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COMO UM CONTO DE NATAL

Sábado, 25.12.10

.

Com duas ou três fotografias e uma pequena crónica

de Jornal  se conta uma história de vida

que é um hino à Amizade e à Ternura

que nos acode ao coração quando se fala de

NATAL

.....

  

NO DIA DA 1ª COMUNHÃO

.......

 

 ..........

  

.

... ANOS DEPOIS NO DIA DA FESTA DA FORMATURA.

....

 

........... 

.

 BOAS FESTAS

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publicado por Maria José Rijo às 01:45

Faleceu - hoje - a escritora Matilde Rosa Araujo

Terça-feira, 06.07.10

 

 ..

 

 Matilde Rosa Araújo

nasceu a 21 de Junho de 1921,

 e faleceu hoje, terça-feira, dia 6 de Julho de 2010,

aos 89 anos, em casa, em Lisboa. 

 

...

 

Vidas longas dão-nos como à mulher da Biblia

a graça de conhecer a geração dos netos dos nossos netos

e também a mágoa de ver

partir familiares e amigos.

Agora foi a Matilde - a "Laranjinha" - a Tila

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publicado por Maria José Rijo às 23:07

Meus queridos sobrinhos e amigos

Segunda-feira, 27.07.09

..

Trabalho, visitas, calor, cansaço.

 

São neste momento as condicionantes da minha ausência on-line – mas não, do meu afecto e muito interesse por vós.

 

Um pouco, pouco mais e voltaremos à normalidade, se Deus quiser.

 

Um abraço grande para todos e obrigada pelas vossas noticias.

 

Maria José

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:33

Um doce pormenor

Domingo, 01.03.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1833 – 18 de Abril de 1986

Á Lá Minute

                      

O dia estava chuvoso e frio.

Na igreja, parentes e amigos, atentos à cerimónia juntavam-se nas filas da frente. Não éramos muitos. A saudade da Senhora que nos reunira pela segunda vez no espaço de 7 dias não nos vinculava a qualquer sentimento de tragédia.

Unia-nos um desgosto verdadeiro, mas também um sentimento de paz.

Sabíamos que iria ser muito sentida pela meia dúzia dos habituais frequentadores da sua casa nas tardes de domingo. A sua irreparável ausência.

Todos conhecêramos o seu gosto de receber, as suas observações argutas e engraçadas. Mesmo já depois de muito velhinha – morreu beirando um século – ainda conservava o hábito de ler os jornais e reler os seus autores preferidos.

 

 

 

Exma.Srª D. Ana Julia Nunes da Silva Sardinha

(víuva de António Sardinha)

 

 

 

 

 

Enviuvara cedo.

Fora companheira inteligente de um homem ilustre e, porque conservava, até ao fim a lucidez e memória tinha assunto de conversa para quem quer que a visitasse e lhe soubesse merecer simpatia e afecto.

              caminhos.jpg

Era distinto o seu convívio e, era enternecedora a maneira como tentava superar a sua debilidade física. Decaia a olhos vistos ultimamente. Entristecia-nos vê-la sofrer. Mas, mesmo assim, sabe-la ali, poder bater à sua porta, entrar nas suas salas, ricas de passado, com aquele cheirinho de casa antiga, sentindo ranger as tábuas do soalho sob os nossos passos, nos sítios já sabidos de cor, provocar-lhe com qualquer dito de espírito uma daquelas pequenas gargalhadas – frescas, como que de rapariga – ou qualquer comentário proferido com uma segurança, que já lhe faltava na voz – dava a todas as suas amigas consolo de alma de quem tivesse Avó de conto de fadas.

Tudo isso terminara, e o cinzento frio do dia que invadia o ambiente do próprio templo, devorava-me qualquer vontade de reagir a tristeza.

- Cedia! Entregava-me.

Foi então, que percebi, que alguém batia ao de leve na porta da igreja.

O guarda atento, ergueu-se prestimoso e, sorrindo, foi abrir.

Com passinho miúdo, entrou decidida uma menina, tão pequena, que batera, por não chegar ainda ao fecho da porta.

                carinho.jpg

-- “Bate sempre”! – Segredou-me o homem, correspondendo ao meu interesse.

Perdi o fio à cerimonia a pensar como a minha Amiga, se visse, teria sido sensível a este doce pormenor, e sai para a rua, enfrentando a tarde agreste com o coração transbordando de ternura pela vida.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:49

O nosso amigo Manuel António

Domingo, 22.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº - 2.452 – 6- Maio - 1998

Conversas Soltas

 

 

 Nunca esta expressão: - “o nosso amigo” terá tido tamanha força de significado como hoje e agora referindo, Manuel António Torneiro.

