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Em dia de arraial

Sábado, 25.04.09

Jornal o Despertador

Nº 216 – 19 – Setembro – 2007

A Visita – 11

Em dia de arraial

 

A entrada na histórica cidade de Elvas, faz-se através de “portas” cuja beleza, se extasia os visitantes, já quase passa despercebida aos naturais, que, de tão afeitos a elas, por elas passam como se fossem transparentes – já nem as vêem – embora não deixem de as olhar.

Não há porém quem quer que seja que desconheça os seus nomes e a sua localização.

É, até, por referência a elas que se indicam ruas e becos, se evocam lembranças e lugares, se faz a história do dia a dia...

Eu vinha ali “às portas”quando começou a trovoada...

Eu ia saindo “às portas” quando “o” ou “a” encontrei...

Quando entrei “às portas” pensei: - já estou em casa...

E, não importa quais “portas”; que sendo elas quaisquer, são as da cidade, as nossas, as de casa...

Porém, Elvas, tem, além delas - além destas - duas portas mais, que estão abertas para o céu.

Por elas, entra, sai, e caminha confiante – o Senhor da Piedade no seu Santuário, e, as de Sua Santíssima Mãe – Nossa Senhora – Nossa Senhora da Conceição.

Por Mãe e Filho, Elvas, clama com fé, em todos os actos solenes da sua vida.

           

Por Mãe e Filho, procura entrar nos Seus corações...

Um novo elvense nasceu, pais e avós, fazem o caminho para sua apresentação - porque se baptizou - repetem-se os mesmos passos, e, assim, vida fora, tudo que representa amor e esperança, se divide em oração, com a Mãe de Deus, entronizada entre nós, na capelinha sobre a muralha, e com Seu Divino Filho, que até há bem pouco tempo habitava no sossego, dos arredores entre hortas e vergeis.

 A oito de Dezembro, todos, em peso, como agora em Setembro, vamos adorar Seu Divino Filho, à Igreja da Piedade, costumamos adorar a Padroeira de Portugal que da sua pequena ermida como uma sentinela, lá do alto nos protege e vigia, como padroeira da cidade que também é.

Assim que, hoje, em dia de arraial, quando o Senhor Jesus da Piedade é unanimemente saudado, pensei não deixar esquecida Nossa Senhora da Conceição.

E, para que a saudemos, também, como Mãe de Deus e nossa . Digamos, todos, de coração pleno:

           Senhora da Conceição

Mãe de Misericórdia

            Protectora da nossa gente

Vida, doçura, esperança nossa

             Nós vos amamos

Salvé! A vós bradamos

              Cheios de fé e confiança

Mãe de Deus e nossa Te saudamos:

               Salvé Raínha

               Salvé Mãe de misericórdia

Mãe de Nosso Senhor Jesus de Piedade

Salvé!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:43

Diz-se: - quem não aparece esquece

Quinta-feira, 23.04.09

Jornal O DESPERTADOR

Nº 198 – 22 – Novembro – 2006

A visita – 5

Pintarroxo (Carduelis cannabina) por xicorreia. 

Diz-se que: - “quem não aparece, esquece”, mas nem sempre, mesmo tratando-se de um apotegma, a realidade o confirma.

Nem eu esqueci os meus fiéis leitores, nem por eles fui esquecida.

Para o confirmar, aqui estou de novo e, ao agradecer todas as provas de estima e apreço que me têm sido dispensadas, testemunho essa reciprocidade.

Lamento, apenas, não nos ter sido ainda possível organizar uma boa tertúlia onde todos nos conhecêssemos – ou reconhecêssemos – para que, apeada do pedestal onde me colocam e que não mereço, nem posso aceitar (e me constrange) para todos fossem patentes, as minhas dúvidas, hesitações, e tudo o mais que é comum a quem – porque - acredita que cada qual tem um caminho, o  seu, procura....

       

Entretanto, vamos tentar falar do que ultimamente nos tem unido - o nosso “Despertador”, que na sua edição de Quarta Feira, 25/10,  publicou um espectacular artigo da autoria de Mafalda Serrano, elvense de raiz, que de visita à nossa cidade fez da  evolução encontrada, na sua terra, um balanço, corajoso, honesto, e de uma lucidez, para nós, bem dolorosa, porque, irrefutável.

Bem gostaria que este juízo crítico não tivesse sido possível. Era sinal de que muitos dos atropelos cometidos não tinham acontecido.

