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Almeida Santos responde a Maria Jose Rijo

Quinta-feira, 28.01.16

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3.358 -- 28 de Janeiro de 2016

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 - Recorte do Jornal 2016

 

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 " Maria José:

Gostei de ler o seu artigo.

E - claro! - respeito a sua opinião. Mas foi a homenagem possível.

Como sabe, não era nada fácil contentar todos os admiradores de Amália. Uns a quiseram nos Jerónimos. A minha amiga preferia a solidão de um qualquer lugar pitoresco.

Triunfou o meio termo: nem nos Jerónimos - que deixaram de ser

Panteão - nem à sombra de um Jacarandá!

O lugar em que ficou também alberga outras almas sesíveis. Então

o Garrett? E o Junqueiro?

Por outro lado, talvez tenha sido esta a maneira de pedir à Amália mais um serviço a Portugal: tornar conhecido, e visitado, o Panteão

Nacional!

O Falcato - meu velho e querido amigo, de quem tenho saudades -

foi Administrador  do Panteão. É natural que tenha ideias próprias

sobre o seu destino.

Eu fui grande amigo da Amália. E não estou certo de que ela renegasse as companhias que lhe damos.

Seja como for: não foi fácil.

E a cerimónia de trasladação foi mesmo bonita!

Não concorda?

Creia-me, um sincero apreço",

                         Almeida Santos

 

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publicado por Maria José Rijo às 09:18

António de Almeida Santos

Sexta-feira, 22.01.16

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publicado por Maria José Rijo às 12:13

“ E nós ... pimba !

Domingo, 24.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.333 – de 12 de Janeiro de 1996

Conversas Soltas

           

 

Até que enfim encontrei algum sentido para o tema desta cantiga sem jeito, nem maneira, tão barulhenta e agressiva como um saca-rolhas que se metesse no ouvido.

É verdade.

É que nós – pimba! – Lá temos que ir votar outra vez.

Como o mal não é cantar.

O mal pode ser o que se canta – como mal pode ser em quem se vota.

Quem vota escolhe.

E, ninguém gosta de ser obrigado a escolher entre quem não lhe agrada para um determinado efeito.

Tenho a convicção de que, como eu, muita gente, neste momento se sente perplexa perante a obrigação cívica de votar.

Não se trata aqui de dizer mal deste ou daquele.

Não é isso.

As pessoas em questão até podem ser maravilhosas.

São-no, certamente.

As famílias e os amigos assim o garantem e repetem, e os vizinhos do lado, também.

Só que – para muito boa gente – como para mim, não têm o perfil certo para o lugar a que se candidatam.

Todos nós gostamos de nos rever em quem nos representa.

Agente gosta de escolher entre pessoas que admira, respeita e em quem acredita.

Não nos importa grandemente o que eles dizem ou, deles se diz.

Ninguém esquece o que deles viu, conhece, sabe – ouça o que ouvir...

E nem o ar descontraído, simpático do homem de cultura, a palavra fluente na ira, na ironia, ou na alegria – de um – faz esquecer o voto em Otelo... (o tal que afirmou poder resolver tudo com uns fuzilamentos no Campo Pequeno).

... Nem os beijos de telenovela barata, nos fazem esquecer a postura hirta, a rigidez de cimento armado do procedimento do outro... (Pese embora o seu saber, a sua honestidade e fidelidade aos adeptos).

Em nenhum deles me revejo.

Acho as campanhas, desta vez, pior do que pobres.

Acho-as mesquinhas, quase perversas.

              

Críticas civilizadas – embora rigorosas – com depoimentos muito inteligentes, só escutei duas: de Almeida Santos de um lado, de Ferreira do Amaral do outro.

O resto, de quanto ouvi, (e foi muito) só me pareceu roupa suja, insultos encapotados e ideias esfarrapadas repetidas até ao cansaço.

Ideia brilhante – só uma – aquela de fazer inquéritos de rua em capitais estrangeiras com três retratos na mão.

                  Mário Soares – Cavaco – Sampaio.

Como é óbvio só um não era identificado: - Sampaio.

Assim se redita (com eficiência) a mais valia de dez anos de governo.

Se é a compasso com a Europa que temos que seguir – Já é qualquer coisa colher frutos desse respeito.

E, como mais vale um mal conhecido...

Gostando do meu País como gosto mesmo contrariada irei votar.

Irei com a consciência de que vou sentir saudades do passado.

Mas, terei esperanças no futuro.

Espero ainda um dia ter a representar esta nossa Pátria – este Portugal – velho de séculos – alguém que sinta e fale a clara linguagem do povo português.

Alguém que sonhe para uma criança que se espera, não as riquezas do mundo, mas: “graças de santidade, Saúde e inteligência”.

Porque numa pessoa assim dotada cabe a tolerância, a abrangência, a bondade, o respeito pelos outros e tudo o que há de maior nobre no coração do Homem.

E, a distância que vai daí a um “corredor político” de profissão, é idêntica à que vai entre votar porque se gosta ou esta cantiga de: - nós pimba! – Termos que votar.

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:15

Homenagem

Domingo, 14.10.07

Poucas coisas se me afiguram mais difíceis do que prestar uma homenagem a alguém que já não permanece entre nós.

