Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Haverá quem se lembre? – Talvez...

Domingo, 01.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.844 – 15-Dezembro- 2005

Conversas Soltas

.

 

 o-despertar-03-a.jpg

O jornal “O Despertar” de Coimbra com data de 26/11/1986 citava um artigo de o “Linhas de Elvas”, que também fora lido aos microfones da “Rádio Renascença” de Lisboa, em 18/11/86, onde, sob o título – Elvas no futuro, uma segunda Olivença? - Se dizia:

fernando-pessoa.JPG

        “Foi Fernando Pessoa quem disse que a «nossa pátria é a nossa língua».

Esta frase foi de há muitos anos, quando a língua oficial em Elvas era o português.”

E, mais adiante...

            “Os garotos já não dizem automóveis, dizem «coches», os armazéns são «almacenes», as ruas são «calles», o comércio já não está fechado ou aberto, está «cerrado» ou «abierto», o obrigado foi substituído por «gracias,» o escudo pela peseta, etc., etc.,etc.

Como já foi criada numa patriotice ingénua os «Amigos de Olivença», só resta, por aquilo que dizemos acima, criar os «Amigos de Elvas».

«Linhas de Elvas», através do seu colaborador J.A.R. está de parabéns, pela coragem de reconhecer que estamos a ser colonizados, e que estamos ainda a tempo de reagir e lutar pela nossa portugalidade.

               

J.A.R. Termina assim: «Mas temos que ser nós, elvenses a lutar, uma vez que do Terreiro do Paço, já se sabe, só vêm promessas – à espera de votos – e visitantes apressados a caminho de Badajoz!

Haja Deus!...»”

           [alentejo.jpg]

Remexendo em papelada, encontrei, por acaso, o texto escrito por meu marido - no tempo em que os bronzes e os atoalhados davam o tom nesta nossa terra - e do qual extraí os excertos que cito porque mostram que já vem de muito longe a inércia que permite o deixa correr...que tanto tem empobrecido a nossa cidade.

Assim como mostra também que são sempre vozes soltas que se erguem contra as “epidemias” que nos molestam.

            

Porque, atitudes colectivas, multidões só vi quando se tratava de futebol, e, agora até nem isso.

Nada tenho contra a bola! – Nada!

Nem contra o tal “comboio azul e ouro”...

Mas, aonde está esse espírito de iniciativa, essa força, quando o assunto não é futebol?

Daí que repare e aponte a forma diferenciada como os assuntos são tratados quer a nível local, quer a nível nacional.

Quantos estádios foi capaz de consentir este país pobre e endividado que se construíssem?

Quantas Maternidades e Centros de Saúde vai o mesmo país agora consentir que se encerrem?

Será que isto se entende? – Onde está a coerência?

Quais são os valores?

Pode a Saúde ser considerada um negócio que tenha que dar rendimento?

Devem as grávidas em trabalho de parto – suportar 50, 60, quilómetros de carro para ter os seus filhos com assistência médica?

Realmente, talvez só nos reste como solução criar o grupo de “Os Amigos de Elvas” para que, daqui a algum tempo – pouco tempo - como se afigura pela agonia das estruturas, (que se já  se vive) desta cidade de Elvas, se guarde  - uma nostálgica lembrança...

[saudade.bmp]

Então, como quem conta uma lenda, os das velhas gerações, contarão aos vindouros: olhando o que sobrar - Elvas era...teve... tinha...

E, como de Olivença, a memória se esvairá com os tempos...

 

 

 Maria José Rijo

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 15:53

Evidentemente...

Sábado, 22.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.901 – 18 – Janeiro – 2007

Conversas Soltas

.

 

Evidentemente que quando se ouve dizer, como eu ouvi, num noticiário da televisão, que os doentes que chegam subnutridos aos Hospitais são um problema porque custam muito dinheiro ao Estado...

Evidentemente que, enquanto se falar de subnutrição, avaliando-a – apenas - em termos económicos...sem fazer o seu estudo como enfermidade social da nossa responsabilidade...

Evidentemente que quando se consegue dar, como natural, sem pudor e sem vergonha, uma notícia destas traduzindo-a em custos, como se a Saúde ou a Vida, tivessem preços de saldo... 

           

Evidentemente que enquanto for seguida esta política de saúde, o aborto é um direito de escapatória às responsabilidades que – também – pode advir do exemplo de desresponsabilidade que o Estado a todos oferece.

