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Era uma vez

Quarta-feira, 06.06.07

http://www.a-la-minute.blogspot.com/

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Há seis anos, completaram-se agora no dia 22 que nasceu um menino a quem foi dado o nome de Lourenço.

Acontece que esse menino, que foi o primogénito de uma rapariga, recém casada, entrou na vida uma semana antes do falecimento de sua avó materna, que, muito jovem ainda, e, doente então, em fase terminal, rezava em cada dia para que Deus lhe desse o tempo necessário para conhecer esse seu neto e comparticipar da felicidade da filha, que ansiosamente esperava essa maternidade. É verdade que já vivera alegrias iguais quando lhe haviam nascido os dois netos que já tinha, porém, aquele era diferente, porque, para ela, seria o último que poderia conhecer...

E, permitiu Deus que isso assim acontecesse.

Então, tendo o bebé apenas oito dias, na missa de sétimo dia por sua mãe, já então entre os anjos, certamente, o padre autorizou que a jovem mãe desse voz, em nome do Lourenço, à confusão de sentimentos que a sufocavam.

 

Emocionada leu:

 

“Querida Avó Carolina – a quem o Sebastião chamava Avó  Nini fiquei muito contente por a Avó me ter conhecido.

Sei que vai estar sempre a olhar por mim e pelos primos, que vai ser o nosso anjo da guarda.

Sinto o maior orgulho pelo modo como a Avó encarou sempre, com tanta coragem e com tanta fé esta fase tão difícil da sua vida.

Sei que tenho a Avó mais especial do mundo , e vou conhece-la melhor em cada bocadinho seu que ficou na minha Mãe, nos seus outros filhos e em todos que viveram perto de si.

Avó esteja descansada que eu, o Sebastião e a Leonor vamos dar muita força a todos, principalmente à avó... ao avô... e à tia ... e vou pensar em si todos os dias.

Beijinhos Lourenço

 

Eu sei que, esta, é uma história íntima, sei! - Mas também sei que foi publica, porque vivida frente a uma igreja repleta. Logo, lembra-la não constitui inconfidência.

Mas, quem escreve para os jornais são pessoas, pessoas iguais àquelas que lêem as suas crónicas, e todas elas extraem o acerto ou desacerto das histórias que contam das experiências que vivem. Das forças e fragilidades com que se debatem, das dúvidas que as assaltam do sofrimento que suportam, do que as fez pensar, do que as faz rir ou chorar, e também, do que as faz felizes.

Da maneira como se aceita a felicidade, mas também, a dor que lhes bate à porta.

E todos sabemos que a dor sabe as moradas de todos nós sem precisar de códigos...e não se engana jamais no destinatário...

Assim, que hoje, à beira de um aniversário de alegria que convive, em paz, com o seu sentimento oposto – a dor da saudade me calhou fazer esta evocação que afinal apenas fala dos contrastes da Vida, das nossas vidas, onde sempre um sorriso pode coabitar com algumas lágrimas...

            E, então, como quem conta um conto, vou começar:

Era uma vez... Uma avó, que quando criança - com a idade que completa, agora seu neto Lourenço – brincando certo dia, à sombra de uma árvore, perguntou a quem a acompanhava :  - Já reparou nos barulhinhos que fazem as folhas das árvores?

Acha que as árvores também falam? – Acha que isto é a conversa delas?

E logo em seguida, sem dar tempo para que lhe dessem resposta, a menina, seguindo o seu pensamento acrescentou: - não as percebo, não sei língua de árvores, mas falam com certeza!

Não acha?

            As falas do coração resolvem-se muitas vezes num abraço. Num apertado e comovido abraço, e, assim aconteceu dessa vez.

E, nem quando a criança lhe sussurrou ao ouvido: - quando eu crescer quero ser como a tia a resposta se transformou em palavras...