Porém, quando penso na campanha que se fez para alertar sobre a morte da “galinha dos ovos de ouro” em relação ao turismo, que aconteceria com o desmantelamento da “Quinta do Bispo” – viu-se o descaso que a Câmara dele fez e a inutilidade de qualquer opinião que premiasse a qualidade em lugar da majestática ostentação e “pesporrência”, como classifica um senhor Ministro do nosso controverso Governo, as atitudes de um seu adversário político…

E, agora, está bem patente o resultado. É lícito pensar que por muito fabulosos que tenham sido os lucros, da venda dos terrenos, que podem ter levado a autarquia a apostar no desmantelamento do plano de salvaguarda de tão precioso património -  a todos os níveis –nada, agora, compense  o fracasso final.

Eurico Gama, Joaquim Tomaz Pereira, homens notáveis desta cidade, ao longo dos tempos bem preconizaram, a inteligente utilização da Quinta, mas, inutilmente.

Uma das piores consequências da decisão escolhida, foi o isolamento, “da funcionalidade,” do Forte de Santa Luzia, cuja obra – inteiramente projectada no mandato de 86//89 – o interligava à revitalização da Quinta e a outros projectos – que, assim, se perderam.

Mas... adiante, já que o estrago é irremediável.

 

Neste momento, depois de portas antigas de carvalho, de guarda - ventos e outras com vidros de cores e datas históricas gravadas, terem sido colocadas para o lixo, encostadas à parede exterior da “Secular Biblioteca”- como todos puderam ver!...

 - Depois de terem sido escavacados azulejos dos séculos XVII/XVIII – (no edifício do Colégio) – para alterar as dimensões de uma entrada aconchegante e bela de proporções equilibradas, nobre e sóbria que funcionava como um eixo de onde toda a vida do edifício irradiava...

- Depois...Depois...Depois... de em nome da Cultura se destruírem os seus testemunhos - os sinais com que ela se escreve - e a história a regista - como se para remodelar e ampliar, ( o que é altamente louvável) fosse necessário devastar...   

Deixo aqui uma interrogação: - o que é feito da “Sala Eurico Gama” – sabendo Elvas, em peso, que o ilustre escritor e historiador, deixou todo o seu espólio à cidade na condição – única – de que ele ficasse junto, numa sala, onde ele queria incluída uma estante, oferecida, ainda em vida, por ele próprio – com o nome de sua mulher?

...Onde está?

Sabendo-se que no seu lugar estão agora os elevadores???

 

Ai, “esta Elvas, esta Elvas”, que cultiva as aparências de grandeza e despreza as minudências com que se tecem as almas...

Interessante e de aplaudir a criação - por esta Câmara - dos marcadores, que dão a conhecer objectos valiosos do património museológico elvense. 

Quando foi lançada, a criação, no mandato de 86/89, de: “o compositor do mês”, o livro do mês, o facto histórico do mês, o objecto do mês etc. etc. (com colaboração de ilustres Filhos de Elvas) que ofereceram trabalhos seus para o efeito, incluído no programa: “levar a freguesia à cidade e a cidade à freguesia na procura de identificação e diferenças...”como está patente no programa cultural dessa época, a lembrança, dos marcadores - que aqui saúdo -  a ninguém , então, ocorreu.

Registo o facto porque é de elementar justiça, dar o seu a seu dono, e, o património das ideias não deixa de ser tanto ou mais respeitável do que outros, até porque as suas fronteiras não são delimitadas nem por muros nem por “lindas” ou arames farpados, mas, apenas, por rigor de consciências...

 

 

Maria José Rijo.

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:58

A visita de despedida

Quarta-feira, 25.03.09

Jornal O DESPERTADOR

Nº 249 – 25 de Março de 2009

 

 

 

À primeira vista parece com este título, vou desaparecer de circulação!

Não é o caso.

Tenho, por força de circunstâncias várias, que alterar hábitos e compromissos. Gostando de cumprir civilizadamente o que considero as minhas obrigações de amizade e deferência para quem me merece estima e consideração, aqui estou a contar que afastando-me fisicamente de Elvas – porque de coração e atenção, estarei sempre, tão atenta, quanto puder – as minhas visitas – mais ou menos quinzenais, passarão a acontecer, só, se, e, quando me for sendo possível.

                   

Sendo de despedida a visita, gostaria que fosse leve, o assunto de conversa mas, como nem tudo é de nossa escolha, terá que ser para contar um triste, quase escabroso, facto.

Escrevi e assinei – como é meu uso - uma opinião sobre obras em Elvas que – penso – denigrem a cidade. Usei um direito igual ao de quem, com a mesma frontalidade, o quisesse contradizer.

