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2007

Domingo, 25.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.903 – 1 de Fevereiro de 2007

Conversas Soltas

           TI em 2007

Vai já, um pouco a mais de meio o primeiro mês do “ano novo”, e tudo se perfila, no nosso horizonte, por igual ao ano velho.

Ali para aqueles lados onde a cantiga diz que havia um Vizir em Porto Covo, talvez, já não se cante, porque se alargou a hora de chorar dado que, ainda o Senhor Ministro da Saúde, estava a digerir o confessado orgulho de ter dispensado o inquérito àquela – ninharia chata – das confusões com as ambulâncias e os helicópteros que provaram mais uma vez como o País tem esses serviços bem organizados...

Ainda...

               

... Até porque assim se demonstrou – também – como é verdadeira essa “moenga” de os alentejanos serem lentos! – Pois para o provar: - não é que o paciente demorou seis ou sete horas para morrer!

Outro, fosse ele, e teria morrido logo, imediatamente, para não incomodar o Senhor Ministro e não alimentar a má-língua, que sempre tem que dizer, qualquer coisinha, nestas circunstâncias!

Há cada empata!

Pois ainda...

        

– E, já outro “invejoso” de tão desejada celebridade, morreu por idênticas razões? E, na mesma zona!

É preciso, mesmo, não ser nada original!

Oh, raça danada a destes portugueses que não se cansam de incomodar – contradizendo – já não bastava com a forma como vivem, agora também, com a forma como morrem, – as pessoas importantes! Coitadinhas! – Que têm que aguentar tanta incompreensão!

pobre-gente.jpg

Oh! Gente pobre! Ignorante e ingrata. Com tão boas ambulâncias para parir pelos caminhos, não é que se queixam por fecharem as Maternidades das suas zonas!!!

Que horror!

Calcule-se que até há, por aqui, quem queira ir para Évora, uma semana antes da data prevista para o parto, com medo de ter a criança na ambulância e por ser incapaz de aceitar ter filhos em Espanha!

Então que os tenham em casa com qualquer comadre, ora essa!

Não têm boas camas? – Pois se as não tiverem, que tenham os filhos de cócoras, na boa tradição das trabalhadeiras que pariam nos campos! - Onde a má sina as arrastava.

              

Oh! Santa paciência a de Ministro! - que tanto sofre!

E, essa, agora, daquele intrometido vereador da C.M.L que resolveu meter o nariz no negócio dos terrenos para construções!

                        300.jpg

Então esse tal Sá Fernandes, não sabe os custos do progresso?

Em que mundo é que ele vive?

Pois que venha cá e aprenda.

                                                        

Ali onde havia um olival que o P.G.U: preservava para manter a ambiência mística no enquadramento do Senhor Jesus da Piedade, (que é Imóvel Protegido) já há casas que permitem sacudir os tapetes para cima dos romeiros...e, naquela Quinta que era também, zona protegida, o que aconteceu?

Então ele ainda não aprendeu, que é tudo tão transparente que nem se vê?...                           

Ora, num País, onde nem se fala sequer em corrupção, porque haverá, ainda, vereadores, que se metem onde não são chamados! É gente estranha! Raça em extinção!

Ficam em evidência porque são poucos! – Olha se fossem muitos!

                   mouth-zip Se a moda pega...               

Se, assim, já é tanto o estrago, olha se a moda pega!

Já viram o desassossego!

Ano novo! Ano velho! – Como escreveu no Linhas um novo colaborador – que, aqui saúdo: - “mais do mesmo!”

Acabo de saber pela televisão que o Senhor Ministro da Saúde reconheceu (agora) que são necessárias mais ambulâncias.

                           

Pergunto: será ele alentejano? – É que, eu, sou, e não percebo porque detém ele – ainda – o lugar?! - (nada a fazer, sou lenta!)

Mas...

               ambulancia.gif

Ele, de onde será que ainda não reconheceu que o problema não é de ambulâncias a menos!!!

Mas, de alguns - e são vários - que estão sobrando...

 

 

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 18:06

Um documento

Quarta-feira, 27.06.07

Dizia na sua última crónica o nosso bom amigo Gois, que para se agradar a uns, ás vezes, desagrada-se a outros.

O Gois, tem razão.

Talvez por isso, quando se atinge uma certa maturidade, escolhe-se apenas, servir a nossa consciência, e, daí que se acabe por não agradar a ninguém, mas ganha-se o que é imprescindível para a boa saúde, até da alma, um sono descansado.

