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Assembleia da República

Sexta-feira, 21.12.07

 

Em continuação da sua colecção de gastronomia, iniciada com EM LOUVOR DO PÂO E DA GENTE ALENTEJANA (Doze receitas de sopas, migas, açorda e ensopados) a Câmara Municipal de Elvas, através dos seus Serviços de Turismo e Cultura, acaba de editar SABORES DE SABER HERDADO, doces populares de “ dias de “santo e Nomeada“. É uma série de 9 bilhetes-postais, ilustrados com a fotografia do doce e com a receita no reverso (nógados, queijadas, biscoitos de Páscoa, filhós, sericaia, fatias douradas, broinhas, azevias, enxovalhada), resguardados num encarte de cartolina, com textos da VEREADORA daquele pelouro, MARIA JOSÉ RIJO.

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Excelente iniciativa esta do Município elvense, que bem podia ser seguida por todas as Câmaras que não queiram ver perder-se a tradição gastronómica dos seus Concelhos.

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Noticias sobre estas colecções - podem ser consultadas em:

# - Jornal Linhas de Elvas . nº 1979 - 24/2/1989

# - Diário Noticias - 25/3/1989

# - Jornal de Turismo

# - 1º de Janeiro - Os Sabores

# - Jornal Expresso - Agenda da Assembleia da Republica

# -

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publicado por Maria José Rijo às 23:22

CASPACHO, GASPACHO OU VINAGRADA

Sexta-feira, 21.12.07

 

Azeite, alho pisado com sal; água fresca do cantarinho (infusa ou quarta, conforme a região); Vinagre, pão migado à mão, oregãos para perfumar (o uso dos orégãos não é obrigatório).

 

Esta é a base da sopa fria que se come como alimento e refresco, durante o duro Verão alentejano.

Foi depois enriquecendo com a adição de pepino, tomate e pimentos verdes picados em bocados pequenos.

É prato turístico em hotéis, batido com um puré frio a que se adiciona, por vezes, ovo cozido e a que subtrai quase por completo – ou completamente – o pão.

O seu acompanhento mais próprio são as azeitonas.

 

 

                             Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Pão

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:15

Biscoitos (de Páscoa)

Domingo, 16.12.07

Ingredientes:

- 1kg de pão em massa

- 250g de banha (derretida)

- 500g de açúcar

- 1,250g de farinha (+ ou -)

- Canela em pó (uma colherada)

- Erva-doce – duas colheres de chá

 

Ferve a erva-doce em duas chícaras de água. Com o chá obtido

e a banha, adelgace o pão em massa. Junte o açúcar, depois a farinha a pouco e pouco e a canela. Depois de tudo bem ligado, abafe o alguidar durante uma hora para fintar.

Dê largas à sua habilidade. Tenda biscoitos, cobras, lagartos, pombinhas.

Ponha-lhes olhos de cravo cabecinha.

Pinte com gema de ovo. Dê-lhe alguma espera depois de arrumados nos tabuleiros de lata e coza em forno esperto.

Cheiram e sabem bem.

 

 

Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Doces

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publicado por Maria José Rijo às 17:58

SOPA DE ESPARGOS E SOPA DE ESPINAFRES

Sábado, 15.12.07

 

Fritam-se em azeite coentros pisados com alho e sal.

Não se deixam fritar muito.

Sobre eles, deitam-se ou os espargos ou os espinafres que se deixam cozer em lume brando.

Escalfam-se ovos no caldo que se verte sobre o pão cortado em finas sopas.

                                     Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Pão

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:21

MIGAS

Segunda-feira, 03.12.07

Alhos fritos em azeite ou banha; Água e sal; Pão em fatias finas.

Não deixam queimar os alhos, que se retiram logo que aloiram e se põem de lado. Sobre a gordura quente, acama-se o pão, e sobre ele vai-se deitando água que para o intento se tem a ferver.

Abafa-se para cozer um pouco.

Depois que o pão começa a estar mole, vai-se mexendo, até que, já bem desfeito, se começa a enrolar como uma tortilha, sacudindo o tacho bem seguro pelas asas.

Assim se vão fazendo rodar as migas até que o pão se junte perfeitamente como um bola.

Na casa do rural, comiam-se as migas com os alhos fritos como acompanhamento.

Nas casas abastadas, as migas fazem-se com a gordura proveniente da fritura de carnes de porco que, depois, constituem o seu acompanhamento. Também era uso do pobre comer as migas bebendo ao mesmo tempo café.

 

                                                                    Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Pão

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:22

Fatias Douradas

Sexta-feira, 30.11.07

Vai-se mergulhando o pão, já fatiado, em leite quente e

depois em ovos batidos temperados com uma pitada de sal.

Fritam-se depois as fatias em óleo fervente e polvilham-se

com uma mistura de açúcar e canela.

Podem também regar-se com calda de açúcar perfumada de

baunilha, calda de frutas ou mel.

 

                                      Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Doces

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publicado por Maria José Rijo às 23:25

Sericaia

Sexta-feira, 23.11.07

Ingredientes:

 8 ovos

 0,5 de leite

250g de açúcar

50g de farinha

Canela

Casca de limão

                       

Modo de Fazer:

Batem-se as gemas, junta-se-lhes o açúcar e torna-se a bater.

Pouco a pouco adiciona-se a farinha e depois o leite, também aos

poucos, e a casca de limão.

Depois de tudo batido,vai a lume brando mexendo-se sempre.

Quando o creme estiver espesso deixa-se arrefecer um pouco antes

de se lhe misturarem as claras em castelo.

Em colheradas desencontradas uma a direito outra de atravessado,

alternadamente, deita-se toda a massa num prato que possa ir a forno

esperto, depois de polvilhada generosamente em canela.

 

Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - DOCES

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publicado por Maria José Rijo às 21:03

Colecção de Gastronomia

Quarta-feira, 14.11.07

 

COLECÇÃO DE GASTRONOMIA

 

Em louvor do Pão

E

da Gente Alentejana

 

 

Neto de pobres, filho de pobres, tem o

trabalhador rural alentejano essa feição de nobreza

-- não o avilta ser pobre.

Entre as tarefas anuais de mondas, varejo e

apanha de azeitonas ou ceifas, ficavam os chefes

de família encostados pelas esquinas no centro dos

povoados, velando o medo de não conseguirem

algum biscate que os livrasse da humilhação de ver

mulher e filhos a pedir de porta em porta.

Foi assim anos e anos, gerações e gerações…

Foi assim que esta gente, rica de privações, se

Tornou conhecedora privilegiada do valor do pão

(ter pão já era ser remediado), inventando as mais

Sábias maneiras de o transformar (fruto da

mendicidade que fosse) na sopa reconfortante que

garante com dignidade o sustento de cada dia que

cabe por direito à condição humana.

Pão, água, um fio de azeite, uns coiratos de

toucinho, ervas de cheiro colhidas pelos campos,

nas terras frescas junto às ribeiras, enquanto o

gado bebia – de pouco mais, além do culto da

própria dignidade, nasceram as engenhosas sopas

alentejanas – criação de um povo trabalhador que

vivia e morria a moirejar por “montes”  e aldeias

que alvejavam entre searas, olivais e montados de

azinheiras.

 

Maria José Rijo

 

Edição patrocinada pela

Câmara Municipal de Elvas

Serviços de Turismo

(-- 1986 – 1989 -- )

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:52





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