Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Cácia

Sexta-feira, 02.05.08

À memória

de

Maria da Conceição Caldeira Tierno

(Cácia)

 

 

Nela, o que eu mais gostava

Era da alma, que eu não via

Mas que a iluminava!...

 

Ela era bonita, mas se agradava…

Era mais o jeito com que cativava…

 

Nunca mais a vi, Morreu,

E a saudade torturante nasceu.

Porquê? Não sei!

Se aquilo que nela mais queria

Era a alma

Que existe, como existia…

 

Não, não percebo esta vontade louca

De ver falar ou sorrir a sua boca…

Se nela mais gostava,

Se nela mais se queria…

De alma que Deus guardou

Para estar connosco algum dia!

 

Ela era bonita, mas se agradava…

Era mais do jeito com que a cativava!...

 

Maria José Rijo

20 – Novembro– 1953

I Livro de Poemas

... E vim cantar

Poema nº 17

Pág – 89

Desenhos da Autora

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 00:21

POEMA -- SER VAGABUNDO NO MUNDO

Sexta-feira, 11.04.08

 

Ser vagabundo no mundo

Sempre foi esse o meu sonho!...

.

Andar por montes, por vales,

Por penhascos, por ribeiras,

Por areias e pedreiras,

Por prados e precipícios!...

Fugir das boas estradas!...

Escolher só os atalhos,

Pôr mistério nos meus passos,

Pôr mistério nesses trapos

Que me cobrissem o corpo,

Com volumes variados,

Nunca vistos, só insinuados

Sob os meus fatos velhos,

Como pendões esfarrapados!...

Falar devagar,

Em voz cava e dolente,

Semicerrar os olhos

Nunca olhar de frente,

Em ar de quem esconde

O que lhe vai na alma!

Somar os meses de calma

Pelo suor do meu corpo!

Contar os meses de frio

Pelo bater dos meus dentes,

Ser poeta com os pássaros,

Ser irmão da outonada…

Dormir envolto na noite,

E ver acender as estrelas

Como enorme candelabro

Que Deus colocou no céu,

Para servir em igualdade

Os seres da criação!

.

Ser vagabundo no mundo,

Sempre foi esse o meu sonho!...

.

Ter cadeirões de folhagem!

Ter por alcatifas pastagens

Que abafassem os meus passos!...

-- Deitar-me com os poentes!

-- Levantar-me com o sol!

-- Perfumar-me com a brisa

Que anda carregada de odores

Que lhe emprestam as flores!...

Fazer colares com as lágrimas

Que o orvalho chora à noitinha

E com eles me enfeitar!!!

Ouvir as folhas das árvores

Em seu terno roçagar

… Mas perceber seu falar!...

Escutar a sinfonia

Que a passarada compõe

Com os zumbidos das moscas,

Os chocalhos dos rebanhos

E as lamentações do vento!...

.

Ser vagabundo no mundo,

Sempre foi esse o meu sonho!...

.

Comer do que a terra desse,

Que Deus p’ra todos criou,

E deixar que os outros homens

Fizessem o mesmo, em paz;

Aprender dos animais

Como se ama e se vive

Sem códigos nem leis…

Sem bancos nem transacções,

Sem governos nem fronteiras,

Mas sim ao sabor do clima,

Da flora e da natureza!...

 

Viver sonhando acordado,

Mas viver na realeza

De não ser civilizado!...

.

Maria José Rijo

Agosto de 1954

Poema nº IV

Pag – 31

..

I LIVRO DE POEMAS

… E VIM CANTAR

DESENHOS da Autora

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:53

POEMA - Balada da infância

Quarta-feira, 26.03.08

Ai, mundo da infância,

         Como cabes neste mundo?

Ai, promessas,

         Desejos que é bom não cumprir !

Aí, anseios vagos de raro sabor...

Como a vida a cumprir-vos,

Vos rouba o valor!...

 

… Eu lembro-me ainda!

E como esquecer o mundo das gavetas,

          Proibido de mexer?

As malas da Avòzinha e das Tias,

Que só elas abriam… e em certos dias!...

                           

Ai, encantos meus!

Retalhos de seus encantos…

Que punham cobiça em meus olhos

E nos seus névoas de prantos!...

Bocadinhos de tecidos,

Recordações de bordados

De vestidos e arrebiques

De bodas e batizados!...

 

Ai, tremuras dessas mãos,

Tão velhinhas e tão queridas!...

Ao abrirem as caixinhas,

Onde dormiam as chaves,

Dos caixões das falecidas!...

 

Ai, poemas de saudade,

Em palavras tão singelas!...

 

-- “ Vês isto aqui, minha filha?

“Este caracol tão loirinho?

“Era de teu tio avô, meu irmão,

“O que está neste retrato...

“Morreu muito pequenino…

“Coitadinho!...

“Coitadinho!...

 

(Dizia a avó bondosa

A repor o medalhão,

Entre as dobras de d’algum fato.).