Por norma quem escreve com sentido de responsabilidade e não o faz anonimamente, recusa denunciar fontes, não compromete quem em si confia mas, também não comete a leviandade de tornar publico qualquer denúncia, sem estar baseado em documentos ou depoimentos que considere sérios e absolutamente fiáveis.

Quem costuma ler os meus escritos, sabe que não me conformo com as soluções encontradas para superar o fecho de Hospitais, Maternidades, Urgências etc. etc. etc...

E, não são as falinhas mansas do Senhor Primeiro-ministro, nem as vermelhuscas faces do colérico e obstinado Senhor Ministro da Saúde que me vão calar.

Transcrevo, hoje, aqui, quase integralmente, um documento que comprova mais uma vez, como funcionam BEM os serviços que o Governo alardeia, estarem óptimos PORQUE ESTÂO CENTRALIZADOS

 

Carta enviada ao Procurador-geral da Republica:

 

Queixa / Requerimento

 

O signatário na qualidade de pai de Rafael Alexandre Rijo Lopes da Cunha, de 34 anos, Arquitecto de profissão, falecido em 28.01.2007 cerca das 23,00hrs. Na sua residência, vem requerer a V.Exª o seguinte e com os seguintes fundamentos:

1.        O falecido Rafael A.R. Lopes da Cunha, sofria de doença alérgica “ Asma”desde os 2,5 anos de idade, tendo sido sempre tratado pelo Professor Palma Carlos. De referir que essa patologia desapareceu entre os 14 e os 30 anos de idade, voltando nesta idade a reaparecer. Contudo continuava a ser seguido com regularidade pelo Professor Palma Carlos.

Mantinha uma vida saudável e a todos os títulos normal. Brilhante na Academia e de mérito profissional reconhecido no desempenho da actividade de Arquitecto.

1. No Domingo dia 28. 01. 2007, manteve a sua visita normal de família entre as 12.30 e 14.30hrs.

2..... cerca das 21,30 queixou-se de mau estar

3...às 21.50hrs. aí, sim após uma crise de tosse muito intensa queixou-se que se sentia muito mal

4.              Cerca das 22hrs, apelou-se pelo telefone ao 112 pedindo emergência médica, pois o paciente estava quase sem respirar. Sem tecer por ora quaisquer comentários quanto ao prolongamento e forma do atendimento, é um facto que o 112 não percebeu (não obstante o desespero convulsivo do apelo) a gravidade da situação.

Cerca das 22,30, quando o paciente já estava semi- inconsciente, chega uma ambulância do 112 com 2 jovens bombeiros( socorristas) não preparados para atender a uma grave crise de asma, e desprovidos de quaisquer meios de socorro (

4.              tais como garrafa de oxigénio, desfibrilhador, etc. etc, ) e nada mais fizeram que as convencionais compressões no peito

5.              Cerca das 23 hrs. Chega outra ambulância do 112, essa com uma pequena garrafa de oxigénio, e nada mais. Continuam a procurar a reanimação pelos processos normais de compressão no peito e administração de oxigénio.

6.              Só cerca das 23,30 hrs, isto é, após 1 hora e 30 minutos após o apelo chega o INEM, com médico e enfermeiro, equipado com desfibrilhador e restantes meios. Porém já era tarde.

7.              À parte a dor de uma família enlutada e sofrida, e de um bebé de 22 meses que não chegará a conhecer o pai, venho REQUERER a V. Exª se digne mandar investigar as razões porque o 112 não actuou como devia; os Bombeiros. Não sabendo tratar do assunto, não conduziram o doente aos serviços de urgência (S. F. Xavier) a 8 minutos de casa; o INEM só chega 1, 30 depois de requerida a urgência.

Ambulância do INEM

8.              Finalmente requero uma explicação do porquê aqui na Capital do País a 8- 10 minutos dum Hospital Central morre no hall de sua casa um jovem de 34 anos por falta de socorro adequado. 

Em nome do direito à verdade e do direito de cidadania exijo um inquérito e uma explicação.

                Segue a assinatura.

 

E, assim foi, porque assim é, e porque escutando os noticiários, em cada dia mais se presume que assim será...

                                                            Maria José Rijo

@@

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.910 – 22 – Março- 2007

 

                                         

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publicado por Maria José Rijo às 15:35





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