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A PROPÓSITO...

Domingo, 07.08.11

Á lÁ Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2029 – 9 de Fevereiro de 1990

A PROPÓSITO

 

 

 

TIA SUSANA, MEU AMOR – é um belo livro de Alçada Batista, que acabo de reler com o mesmo interesse que já me suscitara da primeira leitura.

Que isto de gostar ou não de livros, tem que se lhe diga.

Cá por mim, até que me convençam do contrário, penso que a preferência com que se distingue um livro, ou este ou aquele autor, se filia no mesmo critério que na leva a escolher alguém para o nosso convívio.

Tem, penso, muito que ver com afinidades.

Pessoalmente, prefiro autores que escrevem como quem conversa, em tom coloquial. Que dizem o que têm a dizer sem empolamentos, sem teatralizar. Que contam as suas histórias deixando fluir as palavras como sendo as inevitáveis, como os rios que correm, porque têm de correr e mais nada.

Gosto que tratem os sentimentos sem espantos, como coisas naturais, coisas da vida que são, como é o nascer e morrer, o amor e o desamor.

Gosto quando não assumem a posição de juízes que se crêem fora de todas as contingências desagradáveis, porque essas, só são pensáveis para os outros.

Claro que também leio “os outros” como também me encontro e desencontro com “os outros” , que, só assim, é possível a escolha.

Nem é desses que falo. Refiro os outros que, como algumas pessoas, no segredo da nossa eleição, podemos considerar de: - íntimos, nossos!...

 

Jorge Amado, Eurico Veríssimo e muitos outros mais, também são desses. Dos que parece que sabem tudo de si próprios e por isso chegam tão bem à compreensão de toda a gente.

Não inventam histórias importantes, de maravilhar ou arrepiar. Falam da vida e, cada qual com a sua capacidade, encontra os sentimentos que lhe são próprios para as situações imaginárias. Autores que são capazes de ser humanamente fraternos, com os erros e grandezas de gente como eles mesmos, nunca se esquecem o que são.

 

Daí, talvez, que algumas personagens que erguem, se nos tornem tão familiares que quase nos pesa não termos os seus retratos à cabeceira, na parede da sala ou, tê-los na vizinhança ao nosso lado para virem à nossa casa de pantufas, irem atrás de nós à cozinha fazer um café, ou, adormecerem calmamente sentados na poltrona que escolhessem, ao serão, quando a conversa esmorecesse – tão reais se nos tornam!

 

É desses autores que eu gosto particularmente, daqueles que acreditam que confessado ou não, ninguém desdenha a fraternidade.

 Talvez até se escolham livros e amigos que nos ajudem na procura da nossa plena identificação. Afastamo-nos de quem nos agride e faz descer nos ideais que perseguimos.

 Talvez até, tudo aconteça em torno de um dado intrínseco, atávico, talvez, que pode ou não estar identificado na nossa consciência – a solidão de ser.

 

Talvez, mesmo a vida, seja simplesmente o percurso que nos levará até reintegrar na dimensão de infinito ou eternidade perdida para se poder dizer – Eu.

 

Talvez como essa individualização – ser é estar separado – nasça a irremediável solidão de ser que deslumbra e doe, mas dá campo à esperança, à fé, à compreensão, à ternura, à solidariedade, e a todos os sentimentos generosos e grandes que podem unir os homens durante a sua humana solidão.

 

 

 

Maria José Rijo     

 

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publicado por Maria José Rijo às 16:31

O Sistema

Sexta-feira, 18.12.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1965 – 18 de Novembro de 1988

O Sistema

       

Quando me apercebo de que há na televisão - quer portuguesa, quer espanhola – mesas redondas, debates ou entrevistas, esforço-me por assistir. Umas ainda, pela soma das duas condições.

Com o advento da televisão, estamos a ser quase reduzidos à condição de espectadores, acomodados, ao filme condutor, ao programa organizado.

    

Nas mesas redondas, porém, se há um tema de base, a verdade é que ali á nossa vista ele sofre bons e maus tratos, e isso espevita o nosso próprio sentido critico, oferece sugestões, previstas ou não pelo que tem de espontâneo, vivo, e até, por vezes, de riscos, como todo o espectáculo que é dado, em directo, da fonte.