O homem que, ao criar a “Associação dos Amigos de Elvas” acaba de contrair o direito a uma espécie de oficialização desse sentimento de amizade que de uma maneira geral une todos os elvenses, e, de uma forma particular liga todos os elvenses à figura popular e carismática desse “borbense generoso e sonhador que toda a gente identifica.

A iniciativa que Manuel António, tomou traz grandes responsabilidades quer para ele próprio, quer para quem a ela aderir com um verdadeiro: sim!

É que, Amigo! – Amigo não é tarefa fácil...

“Amigo” -como escreveu Alexandre O’Neill:

                                   

(...) “ Amigo” é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado,

É a verdade partilhada, praticada.

 

“Amigo” é a solidão derrotada

 

“Amigo” é uma grande tarefa

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

“Amigo” vai ser, é já uma grande festa!

 

Amigo – diz o Poeta – é a solidão derrotada.

Amigos de Elvas – pode ler-se: - Elvas não mais estará só.

Elvas tem quem a reconheça – por enlevo, com direitos de primazia acima de outros quaisquer direitos.

Amigos – também se usa dizer: - são a família que nós escolhemos.

A família é laço – laço de sangue – e, sangue é vida.

Elvas, tem, a partir de agora, à frente da legião dos seus amigos, dos seus defensores de sangue, da sua família de espírito – eleita, por assumida imposição de consciência – o nosso “AmigoManuel António.

É bom reconhecer isso.

É bom acreditar nisso.

Em certa vez, meio a brincar, meio receosa (confesso!) – em casa de um amigo comum, numa festa de aniversário, falei com Manuel António sobre o loteamento da zona de Santo Amaro.

Festa do Padroeiro Santo Amaro

(meio receosa, porque é quase trágico o que por aí nos ameaça!...)

A brincar, porque, qualquer coisa de íntimo, de intrínseco à minha forma de ser, me induz sempre a crer nas pessoas – perguntei a Manuel António se, o tal loteamento, não iria deixar o padrão – que marca a Batalha das Linhas de Elvas – condenado a ficar de “mastro” de S. João no fundo de um qualquer quintal!

Tem-se visto o dinheiro matar tão sem escrúpulos! Fazendo tanta guerra, tanto mal!

Hoje, retiro a pergunta.

Retiro a dúvida e, peço desculpa.

Retiro, até, porque com coisas sérias não se brinca.

E, o Homem, que audazmente encabeça um grupo de Amigos de alguma causa – publicamente se obriga à coerência e ao respeito pela palavra e pela intenção empenhadas.

Padrão de Elvas

O Padrão, agora, sei-o – terá sempre a guarda de espaço envolvente que lhe é devida como guarda de honra e marca do outeiro onde outros homens – outros Amigos – não só de Elvas – mas de uma Pátria – a nossa – lutaram e morreram muito principalmente por nós e pelos que depois de nós hão-de vir.

Toda a luta pela nossa terra é luta pelo futuro.

Obrigada, Manuel António Torneiro.

Espero em Deus, viver ainda o tempo que baste para o ver a si – como vejo agora – o Arquitecto Ribeiro Telles a falar feliz sobre o jardim didáctico e exemplar que está a nascer no alto do Parque Eduardo VII.

Aí, mesmo, onde “o capital” pretendia contra a beleza, o bom senso, o ambiente, a história etc, etc, etc... situar um hotel de luxo.

Espero vê-lo, como o seu espontâneo compromisso o obriga, a ser o mais denodado paladino das causas nobres da nossa cidade.

“Amigo” (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)

“Amigo” é o contrário de inimigo!”

Assim pensou e escreveu O’Neill. E eu, que o não saberia assim pensar mas, sou capaz de entender, aqui o citei para a reflexão de todos nós. E, fi-lo, com esperança em mim e, em vós.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:06

Selo da AMIZADE

Sexta-feira, 02.05.08

                            http://escritosdeeva.blogs.sapo.pt/

.

Distingiu-nos a EVA com o privilégio da sua estima.

E como sempre para ela a minha gratidão.

.

Passamos o testemunho aos nossos amigos virtuais que muito aprecio

Nomeio :

http://www.coisasimplesepequenas.blogspot.com/

http://www.asdualidades.blogspot.com/

http://tascadasamoreiras.blogs.sapo.pt/

http://flosinha.blogs.sapo.pt/

http://olhares-meus.blogspot.com/

.

E cada um, se quiser nomear alguém, é só usar o selo e dedicá-lo, por sua vez, às amizades que entenda por bem.

Um muito obrigada à EVA por se ter lembrado deste blog e um bem haja a todos que me distinguem com as suas visitas.

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publicado por Maria José Rijo às 16:48

Quase um conto...

