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Parabens Gus

Quarta-feira, 18.05.11

 

 Não é Pégaso o amado das Musas

se o fora

esta saudação seria o poema

que não aconteceu...

Mas é belo - como é bala a amizade

a ternura e o apreço que lhe trazemos

neste abraço especial de 18 de Maio.

.

Tia Zé e Paula

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:21

Actualidades 2003

Quarta-feira, 12.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.722 – 8 – Agosto - 2003

Conversas Soltas

 

          

Quer queiramos, quer não, o impacto dos noticiários, intromete-se nas nossas vidas.

São os fogos, quase sempre de origem criminosa, são as guerras, criminosas também, são os acidentes de viação, em suma: são as desgraças umas atrás das outras, e, qual delas, mais trágica que a antecedente...

E, como se não bastasse, até a maneira de veicular as notícias, algumas vezes é provocatória para a sensibilidade de quem as escuta.

Cada “estação” em jeito de quem exibe um trofeu, grita aos sete ventos e repete até ao cansaço que foi a primeira, senão a única, a saber da desgraça que conta e reconta com um gozo doentio.

Parece até haver um certo sadismo em exibir imagens pungentes de corpos desfeitos, estropiados, irreconhecíveis quase, como seres humanos.

sadam-hussein.jpg

Recentemente, o verdadeiro festival de alegria por terem sido mortos os dois filhos de Saddan Hussein foi arrepiante.

Penso, que quando aos homens parece como única solução matar outros homens, todos deveríamos sentir, não um frémito de sucesso em situações como esta, mas, sim de vergonha.

Vergonha, remorso e frustração, por nos ter sido impossível, por não termos sido capazes, de resolver os problemas com respeito pela Vida do nosso semelhante.

Onde deveria estar espelhada a dor da nossa derrota, exibe-se a glória de resolver matando, aniquilando, destruindo...

As guerras sucedem-se.

Já era tempo de se ter entendido que, ainda, nenhuma delas, por mais cruel e sanguinolenta, resolveu o que quer que fosse.

Nem na antiguidade o engenhoso logro do cavalo de Tróia, nem a experiência arrasadora de Hiroxima, ou, mais recentemente, o espectáculo televisivo da sofisticadíssima guerra no Iraque, nenhuma forma de guerra, jamais, resolveu os problemas entre os homens e instaurou uma Paz definitiva.

O ódio não se dilui em ódio.

O único solvente do ódio é o perdão, é o amor.

Em qualquer tempo, afirmações destas parecerão sempre utópicas, serão sempre polémicas.

São as chamadas verdades de trazer por casa...

Todos o sabemos.

Porém, quantos de entre nós nos afirmamos como cristãos e o esquecemos na prática.

Afinal, o Amor, a Fraternidade e o Perdão são a essência da religião a que chamamos nossa e em teoria defendemos...

Utópica deveria ser considerada a filosofia que pretende justificar o ataque de umas nações a outras, a destruição de uns povos por outros.

Antecipar o flagelo de uns, para evitar o flagelo de outros... que até poderia não chegar a acontecer, não é utópico, é uma realidade terrífica.

Guerras fazendo vítimas. Imagem: www.tamandare.g12.br

A lógica das guerras, será sempre a ausência de lógica.

Faz-me lembrar a tola anedota do indivíduo que angustiado com medo da passagem do cometa, se matou para não morrer...

E, assim segue o homem seus caminhos de ambição, perdido do Homem, perdido de si próprio...

Os mortos são apenas números de estatísticas...

Inimigos para uns, heróis para outros.

Sempre gente.

Eu, tu, ele...Sempre gente.

Apenas gente.

E, em jogo – sempre – um valor único – A Vida!

Dois mil anos depois de Cristo, é esta – ainda – a nossa actualidade.

 

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 00:09

Postal de Férias

Terça-feira, 15.07.08

Retratos dos cavalos - pretos e fotografia branca

 

Nem só nós estamos de férias.

A nossa internet também vive livre

ao sabor dos seus caprichos.

Ela aparece, desaparece

como um cavalinho à solta

faz o que lhe dá na gana.

E nós, com ela surgimos e sumimos

como os barcos na linha do horizonte

deste mar que nos separa e nos une

 

Poseidon não seria um nome

bonito para o cavalo do Virgilio?

Era o deus dos mares e dos cavalos,

E porque não.

Virgilio decidirá.

Nós tentamos mas quem decide...