                

Assim, as mesas redondas são “agora” as oportunidades possíveis de assistir a conversas como as que fizeram, noutros tempos, o encanto das tertúlias literárias e outras. Além deste interesse, a meus olhos, exercem ainda a função didáctica.

      

Mostram – o saber estar entre os outros – ou, pelo menos, a maneira de estar possível, daqueles que estão entre os demais, sem saber estar.

Dão, ainda, ás vezes – muitas vezes – verdadeiras lições da forma correcta, como as ideias, podem ser expostas e discutidas sem perder de vista o respeito entre as partes que as debatem. Dão também, noutras oportunidades, o testemunho de como é possível transformar o que poderia ser uma manifestação de inteligência lúcida e saudável, em provocações pessoais que não servem nada ou alguém.

                   

Daí como dizia alguém que muito admiro, em entrevista recente (refiro o Dr. Alçada Baptista) mesmo quem contesta o sistema, o reconheça como uma necessidade.

         

Sistema, aqui para mim – é a norma, e se há quem o siga, a respeite e seja “sistematicamente normal” – há quem lhe fuja, quem a quebre e se solte e possa ser: - inovador, criador, admirável ou, por contraste, o seu oposto.

    

Em qualquer caso, o que importa é que a norma seja – porque o é – o ponto de referencia, porque só assim cada qual saberá, se o quizer ou para tal tiver qualidade e valor – se está a subir ou a descer.

 

Maria José Rijo 

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:50

Subtilezas

Terça-feira, 01.09.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1881 – 27 de Março de 1987

Subtilezas

 

Ás vezes, ouço as crónicas da manhã do Dr. Alçada Batista, e sempre que tal acontece, penso com mágoa que não me tem sido possível ouvir todas.

São apontamentos breves, ditos com ar de quem estivesse sentado a tomar o pequeno-almoço connosco, e falasse apenas por dever de cortesia.

                            

Acontece, porém, que daquela meia dúzia de palavras, aparentemente despretensiosas, sempre alguma coisa nos dá motivo para pensar, nos surpreende ou diverte, pelo desfecho inesperado, ou nos provoca um sorriso de ternura. Ás vezes, até formula, com clareza, pensamentos que nos rondam o espírito e, por incipientes, se perderam. Na última crónica que ouvi, falou de Eça de Queiroz, mas referiu-se-lhe duma maneira que me surpreendeu. Fê-lo contra a corrente generalizada dos aplausos sem reserva.

      

Não é que venha ao caso o estar ou não de acordo com o ponto de vista expresso. O interesse principal, para mim, residiu na novidade, na janela nova que me abriu, no corte feito ao jeito habitual da admiração indiscutível.

Aquela clareza do: gosto menos por isto e mais aquilo, cria a oportunidade de testar o nosso próprio parecer. Resiste? … Não resiste?

      

… Qual é verdadeiramente a opinião que nós temos?

…Teremos mesmo opinião ou teremos aceitado a opinião que nos foi proposta?

E pronto! … Ali estava o abanão. Ali fica uma pessoa com a torrada na mão, sem dar por isso, com o café a arrefecer, relembrando tudo o que de Eça, porventura ainda seja capaz de recordar, e avaliar se sim Senhor… se ele era mordaz e não apenas irónico. Se era trocista ou sarcástico, se cultivava o humor ou explorava o ridículo dos outros. Se havia bonomia e humanidade na sua critica ou apenas desprezo pelo semelhante e, dali a nada… nadinha mesmo… já uma pessoa está apanhada na ratoeira das subtilezas da nossa língua.

            

Mordaz, irónico, sarcástico, cínico… sei lá por quantas razões se pode rir ou provocar o riso e quantas subtilezas assemelham ou distinguem as formas de o fazer.

Evidente fica apenas que rir - nem sempre é - como parecia dever ser -  um sinal de alegria.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:30

Alçada Baptista e outras lembranças...

Quinta-feira, 29.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3003 – 15 de Janeiro – 2009

Conversas Soltas

 

Elvas, 10 de Janeiro 2009. Olhava a Quinta do Bispo pensando: - faz hoje 84 anos que António Sardinha morreu.

