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Não Fora!

Terça-feira, 24.03.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.977 – 10 de Fevereiro de 1989

                 

Quem foi que não pensou que o tapete simula em casa, a macieza e conforto da fresca e florida relva dos prados!

Quem foi que não pensou que na caverna, a pintura rupestre reproduzindo bichos, árvores e homens, trazia para o interior, a evocação do mundo exterior!

Quem foi que não pensou que já a tocha e a candeia “queriam” ser luar, estrela, sol, quanto mais o lustre ou o farol.

                

                Não fora o pássaro voar e não a asa!

 

             Não fora o peixe, e quem ousaria o mar!

 

Não fora a fera caçar, e não lembraria a arma que mata, como a guerra dilacera!

 

              Não fora o ninho, e quem lembraria o lar!

                   

Não fora a chuva, o vento, a tempestade, o raio e o trovão, e como nasceria a dança, o canto e a música!

               sonho-de-liberdade1

Não fora o céu ser docel sobre rios, vales, rochedos, montanhas e lagos, e quais seriam as senhas da aventura e os sonhos de Liberdades!

                

“A arte e a ciência são os dois opostos que integram todos os fenómenos da natureza” convencem pela emoção, prendem pela imagem, pelo som, pela lógica.

                    

MAS… quem foi que não pensou que em vez da vida – só a Vida!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:19

O tema do momento

Terça-feira, 20.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.738 – 5- Dezembro - 2003

Conversas Soltas

 

                   

Como numa trança, entrecruzam-se três assuntos, a pedofilia, a justiça e a comunicação social, que configuram o inesgotável tema do momento.

Não há revista, jornal, rádio ou televisão, onde qualquer destes temas, ou todos eles, não sejam tratados dia a dia observando-os de frente, de lado, ao viés, de baixo para cima ou de cima para baixo, ou, ainda, virados e revirados do direito e do avesso.

Mas fala-se como?

Discute-se a idade e a indumentária do juiz Rui Teixeira, porque anda de “T-shirt” branca, usa blusão e, com estes argumentos, se procura retirar-lhe a credibilidade, que ao que parece, lhe seria outorgada se usasse fato e gravata...

A comunicação social, coscuvilha e fala da palidez de alguns detidos, dos horários e temperatura da água do banho de outros, do emagrecimento e dos cabelos embranquecidos de A ou B, das visitas de quase todos, e de outros detalhes de “lana-caprina”...

A pedofilia, em si, aborda-se como se fosse um vírus, para o qual, um destes dias, vai ser encontrada uma vacina de esquecimento, porque o “charme”, deste drama, está na circunstância de entre os suspeitos haver pessoas de destaque do nosso meio.

Não fora isso e o assunto seria tratado de relance, como foi até agora...

Quero dizer: - não sei se veja, ou, se não veja, não tenho a certeza do que é mais conveniente, ou dá melhor com o meu vestido ou a minha gravata...

Se calhar o melhor é fingir que não vi, que nada sei e que tenho raiva de quem souber.

Assim, como assim, não tenho ninguém meu na Casa Pia...

Passe o sarcasmo!

É que nestas alturas sempre me recordo do indivíduo que ao dependurar o amigo da forca, troçava por ele ter a língua de fora; e ao ser repreendido pelo desacato, disse: se eu não risse, o meu pranto era tamanho que me cegava, e não seria capaz de fazer este trabalho...

Ás vezes é assim.

Quando se pensa que problemas desta gravidade e importância deviam ser noticiados de forma a dar sempre consciência do drama, da tragédia, que representam, sem lhes desvirtuar a acutilância, banalizando-os com inúteis pormenores e bagatelas...

Quando se pensa que as centenas de vítimas neste caso são – crianças!

Quando se pensa que não é de hoje, mas já de ontem, que a problemática de crianças fechadas em instituições, merece e precisa ser estudada até às últimas consequências, avaliada, sanada e acautelada para o futuro, da forma mais profunda e eficaz possível...

