Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Giro Flé Flé Flá

Sexta-feira, 09.04.10

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.800 – 23 de Agosto de 1985

Giro Flé flé flá

 

“Da minha Janela à tua

Há lixo que chega e sobra

-- onde andam os varredores

Que não põem mão à obra?”

 

 

Faço esta brincadeira, a sós comigo, quando olho as janelas do Senhor Presidente da Câmara, que da minha casa avisto.

Outro dia, porém, pus-me a pensar:

Quando o largo está limpo – o que já tem acontecido – não deu para versejar…

Também não ocorreram glosas, nem li comentários de outrem, sobre a fartura de água de que dispomos já há dois anos e cuja carência, era costume deplorar, acusando a inércia da Câmara.

Também não me ocorreu indagar cuidadosamente com que critério irão ser distribuídas as casas dos bairros novos – e por quem – ou, a quem cabe, a inteira responsabilidade do atraso na sua atribuição a tanta gente inscrita, àvida dum mínimo de conforto…

Tem-me ocorrido, isso sim, e muitas vezes pensar – a sós comigo: - coisas da Câmara!

E… será só? Ao certo não sei – mas… Quando penso nos projectos que certo dia escutei da boca do actual Presidente, no começo do seu mandato, e os comparo com a obra realizada, não posso deixar de me interrogar:

-- Será só a Câmara a responsável pelo que não se fez?

--Teria sido possível ao Município navegar contra a maré?

A maré, de certa maneira, depende da lua que a determina…

Sendo embora a lua uma realidade distante, toda sombras, quartos, crescentes e minguantes, é na maré que se pesca, é na maré que se voga, se parte e volta ou dá à costa…

O lixo que os cantoneiros não limpam a horas, é também lixo nosso – mal acomodado – etc… etc… por aí fora !

Não gostaria de usar nos meus juízos a inocência com que alguém, certa manhã, colhia flores na placa ajardinada frente ao Palácio da Justiça – como, se ali fosse o Jardim da Celeste, giro-flé-flé-flá!

Não! Nem quero depois olhar para a placa “depenada” e dizer candidamente: - a culpa é do Presidente! – Continuando o meu caminho leve e feliz – giro-flé-flé-flá!

Não estou mandatada para acusar ou defender!

Estou consciente dos meus deveres como Munícipe e, como tal, quero aceitar a minha parte nos “custos”, se a tiver!

 

Maria José Rijo

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 17:16

E digo porquê!

Quinta-feira, 21.02.08

            Vi nos noticiários, a indignação da população de Cascais porque a pretexto de obras se estão a sacrificar árvores de porte majestoso – plátanos - com mais de quarenta anos, neste referido caso.

Lembrei-me então da notícia bem documentada fotograficamente no “ “Público” sobre o mesmo assunto e, também, da reacção da população de Coimbra porque se atentava com o mesmo fundamento - obras - contra árvores da cidade.

Mesmo sem determinação consciente, ocorreu-me o lamentável abate das olaias do jardim de Elvas; decisão que considerei e considero cruel e atentatória do nosso património, e, digo porquê.

Historiemos:

Havia um bosque de olaias.

Para esse espaço, sem bulir nas árvores, poderia ter-se criado um projecto de melhoramento. Penso, até, que existia um, que serviu de base à tese de fim de curso de uma senhora educadora de infância.

Não se quis saber, não se soube, ou não se pensou em estudar soluções.

 Um belo dia, deu-se largas ao serrote, e foi o que foi.

Entre frases pouco corteses, que melhor retratam quem as profere, do que beliscam quem quer que as escute... Foi explicado que ali iria nascer um parque de merendas...

Para tanto, em vez do repovoamento – sem abate – com a mesma espécie (olaias) plantaram-se árvores que: “ iriam crescer rapidamente“ para abreviar a realização do projecto enunciado.

As árvores não foram avisadas, (a linguagem delas é outra) cresceram no seu ritmo próprio, e, coitadas, foram também arrancadas para dar lugar a um espaço pelado, árido, que nada tem que ver com “um renovado espaço verde”, como canta a propaganda da nova imagem do jardim.

(Se, se quer um parque de merendas está lá o local,- por tratar e aproveitar - bem sombreado, com sanitários por perto - o defunto mini-golfe - que aliás, nunca teve adeptos. Vem de outros tempos, eu sei, mas isso não obriga, quem quer que seja, a chamar útil ao inútil...A seu lado, jaz outro projecto gorado - um tanque sem dimensões para sonhar com barcos...)

Não restam dúvidas a ninguém que o abate do pequeno bosque foi uma decisão avulsa, fora de qualquer ordenamento estudado e, portanto desnecessária e injusta , além de ter sido um atentado contra o ambiente.

