre foi, mantém o controlo moral da família com a

 autoridade indiscutível do seu exemplo.

            … Quando lhe conto dos meus escritos, porque se interessa

 vivamente, das especulações de má fé a que se sujeita quem se expõe

furando a sistemática aprovação subserviente que por norma envolve

quem detém poderes…

            …Quando lhe dou conta da coragem porque me esforço – para

merecer os Pais que tive – e me faz defender ideias e interesses colectivos

– alheando-me da comodidade própria…

            …Quando lhe confesso que sonhava que jamais no futuro fosse

possível alguém frente a decisões de hoje – pasmar – pensando com

espanto e dor: como foi possível?!!

            Como foi isto possível???

            Só porque os cifrões esmagaram a razão!

            …Quando a distraio com as minhas opiniões, o seu querido rosto

alegra-se e refresca-o um doce sorriso que a rejuvenesce.

            No entanto – como quando eu era pequena recomenda como

se admoestasse:

                        “-Segue a tua consciência

                        -Escuta e atende as pessoas de bem mas nunca

consideres provocações.

            Lá diz o ditado:

                          Coitado de quem as diz …

                          Quem as ouve, não tem culpa.”

 

 

      Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 23:27





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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