Quando se pensa  que de uma desgraça deste calibre, se fala por vezes com a displicência, com que se trata do preço do pescado ou da fruta. A gente, mesmo sem querer, arrepia-se!

Quando morre alguém de renome, fazem-se chamadas especiais, interrompem-se noticiários, ”engravatam- se”  as vozes, muda-se-lhe o tom, para significar quão dramática é a perda, quão dolorosa é a circunstância...

Como se pode então sem pedir perdão de joelhos à Vida, falar das vítimas da pedofilia!

Porquê frente a este luto, luto nacional, luto de alma, falar despudoradamente, como se fala de uma outra coisa qualquer...

Não entendo.

Como não entendo que se prenda alguém para investigar depois...

Como ninguém entenderá o rapa, tira, põe ou deixa a que são sujeitos os intervenientes deste – arrastadíssimo – processo...

Verdade que não entendo.

Mas, entre as pessoas comuns, - como eu,- alguma entenderá?

Tenho dúvidas.

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:37

Um sarau com “ Prata da Casa”

Segunda-feira, 27.10.08

Se é sempre bom um pretexto para falar de outras coisa, que não a subida de preços e preocupações quejandas, melhor ainda para qualquer de nós quando a ocasião nos aporta conhecimento de novas pessoas, novos assuntos, e novos livros.

Assim aconteceu. No auditório, chamado muito recentemente de São Mateus, anexo ao Museu da Fotografia João Carpinteiro.

Um Poeta – José Corrêa Guerra – lançou - um  livro –“Palavras Convexas” o segundo de sua autoria; e, uma figura incontestável da cultura elvense – Doutor Moura Fernandes - fez  em seu jeito erudito, para a interessada assistência, a  sua apresentação.

Uma Senhora que não foi apresentada, leu, e muito bem, alguns poemas do livro estreado; e, uma Menina, também não identificada para o público, tocando piano, emprestou beleza à festa que, assim, com música encerrou.

Foi agradável, e os dois pequenos reparos que aqui deixo, visam apenas ajudar para que, em idênticas circunstâncias, no futuro, não fique incógnito qualquer interveniente no desenvolvimento cultural do nosso meio.

O sarau, começou com o autor do livro a dissertar sobre esse tema inesgotável que é a tentativa de definir – o que é a poesia - a que eu junto aqui uma achega, talvez menos estudada,  de Adolfo Casais Monteiro:

 

A poesia, não é voz – é uma inflexão.

Dizer, diz tudo a prosa. No verso

nada se acrescenta a nada, somente

um jeito impalpável dá figura

ao sonho de cada um, expectativa

das formas por achar. No verso nasce

à palavra uma verdade que não acha

entre os escombros da prosa o seu caminho,

E aos homens um sentido que não há

Nos gestos nem nas coisas:

Voo sem pássaro dentro.”

 

Usou da palavra, em representação da Câmara, o senhor vereador Bagorro, que, com simplicidade, disse o que era certo para a circunstância, e falando embora dos méritos da instituição que ali representava, como se esperava e era justo que o fizesse, não caiu na tentação de enveredar para o pendor político transformando em comício, uma festa de diferente temática, que honrou com a sua presença. – Parabéns!

 

Comentar os poemas do livro, que já li, é tarefa a que não me abalanço.

Falta-me, para tanto “ engenho e arte ”.

Até porque, cada poema, em princípio, para mim é sempre um estranho que cruza o meu caminho.

Pode até seduzir-me, intrigar-me a forma, a musica das palavras, a mensagem que pressinto que me traz, pode…

Mas ninguém se familiariza, por norma, à primeira vista, com o que lhe era desconhecido, sem tempo, sem identificação...

Eu explico o que pretendo dizer: a primeira vez- muito nova ainda - que li os Lusíadas, logo no final do primeiro verso fiquei a pensar: - “As armas e os barões assinalados?”