Tinha então – quase – 37 de idade.

Vou reler qualquer texto dele, é a minha homenagem possível.

Abri – Doze Sonetos – Edição de uma Câmara de Elvas que, parece, até, lia poesia...era em 1973.

Na contracapa, com a sua letra miúda, escrita por mão já tremula uma dedicatória para meu marido e para mim, de sua saudosa viúva.

Mentalmente recordava – “vesperal”“se eu te pintasse posta na tardinha...”

Uma notícia, chama-me á realidade.

Decididamente ando fora do mundo.

                               

Então, não é que Alçada Baptista morreu, e eu não me apercebi?

Devo-lhe tantas horas de prazer e encantamento com a leitura dos seus livros que sinto, sinto de todo o coração, que tinha o dever de não chorar em silêncio a sua perda.

                             

Eu tinha começado por ler :- Tia Suzana, Meu Amor -  que de tal forma me encantou que, me lembro de , aqui neste jornal, ter falado nesse livro – já nem sei há quantos anos.

Em relação a isso estou perdida no tempo, o que não admira, tantos são!

Brincando, brincando, devem somar bem perto de novecentos os textos que escrevi para o jornal e para a sua extinta revista

Eu tinha o costume de ouvir na rádio e ler em jornais e revistas crónicas de Alçada, - ou - onde quer que as descobrisse.

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Pois, quando li “O riso de Deus”, fiquei tão curiosa, tão ávida de conhecer Alçada, que me apeteceu escrever-lhe, metendo-me na pele de uma personagem e fazendo-lhe as perguntas e os comentários que essa leitura me sugeriu.

Entre o que se pensa e o que se faz há uma distância pequena, às vezes, mas, onde cabe o: não fazer.

Assim aconteceu, mas ficou-me sempre a frustração da perdida oportunidade de ter procurado entender melhor as subtilezas do fascínio de Alçada - não pela Mulher – se bem que, esse, também – mas, pelo feminino, quase como um culto latente na sua escrita.

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Lembro-me de ter comentado o livro com o Dr. João Falcato que sendo seu amigo de curso, me prometeu proporcionar um encontro , numa das  visitas que dele recebia em Borba.

Porém, isto de promessas entre gente de muitos anos, mete, com frequência, viagens sem regresso que ninguém controla.

Assim veio a acontecer.

António Alçada Baptista- foto d.r.

Encontrei Alçada, uma única vez, no cemitério do Alto de São João no funeral de Helena Vaz da Silva, mas ele estava tão arrasado que seria até, impudico, tê-lo incomodado. 

O que não perdi, foi o contacto com a obra do escritor.

 Fui comprando. Comprando e lendo. Lendo e pensando e, sempre sentindo o “tal” dialogo entre o homem e Deus e o tal fascínio...

“O deus que ri, o deus que joga, no sentido mais lúdico do termo, um deus apaixonado pela pura alegria de existir”

Acompanhei-o em “ Peregrinação Interior”, “A cor dos dias” e pus à minha cabeceira – “O Tecido do Outono” onde retorno, sempre com interesse, para ler coisas tais como:

 - “ Aquilo que vivemos não está no mundo, está na maneira como olhamos para ele.

É no Outono que a gente é capaz de reparar que a vida não é banal não obstante o nosso quotidiano ter sido de uma banalidade atroz”

                

Este livro de que acabo de citar um pequeníssimo excerto

abre  - citando  Ruy Belo -  assim:

               “É triste no Outono concluir

             que era o Verão a única estação”

 

De outro livro, respigo também uma citação de abertura, de Martin Buber

“Deus não me pedirá contas de não ter sido

 Francisco de Assis ou mesmo Jesus Cristo.

Deus vai pedir-me contas de eu não ter sido completa e intensamente Martin Buber

               

Vou fechar estes comentários parafraseando – para Alçada – uma dedicatória que ele próprio, escreveu – para Alexandre O’Neeill -  com toda a simplicidade da sua enorme dimensão humana e intelectual, em Tia Suzana Meu Amor

 

“ Na recordação de (Alçada Baptista), como sussurro da saudade”

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:01





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LIVROS PUBLICADOS:

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