                

Quem me conhece sabe que uso o computador apenas para escrever e imprimir. Tendo embora Internet só sei consultar uma pequena lista. Dela fazem parte, de Elvas, apenas – os que têm rosto – Câmara dos Comuns – Dina – Dualidades – Tasca – e – logicamente o honesto – Zé de Melo – que, funciona como uma voz da cidade, que embora se não identifique, frontalmente, procura ser – a voz de todos.

                

Daí a minha surpresa, quando na minha caixa do correio apareceu escrita em computador uma carta sem assinatura que transcrevia – parte – de um texto insultuoso que – estaria na net – no blog de um individuo do sexo feminino, (que em nome de homem se disfarça) – e, de cujo bilhete de identidade, me forneciam cópia, que juntavam.

Não fora isso e teria ido tudo directo ao lixo – sem sequer ser lido como uso fazer, em tais casos.

Pedi a pessoa amiga que visse se era verdade.

 Que sim! - Foi-me dito.

 Como não falo com fantasmas, passei adiante, e – fiz questão de não ler o texto – de que só conheci a mostra que recebi e prova o que “vale” o anónimo que o produziu.

A cópia do documento, que vinha anexa, enderecei-a ao próprio indivíduo com uma pequena carta manuscrita em que dizia apenas, mais ou menos isto: - recuso-me a acreditar que “…” tenha escrito tais coisas…

Seja frontal – assine o que escreve – não se esconda sob nomes falsos ou anonimatos.

Já obtive resposta com aviso de recepção, que, como é lógico, não fiz gosto em conservar…

                     Entre Linhas...

E, meu conto terminado, já que mais nada posso fazer por quem parece muito temer, quem muito desdenha – dou o assunto por encerrado dizendo como o Bocage quando devolveu cheia de rosas a canastra que cheia de lixo lhe haviam mandado.

 Cada um – dá do que tem!

Até que Deus queira!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:14

O pretexto da visita

Segunda-feira, 09.03.09

Jornal O DESPERTADOR

Nº 247 – 25 de Fevereiro de 2009

A Visita

O pretexto da visita

 

Qualquer pretexto serve para conversa.

Qualquer conversa é pretexto para entreter uma visita.

Nesta altura de Carnaval comentar máscaras e cortejos daria pano para mangas.

 Daria! - Mas se até o Carnaval já não passa de uma triste repetição, “dum transplante” desajustado do calor do Brasil para o frio de Portugal, sem graça e sem carisma...         

Se até a folia à antiga portuguesa dos festejos de comadres e compadres, já passam em brancas nuvens...

Dos “assaltos” com máscaras trapalhonas ou os outros de fatos a primor com bailes e fartas ceias também já são se ouve falar...

Se, tudo isso, são apenas recordações...

De nosso, o que se vê por aí, são as os rostos amarelos, as caras da crise e o desconsolo indisfarçável dos cortejos onde as ocupantes dos carros parecem cumprir mortificadoras penitências, tão quietas, e pouco alegres se mostram...

Salvam-nos as crianças que inocentes se divertem, por tudo e por nada e para quem andar a passear de mão dada com a mãe o pai ou os avós já é festa, quanto mais espalhar confetes como quem semeia sonhos.

Assim, que, procurava qualquer coisa que me causasse admiração,

algum espanto, ou curiosidade, qualquer coisa diferente para não cairmos na mesma monotonia repetitiva dos Carnavais.

Dava voltas à minha imaginação procurando um tema.

Para disco partido repetindo até à exaustão suspeições e tramóias de gente – dita de bem - que usa colarinho branco a vida inteira como máscara  tão perfeita, que até parece mentira que sejam , quem na verdade são... – já temos os noticiários...

Desesperava.

Nada de novo no nosso pacato horizonte.

                  

A cidade a cair.

Os roubos e violências – q. b. para inquietar...

O horror do resultado da obra do abate das árvores e corte das esplanadas da muralha a crescer em fealdade e inutilidade, como se previa.

Ninguém reclamava um autódromo!

Mas... há sempre um mas.

Eis que chega uma revista de propaganda socialista editada pela Câmara.

Nela se anuncia a recuperação do poético jardim das laranjeiras.

À saudável alegria da notícia junta-se o receio...

O que sairá desta vez!!!

Será o seu aproveitamento idêntico ao da Quinta do Bispo?...

A ver vamos – dizia o cego...

Na contra capa, celebrando a festa da época, uma máscara a preceito.

Com seu nariz vermelho, seus óculos desmesurados, seu cabelo multicor.

Então descobri a novidade.

Que graça!