Então as armas eram um exército, os barões outro? - E assinalados como? – Com que sinais?

E, a “ocidental praia lusitana”, onde seria? – Sendo lusitana era nossa, mas onde seria? - Mais a sul? – Ou, mais a norte?

            Lembro-me de concluir que aquilo era demais para mim. E, era.

O tempo passou e, com ele veio o conhecimento, o enlevo, o deslumbramento, a compreensão, a paixão pelos Lusíadas.

Já os barões se apresentavam como os lusíadas, que somos, já os assinalados, não eram marcas físicas mas carisma de valentia e grandeza. E, já repetia de cor versos e versos sem pensar o que quereriam dizer, mas sentindo-os, já sendo conhecidos e reconhecidos, da minha, da nossa colectiva, alma lusíada.

Evidentemente que o tempo, nesse “tempo”, não é o “meu” de agora, mas, mesmo assim, ainda preciso “dele” para chegar, por vezes, ao lugar de entendimento, onde os poetas, põem o coração nas palavras, de modo a permitir-me descobrir o mundo através da sua linguagem simbólica e misteriosa.

 

Aproveito para agradecer com muito carinho o livro “ Íntimos Afectos”- de José António Chocolate –outro poeta que nessa mesma noite conheci. Livro que já li – e com muito apreço vou relendo -  e, que,  também , aqui ,recomendo.

 

Mais uma nota, mas, depois de tratar de coisas belas, não poderia deixar de mencionar a iluminação do Convento de São Francisco, verdadeiramente preciosa.   

 

 Maria José Rijo.

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:56

A Nossa Casa

Sábado, 21.06.08

 

Ninguém a sonhou p’ra nós,

Foi construída, alindada,

Ao sabor de sonhos belos

De geração já passada!...

 

Não a comprámos tampouco,

Nem de herança ela nos veio…

Eu alindo-a para ti,

Tu trabalhas para nós

E pagamos para a ter

Um mês que passa, outro após!...

 

Mas esta casa que é nossa,

Porque nós vivemos nela,

Tem um quarto em que dormimos

E o quarto tem uma janela!

 

E o quarto tem uma janela!

 

Por baixo dessa janela

Por onde o meu quarto espreita

Nasce a bela-portuguesa,

Com que ela, toda, se enfeita!

Por ali entra o luar

E o cantar da passarada

Que dorme à sombra das rosas

Ao saudar a alvorada!...

Por ali entra o aroma

Da baunilha lilás

Que incensa o ar que eu bebo

Mais do que a própria glicínea

Com seus cachos é capaz!

 

Há bailados de perfumes!

Há sonhos vagos no ar!

Há sugestões doutros mundos

Desta vida sempre bela,

No encanto do meu quarto

Por ter a sua janela!...

 

 

E não sou eu só que espreito

O que a janela me mostra!...

 

Tu julgas que a glicínia,

Quando à reseira se abraça

E sobe pela parede,

Não quer ver o que se passa?

Tu julgas que esse botão,

Que esta manhã descobriste

Já dentro do nosso quarto

Quando à janela surgiste,

Vivera sob a folhagem

Até florir, despertar,

Se não tivesse o intento

De nos estar a espreitar?

 

E esta bisbilhotice,

Não me aborreço eu com ela!

 

-- Porque também é encanto,

Do quarto,

Mais da janela!

 

-- Ainda hoje…

Estava eu no meu sítio preferido,

Naquele sítio (tu sabes),

Onde uma mancha no chão

É saudade de um relógio

Que na outra geração

Da gente que aqui morava

Marcava as horas da vida

Do tempo que então contava…

 

Pois estava eu mesmo aí…

 

A pensar, como é costume…

Hoje, até pensava mal!...

 

Mal daquela rapariga

De quem não tenho ciúme,

Mas que tu achas bonita!

