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As várias faces

Terça-feira, 14.04.09

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.849 – 8 de Agosto de 1986

  

Numa família, mesmo numerosa e de parcos haveres, quando nasce um elemento é sempre ocasião para festejar.

Foi assim agora. Uma cidade de província, não muito grande, como é a nossa, recebeu a presença de mais um jornal e celebrou o acontecimento.

Não há dois, sem três, diz o povo.

 

Aí está, pois, o terceiro, temos a conta certa ao que parece. E, se pelas condições e dimensões do meio, não poderemos vir a ser mais família de parentes abastados… há uma posição de vida que para todos é possível e desejável… a de família unida…

          Família-unida

correcta… onde cada qual ocupa o lugar que lhe cabe e o exerça com brio.

São sempre possíveis olhares diferentes, e sinceros, sobre as mesmas coisas.

Quando o poeta canta que “importante é a rosa” ele também sabe que para a lagarta voraz, toda aquela beleza é apenas um manjar.

E, se os apaixonados a usam como testemunho de amor, o luto transforma-a num sinal de saudade.

        Quaresma - Tempo de Oração, Jejum, Abstinência e Conversão

Não admira que o crente sinta a rosa como um convite à oração, um motivo de graça a Deus.

Cada olhar tem seu toque de alma frente à vida…

Sua semente de fé…

Sua pitada de esperança!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:53

Os DEDAIS da Familia

Terça-feira, 14.10.08

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:55

Maniqueísmo

Quarta-feira, 17.10.07

          Até nas cores há diferenciação de tons.

Verdade que na base estejam as sete do arco-íris. Mas, verdade também, que qualquer delas se desdobra em tons que vão do mais vivo ao mais ténue.

Verdade que se podem esbater até que o tom se lhe ausente.

Incolor é a gota de água que actua como prisma e devido á decomposição da luz, gera esse fenómeno óptico que como um milagre fugaz, após as chuvadas risca os céus.

Tão belo, tão espantoso, tão inverosímil na sua luminosidade que também se lhe chama uma coisa do: “arco-da-velha”, segundo reza a tradição.

Aliás se todas as cores cabem entre o preto e o branco, também é verdade que o azul escuro – o índigo - se desdobra em azuis - o amarelo, em amarelos – o verde, num mar de verdes...e, assim é com todas elas, quer seja  o vermelho, o laranja, o amarelo, o verde o índigo ou o violeta

Pelo menos, no mundo das cores, não existe maniqueísmo, nenhuma delas se afirma por um só tom irredutível.

Estamos a viver um momento político de tremenda gravidade.

O mundo dividiu-se em apologistas do bem, e do mal. Só que cada qual, só acha virtudes na sua posição e de seus adeptos.

Desta forma, o bom, o melhor, é sempre o que está com o uso da palavra acusando o outro, e, assim, nesta alternância, são melhores e piores – os mesmos –, dependendo de qual está a expor o seu convencimento.

Pessoalmente, creio, que como verdade fundamental, indispensável à felicidade dos povos só se pode acreditar na Paz.

Nunca as guerras resolveram com justiça os problemas deste mundo.

Apenas conseguem soluções precárias, pela força, pela violência, pelo medo.

Derrotar, não é convencer, e, sem convencimento não há vitória.

Ganhar pela força, pode representar a humilhação de quem perde, mas, também, a derrota interior de quem vitima o seu semelhante, pelo poderio, pelo dinheiro, pela técnica, sem convencimento pela razão, pela inteligência, pelo humanismo.

Daí que aprendida pelo sofrimento directo, ou por herança ancestral, se tenha formado no mundo uma certa consciência colectiva que só aceita, por justas, soluções negociadas de Paz.

Não acredito que seja certo, matar, estropiar, tirar a esperança de Vida a quem quer que seja, – indiscriminadamente – quanto mais às crianças que, com fé nos olhos, tudo de bom esperam dos adultos a quem dão, confiantes, a mão, esperando serenamente, exemplo, protecção e apoio para crescer, serem livres e felizes.

Seja-me perdoado o desabafo... porém, vendo e ouvindo os noticiários, creio que todos nós, até no ar que respiramos, sentimos a dor da tristeza, e do desamparo das Mães e famílias, que olhando os filhos prisioneiros, tão cruel e despudoradamente mostrados ao mundo, – como troféus de caça – já aceitavam para eles, a morte, como um mal menor...   

 

 

                                                Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.705 – 11 – Abril –2003

Conversas Soltas

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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