Quinta-feira, 27.03.08

Porquê eu? – Inquiriu a minha interlocutora.

Porque sempre tive em muito boa conta, a tua lucidez, a tua inteligência, a honestidade dos teus julgamentos e, porque também contabilizo o capital que te advém para o entendimento humano da tua profissão de “Relações Publicas”.

Serve a resposta? - Retorqui.

O seu apreço, se bem que me honre, constrange-me um pouco...mas, está bem, aceito a sua proposta.

Então lê, pondera e diz-me que espécie de pessoa pensas tu que é, – ou, que pode ser - quem escreve isto e passei-lhe para a mão um rectângulo de papel branco com a hermética frase escrita a tinta preta.

amigos

Uma vez que considera como pessoa amiga e convive de perto consigo, não quero menosprezar o seu julgamento, mas, onde lê admiração pela inteligência e apreço pela pessoa cuja formação elogia e cujo caracter respeita, eu só posso, por isto que leio, intuir vaidade, pedantismo e afectação...

Não será extremamente duro esse parecer?

Julgo que não, foi a resposta, e, explico as minhas razões.

Como pode uma pessoa amiga em confidência, pôr em termos tão pretensiosos qualquer dúvida íntima! Eu não entendo.

Só, se, se tratar de alguém com tanto convencimento da sua própria importância, alguém tão convencido da sua superioridade que ao invés de abrir o coração propõe com palavras rebuscadas uma pergunta para a qual, se vê que, já tem a resposta.

E, mais, essa resposta, é-lhe tão favorável em termos de auto-elogio que ela própria, apesar dessa convicção tem uns resquícios de pudor da nudez evidente do seu convencimento.

Pareceu-me a conclusão demasiado dura, demasiado rigorosa, mas, a verdade é que, se no meu íntimo não admitisse a dúvida, ou a suspeita de que algo me escapava no entendimento, na compreensão, daquela maneira de ser algo constrangedora, apesar da correcção de atitudes e da preocupação evidente de se fazer admirar, não me teria ocorrido fazer tal pergunta a Matilde.

Vão anos passados depois que esta conversa aconteceu. Creio bem que ao longo deles nunca mais em tal pensei.

A vida joga um pouco com as nossas posições e, desloca-nos, como os peões num xadrez. Os que hoje estão perto, o acaso que as junta, também as separa, e lhes dá o xeque-mate.

Agora, inesperadamente, nesta onda de expurgo, encontrei, muito dobradinho no bolso dum casaco velho o bocado de papel onde a frase que suscitou esta conversa estava escrita.

Num ápice tudo ficou presente, e, como é natural a estes anos de distância, o meu olhar sobre o assunto já não é o mesmo.

brumas

Penso agora que a opinião que na altura me surpreendeu, seria neste momento, inteiramente subscrita por mim.

Sem dúvida, a amizade e a presença, pesa muito nos conceitos que emitimos sobre as pessoas que nos rodeiam, e, por vezes, a distância, torna-nos mais objectivos e, descortinamos em nós, com absoluta evidência, o que nos recusávamos a aceitar.

São sempre mais independentes, a ajuizar, os olhares de quem está descomprometido, com o complicado mundo dos afectos.

Não sei a frase de cor, e, agora que a queria citar, verifico que inadvertidamente deitei o papel no lixo, mas, estou certa: Matilde, não se deixara iludir, tivera razão.

Reconheço o meu equívoco.

 

                                      Maria José Rijo

 

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.706 – 18/Abril/2003

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 21:04

Um Nobre Amigo

Sábado, 02.02.08

Conservo entre os retratos de família, no meu canto predilecto, igualmente emoldurado, um pensamento de Cícero decorado com uma bonita iluminura.

Embora o saiba de memória – gosto de o olhar:

 

“ Ter um amigo

É ter um outro eu;

Quando um está ausente

o outro substitui;

se um é rico o outro de nada

necessita, se é fraco

o outro lhe dá as suas forças”

 

Nesta hora vazia da primeira tarde de sábado, em que se quebra um rito, de fraternal convívio, mantido semelhantemente ao longo de anos, sentada no meu canto, vivendo a certeza de que não mais nos bate à porta o nosso nobre Amigo, volto o meu olhar para o quadrinho que sempre me seduz.

Relei-o e sinto que deve ter sido em momentos semelhantes que Cícero, na sua eloquência, encontrou as palavras para definir tão claramente a amizade.

Só pela perda, quem quer que fosse, poderia precisar tão exactamente o espaço de protecção e confiança, em que uma estima verdadeira envolve que receberam nesta vida o dom de designar alguém por:

                                                O Nosso Amigo!

 

                         Maria José Rijo

 

@@@@@@

A La Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1903 – 28 de Agosto de 1987

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:01

Não resisto!