Em trinta e uma páginas – há dezoito – dezoito – repito - que não trazem um rosto que costuma fazer as delícias deste povo que o ama tanto, tanto que estou convencida que sem esse ícone cinco ou seis vezes por página, como já tem acontecido, nem saberá ao certo de quem é este álbum de fotografias.

 

Bom Carnaval para todos.

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 20:30

A voz do sangue

Sábado, 14.02.09

Jornal O Despertador

Nº 214 – 22-Agosto-2007

A Visita 9

 

Nesta pasmaceira do meu dia a dia, de que não me queixo, mas reconheço, como quem petisca numa mesa farta, indecisa na escolha definitiva, pegava e largava, em “pontas” ao acaso, sem eleger tarefa que me seduzisse.

Punha a mim própria hipóteses, que à partida interiormente recusava, umas, atrás de outras...

Com a consciência nítida e crua de que o tempo não é presente que, na minha idade, se possa esbanjar, atormentava-me.

Não me conforta pensar no que já fiz, se é que alguma coisa de préstimo terei feito. O que sempre me preocupa e pesa é o que posso ter deixado de fazer e era parte da realização do meu trajecto.

                

Avaliava decisões difíceis que tive que tomar e, embora delas não me envaideça, sentia um certo orgulho pela coragem de as ter tomado com sentido de justiça e honra.

Entre a coragem, o orgulho, e a vaidade, as fronteiras são por vezes tão frágeis que podem ofuscar o natural sentimento de alegria íntima que se ganha, quando, mesmo que se erre, se tem a coragem de fazer o que cremos certo, na hora certa.

E, bom, é, à distância, reconhecer com toda a humildade de consciência que, se pecou por defeito – não por excesso.

Saber que deliberadamente não se hostilizou ninguém – é bom.

Saber que sempre se assumiram os nossos actos e, deles, e por eles, sempre se deu o rosto, nunca se usando de traição, ou cobardia, é bom, é muito bom!

É reconfortante, dá paz.

Não nos sentirmos santos nem demónios, mas saber que entre esses limites se faz o percurso de ser gente, torna-nos tolerantes com os demais e exigentes connosco próprios.

           malmequer 2.jpg

Distraída com os meus pensamentos tinha esquecido a televisão que, aberta fornecia o ruído de fundo que sempre ajuda a situar-nos no mundo real.

Foi então, que, como uma pedrada que quebrasse um vidro, a minha atenção despertou por inteiro, pela voz da Tonicha a cantar à moda da minha terra na etapa da volta a Portugal em Beja.

Curioso, como apenas uma cantiga., nos pode situar num contexto de lembranças, carregado na alma, onde a terra tem a força e a voz do sangue que sustenta a nossa vida.

Decididamente, não aprovo Saramago nem qualquer iberista, seja lá ele, quem for...

Impossível! – Absolutamente impossível!

                   restolho.jpg

Pois se até uma cantiga nos traz os cheiros do restolho, o cantar das fontes, a imagem das casas caiadas, os horizontes imensos, e acende em nós a voz da terra e a luta e sofrimento dum povo humilde e trabalhador – como não saber, como não sentir, que a Pátria, está na nossa alma!

 

 

 Maria José Rijo

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:19

A visita prometida

Quarta-feira, 11.02.09

Jornal O Despertador

Nº 210 – 9 – Maio – 2007

A Visita

 

        

As visitas, mesmo quando esperadas, nem sempre são oportunas.

Às vezes, muitas vezes, não pela pessoa em si, mas pelas conversas, pelos assuntos, que abordam.

Principalmente se são do género de formular opiniões que vão contra o fluxo da maré...

E, é o caso.

Se eu tivesse voz activa na matéria, nunca, no Santuário de Fátima teria surgido – NO LOCAL ONDE ESTÀ – a nova basílica.

      

Nunca, jamais em tempo algum, se teria substituído a simplicidade simbólica da Cruz Alta, por nada deste mundo!

Ali bem perto da Capelinha das Aparições, nada melhor do que aquele sinal “Mais” – mais alto, mais amor, mais ideal cristão, mais tolerância, mais fé, mais...mais... mais... que aquela Cruz erguida, sobre o espaço vazio, amplo, imenso, liso, nu – dizia acenando aos corações que de longe a avistavam estais a chegar. Este é o caminho!...

Quero dizer, que, nada melhor do que a singeleza para chegar perto, quando se caminha tentando – chegar lá...

Também, se a minha voz – por cá – tivesse eco – nunca – enfeitaria o espaço ensaibrado onde a sombra do nosso Aqueduto se podia projectar grandiosa e bela - naquele emaranhado de postes que desfeiteantes, como antenas nos telhados comprometem  a imponente visão de um monumento que só precisa de espaço livre, em redor, para ser apreciado em toda a sua impressionante majestade. 