Evidentemente, que o aborto, pode ser, infelizmente, tão necessário, como ter que amputar um membro para sobreviver, ou qualquer outra cirurgia que faça morrer qualquer parte do nosso corpo – para nos preservar a Vida.

Evidentemente!

Evidentemente que a lei actual, já pondera casos em que se justifica a sua prática

Mas...                       

Se assumimos que a escolha entre o sim e o não – generalizada - pode ser nossa através da oportunidade que nos dá esse acto cívico que é o referendo. Se assim o assumirmos...

                       

Recolhamo-nos ante a grandeza do Amor verdadeiro.

Do Amor responsabilidade.

Do Amor cumplicidade.

Do Amor sacrifício.

Do Amor devoção.

Do Amor compromisso.

E pensemos com humildade de consciência que valores queremos legar a quem tem que enfrentar no futuro as consequências das nossas decisões – de agora.

Não tratemos o desejo sexual como Amor.

Não confundamos sentimentos com instintos.

                     

O Amor é um sentimento imenso, profundo, não é uma atracção ligeira que se substitui a cada passo por outra.

 Se bem que o sexo, seja no amor uma forma de expressão de afecto, de comunhão de sentimentos, de entrega, O AMOR – é: (como escreveu RILKE em Cartas a um Poeta): “a ocasião única de amadurecer, de tomar forma, de nos tornarmos um mundo para o ser amado. É uma alta exigência, uma ambição sem limites, que faz daquele que ama um eleito solicitado para mais vastos horizontes.”

                 

Será, então, justo promover a idolatria do sexo onde o que importa é o prazer sem compromisso e sem responsabilidade?            

 Será lícito reduzir a mera pornografia a relação sexual entre o homem e mulher?

Será lícito o aborto como solução fácil, como borracha que apaga os efeitos, como fuga à responsabilidade? – Será?

Ou será moralmente mais coerente, e politicamente mais honesto criar leis que implementem a educação sexual, protejam as grávidas e co-responsabilizem também os pais, já que é -sempre- entre pai e mãe que o filho é gerado.

Será que já não é por demais evidente que o aborto, é e será sempre um caso de consciência, um problema individual, para o qual não pode haver leis exteriores? – Como não há para o suicídio. São decisões de foro íntimo, de sanidade ou insanidade mental, de integridade moral, de dignidade e de coragem ou de medo na assunção das consequências dos actos praticados.

“ Tremes carcassa vil; mais tremerias se soubesses onde vou levar-te!” disse a si próprio um rei que assim controlava o medo de ir para a guerra onde o dever o impelia a ir e , mesmo tremendo, foi.

The Ironworkers Noontime - Thomas Pollock 

Será que os economicistas que certamente já deitaram contas em dinheiro a quanto vai custar cada aborto, alguma vez pensaram quanto custa em sequelas psíquicas, em deformação psicológica, meter na rotina o aborto como um - licito - acto trivial?

Não seria mais lógico e mais humanamente honrado, em lugar de submeter as mulheres à trágica humilhação do aborto, “educar” um Estado, que promovesse a cultura da Vida e desse o exemplo da coerência e da responsabilidade?

Penso que sim.

               natal_anjos01.jpg

Tinha este apontamento escrito desde antes do Natal. Tinha, e ponderava a sua publicação, ou não.

Ontem, dia 13 de Janeiro de 2007, no noticiário das 20, vi o Dr. Jorge Coelho, e ouvi da sua boca, mais ou menos o seguinte, como argumento a ter em conta para o sim ao aborto:

“Não é justo que as mulheres que abortam sejam julgadas e a decisão de serem mandadas para a cadeia dependa da boa ou má disposição dos juizes!...”

Claro que não reproduzo a frase “ipsis verbis”, porque interpretação de justiça tão “sui generis” me confundiu! - Porém, no seu todo, a citação está correcta.

Jorge Coelho, disse isto sorridente.

Seria humor? Se assim era, aconselho-o: - aprenda a fazer humor inteligente com “o Gato Fedorento”, e escolha temas capazes de fazer rir! - Porque, atrevo-me a pensar que – até, qualquer estátua da porta de qualquer tribunal de justiça, ficaria hirta de pedra, com a graçola, se já o não fosse...                   

Decidi então, publicar o que, há tempos, havia escrito.