Domingo, 13.01.08

Não resisto à tentação de me imaginar treinadora de futebol!

Não, logicamente, treinadora mixoruca, dessas que não conseguiriam jamais ganhar trinta e cinco mil contos por mês!...

Falo em contos porque o euro é a moeda actual que escasseia nos bolsos do comum dos mortais e, que, por conseguinte, não tem o poder de alimentar a imaginação como a palavra “conto.”

Por acaso, pensei, agorinha mesmo que nós os portugueses temos uma capacidade imaginativa fora do comum.

Senão vejamos: - onde teríamos nós ido desencantar a designação de conto para a defunta nota de mil escudos?

Se a moeda padrão era o escudo, e as notas, ao longo dos tempos que a nossa tradicional moeda circulou, eram referenciadas em escudos; vinte, cinquenta, cem, quinhentos, mil, porque cargas de água, as milenas, (como aos trabalhadores do campo, também lhes ouvi chamar), ganharam a referência de contos?

Juro que não sei, nem jamais ouvi quem quer que fosse explicar o porquê dessa designação.

Pessoalmente, acredito que por serem as mais poderosas antes do aparecimento das de cinco mil e dez mil - e porque o seu “ reinado” de mais poderosas, foi longo -  teriam entrado no reino da fantasia, como uma miragem ou um sonho: - um conto...

Também, coitadas, quando partiram para o reino das lembranças, como recordação do povo que somos, já iam tão desvalorizadas, tão sem importância, tão sem poder de compra que me conforta pensar que elas próprias ficaram gratas por sair da circulação antes de serem apodadas de “conto do vigário” por já não prestarem para quase nada...

Penso isto porque sempre traziam gravadas em si, figuras de relevo da nossa história de aventura pelos mares, de reis e de rainhas, da nossa veia literária e poética, da política, da ciência, etc...etc...

E, ninguém pensa em gente desta, célebre por seus feitos, a fazer a triste figura de não ser capaz de pagar o que deseja e precisa comprar...

Isso era desacreditar injuriosamente o seu prestígio...

Mas adiante, que hoje, o que me surpreende e me leva ao mais desvairado espanto, também tem um símbolo redondo como o mundo, mas – é uma bola!

Quem diria que daí, desse mundo, me viria a ponta da meada que nos abre às vezes inesperadamente as portas da fantasia.

Mas, foi.

Saber que uma soma vultosa como um prémio de totoloto pode ser a verba acordada para pagar – mensalmente -  um treinador de futebol, provoca em mim, um espanto de tal ordem que temo faça explodir a minha capacidade de encaixe de suportar emoções violentas.

Pensando bem, depois de reler o que escrevi, não é razoável que eu tema assim pelo receio de ver o meu queixo caído!

Não, não é justo!

Se o meu queixo ainda não desencaixou, tendo eu conhecimento de tudo o que por aí vai em todos os sentidos... e se também não me matou o espanto de saber quanto é um salário mínimo, ou, do número de pessoas que não têm salário algum, porque me havia de acontecer agora algum mal com os trinta e cinco mil contos por mês que vai receber um treinador de futebol!

Somos indiscutivelmente, gente forte!

Gente que aguenta muito!

Gente que aguenta tudo...

Ou, então, rezemos como me ensinou um saudoso Amigo: - Livrai-nos Senhor daquilo que nós somos capazes de aguentar!...

.

Maria José Rijo

.

@@@@@

Revista Norte Alentejo-

 Crónica

Nº 23 -- Nov./ Dez. - 2002

 

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publicado por Maria José Rijo às 11:35

“PRANTO por uma menina de outros tempos”

Quinta-feira, 10.01.08

Voltou como desejava o poeta: para “dormir o sono eterno abrindo junto ao berço a sepultura”.

Retornou quem com outras meninas da sua geração fez a Primavera viva da nossa cidade, no seu tempo.

Talvez ela até gostasse assim!

-- Morrer antes de envelhecer de corpo e espírito.

-- Morrer como gostava de ser, e foi até ao fim: esbelta, bonita, cativante.

-- Talvez… para que dela fique, como de sua Mãe já ficara, um rasto de saudade inconformada, um magoado recordar que a faz ser evocada, por quantos a conheceram, com o jeito sonhador de quem conta uma lenda: …

-- Era tão bonita!...

E… também canta outro poeta: “por morrer uma andorinha não acaba a Primavera…”

Mas…

              

                 Quando na vida se perde

                 Um amigo ou um parente,

                 P’ra que serve a Primavera?

                 - Se o frio está dentro da gente.

 

 

                                          Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

A la Minute

Nº 1724 – 2 Março de 1984

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:38





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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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