Assim se gera, na minha humilde opinião, mais um capítulo de decadência na sóbria nobreza da nossa cidade.

Ali, naquelas pedras adustas, ou na sua sombra, não havia nada a enfeitar.

       

Tudo que por ali se fizer, além de limpar e conservar -  é de  gosto  pobrezinho : - quer enfeitar, não sabe como, põe um raminho!

Com igual critério caiu a Quinta do Bispo!

Com igual critério se constroem casas alpendoradas sobre a estrada da Piedade!

Com igual critério nasceram fontes, como criadores de trutas, na rua da Carreira!

Com igual critério se arrasaram hortas e Quintas!

Com igual critério pululam rotundas!

Com igual critério se deixa esvaziar de vida o “Centro Histórico”!

Com igual critério – ou por falta dele!...Tudo pode acontecer...

... E, já agora, por imperativo de consciência, porque frontalmente dou opinião, sobre aquilo que por cá se passa, e chega ao meu conhecimento, também torno público o que penso sobre a situação do senhor Presidente Rondão frente à justiça, como indiciado.

A ser verdade, o que se aponta à Câmara de Lisboa, não vejo

       Câmara Municipal de Lisboa

Comparação possível entre o caso de Elvas e o da Câmara de Lisboa. - Cada caso - é um caso.

Aqui, a Câmara não está desgovernada – está governada como sempre foi e, a maioria dos elvenses acomodados, têm consentido.

Os Vereadores estão unidos – senão nos ideais, e processos de actuação – pelo menos, no conforto de cada fim de mês...

Quem não gosta da forma como algumas coisas são conduzidas pelo executivo – diga-o abertamente. – Isso é legítimo e honesto.

Aproveitar circunstâncias adversas para quem quer que seja, para especulações – não é justo, nem correcto, nem abona a favor de quem o fizer.

                 

Assim como, se for verdade, a “fantasia narcisista da estátua”, jamais se livrará Elvas do ridículo e da troça para a posteridade!

Nada, por agora, tem quem quer que seja – a acrescentar - ao caso do senhor Presidente Rondão.com a justiça.

Quem dele tiver queixas, pessoais, que as assuma – mas que não se sirva das circunstâncias actuais para fingir a coragem que não teve – antes.

...Visita – demorada, esta! - Pareceu-me ouvir!

! Peço desculpa! – Vou sair já...

 

  Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:18

A visita de Ano Novo

Segunda-feira, 26.01.09

Jornal O DESPERTADOR

Nº 244- 14 de Janeiro de 2009

A visita                                             

 

Dei-me conta de que, entre outras obrigações de amizade, também me faltava cumprimentar “O Despertador” expressando os meus desejos de vida feliz neste 2009 que tem apenas uns dias de existência.

Aqui estou, cumprindo esse propósito, do mando do coração, sabendo que se pode aceitar que: - o que não se faz pela Santa Luzia, se poderá fazer em qualquer outro dia...

Remediado o atraso, não calha mal, especulando um nadinha, pensar na pouca, ou nenhuma, razão que motiva a nossa alegria e esperança, sempre que um ano novo se inicia.

É evidente reconhecer que é somando os anos novos que, todos, todos sem excepção, desde que continuemos a viver – nos fazemos velhos.

A sabedoria popular diz que: - do velho se pode fazer novo.

O tempo decreta que, com anos novos se gera o velho e, nem uma coisa nem outra deixa de ser verdade.

Por outro lado, qualquer noite cede o lugar a um dia e, cada dia é tão novo como qualquer outro, seja no começo de uma semana, de um mês, ou de um ano.

Para quem nasce, o ano novo, como todos os que se lhe seguirem, começará nessa data em que viu a luz pela primeira vez.

Também é costume chamar ao ano que começa: - Ano Bom!

Chega a parecer que o ser humano tenta com estes maneirismos conquistar as graças do que é inconquistável, – o tempo.

               

Parece uma espécie de namoro, um fetiche, um suborno…

Acredito em ti! - Tenho esperança em ti! - Ano novo! – Ano bom!

Espero muito de ti!

 Também se poderia especular de forma diversa. Mais sensata talvez!

Ano novo, mês novo, semana nova, dia novo...  

Dentro de nós são que começa tudo... apostemos em nós.

Porque cada dia, cada hora, cada minuto é sempre novo para quem o viver.