 

Maria José Rijo

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 11:20

A primeira Á Lá Minute - 1984

Sábado, 16.08.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.721 – 10 de Fevereiro de 1984

 

 

Elvas, o Hospital e a Lei do Aborto…

 

Curiosamente aquilo que pouco presta, serve-nos bem.

É o caso da lei do aborto.

Senão, vejamos:

                  aborto

-- É lícito praticar o aborto quando o feito faz perigar a vida da Mãe.

    Temos pois o direito de fazer abortar no estado fetal a lei que atenta contra a vida de Elvas estropiando o seu hospital.

       aborto.png

-- É lícito praticar o aborto quando há má formação congénita.

     Temos pois o direito de fazer abortar um “projecto monstruoso”.

        

-- É lícito praticar o aborto para eliminar o feto da violação.

      Temos pois o direito de fazer abortar tudo quanto viola a dignidade e a honra da nossa Cidade.

         Elvas : Aqueducto das Amoreiras

-- Assim sendo – é tempo de se exigir aquilo a que Elvas tem direito.

-- É tempo de se exigir que o património da cidade jamais volte a ser lesado – seja no que for.

            elvas

     Se tanto for preciso, embora contra o temperamento da nossa gente – cordata por natureza – também cortaremos “artérias” e faremos os “atropelos da moda” para que nos respeitem…

       Entretanto embalemos a nossa esperança de justiça, cantarolando:

 

Oh, minha gente não durmas,

Não durmas cidade minha,

Ou – acordarás chorando:

Elvas era… teve… tinha…

 

… E rezemos com toda a força da nossa fé:

 

“Custodi nos Domine ut pupilam oculi.”

 

Maria José Rijo

 

… Por pedido de

Xavier Martins

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:27

“Pão e amor”

Sexta-feira, 14.03.08

“Pão e amor” é o título de uma obra da autoria de Knut Hamsun, escritor norueguês a quem foi atribuído o prémio Nobel de Literatura em 1920.

Trata-se de um livro apaixonante, cujo enredo se desenvolve em torno da história de uma família de colonos que se instalam nas terras desoladas e frias do norte da Noruega; onde vivem os seus dramas e as suas alegrias com o espírito heróico dos desbravadores.

Fala-se nele, do amor à terra “origem de tudo, fonte primacial da vida”, – como no próprio romance se lê, e dos homens amando segundo a lei de Deus, e vivendo entre os animais que os ajudam no trabalho e no sustento.

Lembrei-me desta obra que, na adolescência, muito marcou a minha sensibilidade quando, recentemente, a nossa cidade foi invadida pela notícia brutal da morte de uma recém nascida em condições pouco claras.

E, lembrei-me porquê? – Lembrei-me porque a heroina dessa história, do referido livro, nascera com o lábio rachado o que, desfeando-a, lhe reservou uma vida de exclusão em relação a todos os prazeres e alegrias da juventude e, a fazia esconder-se com vergonha daquela fealdade que a expunha à curiosidade e repugnância de toda a gente que, por esse facto, a descriminava cruelmente.

Só aquele colono, pobre e feio a aceitou porque ninguém mais o queria, a ele também, e tinha necessidade da companhia de uma mulher, para a sua aventura em procura da posse de um pedaço de terra, nos difíceis tempos da colonização.

Assim que, ao sentir-se, meses depois, grávida, a mulher, disfarça o seu estado, e ao perceber perto, a hora de lhe nascer a criança, afasta o homem e, mata a filha porque vem ao mundo com o mesmo defeito que fizera dela um ser revoltado e infeliz toda a vida.

Arrepia! - Espanta! Revolta! – Mas faz pensar...

Como era de esperar a certa altura o crime é descoberto, a mulher é presa e, é julgada e condenada.

Na penitenciária, tem comportamento exemplar, recebe instrução, acaba sendo operada para correcção do lábio que fica escorreito. Durante o resto da sua existência ela carrega a mágoa e o remorso do infanticídio a que por ignorância, a força do amor pela filha a conduziu, na ânsia de lhe poupar o sofrimento de uma vida de tragédia igual aquela a que o terrível defeito a condenara.

Curiosas, são as considerações da advogada de defesa que, então, argumentava assim:

- “ Nós as mulheres constituímos a metade infeliz e oprimida da Humanidade. Quem faz as leis são os homens; as mulheres nem podem dar o seu parecer.”

“- E há ainda outro lado da questão a encarar. Porque é que o homem não é incomodado? A mãe que cometeu um infanticídio sofre a prisão e os rigores da lei; mas ao pai da criança, ao sedutor, nada se lhe faz”.