Quere isto significar que estou contra a remodelação do jardim? - nem por sombras. Estou, sim, contra a areia nos olhos...

Mas, vamos por partes:

Um jardim é uma realidade. Um parque de diversões, outra, bem diferente.

O nosso jardim – como tal – foi amputado de um largo espaço dos seus verdes em favor duma zona de desportos radicais, que, sendo útil, nunca deveria estar situada onde a implantaram. Certamente, não fora o que foi e o local escolhido teria sido outro mais apropriado, que acrescentasse grandeza ao jardim, como acontece com o anfiteatro.

À entrada de um jardim querem-se flores, muitas flores, e árvores, muitas, árvores. Árvores vetustas, apontando o céu às árvores jovens...

Haverá alguém que não sinta que isto é verdade!

Haverá alguém que não veja que aquela zona de desportos radicais, justamente ali, esconde mal a ausência do velho bosque que ao longo de dezenas de anos perfumou e embelezou e coloriu aquele recinto?

Jean Guitton, escreveu:

A árvore liga o mais baixo ao mais alto. Pelas suas raízes, ela suga o solo, e pelas suas folhas, bebe o sol. A árvore mergulha nas trevas, expira na luz”.

E Rilke dizia

 das árvores despidas deixando ver a sua estrutura, que os seus ramos desfolhados são “raizes bebendo os céus”.

Quem ama a natureza, entende a voz dos poetas, que por sua vez escutam a voz das árvores...

Mas, continuando:

Haverá alguém que não sinta que, certo, era ter sido escolhido outro espaço para zona de desportos?

No resto, aparte pequenos pormenores menos elegantes - para meu gosto pessoal -como seja o atafulhamento de engenhos no lago da entrada. Pequeno para tanta exibição, o debrum de cimento contornando os canteiros material hirto, que freia a sensação de natureza em liberdade que sempre se pede aos jardins – todo o mais está equilibrado, limpo e bonito. Muito principalmente o parque infantil, que pela graça de Deus e sensibilidade de quem o desenhou não se viu rodeado de redes e privado de bancos de apoio para os avós, acompanhantes de netos, como coube em má sorte à “jaula” ou “galinheiro” da Praceta das Descobrimentos, renascido tão contra-natura que até destrói todo o equilíbrio estético dos veios diagonais, em tijoleira, do traçado inicial...

Outra coisa de louvar é o acesso sem entraves ao parque infantil.

Concluindo: a cidade ganhou, embora perdendo, porque todos verificamos que: sempre se podem implantar parques de diversão em jardins enriquecendo-os, ao invés de os empobrecer, com o corte impiedoso, de uma só que seja das suas árvores.

                              Maria José Rijo.

                                   

@@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 6/Julho/01 – Nº 2.614

Conversas Soltas

 

 

                              

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 23:20

Mais vale tarde...

Sexta-feira, 12.10.07

            Em 26 de Junho deste ano de 2000 chegou-me às mãos um documento muito especial, via “mail” que começava assim:

             

            Estimada jornalista Maria José Rijo

        

            Sou membro dum grupo inglês que gosta muito de aprender Português. Somos quatro: eu e o meu marido Richard, a nossa amiga Ros cuja mãe mora no Algarve, e mais uma amiga Nicola que é empregada de British Airways e precisa de aprender muitas línguas europeias. Todos nós moramos mais ou menos a 50 kms oeste de sul de Londres. A nossa professora, Teresa, é Elvense e muitas vezes lemos o “ Linhas de Elvas” para praticar e também porque hoje em dia temos interesse na terra dela.

            A nossa jornalista preferida etc. etc etc...

e continua:

 

            O artigo que gostamos mais foi a história triste da matança das olaias : esperamos que hoje elas ganhem a sua beleza mais uma vez!

 

         Guardei a carta que pelo Linhas me fora entregue com um misto de confusas emoções. Algumas vezes a reli, sentindo sempre que devia responder. Só que não tinha

para dar, a resposta, que, para tal carta -  era a merecida.

            Pensei logo agradecer, o que só agora estou a fazer e convidar este grupo para visitar a nossa Cidade. Pensei que lhes poderia oferecer pousada ali em Juromenha  naquela casinha de porta de postigo de onde se vê o rio Guadiana, manso, quase quieto, correndo para o seu destino ...e onde o castelo, nobre e arruinado conta lendas de princesas mouras e guarda lembranças de rainhas de Portugal que por ali passaram em caminhos da história...

            Pensei... mas...

            Queria também puder dizer outras coisas mais.

