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Desabafo...

Terça-feira, 22.07.14

 .

Foto -- 6 -Abril - 2014 - no dia dos meus 88 anos

.

 

 A minha alma é a toca

onde lambo as minhas crias

e me encontro a sós comigo

É no segredo de mim que me escuto,

 me procuro

me surpreendo,

 me encontro,

 me enterneço ou me odeio

me renego ou reconheço,

 me deslumbro

ou me atormento

Pois só Deus sabe a que custo,

eu me confronto comigo

ou se a lucidez que me guia

é um bem , ou um castigo…

 

 

Meus queridos Amigos e sobrinhos de coração – não é que tenha viajado ou vivido qualquer coisa de tão interessante que me ocupasse o espírito ao ponto de -  parecer – ter-vos esquecido.

Não, nada disso. O meu dia a dia tem corrido num marasmo sem luz ao fundo do túnel , e , como sempre as grandes alegrias ou as grandes tristezas ou, mais do que tudo as grandes injustiças, fazem-me sair do meu confortável silencio .

Assim foi agora.

 

Eu conto :

 

Talvez , eu, tenha falado com o Dr. Mocinha duas ou três vezes, não mais, mas tenho seguido atentamente este estranho mandato onde, desde a primeira hora se via que só (por algum resquício de pudor) do mandante. não figurou nas listas para a presidência da Câmara  outro nome em primeiro lugar, que não o do dr. Mocinha, que, via-se,que era para queimar.

 

O jornal Linhas de Elvas registou  em entrevista a “promessa” do autarca cessante ( não recordo ipsis verbis o palavrado, mas o jornal tem esse registo ) da ameaça, não muito encapotada, que Rondão faz de “correr”

com quem não se ajoelhasse, como premeditara para concretizar o seu astuto desígnio de guindar D. Elsa,

ao “estrelato”

 

A falta de ética, o despudor, a arrogância, com que o dr. Mocinha tem sido humilhado por aqueles dois elementos da autarquia – é notória e publica,  a reacção era esperada.

Assim, se os elvenses estiverem atentos e controlarem  o medo de represálias  que confessam  abertamente , Elvas poderá finalmente ter um Presidente de quem se pode orgulhar.

E, não me venham com a divida dos elvenses, ao par em questão.

Têm trabalhado.

Tem obra feita. Essa fora! – estão lá há vinte anos e, têm tido bons apoios de dinheiros comunitários.

Rondão tem carisma de líder – ninguém o nega.

Mas, ambos, como é lógico, têm sido compensados

Se Elvas muito lhes deve, quanto mais não devem eles a Elvas ?

Chegaram com um certo ar de ambulantes, apagados, discretos…

Foram bem recebidos. A cidade deu a dona Elsa, com todas as alcavalas, cursos e sonhos…e a Rondão talvez pelo número de placas com o seu nome a dignidade de comendador.

As comendas tem às vezes destinos singulares…

Feitas as contas, devem a Elvas mais do que deram como está à vista e devem aos elvenses o respeito e a consideração de não se arvorarem nem em donos, nem em patrões duma gente que é generosa, tolerante, mas honrada e nobremente livre.

Alias, se Rondão for viver no doce remanso da sua quinta,

Elvas não sai do mapa, ou sai?

Perdoem-me o desabafo mas sabe bem ter amigos que nos entendam

 

Um abraço

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 22:54


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