            Se, se lhe exaltam só as virtudes logo surge a velha crítica de que: - se queres ser bom, ou morre ou vai-te!

            Se pelo contrário se modera no que se diz, o calor do afecto e do apreço recolhe-se o reparo de que não se soube ser justo e, acusam-nos de mesquinhice...       Como proceder então?

            Se a figura em foco for um general vitorioso, regressado de alguma batalha ou que nela tenha sucumbido; há um cento de adjectivos correntes e disponíveis para coroar heróis nessas circunstâncias.

            Se for um político, há sempre uma calçada, um fontanário, um campo de futebol para enaltecer o primor da sua criatividade!

            Se for um membro do clero rememoram-se os seus sermões, a sua brilhante oratória, ou a sua piedosa vida para nos apoiarmos no louvor...

                Porém quando nos propomos falar, do soldado, do homem da rua, do indivíduo comum; aí, a dificuldade fica acrescida.

            É que é esse, - o homem comum - o que não é nem herói, nem líder de massas, nem santo de altar, quem tudo faz.

            É esse, o soldado desconhecido, que compõe os exércitos - e que só a família e os amigos choram - que  ganha as guerras. É esse, o operário que bateu a calçada, ergueu o fontanário, a casa, o monumento que marca a celebridade dos outros. È esse o receptor da piedade com que se conforta da injustiça social, é esse, o herói desconhecido do dia a dia, o apagado obreiro do nosso conforto. É esse que sendo um igual a tantos, nos deixa desprotegidos das receitas consagradas, que resolvem estas situações.

            Eu vinha hoje aqui eivada deste espírito, desta consciência de como na sombra, na modéstia, quase no anonimato se ultrapassa, tantas vezes a dimensão comum, se cria obra duradoura, se enobrece e alarga a nossa dimensão de gente. Vinha lembrar obras que se dirigem a muitos e são fruto do trabalho e da coragem de alguns, da iniciativa e da visão de futuro, às vezes de um só homem.

Eu vinha prestar a minha homenagem às sucessivas. Equipas de tipógrafos, directores, colaboradores, vendedores, anunciantes, compradores, leitores e todo o mundo de trabalhadores que ao longo de cinquenta anos têm posto este jornal nas bancas e, lhe têm permitido viver sem sobressaltos.

E, vinha muito especialmente curvar-me perante a memória, de um homem de caracter, discreto e sem tolas vaidades - Ernesto Alves -  que um dia corajosamente apostou neste empreendimento em que acreditou e lhe deu vida.

Não foi um herói, nem um santo no sentido literal do termo.

Teve todavia, o heroísmo e a santidade das pessoas de Bem que se recordam pelo sentido de justiça e inteireza de caracter e, das quais todos prezamos a amizade       Eu vinha com esse intuito, posso não o ter conseguido,

porém, neste momento para mim o que importa, é ter, como fui capaz, evocado alguém a quem meu marido e eu chamavamos AMIGO e que, como tal, em memória dessa estima e desse apreço hoje, aqui recordo.

 Pois como dizia Cícero:

” Ter um amigo é ter um outro eu,

quando um está ausente, o outro o substitui;

se um é rico o outro não precisa de nada,

se um é fraco o outro lhe dá as suas forças.”         

 

 

 

                               Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.571 de 8/10/2000

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:18

Almeida santos Responde a Maria José Rijo

Sexta-feira, 20.07.07

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.624 -- 21 de Setembro de 2001

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A colaboradora do Linhas, Maria José Rijo, recebeu uma carta do Presidente da Assembleia

da Républica .

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O próprio Almeida Santos respondeu a um texto publicado nas páginas deste jornal , na coluna "Conversas Soltas" , de 13 de Julho de 2001.

Maria José Rijo emitia, naquele espaço de opinião, o seu parecer sobre o último destino  dos

restos mortais de Amália, questionando, entre outras coisas, "O que faz uma pobre mulher entre intelectuais, engravatados, sisudos, que nunca devem ter trauteado uma cantiga"?

Transcrevemos aqui, na integra, o que o segundo mais alto responsável da nação escreveu,

a esse propósito, no dia 3 de Setembro:

 

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 " Maria José:

Gostei de ler o seu artigo.

E - claro! - respeito a sua opinião. Mas foi a homenagem possível.

Como sabe, não era nada fácil contentar todos os admiradores de Amália. Uns a quiseram nos Jerónimos. A minha amiga preferia a solidão de um qualquer lugar pitoresco.

Triunfou o meio termo: nem nos Jerónimos - que deixaram de ser

Panteão - nem à sombra de um Jacarandá!

O lugar em que ficou também alberga outras almas sesíveis. Então

o Garrett? E o Junqueiro?

Por outro lado, talvez tenha sido esta a maneira de pedir à Amália mais um serviço a Portugal: tornar conhecido, e visitado, o Panteão

Nacional!

O Falcato - meu velho e querido amigo, de quem tenho saudades -

foi Administrador  do Panteão. É natural que tenha ideias próprias

sobre o seu destino.

Eu fui grande amigo da Amália. E não estou certo de que ela renegasse as companhias que lhe damos.

Seja como for: não foi fácil.

E a cerimónia de trasladação foi mesmo bonita!

Não concorda?

Creia-me, um sincero apreço",

                         Almeida Santos

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:36





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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