É sempre princípio. Não deverá ser necessário o espaço de um ano para plantar ou colher, dentro de nós a esperança ou a mudança, porque os anos, hão-de suceder-se, mesmo quando nós já cá não estivermos para projectar a alteração que deveria ter acontecido logo que a reconhecemos necessária, e fomos adiando para cada ano novo, que até poderemos não chegar a estrear.

AUJAB0021s1WF.jpg

Prometem-nos de todos os quadrantes, um ano difícil!

Veste de luto, este 2009, o ano agora começado.

Veste de negro, porque é de guerras, injustiças, crueldades que se encheram e enchem os seus escassos dias.

Ninguém se demita de se sentir responsável só porque está longe de nós a desgraça.

Tempos melhores, só virão com Homens melhores, e esse esforço, essa luta é de todos nós.

Sabemo-lo bem. 

       asabedoria.jpg

Que os nossos gestos semeiem com coragem, justiça, paz, fraternidade e esperança.

É a minha oração.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:26

HORAS… dão os relógios!

Sexta-feira, 16.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.322 – 27 de Outubro de 1995

Conversas Soltas

 

                 

Acordar quando o relógio para; não é o previsto.

Mas, também acontece.

Previsto é acordar quando ele irrompe no momento aprazado a fazer estardalhaço.

Aquele pulsar metálico, seco, miudinho, miudinho… - aquela indiferença com que o relógio mastiga compassadamente o tempo de alegria ou de dor, das nossas vidas, sem lhe tomar o gosto -  segundo a segundo – faz parte das nossas noite. Embala-lhes o sono.

                stll_alarm_clock_snooze.jpg

Não é que durante o dia os relógios estejam parados.

Não! – Não é nada disso! – Mas, de dia os ruídos da vida sobrepõem-se-lhes.

Absorvem-lhe o pulsar. Diluem-nos.

Já, pelas noites dentro, no silêncio negro, o tiquetaque impera com a cadência ritmada dum metrónomo a impor o andamento.

No entanto, há relógios e … relógios.

                       

Porém, não é de relógios especiais que quero falar. Esses, são raridades fora do uso comum. Estão para as minhas memórias como os palácios para os montes alentejanos.

São mitos.

Fantasias.

O relógio que mais me cativa, é (era) o mais vulgar: - o Despertador.

O serviçal despertador.

Mas, quando digo despertador não penso nesses pequenos computadores sofisticados, de agora, que piscam, acendem luzes, ligam rádios, oferecem músicas e mais um mundo de variantes sedutoras como se fossem a porta dum circo em noite de espectáculo.Homem da Caverna

Vade retro! – Não é nada disso!

Esses fenomenais aparelhos, pluriprestativos, estão para os despertadores da minha afeição como os foguetões interplanetários para o homem das cavernas.

 

Despertador, para mim, é um relógio redondo, atarracado como um nabo. Com duas pernitas escanzeladas a suportar um ventre imenso, bojudo como uma melancia.

Numerado a negro. Com dois ponteiros como metades de bigode mal aparado pendurados de um eixo, também negro, que marca o centro dum mostrador liso, como um nariz de ervilha num rosto de lua cheia.

                        

Coroando o conjunto uma luzidia campânula, que se lhe ajusta como um solidéu.

Isso, é que é um despertador que se preza.

Uma peça à antiga.

Ruidoso, barulhento, abrutalhado (se quiserem) mas, fiel e resistente como um cão sem estirpe.

Há quem o renegue por incomodo e fora de moda.

Gostos.

Há gostos para tudo.

Gostos nem se discutem.

Tudo na vida é relativo e, eu, confesso ter também as minhas simpatias.

Aliás, gosto de relógios.

Quaisquer que sejam. Tendo, naturalmente as minhas preferências.

Pelo que já disse, é deduzível que prefiro os que conservem traços de origem quase artesanal.

                         clock

Nada arrebicados, pretensiosos, a parecer o que não são.

Relógio – é relógio.

Se é de pulso. É de pulso. Penso-os discretos, achatados como rebuçados peitorais.

“Seiva de pinheiro” ou “Santo Onofre”.

Só tem que ser discretos. Essa é a primeira obrigação. Como é a de uma secretária ou assistente.

Eficiente, prestável mas, não muito evidente. Não, necessariamente centro de atenções.

                Relógio antigo

Se for relógio de bolso! – Isso já torna as coisas diferentes! – Então se tiver corrente que o ate à casa do colete… oh! Aí, já tudo muda de figura.

Para quem pastorei o gado ou vá à caça ou à pesca em frias manhãs outoniças ou de duro inverno, fica a matar uma histórica “cebola”.

