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Apostar na Esperança

Quinta-feira, 01.04.10

Á Lá Minute Jornal

Linhas de Elvas

 Nº1.777 – 15 de Março de 1985

Apostar na Esperança

 

A Câmara mandou ajardinar uma placa perto do Palácio da Justiça e do Jardim.

Foi há meses!

– Mas agora – já com plantas com flor e com relva pegadinha – está criada e bonita.

Ao lado, olhando aquela tão bem composta, está outra placa, quase igual, mas rapada e pobre como chão de caminho. Até as placas, podem ter sortes distintas, ao que parece!

Pode até ser, que a outra, a tal já está linda – tenha sido uma experiência pioneira.

Sei lá! – Talvez!

Fosse pelo que fosse – seja pelo que seja – um aceno de simpatia à Câmara, por aquele pedacinho de Primavera, que criou, ali, à beirinha da estrada – neste “Inverno do nosso descontentamento” e, também um aceno de apoio e aplauso pela “reincidência na esperança” – nessa aposta do repovoamento de árvores e arbustos!

 Anda-se ao acaso por aqui, ali e acolá – algures por toda a cidade e são tantos, tantos os lugares – onde as marcas vazias falam de árvores que foram morrendo estropiadas – como cicatrizes de chagas sem remédio…

Anda-se ao acaso por aí e lá estão de novo árvores pequeninas, amparadas por frágeis tutores de cana, procurando conquistar o seu espaço de enraizar e crescer…

… Passei ao acaso, e vi, que onde umas e outras e muitas mais – tantas que já nem têm conta – tentaram a aventura de viver e não o conseguiram, voltam a estar tronquinhos tenros que se esforçam por sobreviver…

Pensei em crianças!

– Nas pequenas, de mãos dadas a alguém, já mais seguro de si, que as levasse pela primeira vez a iniciar a rota da independência: - a escola!

Pensei que talvez pudessem ser as crianças em grupos – “em bandos” – a ajudar a plantar, a cuidar as árvores, fossem elas, cidades, vilas ou aldeias, para que ganhassem desde o berço a noção exacta de como é “nossa a nossa terra” – de como é “sua”, até ao pormenor a terra de cada um de nós.

De como a imagem de asseio, ordem, correcção de costumes se reflecte e reflecte a imagem do nosso meio ambiente.

Talvez que “vacinados” pelo esclarecimento e pelo hábito de participar, desde a tenra idade – todas colaborassem espontaneamente nestes deveres cívicos que seriam então como uma “feição” de cada um de nós.

Talvez que então a vizinhança não fosse depenar as codornizes, de forma, a que o vento levasse as penas para o quintal do lado ou escamar o peixe debaixo das janelas de casa onde outros habitam…

Talvez deixasse até lançar, à rua, lá do alto do seu andar as águas sujos ou lixo de casa…

Talvez que cumprindo cada um a sua parte de responsabilidade para o bem geral pudesse cada qual usufruir o seu próprio quinhão de bem-estar com a alegria de saber que gozava de uma conquista que soubera merecer.

  

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 16:07

Impossível não saudar...

Segunda-feira, 04.05.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.733 – 31 - Outubro - 2003

Conversas Soltas

 

 

Li com o maior interesse as cartas que Marco Sequeira – que julgo nem conhecer – dirigiu aos representantes do Poder Local.

Também já li uma resposta ao assunto explicitado.

Não venho entrar em polémica sobre as opiniões de qualquer das partes.

Não.

Não é nada disso.

Nem sequer conheço, ou estou suficientemente informada sobre o problema em questão, para, com consciência, poder intervir em apoio de qualquer das partes envolvidas.

È muito mais, muito mais importante do que isso.

            

Venho saudar a coragem, a dignidade e a admirável postura cívica de um Homem, que apenas em seu nome – o que significa sem “as costas quentes”, como na circunstância tem o representante do Poder Local, não se furta ao desconforto de erguer a sua voz, e expressar, sem temores nem cobardia a sua opinião.

Foi para gente, e com gente desta têmpera, que se fez a revolução.

O que depois aconteceu, nada tem que ver com o sonho que o Povo aceitou de cravos na mão.

O que depois aconteceu, é isso que se vive – agora.

É a acomodação.