              

            Sabem que estou convencida que Nossa Senhora só aparece às crianças porque elas são simples de coração e não têm nem vaidade nem orgulho de tudo saber?

            As crianças condoem-se dos velhos, dos cães estropeados, dos passarinhos implumes que as tempestades deitam ao chão. As crianças choram as árvores que os raios queimam , só porque estão mortas ou porque à sua sombra brincaram...

            As crianças, como os simples, sabem só as leis do coração.

             

            Daí que, como elas, ignorantes como eu, não entendam que para repovoar se arrase, porque isso era afirmar que fica mal um neto, lado a lado, pela mão de seu avô ou avó.

            Daí que por certo não passe pela cabeça de ninguém - penso eu - arrancar os pinheiros velhos do pinhal de Leiria e, em seu lugar, plantar choupos ou chorões porque crescem mais depressa...

Daí que me pareçam mais de acordo com a sensibilidade das gentes, as leis do coração do que as determinações políticas. E, esta carta,  vinda de longe mostra que o sentimento quando é sincero fica a fazer eco na alma de pessoas que muito embora não nos conheçam se  preocupam também, com a frieza com que se atenta contra a vida ainda que vegetal, sem que para isso haja uma razão imperativa.

                Passei junto à grade do Jardim Municipal. Tal como no ano passado, algumas Olaias, porque não haviam sido completamente arrancadas, ou foram apenas cortadas, apesar de regadas posteriormente com produtos exterminadores, teimam em rebentar.

            Custará assim tanto ao orgulho Municipal deixar que cresçam e voltem a florir aquelas teimosas sobreviventes?

            Elas, assim como assim, já mostraram que não estavam tão caducas como poderia parecer...

            Todos nos enganamos, e, como já li algures, nem todos podemos saber de tudo

            Que eu saiba só o senhor professor Cavaco Silva nunca se enganava! ...   

                Mas esse é do P. S. D.

 

 

 

                                                           Maria José Rijo

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº2.578 – de 27/10/00

Conversas Soltas

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:08

Efeméride - O JARDIM

Quinta-feira, 04.10.07

            Tenho na minha frente um jornal com 59 anos.

            É um exemplar de o “Correio Elvense”, semanário fundado por António José Torres de Carvalho; de que era proprietário, director e editor - Domingos Lavadinho.

Era composto e impresso na “ Tipografia Progresso”, de Ernesto Augusto Alves e Almeida - ao tempo na rua do Forno, 33 .

            É o número 505; saído em Domingo, 4 de Agosto de 1940.

            Isto de guardar papelada tem seus quês...

            Ora pois, neste exemplar fala-se da obra do então Presidente da Câmara - senhor capitão Carpinteiro e também do arranjo do Jardim Municipal levado a cabo por outro elvense de honra e brio -  o então vereador - Capitão Rijo.

                               (( Capitão Rijo com todos os seus netos ))

 Nessa data festejava-se a inauguração da iluminação eléctrica, os sanitários, etc. etc...e, dizia-se assim:

“Passou o jardim por grandes transformações, recebendo importantes melhoramentos que bastante o embelezam. Foi rectificado o alinhamento das ruas e nivelada a extensão do jardim. Elegantes bancadas de alvenaria ostentam lindos painéis com as figuras dos heróis das Linhas de Elvas. À entrada levantam-se em lindos azulejos policromados dois escudos de armas da cidade “ e, mais adiante cita as árvores novas que se plantaram e o concerto por uma filarmónica regida pelo Sr. António Brito.

            POIS É!!!

            Ao longo destes 59 anos todas as árvores foram vivendo e crescendo.

Muitas vezes acompanhei meu Sogro, na sua ronda de saudade, por aquele espaço a que ele e muitos outros elvenses queriam, e querem, muito bem.

            Muitas vezes vi crianças colhendo flores silvestres à sombra daquelas árvores amadurecendo o seu mundo interior, na fantasia de se imaginarem num bosque de contos de fadas. Era o seu espaço de liberdade...ali, sob as olaias, era permitido pisar o verde...

         Vi estrangeiros deliciados fotografando as olaias em flor.

            A doutora Bela Jardim, (quando viveu em Elvas) fez uma vasta reportagem fotográfica daquele bosquezinho maravilhoso e, com ela, seduziu para virem a Elvas, num Abril, um grupo a que pertencia - salvo erro - Os Amigos de Lisboa - e foi esse cartaz suficiente para o conseguir...

            Sei de algumas pessoas de Elvas que, tendo poucos meios, e vivendo do outro lado da cidade costumavam, na Primavera dar uma volta de autocarro, fazendo o circuito, só para se deliciarem com esse espectáculo, tão sedutor como a floração das amendoeiras noutras terras ou os castanheiros na caída das folhas noutras regiões.