Grande mundo das caixinhas,

Sempre fechadas!...

 

Algumas que se abriam a meu pedido,

Tinham missangas, continhas,

Flores secas e plumas,

Restos de sonhos vividos

Que tinham sempre uma história,

Que eu escutava toda ouvidos!

 

-- “Isto aqui...  

 

(Quanta saudade

          Havia em seu recordar!...)

 

 

“… É um pouco de cambraia

“Que sobrou das camisinhas

“Do enxoval de teu Pai,

“E foram feitas da saia

“Do vestido que eu levei

“Na primeira Comunhão!

“Recordo tanto esse dia!...

“Quando voltámos para casa,

“Vinha eu entre os meus Pais,

“E a ambos dava a mão!

 

-- E esta fita tão linda?

 

--“ Não lhe toques deixa estar!

 

            (E uma nova emoção assomava ao seu olhar!..)

 

             

--“ Foi a última que usou

“Antes de ir para noviça

“A minha amiga de infância,

“Minha prima, a Clarinha,

“Que chegou a superiora

“No convento onde morreu

“E do qual era Padroeira

“A Virgem Nossa Senhora!

        

-- E isto aqui, o que tem?

 

 

           (Logo a Avó, com carinho,

            Desmanchava para eu ver

            Um embrulho feito em linho,

            Não fosse a traça comê-lo!)

 

  

--“ É a trança do seu cabelo!...

  “Vês, querida, como era belo?!...

 

………………………………………………

 

E enquanto febril, extasiadas,

E me quedava a sonhar…

A avó fechava a mala,

Com religioso carinho;

E às vezes, no outro dia,

Inda no ar se sentia

Um cheiro muito suave

De alfazema e rosmaninho!...

 

Foi essa mala tesoiro,

Foram caixas e retalhos,

Foram pontinhas de rendas,

Foram retratos e prendas

Dos noivos de minhas Tias

(De minhas Tias solteiras)

Foram leques, pedrarias,

Restos de sonhos sonhados,

Que a morte fez em bocados,

Que geraram, bem o sei,

Os primeiros sonhos que tive,

Os mais lindos que sonhei!...

 

…………………………………………………

 

Minha avozinha morreu…

Não mais mexe em suas malas.

Agora… mexo-lhes eu!...

 

 

Maria José Rijo

19- Março – 1954

 

I Livro de Poemas

Poema nº 11

Pág. 61

Desenhos da Autora

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:26

POEMA – COMO TE ENCONTREI

Sábado, 15.03.08

Andam por aí como loucos

Na ânsia de TE encontrar…

E remexem o universo

Quando TE querem explicar…

 

-- Não posso entender o mundo!

 

Quando acordei para a vida,

Logo aí TE pressenti…

… E não cuidei de pensar

Nem nas estrelas, nem na terra,

Nem na beleza do mar

Para TE poder encontrar …

 

… Foi tão simples!

Foi assim:

 

-- Senti-me criação TUA,

-- Achei-TE, olhando p’ra mim!!!

 

Maria José Rijo

6- Janeiro – 1954

I Livro de Poemas

… E Vim Cantar

 

POEMA nº 6

Pag. 41

Desenhos da autora

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 23:43

POEMA – DESEJO

Sexta-feira, 14.03.08

Que bom seria ser calhau da beira-rio!...

 

Redondo, oval, achatado,

Mas polido, amaciado

Tal calhau da beira-mar…

Sem arestas…

Calhau rolado, rolado…

Por mil ondas e marés!

Calhau rolado, rolado…

Sem destino fixado

No seu destino fatal!...

 

E não ser pedra cortada

Duma rua calcetada

Onde a mesma gente passa…

Que se vê amaciada,

Mas tem ângulos escondidos,

Enterrados, esquecidos…

E só mostra dia a dia

A face lisa e macia!...

 

Maria José Rijo

20-Maio-1954

LIVRO I

…E Vim Cantar

Poema- nº 12

Pag – 71

Desenhos da Autora

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 19:56

POEMA – EGOISMO

Domingo, 09.03.08

..

Este mundo em que vivemos

Não me serve!

Vê lá como eu sou ruim!

Este mundo… fê-lo Deus!

E eu, que nada sou,

Quero um mundo só p’ra mim!

Maria Jose Rijo

17-Março-1954

 

Poema nº III

Pag – 28

...

I LIVRO DE POEMAS

… E VIM CANTAR

DESENHOS da Autora

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:50

Poema - Deve ser Bom estar louco

Sábado, 08.03.08

-- Ai, deve ser bom estar louco!

 

Nada fazer como os outros,

Ser espontâneo!

E tampouco

Recear a má figura!...

 

-- Ai, deve ser bom estar louco!

 

Fazer o que dá na gana,

Nada temer, nem ninguém!

Nem bondades, nem castigo,

Que é sempre prémio também!...