 Curioso é que este e outros argumentos usados há mais de oitenta anos ainda tenham actualidade. Pois que, se é verdade que as leis hoje não são feitas apenas pelos homens, não é menos certo que em muitos extractos sociais os homens tiranizam as mulheres, violentam as suas consciências, levam-nas à loucura causada pelo peso dos infortúnios que lhe infligem, batem-lhes, fecham-nas em casa, deixam-nas sobrecarregadas de trabalho e miséria, até nas pesadas horas de solidão e sofrimento físico que um parto causa.

Depois, depois...a sociedade que isto permite. A sociedade que esquece a educação, a assistência social, que discute tostões em reformas de miséria e faz estádios de exibicionismos milionários, etc, etc, espeta o dedo e acusa.

Dispor de leis justas e progressistas, não é solução para todos os males da humanidade.

Mais importante, ou tão importante é dar ao povo a preparação para as conhecer e cumprir.

É dar-lhe a consciência cívica dos seus deveres e direitos.

É garantir-lhe condições de dignidade de Vida.

É acordar, ou, criar a consciência de uma sociedade egoísta, alienada por falsos valores, que cultiva as aparências, mesmo à custa da fraude, que, quase sempre, julga e acusa sem meter a mão na consciência procurando e aprofundando as causas, as origens de certos crimes e delitos de que os réus são, muitas vezes, as principais vitimas...

E, ainda há quem defenda o aborto! – Espero, um dia, vir a entender qual é a diferença entre matar um filho às escondidas no segredo de um ventre ou, após o nascimento!...

A falha, é minha, por certo.

                                   Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.653 – 12/Abril/2002

Conversas Soltas

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:07

A nossa Época

Quarta-feira, 06.02.08

           Temos que concordar que a nossa época, para alem das coisas maravilhosas que oferece, é, também, a época da soberba, do orgulho desmedido, do triunfo da arrogância.

           Depois de muito escutar, com toda a atenção, o que para aí vai de conversa sobre a lei do aborto, não posso deixar de me perguntar: - a quem é que pretendem enganar?

            Será a eles próprios? - Será a nós?

            Confesso que ainda não entendi bem, mas reconheço que isso não tem importância de maior.

Importante, para mim, é mesmo reconhecer a pamplinada que por aí se armou, e dessa circunstância, não tenho a menor dúvida.

            Ora fazem favor de ver - o orgulho, a arrogância, a soberba com que agora todos proclamam aos sete ventos que são donos dos seus corpos .

            Serão mesmo?

Então se o são porque envelhecem? Adoecem? São menos belos do que desejam? São coxos, mancos, aleijados? - Estropiados? - Porquê?

Ou são simplesmente donos duma terrível soberba, duma insensatez provocante Se calhar é muito mais isso do que outra coisa.

            Porque morrem?

            Tão donos dos seus corpos, tão poderosos...

            E as mulheres, porque engravidam se o não desejam?

            Tão decididas, tão donas dos seus corpos! Porque não interditam “nessa propriedade exclusiva” o que nela não desejam?

- Então, no que ficamos! - Mandam, ou não?

            Se não fizesse dó, – e faz !.- Faz dó e medo - este arraial de feira sobre o aborto faria rir.

Porém assim não faz...

            Faz meditar.

            Meditar profundamente.

Como se pode falar de VIDA como se se estivesse num leilão?

            Não se trata de bens de consumo.

            Trata-se de VIDA.

            VIDA!

           

            Já disse e repito trata-se de: V I D A.

            Como se pode querer resolver por referendo um assunto onde aqueles que vão ser eliminados nem se podem defender.

            Fica-se com a impressão de que quanto mais se progride na técnica mais se regride na ética.

            Dantes o povo dizia: nem tudo o que luz é oiro!

            Não havia tanto conhecimento científico mas passavam-se e entendiam-se essas mensagens de sabedoria empírica.

             Agora, parece que o que interessa é mesmo o que brilha seja ou não oiro.

            E o que brilha, é o que é fácil, o que não responsabiliza, não dá trabalho, o que é descartável.

          Em lugar do esclarecimento, da educação, da organização social que permita evitar a contingência que leva ao desespero, à situação limite, em lugar disso, que era, é, e será, a obrigação que cabe a quem governa, E A TODOS NÓS, desvaloriza-se a Vida desce-se-lhe a cotação como aos valores na Bolsa. Ficam em alta os bens de consumo e referenciam-se valores perfeitamente pindéricos com um valor sagrado como é a Vida!