Mas esse sonho de criança ficou como uma estrela, lá longe, marcando um caminho, um caminho em que se aprende que as árvores também falam, que tudo fala, nós às vezes é que fechamos o coração para não ouvir, não entender...

Porque escutar cria muita responsabilidade e, nós temos medo, muito, muito, medo de acreditar que somos capazes...

 

                                               Maria José Rijo

                                      Escritora, Poetisa, Pintora

 

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.842 – 2- Dez. - 05

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:16

UMA HISTÓRIA DE AMOR - Páginas de um diário íntimo)

Terça-feira, 05.06.07

Estivemos juntos durante toda a noite.

            A velada fora de silêncio meditado e mágoa.

            Juntos assistimos ao raiar do dia.

            Um dia, como outros, em que a luz se começa a insinuar mansamente.

            Os pássaros pressentindo a madrugada se agitam nas árvores; se alvoroçam e chilreiam.

            A pouco e pouco, despindo-se das trevas que se vão esbatendo, começam a aperceber-se formas e volumes.

            Depois, quase sem transição a claridade surge, primeiro baça, nua, branca, ainda sem o conforto do sol, mas, tudo invadindo.

            As flores, as árvores, as casas, definem-se, brilham as cores.

            A vida desperta plena, por inteiro; um novo dia nasceu.

            Nem se sabe de onde, os varredores surgem nas ruas da cidade.

            Num trabalho ensonado, vão passo a passo imprimindo movimentos arrastados e laços às vassouras e pás que soam a raspar na calçada.

            Abre a padaria, o lugar, a lojeca da esquina, o cafézito do canto. Passam carros. Guincham pneus. Um cachorro foge. Uma criança grita por ele e segue-o

            Batem portas; mulheres saem das casas.

            Transportes passam apinhados.

            Lufa-lufa de corridas para obrigações, lazer, empregos.

            As ruas enchem-se de ruídos, pressas, confusão, risos, vozes.

            Tudo. Tudo igual.

            Tudo igual num dia, que nasceu igual a qualquer  outro dia.

            Tudo igual – e tão diferente.

            No rosto bonito e pálido; com a expressão fixa de resignação atenta de quem tivera que consentir no sim irrecusável; a sombra ténue das longas pestanas escuras.

            Sobre um trono alto, de flores, quieto de norte – vestido com as roupas de ir ás aulas, e esse ar de dignidade de quem pensa, se interroga e não consegue entender o porquê das  coisas, a cabeça repousada na brancura da almofada, liberto, enfim de anos de sofrimento que não merecera – “o menino de sua mãe” – adormecido para sempre.

            Ao lado, o anelinho de ouro que servira para noivar de  faz–de-conta e um dia dera à namoradinha que vinha já da infância

            Sobre o peito um botão de rosa que ela lhe deixara com o adeus de lágrimas indevidas a tanta juventude.

            Tudo belo.

            Tudo poético e triste

            Tudo perfeito.

            Perfeito e gélido como só a morte sabe fazer.

            Triste e doce como uma tarde  de chuvinha miúda numa Primavera a que o sol fora prometido como certo – mas não apareceu.

            Era domingo.

           Era cedo, mas os jovens companheiros do Colégio Inglês e do Liceu – não faltaram.

            Perfilados, tristes, perplexos, cumpriram uma prova para que não há preparação possível

            Carregaram-no com a unção de quem empunha a bandeira duma pátria.

            Depois...

            Depois, um fuminho branco subiu  nos céus.

            Um pequeno cofre com cinzas e o retorno a casa.

            A mesma casa tão igual e agora tão diferente.

            Noites e dias que se vão seguindo a outros dias e a outras noites.

            E um vazio sem fim que se instala e paradoxalmente – tudo enche.

Assim terminara um bela história de amor. Começa com o nascimento de uma criança que fora sonhada, desejada, recebida pelo amor deslumbrado duma família.

            História de ramos, viçosos que tinham origem em velhas raízes.