(A que é filha da mulher

Que os homens trazem na lama)

Quando o botão que tu viste

Na nossa querida janela

Me chamou com seu perfume!...

 

Colhi-o, era tão lindo!

-- E só então reparei

Que a roseira sua mãe

(essa bela-portuguesa)

Tinha nascido no estrume!...

 

E era nele que vivia…

 

No canteiro em que se cria

Para encanto da janela,

E também do paladar

A salva e a mangerona!

 

Isto…

Se eu não falar

Das arálias e dos fetos

Avencas e pelargónios,

Dos vasos de malmequer

E da bela sardinheira

Que são vizinhas contentes

Da verde hera trepadeira!

… E também do paraíso

 

Feito de cetim branquinho,

Com seus estames dourados,

E me traz ao pensamento

As flores que, ajoelhados,

Demos à Virgem Maria

Pelo nosso casamento…

 

(Abençoado esse dia!)

 

-- Pus a rosa numa jarra,

No quarto da nossa casa,

Tu trabalhas para nós,

Eu alindo-a para ti…

E pagamos para a ter

Um mês que passa, outro após!...

 

É pequenina, é verdade,

Mas ainda assim dentro dela

Cabe o nosso grande amor!

 

Que isto do “infinito”

Estar fechado em nossa casa…

É mistério do Senhor!!!

 

Maria José Rijo

24-Abril-1954

     

I Livro de Poemas

Poema nº 18

Pág. 93

Desenhos da Autora

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:27

Minha casa, minha brasa...

Sexta-feira, 25.04.08

Não sei que espécie de influência os contos, as tradicionais histórias de fadas, bruxas, gnomos e duendes, tiveram (ou não tiveram) na formação da personalidade de quem, na infância as escutou.

Pessoalmente tenho consciência que foram um elemento enriquecedor na minha vida.

Lembro-me de não perceber, às vezes, perfeitamente o que me contavam, mas, mesmo assim, e talvez por isso – pelo mistério que algumas situações envolviam -  por me emocionarem sem bem compreender - gostar  e pedir para que me repetissem o que , tantas vezes, até, já conhecia de cor.

Todos procuramos um sentido para a nossa vida.

Mas o sentido da vida não se adquire de repente. Toda a caminhada do crescimento, desde a compreensão de nós próprios, e dos outros é também feita passo a passo, como o próprio crescimento do corpo que também não é repentino.

Qualquer trabalho que nos propúnhamos executar, cresce pouco a pouco. Qualquer página que se pretenda escrever, cresce letra a letra, linha a linha, como crescem os ninhos que as aves constroem – também, pouco a pouco

 Tudo tem o seu tempo, e eu, continuo a pensar que os contos de fadas são um apoio necessário para alimentar o crescimento saudável da maturidade psicológica das crianças.

Se para os adultos é difícil lidar e conviver com a injustiça, a mentira, a ofensa, e, por aí fora, não custa imaginar, como nas mesmas situações se avolumará o sofrimento e a confusão de qualquer criança, sem maturidade ainda para ajuizar as emoções que de tais situações lhe advêm, e que tem que suportar no seu confronto com a vida real.

Nos contos de fadas as crianças entram em sintonia com as angústias, as alegrias, os medos, terrores até, mas também esperanças e coragem dos seus heróis. Vivem-nas com intensidade e aprendem o valor da luta para a procura de soluções sem que, por forma directa, sofram as humilhações, frustrações e peripécias porque passam os seus heróis, que não perdendo a esperança, no final de cada história, são sempre, de qualquer forma compensados.

                   Mas toda esta conversa vem a propósito de uma lenda muito antiga que gosto de contar às crianças embora pense que isto de contos e lendas vêm a calhar em todas as idades. Nela se conta que um casal de velhos lenhadores que vivia numa cabana no meio de uma imensa floresta, deu abrigo ao rei e à sua comitiva que surpreendidos por enorme temporal, lhes pediram abrigo contra o frio, chuvas, raios e trovões.