 

-- Ai, deve ser bom estar louco!

 

Fazer o que o pensamento

Como deus absoluto

Nos ordena e nos impõe!

Porque ser louco, afinal,

É ser bom e ser brutal,

Mas é sermos nós, finalmente,

Quando da vida e do mundo,

Tudo nos é indiferente…

Quando os últimos preconceitos

Cedem à nossa vontade…

 

-- Ai, deve ser bom estar louco!

Dentro da nossa verdade!!!

 

Maria José Rijo

24 – Abril-1954

 

Poema Nº 8

Pag 49

Desenhos da autora

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:43

Poema -- LAMENTO

Sexta-feira, 29.02.08

Nunca terei Verão!

Nunca terei apogeu!

 

Da Primavera, irei sem transição

Para a idade ingrata, para o Outono,

E quando o Inverno se sentar no trono,

Serei velha, serei triste, serei morte!...

 

Fui Primavera-menina!

Fui birrinha…

Fui esperança doutra idade!

Fui graça…

E nunca meus Pais terão pensado,

Que este ser no seu amor gerado,

Tivesse um corpo p’ra sofrer eleito!

Nunca, nunca sequer terão pensado,

Que não preste por dentro,

(Que seja avariado)

O que a vida lhes deu mais do seu agrado:

 

A sua filha!!!

………………………………………….

Mas o Outono espreita…

E o Inverno há-de chegar

 

………………………………………….

Minha Mãe!

Meu Pai!

Eu quero chorar

Esta mágoa grande!

(Sem consolação)

De não ter plenitude,

De não ter Verão!

Só não quero tristeza em vosso olhar!

Só não quero dor em vosso peito!

Deixem sofrer meu corpo,

Que a isso está afeito!

 

Quero ser eu!

Só eu, a padecer!...

 

E olha, Mãe!

Pai, vem escutar!

 

Enchem de orgulho e vaidade

O vosso coração,

E riam!

Riam, queridos meus!

Riam muito!

Mais!...

Comigo agora!

Porque é nos seus poemas,

É fazendo versos,

Que a vossa menina

Chora!!!...

Maria José Rijo

12- Dezembro - 1953

LIVRO

… E VIM CANTAR

Poemas

Maria José Travelho Rijo

Coimbra de 1955

 

POEMA nº 2

LAMENTO

Pag. Nº 21

Desenhos da autora

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 14:05





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Maio 2020

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31


comentários recentes

  • Anónimo

    Cá estou eu ... meia hora depois da meia-noite...B...

  • Anónimo

    PARABÉNS PARABÉNS PARABÉNS Muitos beijinhos n...

  • Anónimo

    Minha querida TiaMuitos Parabéns pelos 94 anos - q...

  • Anónimo

    Boa AmigaSou o filho de Augusta Silva Torres que a...

  • Anónimo

    Eu sabia... sabia que era este mês que a tia fazia...


Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


links

BLOGS DA CASA

EFEMERIDES

Aniversarios Blog

Culinaria

K I K A

Paginas de Diário

2020

2019

2018

2017

2016

2014

2015

2013

2012

2011

2010

Cá estou ...

Mais alguns...

Alguns...

Alentejo

Eurico Gama

Artigos sobre...

Escola Musica / Coral

Elvas Cidade...

Escritores e...

A Familia

Sebastião da GAma

Minhas sobrinhas Bisnetas

Meus sobrinhos Netos

Meus sobrinhos

Diversos...

Páscoa

São Mateus

Cartas especiais

noticias em Jornais

Dia da Criança

Cartas do Brasil- 1996

AÇORES

Juromenha

Col. de Gastronomia

O Natal

Exp. MuseuTomaz Pires-1984

Exposição PERCURSO-2008

HistóriasCmezinhasEreceitas

Revista Sénior

JOSÉ RIJO

Hospital e Maternidade

Livro de Reminiscências

Livros- de HistóriasInfantis

  • A história da Cotovia
  • A história de uma Flor
  • A historia do Castelo
  • AlendaMisterioso vale florido
  • O sonho da Joca
  • A menina de Trapo
  • A avó conta 1 historia
  • Conto - Margarida - 1
  • Conto-Margaridavaicontente
  • ... então sonhei!
  • O Cavalinho encantado
  • A princesa Jasmim
  • Aurinha está doente
  • Arnaldo o terrivel
  • A Cabrinha
  • Era uma vez ...
  • O pequeno castanheiro

Dias festivos

Programa de Poesia (radio)

Crónicas na Revista

Livro de Poemas - I

Livro de Poemas - II

Livro de Poemas - III

Livro de Poemas - IV

Aniversários Linhas

Livro Rezas e Benzeduras

Livro das Flores

LivroJoaoCarpinteiro

A Visita - Despertador

Programas se SãoMateus

Entrevistas

Entrevista - TV-Videos,etc

Visitantes no Blog

Blogs- quem nos cita



arquivos



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.