            História renovada em esperança quando naquele 10 de Fevereiro às sete da manhã, vinte anos atrás, o dia fora de festa.

            História de amor- que – como as mais belas histórias de amor – tarde ou cedo terminam como as flores – por mais belas que sejam – morrendo.

História de amor ...

História que se passam de coração para coração ainda vivas e vão pouco a pouco sendo esquecidas como  o aroma das flores – por quem as escuta – mas só terminam para sempre quando pára  de bater o coração de quem  as viveu.

                                                       Maria José Rijo

                                                  Escritora e Poetisa

in:

Jornal Linhas de Elvas

           Nº 2.337  -- 9 de 2 de 1996

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:34

Pensamento de Maria José Rijo

Quinta-feira, 31.05.07

Flamingo_Ricardo Monteiro_Album da natureza.jpg

 

Quando o homem se render à força

que o amor tem

e a arma for oração

pulsarà na vida a paz

como bate um coração !

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:15

Instantâneo em Fátima

Domingo, 22.04.07

Basilica

 

Há vários anos que, em meados do mês de Setembro, rumo direito a Fátima. O que em princípio foi uma necessidade pungente, tornou-se um hábito, como que um ritual, que conforta o coração cumprir.

Fátima é o que é.

Para muitos local de oração e penitência, para outros passeios, convívio, curiosidade, meditação, visita a Nossa Senhora, encontro ou reencontro com a Fé, ou, até a procura dela ou de si próprio.

Por tudo isto, e mais que não sei dizer, Fátima, tem um clima espiritual místico e misterioso que envolve tudo e todos que pisam o seu chão

A Fátima vai-se por bem. Quero dizer, por razões boas. Por amor.

A Fátima vai-se agradecer, ou pedir, saúde, vida, protecção.

A Fátima, cada qual chega imbuído do melhor, do mais generoso, do mais puro sentimento que é capaz de albergar no seu coração.

Por isso, também, o ar de Fátima é leve e envolvente. Pode chover a potes, pode o calor ser de rachar, pode, é verdade, mas Fátima, com aquela sua condição de ser mais olhada do interior do que do exterior, mantém o seu clima de alma muito próprio, e o aconchego de quem sabe que para amar e rezar, todo o tempo é tempo certo – é bom tempo.

Desta vez, algumas pessoas aproveitávamos o apoio do muro de mármore, que envolve a pequena capela das aparições, onde nos é oferecida a comunhão para assistir à celebração da Missa, com a mais respeitosa atenção, quando a porta por de trás se abriu e alguém silenciosamente deslizou para colocar rosas brancas no espaço reservado para flores.

A cerimónia prosseguia, mas, com as ofertantes das flores, entrara uma gorda e anafada pomba branca que, olhando para tudo e para todos, passeou pelo espaço que tanta gente costuma percorrer de joelhos, e, como se ela própria estivesse a cumprir alguma promessa solenemente deu duas voltas.

À porta os guardas, sorridentes, mas preocupados, olhavam sem saber o que fazer.

Sacudi-la, espanta-la! – Poderia começar a esvoaçar sobre o altar e estragar a cerimónia.

Limitaram-se, expectantes, a aguardar.

Foi então, que serena como entrara, saiu, parando um pouco à porta a olhar para trás como se quisesse fixar bem o que vira, ou tivesse dúvidas se deveria ou não dar uma voltinha mais, e, num repente, tão inesperadamente como entrara, saiu levantando voo.

Momentos após, os sacerdotes, fizeram o mesmo percurso, no mesmo espaço dando a Comunhão aos fieis.

Comunguei com um sorriso de alma. Parecia que a encarnação do Divino Espírito Santo tinha por ali passado, antes, a fazer o Seu anúncio.

Momentos de beleza que a Vida nos oferece e que, como fugazes mas misterisos acenos se prendem a nós para sempre.

                                  Maria José Horta Travelho Rijo

in:

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.885 – 28/9/06

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:21





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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