Dá um toque a preceito.

Faz a chamada às raízes. Ás velhas tradições que essas actividades evocam.

Quanto mais antiga for a peça – melhor.

Então, se herdada de pai, vinda já do avô ou do Bisavô…

Se for legado fiel ou oferta de padrinho – já não será apenas relógio – mas uma presença romântica do passado. E, toda a fantasia em seu redor se tornará crível. O relógio parecerá tão vivo quanto o cão e tão imprescindível como a água do cantil.

             

É evidente que um relógio assim já deixou de ser apenas um relógio e ganhou foro de parentela.

Mas… o despertador…

O despertador, quando se cala, gera um silêncio tão gelado e vazio que assusta.

Torna a solidão imensa, porque sem referência de tempo tudo perde o sentido e a memória convulsa asfixia como um pesadelo.

                 Despertador retro

Ora!Ora! – Que lembrança esta, hoje!

Todavia, para o meu tempo, como para o tempo de toda a gente – quem dás as horas – não é o relógio – embora horas, horas, – só o relógio dê…

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:46

De vez em quando...

Quarta-feira, 26.11.08

Jornal O Despertador

Nº242 – 26-Novembro de 2008

A visita

 

Quer por visita, quer pelo telefone, de vez em quando, mais ou menos, todos vamos contactando uns com os outros.

 Assim se faz o sustento da amizade, ou, até do dever cívico de boa educação, entre conhecidos ou afectos aos mesmos ideais, projectos, ou crenças, sejam elas religiosas ou outras quaisquer.

Hoje, calhou-me vir bater a esta porta, porque sei que há sempre, por detrás dela, alguém com quem trocar dois dedos de conversa.

É domingo, estou só, e apesar do dia estar lindo, com um sol resplendoroso, apetece-me a serenidade do aconchego da minha casa, a minha música, o rememorar das minhas saudades, os meus pensamentos.

Assisti à missa pela televisão, e deixei-a aberta a fazer presença de fundo, enquanto cumpria obrigações domésticas inadiáveis.

Quando me dispunha a silenciá-la fui surpreendida com uma entrevista, bem interessante, com o Comendador Nabeiro, que me prendeu a atenção e, até porque o tema era sobre diferentes maneiras e usos de consumir café, quer como bebida, quer como condimento para receitas culinárias do maior requinte, vi, até final, com muito interesse.

            

Fiquei depois a pensar na homenagem que o povo de Campo Maior, sua terra natal, prestou a Rui Nabeiro, com a colocação, numa bonita praça, de uma estátua com a sua figura.

Como em tudo nesta vida, haverá quem goste e concorde, e quem tenha atitude contraditória.

Não é disso que venho falar, nem me caberia o mau gosto de emitir qualquer opinião sobre o assunto.

O que defendo, no meu ponto de vista é que estas atitudes quando se tomam, devem servir para dignificar a personagem eleita, como aconteceu no caso vertente.

A alguém que ultrapassa a medida comum presta-se uma homenagem acima da vulgaridade, como é certo, e não caberia nas conjecturas de quem quer que fosse escolher para o efeito um beco ou um a viela.

“ Se uma coisa merece ser feita, merece ainda mais ser bem feita” – diz a sabedoria popular.

Neste ponto da minha reflexão, pensei nos nomes de ruas que, na nossa cidade ultimamente têm sido como que semeados no vento, quero dizer: - não se entende com que critério de selecção acontece.

Deixam-se no olvido nomes de gente “grande” – que em vários ramos se notabilizaram – e gravam-se nomes de quem cruza connosco na rua e, se calhar até se sente constrangido por tão descabida e incómoda celebridade, quando às vezes, nem os vizinhos lhes sabem o nome...

Fixemo-nos então na nossa cidade.

Imagem

Não se erigiu estátua ao rei Senhor Dom Manuel – que todos sabemos ou deveríamos saber, quanto peso de história tem em relação a Elvas e, há gerações e gerações que é grosseiramente esquecido – mas, um dia, alguém lembra que é quase um pecado não remediar tamanha falta.

Então o que acontece? – A sua figura ímpar – é homenageada.

 Mas como? – Afixa-se o seu nome numa rua qualquer, dum bairro qualquer, lá onde o diabo perdeu as botas...

E, é esta a justiça que se lhe presta.

Falta de noção de proporções, talvez...

Falta de sentido de justiça, talvez...

Falta de não sei quê mais, talvez...

