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Na exposição Percurso

Segunda-feira, 29.09.08

 

Imagem de Santo António

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:20

Momentos

Quinta-feira, 05.07.07

http://olhares-meus.blogspot.com/

A televisão olha o mundo e com a imagem e com a palavra vai contando...

De todo o mundo...

Daqui e dali...

De ao pé da porta...

 

De Saddam: - foi lida a sentença – vai ser enforcado.

A gente lê, escuta, olha e não acredita!

Enforcado!!!

Mas que Mundo é o nosso? - Que pessoas somos nós que chamamos de justiça a sentença de enforcar um homem?

Muita gente, como eu, sentirá repulsa por semelhante sentença e sentirá vergonha de em 2006 AINDA ser possível uma sentença de morte consumada com opróbrio.

Se já é lamentável e ignominioso que se considere legítimo executar, como justo, um assassínio, para castigar outro, faze-lo por enforcamento envergonha o Homem como –Ser- criado à imagem de um Deus em nome dO qual se ousa fazer o que, em seu próprio nome, o homem não assume fazer...

A televisão olha, com a imagem e com a palavra vai contando e a gente: - envergonha-se...

 

Uma mulher – emigrante - ainda jovem, confessa frente a um país, que a observa pela televisão, que  entregou por falta de meios e medo de não ser entendida pelo companheiro com quem vive –  a uma estranha - a sua criança recém nascida - que não era dessa união e chora desesperadamente...

Chora e relata a sua desgraça e o seu arrependimento.

Chora, porque quer reaver a pequena Raquel. Chora - porque - reconheceu - que a dor do medo, da solidão e da miséria, afinal é menor do que -  a dor de  perder  a filha.

E nunca diz: tive uma criança!

Diz e repete: - “quando chegou a hora de Ganhar o Bébé” – diz e repete sempre – “Ganhar!”- quando refere o seu nascimento

De colo agora vazio, sem se dar conta, enaltece a mais valia de ser Mãe, e chora inconsolável...

A televisão olha, com a palavra e com a imagem vai contando e a gente pensa - sente, compreende e enternece-se...

Solidariza-se...

 

Um padre foi sequestrado ao celebrar missa na capela de uma prisão.

O padre, tudo conta, sem rancores, sem ódio, sem paixão, sem sanhas de vingança.

O Padre, é homem, é gente, não desejava morrer, mas... mais do que os seus medos, as suas angustias, sentiu, viveu, o drama de outros homens que, como “os poderosos deste mundo”, também pensam que é matando que se pode fazer o caminho para a liberdade.

O Padre conta. Não omite os seus medos, não esconde as suas angustias, as suas fragilidades, mas olha também as angustias dos seus opressores e sofre por elas, com eles, como que esquecido de si...

O Padre fala de Fé, fala de sua Mãe, fala de Deus.

Condoe-se pensando no sofrimento dos que o amam.

O Padre, não se queixa, nem lamuria – o Padre está vivo e quer aprender com a Vida – e, mesmo quando o risco é da sua própria vida - olha o “outro”- e olha-se, e conta e a gente aprende e orgulha-se da dimensão de ser Homem – orgulha-se dele.

O Padre repudia os actos criminosos pelos quais os autores do drama que com eles viveu estão prisioneiros. – Mas não repudia - os Homens – aqueles Homens – nenhum Homem...

E - a Esperança -  fica em nós ...

...e sentimos o orgulho de ser gente.

Deus seja louvado!

                                 Maria José Rijo

                              Escritora e poetisa

@@

           Jornal Linhas de Elvas

           Nº 2.892 – 16-Novembro-2006

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 14:06

Instantâneo em Fátima

Domingo, 22.04.07

Basilica

 

Há vários anos que, em meados do mês de Setembro, rumo direito a Fátima. O que em princípio foi uma necessidade pungente, tornou-se um hábito, como que um ritual, que conforta o coração cumprir.

Fátima é o que é.

Para muitos local de oração e penitência, para outros passeios, convívio, curiosidade, meditação, visita a Nossa Senhora, encontro ou reencontro com a Fé, ou, até a procura dela ou de si próprio.

Por tudo isto, e mais que não sei dizer, Fátima, tem um clima espiritual místico e misterioso que envolve tudo e todos que pisam o seu chão

A Fátima vai-se por bem. Quero dizer, por razões boas. Por amor.

A Fátima vai-se agradecer, ou pedir, saúde, vida, protecção.

A Fátima, cada qual chega imbuído do melhor, do mais generoso, do mais puro sentimento que é capaz de albergar no seu coração.

Por isso, também, o ar de Fátima é leve e envolvente. Pode chover a potes, pode o calor ser de rachar, pode, é verdade, mas Fátima, com aquela sua condição de ser mais olhada do interior do que do exterior, mantém o seu clima de alma muito próprio, e o aconchego de quem sabe que para amar e rezar, todo o tempo é tempo certo – é bom tempo.

Desta vez, algumas pessoas aproveitávamos o apoio do muro de mármore, que envolve a pequena capela das aparições, onde nos é oferecida a comunhão para assistir à celebração da Missa, com a mais respeitosa atenção, quando a porta por de trás se abriu e alguém silenciosamente deslizou para colocar rosas brancas no espaço reservado para flores.

A cerimónia prosseguia, mas, com as ofertantes das flores, entrara uma gorda e anafada pomba branca que, olhando para tudo e para todos, passeou pelo espaço que tanta gente costuma percorrer de joelhos, e, como se ela própria estivesse a cumprir alguma promessa solenemente deu duas voltas.

À porta os guardas, sorridentes, mas preocupados, olhavam sem saber o que fazer.

Sacudi-la, espanta-la! – Poderia começar a esvoaçar sobre o altar e estragar a cerimónia.

Limitaram-se, expectantes, a aguardar.

Foi então, que serena como entrara, saiu, parando um pouco à porta a olhar para trás como se quisesse fixar bem o que vira, ou tivesse dúvidas se deveria ou não dar uma voltinha mais, e, num repente, tão inesperadamente como entrara, saiu levantando voo.

Momentos após, os sacerdotes, fizeram o mesmo percurso, no mesmo espaço dando a Comunhão aos fieis.

Comunguei com um sorriso de alma. Parecia que a encarnação do Divino Espírito Santo tinha por ali passado, antes, a fazer o Seu anúncio.

Momentos de beleza que a Vida nos oferece e que, como fugazes mas misterisos acenos se prendem a nós para sempre.

                                  Maria José Horta Travelho Rijo

in:

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.885 – 28/9/06

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:21





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