        

            Isso é que está errado!

            Aí é que reside a confusão!

            Chamem-lhe como quiserem mas não mintam mais! - O aborto não é um problema de mulheres. Tanto quanto sei, nenhuma ainda fez um filho a sós!...      

            Daí que também me interrogue, – como se pode unilateralmente decidir sim ou não?

O aborto será sem dúvida um problema de consciência de toda a sociedade. Onde os novos deuses são as - Marcas de carros, de roupas de sapatos...onde o consumo e a loucura de possuir envenenam as pessoas invertem e pervertem os valores essenciais.

Renegam-se os heróis, ridicularizam-se os santos, abjuram-se os princípios morais, chama-se liberdade à falta de escrúpulos e até se apregoa como direito dispor de vida e morte.

            É inegável que quem faz um aborto destrói uma vida ainda que o corpo não esteja formado.

Quando se morre fica frente a nós um corpo – mas... e a vida, onde pára?

            Talvez por isso toda a gente nasce com a LEI dentro de si, aquela que pode enganar todo o mundo mas não engana o próprio – A Consciência.

            Na introdução do seu livro: A Pesca à Linha - Alçada Baptista diz assim : “...nasci em pleno reino do ter. Agora estamos no reino do fazer, mas tenho uma certa esperança de que um dia se alcance o reino do ser.”,

            Talvez a chave seja essa!

            Ser - é que,  por enquanto, o que está valendo é parecer e isso não é bom .

            Senão é só pensar: que filosofia é esta que afirma defender a Vida matando?

Ainda não entendi.

 

            Maria José Rijo

 

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.457 – 12/Junho/1998

Conversas Soltas

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 14:36





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Maio 2020

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31


comentários recentes

  • Anónimo

    Cá estou eu ... meia hora depois da meia-noite...B...

  • Anónimo

    PARABÉNS PARABÉNS PARABÉNS Muitos beijinhos n...

  • Anónimo

    Minha querida TiaMuitos Parabéns pelos 94 anos - q...

  • Anónimo

    Boa AmigaSou o filho de Augusta Silva Torres que a...

  • Anónimo

    Eu sabia... sabia que era este mês que a tia fazia...


Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


links

BLOGS DA CASA

EFEMERIDES

Aniversarios Blog

Culinaria

K I K A

Paginas de Diário

2020

2019

2018

2017

2016

2014

2015

2013

2012

2011

2010

Cá estou ...

Mais alguns...

Alguns...

Alentejo

Eurico Gama

Artigos sobre...

Escola Musica / Coral

Elvas Cidade...

Escritores e...

A Familia

Sebastião da GAma

Minhas sobrinhas Bisnetas

Meus sobrinhos Netos

Meus sobrinhos

Diversos...

Páscoa

São Mateus

Cartas especiais

noticias em Jornais

Dia da Criança

Cartas do Brasil- 1996

AÇORES

Juromenha

Col. de Gastronomia

O Natal

Exp. MuseuTomaz Pires-1984

Exposição PERCURSO-2008

HistóriasCmezinhasEreceitas

Revista Sénior

JOSÉ RIJO

Hospital e Maternidade

Livro de Reminiscências

Livros- de HistóriasInfantis

  • A história da Cotovia
  • A história de uma Flor
  • A historia do Castelo
  • AlendaMisterioso vale florido
  • O sonho da Joca
  • A menina de Trapo
  • A avó conta 1 historia
  • Conto - Margarida - 1
  • Conto-Margaridavaicontente
  • ... então sonhei!
  • O Cavalinho encantado
  • A princesa Jasmim
  • Aurinha está doente
  • Arnaldo o terrivel
  • A Cabrinha
  • Era uma vez ...
  • O pequeno castanheiro

Dias festivos

Programa de Poesia (radio)

Crónicas na Revista

Livro de Poemas - I

Livro de Poemas - II

Livro de Poemas - III

Livro de Poemas - IV

Aniversários Linhas

Livro Rezas e Benzeduras

Livro das Flores

LivroJoaoCarpinteiro

A Visita - Despertador

Programas se SãoMateus

Entrevistas

Entrevista - TV-Videos,etc

Visitantes no Blog

Blogs- quem nos cita



arquivos



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.