É, o:- desde que eu esteja governado os outros que vão “passear”!...

Por esta razão, quando uma voz, uma só que seja, fura a inércia, e arrisca comodidade e bem-estar para lutar e defender, aquilo em que acredita e que acha justo, todos nós estamos de parabéns.

             Imagem

Quando o Homem chegou à lua – toda humanidade se enriqueceu.

Quando o homem descobre vacinas e curas para o sofrimento do seu semelhante, toda a humanidade se enriquece.

Quero dizer, - que o procedimento de um só Homem , pode enobrecer ou aviltar a nossa condição humana.

Assim, sempre que um homem mostra contra tudo e contra todos que nada o obriga a ser submisso como um verme rastejante,, e fica de pé enfrentando – pela força da sua consciência – os que detêm a força e o poder, essa nobreza também nos cabe, embora nem sempre a saibamos merecer.

Se outros mais, disto, tivessem consciência, ou nisto acreditassem, e, por isso frontalmente se expusessem, quantas injustiças se poderiam evitar, ou ter evitado e de quantos atropelos irremediáveis nos teríamos livrado...

Vivemos a era do prazer.

                   

Do vício das drogas que matam, mas oferecem uns instantes de emoções fortes, conseguidas com aparente facilidade...

Se estivesse “em moda” o culto da honra, da coragem, e do dever, quem procura emoções, ficaria surpreendido com a saudável alegria, com a paz de consciência, com o êxtase interior que nos invade quando mesmo através do desconforto se vence o medo e se aceitam os contratempos para seguir a linha de procedimento de honra e civismo que tenhamos escolhido.

                          

Vão longe os tempos da cavalaria, e das cruzadas onde a juventude de então consumia a sua sede de ideais em nome de princípios de valentia e de nobreza.

Não acredito que o caminho da procura do sentido da Vida se faça pelas drogas e pelos copos.

Daí, impossível ficar indiferente quando a coragem e a dignidade se nos impõe no comportamento de um Homem.

Assim se alimenta a esperança...

                 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:58

O CURINGA

Terça-feira, 27.01.09

JORNAL LINHAS DE ELVAS

Nº 3002 – 8 de Janeiro de 2009

Conversas Soltas

 

Às vezes, sem quê, nem porquê, ocorre-nos pensar cada coisa mais inesperada que, se bem que no primeiro momento, pela surpresa, nos possa divertir, depois, até nos faz reflectir e pensar.
O ano, de 2008, terminava.
Por escolha minha, estava só, como já estivera no Natal.
À medida que o tempo vai passando, cada vez mais, estas e outras datas, ganham tão profundo significado, que o acto de as comemorar requer uma intimidade connosco próprios que só se consegue no silêncio e na solidão.


Minha Avó, frente aos grandes acontecimentos, tristes ou alegres, recolhia-se dizendo: - vou rezar!
Lembro-me de não entender, o que agora se me afigura tão evidente como reconhecer que as nascentes brotam do misterioso interior da terra.
Claro que, estando só, podia, escutar dentro de mim, como numa sinfonia, o eco, amalgamado, de tudo o que a Vida já me deu.

Joaquim Muniz de Almeida Filho e família, 1917 (c) Fabio M. Said
Assim, dei comigo lembrando o costume antigo das famílias quando se reuniam, nas tardes, ou aos serões, para conviver, jogar damas, cartas, dominó, xadrez, mah-jong, ao assalto, à glória...
As escolhas eram feitas de acordo com o número de pessoas, as idades e os gostos.
Então, em épocas de festividades, nas grandes confraternizações familiares, quando as presenças eram bem
heterogéneas, ou se escolhiam os jogos,
de acordo com as preferências, por pequenos grupos, ou, se fazia uma grande mesa para envolver as crianças e lá aparecia a bolsa - quase sempre - de veludo - com as bolinhas numeradas e os cartões para o loto que dava para entreter muita gente ao mesmo tempo.

