Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
Carta aos meus queridos Amigos
Pesa-me a consciência por vos deixar tanto tempo sem um - Olá! - Sequer.
Pudesse a constante lembrança com que vivo de vós, materializar-se e, receio que me sacudissem como se fora uma mosca importuna!
Porém, o tempo, agora, como que sedimenta o que sonho fazer, e, a não ser quase de empurrão, nada acontece.
Tudo permanece em sonho, em desejo frustrado, em mágoa por não acontecer e, não mostrar como queria, o bem que me fazem as vossas presenças na minha vida, e quanto amenizam este meu viver de lembranças e saudades e, como me fazem sentir que sempre vala a pena viver.

Às vezes penso se alguma vez me terei cruzado com algum de vós no meu caminho, e, como era gostoso ter-vos abraçado, escutado a vossa voz, sentido a realidade física dum afecto que se idealiza, se vive, nos alegra o coração e nos acompanha.
A Vida, porém, é como é, e já é bom sentir que estes milagres acontecem.
Mas, hoje, é dia 18 de Setembro, é a data de aniversário do meu querido sobrinho Gus. Não poderia passar sem lhe deixar aqui um especial ABRAÇO da Paulinha e meu, e, também a confissão de que sei “ O” que lhe fico a dever…
E, também, uma palavra especial a cada um de vós.
Para vossa tranquilidade quero dizer-vos que me estou a tratar com a Senhora Dona Adriana e, como viram… já só uso uma canadiana.
Um grande grande abraço – vossa do coração
Maria José Rijo