Tendo o rei verificado as condições de pobreza do casal, resolveu como forma de gratidão levá-los para habitar uma dependência do palácio real onde nada lhes faltaria.

Partiu contente o casal para a aventura de viver sem trabalhar, vestir com conforto e comer e beber sem cuidados.

As primeiras impressões foram de deslumbramento. Tudo era novo e bonito. Porém com o passar do tempo começaram a ficar tristes, e já não respondiam à família real com o mesmo entusiasmo.

Estranhando a mudança foi a rainha espreitá-los.

Então, ouviu que a pobre mulher nem tendo sequer provado a lauta refeição que lhe fora servida nesse dia desafiava o marido a voltar para a sua cabana, dizendo: anda marido!

Vamos embora!

Nossa casa, nossa brasa, nosso lar, nossa panelinha!

Vamos dizer adeus ao rei, mais à rainha.

E, assim voltaram felizes para o sua choupana, com seu lume de lenha a arder na lareira, sua sopa de couves na panelinha de barro rente às brasas a fumegar, seu reino de gente pobre com gosto de liberdade, e por lá se quedaram felizes.

E, ainda devem estar vivos a estas horas porque os personagens dos contos, são eternos...

 

                        Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.854 – 23/ Fev./ 2006

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 23:34

Decorações de Natal...

Sexta-feira, 14.12.07

@@@@@@

Fotos do Blog -- http://olhares-meus.blogspot.com/

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publicado por Maria José Rijo às 01:36

As mágicas soluções

Quarta-feira, 03.10.07

A Vida em redor entra em nós, dia a dia, instante a instante, ao compasso do nosso próprio coração.

                      

A chuva, o sol, o nevoeiro que nos embarga o horizonte, os violetas ou os carmins da apoteose de cores num céu em horas de poente...

                       

Os ruídos da rua, o canto dos pássaros, o latido doa cães, tudo o que nos circunda e cria e define o nosso mundo no mundo, desde o cheiro da nossa casa, ao perfume que usamos...ao choro e ao riso das crianças que amamos...

Tudo isso entra pela nossa pele, pela nossa alma e nos invade a sensibilidade e nos molda a maneira de ser e estar na vida. Porque o mundo, o vasto mundo onde a nossa pequenez também cabe, e, de que, também faz parte, esse, trespassa-nos pelos olhos, confunde-nos pela avalanche e diversidade de noticias, e, é-nos fornecido, imposto quase com sadismo, especialmente, pela televisão.

E, não é necessário para nos aturdirem que se fale de qualquer um grande cataclismo.

 Não!

Se bem repararmos a notícia, não visa, muitas vezes informar. Ela é expressa de forma a hostilizar. Ela não descreve ou adverte, ela agride, acusa. Ela explora a emoção fácil, provocando, e explorando posteriormente o conflito que ela própria cria.

                        

Há relativamente pouco tempo, uma mulher pariu prematuramente seis crianças duma gravidez de risco que suportou com humildade cristã e muita coragem.

Ainda me pergunto se terá sido lícito querer levar por entrevistas, inequivocamente dirigidas nesse sentido, a opinião pública a condenar a decisão dos pais das crianças!

Em matéria tão delicada, não me pareceu o mais certo.

Os bebés corriam risco, só que quem aceitou o risco de não escolher, também se arriscou...e, como diz o povo: resolver os problemas dos outros, é fácil para nós: - é só dar sentenças! – Difícil é decidir sobre os nossos próprios problemas.

Ocorreu-me então aquela velha anedota da senhora viuva dum homem considerado muito decidido, que se suicidou para não ir à guerra.

Muito contristada ela explicava: - coitado ele matou-se, não foi por medo.

Matou-se para não morrer!...

 

                                          Maria José Rijo

@@@@@

Revista Norte Alentejo

Fevereiro/Março – nº 18                       

Crónica

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:11





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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