Será porque alguém (alheio ao poder) mas com saber e responsabilidade, lembrara há pouco tempo, que o lugar ideal para lhe ser honrada a memória – com uma estátua – era, a praceta entre o Aqueduto e o hotel D. Luís – que teve que acontecer com a mesquinhice que se conhece o triste e humilhante remedeio?!...

Oxalá se retome a noção de proporções e os que se crêem grandes, consigam assumir dimensão superior, dignificando quem, na verdade, tem lugar de honra na nossa história e, neste caso – também - na nossa terra.

Dar a uma rua, ao acaso, nesta cidade - o nome do rei Dom Manuel - é como negar-lhe a entrada pela porta  principal, e mandá-lo ir de volta, pela porta de serviço .  

Melhor fora, fingir que não se lhe conhece a estatura.

Elvense sofre...

                            

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:12

Um “sepônhamos”

Quinta-feira, 06.11.08

O Despertador

Nº 240 – 31 – Out. -2008

A Visita

  

Assim! Assim mesmo, tal e qual, diria o maioral das vacas

“Ti Carrapiço” – meu grande mestre da sabedoria de viver.

Assim! Assim mesmo, tal e qual, ele que vivia de observações, empíricas deduções e memórias, me diria nesta hora de mal esclarecidas confusões e falsos pudores.

 “ Atão, num sepônhamos, essas criaturas que querem a justiça por mor das ofensas que le fazem, nã se alembrarão do que elas - já –chamaram aos outros só  porque não bebem do mesmo pucro...”

“Atão, num sepônhamos – nã se alembrarão qu’a té em falas de alto ao povo porque nã inguentam que  leiam  noutra cartilha  dizem cada bacorada que se nã ficassem gravadas p´rá gente ouvir até acraditar, agente nem acraditava...

   Atão, num sepônhamos quem arma enredos e engrenages

    com’àquela para

    se esconder por trás dum “homem moço”, e, mais isto

    e mais aquilo...

    ainda por cima falando mal dos que destaparam-na marosca.

    

Assim, com experiência e lucidez, falaria Ti Carrapiço...

 Mas, eu acrescento: - se por um milagre, a essa gente de “coragem” desse Deus a graça da genialidade de, em lugar das preciosas e inteligentes imagens de retórica que constroem – (e, que são mimos de respeito pela liberdade individual, justiça, generosidade, cortesia, boa educação, direitos de cidadania etc... que devem aos seus concidadãos) – puderem manifestar em banda desenhada o seu Respeitoso Amor pelo próximo... como seriam idílicas as suas criações!!!...

 Se calhar o fel que lhes escorre dos camuflados insultos com que mimam quem não põe a coleira e caninamente os segue transformava-se em rosas e nardos...porque, ao que deduzo, o que insulta é o desenho – os impropérios com que nos brindam – são – afinal – o expoente máximo da diplomacia e perfeita educação.

Depois desta brincadeira sobre o ridículo interlúdio com que se propõem distrair-nos em época de - eleições - meu estimado amigo, Manuel António Torneiro que muito considero, vou terminar esta visita da forma que, se calhar, ela deveria ter começado : - obrigada pela maneira como deu a notícia da minha exposição.

Obrigada. Soube-me bem saborear a amizade implícita na deferência que teve comigo.

A dimensão dos grandes, também se mede pela consideração que dispensam aos que não têm cargos importantes.

Obrigada, mais uma vez.

Também quero felicitá-lo pela sua candidatura à Câmara de Elvas. É sempre saudável que alguém que não precisou dos dinheiros públicos para prosperar na vida tenha a generosidade de se candidatar com espírito de serviço.

Só não entendo ou será que todos entendemos bem demais? - Que – só - agora, dois anos volvidos sobre o início da sua publicação, alguém se tenha sentido mal, com os desenhos do Cadete.

Depois de ver o fraternal convívio camarário com elementos que de tudo e mais alguma coisa mutuamente se apodaram – sem reticências – através da imprensa, vêm agora – em altura cirurgicamente escolhida – turvar a superfície das águas...

Será que não se querem ver ao espelho ou, há mistérios no fundo das águas? – O tempo o dirá...

 

Estou-me a lembrar do Santo Padre com um preservativo no nariz

                   

O Vaticano também, como muitos de nós, – não gostou – mas sabendo que a liberdade é o espaço criativo dos artistas e que só pelo exagero vive a caricatura... descontaram o excesso e como o original não tinha mácula – deixaram passar.

 

 Um abraço amigo e as maiores felicidades para si e para a sua campanha. É grato saber que quem nada juntou na política destina à sua terra, de coração, o que amealhou o longo da sua vida.

Parabéns, também a Elvas pela renovação desta candidatura!

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 20:25





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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