 

Em qualquer caso beijinhos pelo convite.

 

...

..

 

Mas que problemas que dão os equinos, meu loiro e querido sobrinho ! Neste momento só um conselho me ocorre escolher uma boa noiva.

Agora a sério, ficámos preocupados com a saúde do "nosso" amigo Padre, mas sempre nos encanta a forma bonita

como nos dá as suas noticias, e depois a poeta sou eu!

 

Beijinhos

Tia Zé

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:38

“O cavalo do espanhol”

Sexta-feira, 26.10.07

Não sei muito bem como classificar esta história.
Para lhe chamar de fábula ela, em princípio deveria ser, talvez de preferência em verso, imaginária, inverosímil, talvez mitológica, talvez passada só entre animais, enfim: - deveria ter os clássicos condimentos da figura literária referida, e, de toda a narrativa, sempre resultaria como corolário uma lição de moral... como se aprende na escola...


Se lhe chamasse de: - parábola, também seria simbólica a sua linguagem, mas, já teria implícita doutrina ou ensinamento moral...e não pretendo, nem sei, fazer apostolado.
Pretendo, tão somente contar aquela velha anedota que, se calhar, já todos conhecem mas que me pareceu vir tão a propósito, ser tão condizente, com o momento da nossa história contemporânea, que não resisti a repescá-la para fazer a analogia que se me impôs.
Começo então:
Houve em tempos um espanhol que tinha um cavalo de muita estimação.

O espanhol não era abastado, mas com os prestimosos serviços do seu cavalicoque, lá foi levando a vida sem atropelos nem misérias.
Porém, o tempo não perdoa e o cavalinho envelheceu e teve que ser substituído por outro mais jovem e possante.
Foi então que o espanhol se deu conta que mesmo velhote o cavalo conservava o apetite e...continuava a comer.


Que encargo! Exclamou o espanhol! Ainda dá despesa e já não trabalha!
Deteve-se então a conjecturar soluções para tão intricado problema.
Matá-lo não lhe parecia caridoso e ele tinha-se na conta de boa pessoa, e, como tal era considerado.
Preocupado, pensou, pensou, até que uma ideia – que lhe pareceu luminosa - lhe ocorreu, e decidiu concretiza-la.
Em cada dia reduziria um pouco mais da ração ao animal, para que ele se habituasse a não comer e não lhe fosse onerosa a sua manutenção.
Resignado e silencioso, o velho e nobre amigo que o servira, sem ninguém que o defendesse definhava a olhos vistos. Só o detentor da sua sorte não se apercebia das causas da magreza do animal que a breve trecho sucumbiu à triste sorte morrendo de inanição.

Ficou então o espanhol muito entristecido porque nunca lhe ocorrera que tal desfecho poderia acontecer, até porque tinha interiorizado que tudo vai no costume e tinha por certo o convencimento de que o bicho já estaria até habituado a alimentar-se dos bons ares da sua terra.
Pensava o “honrado” homem que tal epílogo fora um percalço do destino pois que as suas intenções tinham sido as melhores: - Poupar!

Acompanhando pela comunicação social a ligeireza com que o novo orçamento agrava as condições de vida dos portugueses, penso que para reformados e pensionistas, se afigura exemplar a história do cavalo do espanhol!...
A pobreza, a tuberculose, os deficientes cuidados de saúde e assistência, etc...etc...etc... compõem o cenário perfeito para que se morra de inanição como o protagonista da velha lenda.

Só que como se fala de situações reais e não de contos da Carochinha e, como quem legisla sabe quanto ganha e quanto gasta e como é consolador não ter privações nem para o essencial, nem para viagens, caprichos, paixões e lazeres...
Todo o povo em geral e os mais desvalidos, em especial, sentem por certo que era mais humano e justo que os “favorecidos” prescindissem de algum supérfluo, para que a outros, não faltasse o essencial...

Acontece que um cavador de enxada, não vale menos - como ser humano - do que qualquer outro indivíduo por mais sofisticado que seja o seu cargo ou a sua função nesta vida.]
Aceita e defendida essa verdade como dogma, todos nos abraçaríamos para dizer convictos:
-Porreiro, Pá! - E, seria uma festa de verdade.

 

                                        Maria José Rijo

@@@@

Conversas Soltas

Nº 2.940 – 25-Outubro-2007

Jornal Linhas de Elvas



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publicado por Maria José Rijo às 20:01





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