        Loto
Recomendava-se apenas: - quem amua, por perder, não pode jogar e, assim, se estimulava o brio da garotada que não querendo fazer má figura - entre os grandes - aprendia a suportar esses 'pequenos desaires' com dignidade.
Neste fim de ano de 2008, fiz, para meu conforto íntimo, uma retrospecção de memórias acumuladas até onde a lembrança me pôde, ainda, levar.
A certa altura, evoquei as 'paciências ' de cartas que tinham, então, uma função calmante, benéfica, apaziguadora do nervosismo das inevitáveis esperas, sempre que alguém faltava ou se atrasava criando preocupação.

                  THELAX(Cartas do jogo) por
Como um reflexo do que recordava, agarrei, ainda hesitante sobre o que fazer, na caixa das cartas. Esvaziei-a sobre a mesa sem vontade definida.
Entretanto, fui manuseando--as, quase a olha-las uma a uma, como quem revê esquecidos retratos de família.
Parei, nem sei quanto tempo, com as reservadas para jogar
o 'crapaud,' segurando-as como um leque.

               
Crapaud é jogo para dois. Não poderia ser.

Uma paciência era a solução possível.


Assim decidi.
Impunha-se, para isso, tirar as cartas que, muito embora, sendo do baralho e completando-o, nestes jogos, de entretenimento, ficam de fora, porque, não são necessárias.
Melhor dizendo: estão de sobra, estão a mais.
Até se podem guardar à parte para evitar que atrapalhem.
Às vezes, se calhar perderem-se, até se poderá lamentar o facto dizendo: foi pena! faziam parte do conjunto...
Mas, logo se aduz, serviam tão pouco! Nem se vai dar por isso.
Fiquei a olhar os pobres curingas. Coisa estranha!
Chamei-lhes pobres, porquê?
São os menos comuns. Nalguns jogos até os mais importantes. Valiosos. Há casos em que até exibem um certo mimetismo!
Fazem as vezes de outras com igual préstimo, são, digamos: -poli- valentes...
Estranha na sociedade das cartas, a situação do curinga... Onde pode valer tudo, ou nada...
Pode ser imprescindível ou absolutamente inútil, como sorte de gente.
De muita gente. De tanta gente...nestas
jogos de família.

             

Talvez por isso o configurem muitas vezes de clown...
Vá-se lá saber, desse jeito, se está a rir ou a chorar... Nem ele quereria que o soubessem - suspeito!
2009- chegou! - ou tudo, ou nada !-

Como o curinga.  Rir?

          rir.jpg

- Chorar?


Depende - também - de quem baralha, dá cartas e tem o jogo na mão...
Haja esperança!

                  
Embora se saiba que há quem faça batota e ganhe sempre...
Feliz 2009!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:01

Eu Tive um sonho!

Domingo, 17.02.08

- Esta frase tão simples, quase sem importância, que qualquer pessoa repete por qualquer razão…

- Esta frase tão sem importância, que qualquer pessoa repete no meio de qualquer conversa, a propósito de qualquer projecto pessoal…

               

- Esta frase, fez tremer as consciências do mundo inteiro, e foi fixada na memória dos tempos – quando – comovidamente – um homem de cor – que por esse seu sonho havia de ser morto – a proferiu em nome de um projecto de paz.

                                  

Fraternidade e harmonia entre os homens –  Luther King!

- Eu tive um sonho!”

                              

Diz-se eu tive um sonho, quase desde o berço, ao acordar. Um sonho bom, um sonho mau, um sonho bonito, um sonho feio – mas – um sonho, como os sonhos, que cabem no dia a dia de qualquer um de nós.

Mas – se é um homem – um homem só – que enfrenta um mundo hostil, em nome desse sonho para o bem dos outros homens – então essa mesma pequenina frase ganha a dimensão do mundo que envolve e avassala todas as consciências.

                

-- “Eu tive um sonho” – cantaram os “Abbas” e encantaram, porque encontraram a expressão melódica, certa, para o sonho de cada um.

Mas … sonhar o bem de todos, lutar por esse sonho, e dar a vida por ele – dá realmente um peso de universo a uma frasezita de nada! : - “EU TIVE UM SONHO”!

       primavera.jpg

Talvez, no âmago das misteriosas origens de tudo, após cada Inverno, a Natureza se espreguice, e diga: - Eu tive um sonho!

Penso que a Primavera

é o sonho de esperança da própria Vida.

 

Maria José Rijo

@@@@@@

Á la Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1932 – 18 Março de 1988

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 17:14





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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