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Um Grito de Amor

Terça-feira, 09.06.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.829 – 21 de Março de 1986

 Um Grito de Amor- Um grito de Amor por ti – Árvore!

apenas uma floresta

- Árvore da floresta imensa…

Floresta de terra firme

- Árvore de sombra confundida, copa entrelaçada noutras árvores,

- Árvores sem jardim

- Árvore sem quintal

- Árvore sem caminho

 

- Árvore na multidão das árvores

 

 

- Árvore ainda e sempre, mesmo que só se diga: floresta.

- Árvore que viva tempestades de medo, e só se escuta em coro no arvoredo.

 

- Árvore que chora sozinha e engrossa a voz dos corais,

Um grito de amor por ti

- Árvore desconhecida

- Árvore tábua – colher de pau – raspas…

               

- Árvore lenha, seca, verde, podre

- Árvore abatida

Fendida pelo raio – queimada viva

Incendiada – archote

 

 

Ferida, triturada pelos dentes do serrote

- Árvore escavacada – raiz ao sol

- Árvore sem “pedigree”

- Árvore toro amainada boiando ao sabor da corrente

- Árvore de qualquer sorte

- Árvore de qualquer porte

- Árvore de qualquer morte

 

O meu amor por ti…

O meu amor de crente

A minha fé de gente

A minha fé – na gente!

 

Maria José Rijo

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:54

Retrato de Grupo (do negativo)

Terça-feira, 11.11.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1747 – 10 de Agosto de 1984

        

 

Aqui estamos: - uma geração inteira, frente à objectiva da história.

Olhemo-nos! – Que figuras!...

Aqui estamos, estáticas, como múmias, vendo desmoronar tanta coisa à nossa volta e permanecendo inertes, como se mortos estivéssemos.

                 

-- Onde estão os filhos, os netos, os bisnetos dos Homens que engrandeceram esta nossa cidade?

-- Onde estão os descendentes de quantos plantaram as árvores, abriram as ruas, fizeram as casas e jardins?

-- Onde estão os descendentes das mulheres resolutas que faziam da sua rua brasão de nobreza, caiando as ombreiras das portas e levando desde os poiais até ao meio da calçada, ainda que já vergadas pelo cansaço de um dia de duro trabalho, a soldo de outrem!

               

-- Mesmo pelo “negativo” vê-se bem – somos nós – é a nossa geração!

-- Somos nós que deixamos perder benefícios e privilégios que herdamos:

-- Comando Militar, Hospital Militar, Regimento de Cavalaria, Banco de Portugal…

- Elvas, que até já teve o seu Bispado Arrisca-se hoje a perder o próprio HOSPITAL DA MISERICORDIA!!...

                          

- Somos nós que consentimos que estropeiem árvores, que se usem em praças e avenidas, espingardas de pressão de ar para atirar aos passarinhos…

- Nós que deixamos deitar lixo nas ruas, cuspir no chão, apedrejar candeeiros de iluminação pública, escrever obscenidades nas paredes, arrancar placas de trânsito e bancos de jardins…

- Somos nós que – em lugar de nos organizarmos como uma poderosa colmeia em torno do amor e cuidado que devemos a Elvas, criando núcleos de cultura e recreio (teatro, música, manifestações desportivas, excursões de estudo, de investigação, convívios, etc, etc.) deixamos que andem por aí à toa a tomar uns copos ou a “gastar-se” gastando nas “máquinas”, o potencial humano que motivado com inteligência, faria por suas mãos melhorar a própria sorte e repor o cariz da cidade.

- Somos nós que recusando o gesto largo do semeador que transforma o chão em seara, nos fechamos na avareza do desinteresse…

- Somos nós que até já deixamos de ter o recurso de discar o 115 em caso de aflição! (Contou a rádio local). Agora só Estremoz nos acode se o fizermos…

 

Eis-nos, como somos; frente a frente; olhos nos olhos – fixados neste “negativo de retrato de grupo”, parado, preto e baço, feito “a lá minute” neste ano de 1984…

Que a história nos esqueça – se perdoar não puder…

 

Estamos mais feios – que bonitos

Sem má fé e – sem favor –

Vamos lá reagrupar-nos

P’ra um retrato melhor!

 

 

Maria José Rijo

                      

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publicado por Maria José Rijo às 09:59

Fonte da Fé - Senhor Jesus da Piedade de Elvas

Sexta-feira, 21.03.08

Com desejos de uma Santa Páscoa

para todas as pessoas

que passarem por este blog.

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publicado por Maria José Rijo às 15:58

Até parece fácil!

Sexta-feira, 25.01.08

“O eterno é a reunião de todo o passado e todo o futuro num só instante, a eternidade é o instante.”

Esta frase, este pensamento, de Santo Agostinho é um verdadeiro manancial de sabedoria.

Santo Agostinho, por Botticelli (1480)

Fechando, embora, um conceito adquirido pela sua percepção e pelos conhecimentos do seu espírito, ela abre, para nós, portas a um mundo infindável de caminhos da razão.

Todos nós, já pensamos ou dissemos a propósito de alguém: - à última hora, ou, no último instante, redimiu-se, arrependeu-se...concertou o mal que tinha feito.

A sabedoria popular, afirma: - até ao lavar dos cestos é vindima...

A fé assegura-nos que até ao último momento da Vida, da Vida de qualquer um de nós, ainda é tempo de como qualquer filho pródigo voltar a casa do Pai – e ser recebido em festa!

Na verdade, a Vida terrena é apenas um pequeno percurso no tempo, uma fracção ínfima de um todo infinito.

Um ponto numa linha cujo começo não se identifica e cujo termino não se determina.

Na verdade, a Vida, é apenas a conquista do instante que nos concede a entrada na eternidade.                   

Sendo assim, se assim for, a morte é tão-somente o mergulho no infinito, no eterno.

O regresso à mão que nos concedeu a oportunidade da experiência de ser.

Até parece fácil pretender a gente embrenhar-se no pensamento de um Santo que até aos 32 anos foi frívolo, amante de mulheres, mas, ao que contam os seus biógrafos: sempre ávido de Deus.

Não será também essa a tradução dos nossos anseios de perfeição, sucesso, poder, e tudo o mais que interpretamos como caminhos de felicidade e realização pessoal?

Não será tudo isso, apenas e somente um anseio de Deus, concebido à medida pequena da nossa pequeníssima dimensão?

                            Maria José Rijo

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.713 – 6/Junho/03

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:01





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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