            Eu própria em 82, quando fiz uns programas sobre poesia para a Rádio as citei, “e, se de repente nos faltassem as glicínias debruçadas em lilás, na alvorada da Primavera -  por tudo quanto resta ainda de muro de horta, portal de Quinta ou varanda antiga ?

            E... se, se apagasse o florir quase incandescente das velhas olaias do jardim por esse tempo?

            No entanto, quantos de nós olhamos de verdade, defendemos de verdade as nossas árvores de cada dia - as árvores da nossa terra ?- E, elas aí estão : florindo para

nós, respirando para nós - dando sombra para nós - inteiramente confiadas à nossa responsabilidade ao nosso amor.

            Ao desrespeito - aos maus tratos, tantas vezes..”

Era impensável nessa altura supor que até essa feição de Elvas seria devastada!

Pois também já as olaias estão de raiz ao sol... Matou-as esta Câmara, que não viu que nas árvores velhas até os troncos, como os rostos com rugas, têm beleza e expressão...

Em Lamego, quando lá estive, preservava-se à porta da igreja da Senhora dos Remédios - apenas o tronco de um castanheiro centenário!!!

 Por cá, caíram as olaias do jardim ainda antes das árvores da Quinta do Bispo!

Eu sei – que o maior - quase o único - empregador de Elvas é a Câmara Municipal

Eu sei, toda a gente sabe - ninguém ainda esqueceu a União Nacional - e o que pesa uma ditadura!

Mas...

Mas, será necessária tamanha submissão?

Camões pedia a Deus para morrer antes da Pátria perder a independência. E Deus fez-lhe a vontade.

Ele sabia o que vale a Liberdade , e o que vale a alma das Pátrias.

Foi dentro desse espírito que Pessoa disse -a minha Pátria é a minha língua .Como

se pode mostrar isto a  alguém, que chamado à atenção para a debilidade de saúde

de um adversário político, responde perante uma sala cheia , humilhada e envergonhada, 

o  que toda a gente  escutou:” já devia ter morrido!”

Eu disse um dia por ironia: Rondão de Almeida é pior para Elvas do que foram as Invasões Francesas            .

Reitero, hoje, com muita mágoa, mas com a maior convicção o que, quase como uma premonição, então senti.

Nas cidades, como nas pátrias, como nas pessoas, o corpo o físico – não é o essencial.

A Alma.

A Alma - é o que subsiste.

 “A terra ri-se nas flores” disse Ralph Emerson .

 

Um português, dos nossos dias, de grande inteligência e grande coração, chamado

 António Aleixo, ria-se assim, certa vez:                                         

 

 

                Quem prende a água que corre

            É por si próprio enganado

            O ribeirinho não morre

            Vai correr por outro lado

 

 

 

                                  Maria José Rijo

@@@@@@

J. L. de Elvas

Nº 2.495 – 12/Março/1999

Conversas Soltas

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 20:24





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Maio 2020

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31


comentários recentes

  • Anónimo

    Cá estou eu ... meia hora depois da meia-noite...B...

  • Anónimo

    PARABÉNS PARABÉNS PARABÉNS Muitos beijinhos n...

  • Anónimo

    Minha querida TiaMuitos Parabéns pelos 94 anos - q...

  • Anónimo

    Boa AmigaSou o filho de Augusta Silva Torres que a...

  • Anónimo

    Eu sabia... sabia que era este mês que a tia fazia...


Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


links

BLOGS DA CASA

EFEMERIDES

Aniversarios Blog

Culinaria

K I K A

Paginas de Diário

2020

2019

2018

2017

2016

2014

2015

2013

2012

2011

2010

Cá estou ...

Mais alguns...

Alguns...

Alentejo

Eurico Gama

Artigos sobre...

Escola Musica / Coral

Elvas Cidade...

Escritores e...

A Familia

Sebastião da GAma

Minhas sobrinhas Bisnetas

Meus sobrinhos Netos

Meus sobrinhos

Diversos...

Páscoa

São Mateus

Cartas especiais

noticias em Jornais

Dia da Criança

Cartas do Brasil- 1996

AÇORES

Juromenha

Col. de Gastronomia

O Natal

Exp. MuseuTomaz Pires-1984

Exposição PERCURSO-2008

HistóriasCmezinhasEreceitas

Revista Sénior

JOSÉ RIJO

Hospital e Maternidade

Livro de Reminiscências

Livros- de HistóriasInfantis

  • A história da Cotovia
  • A história de uma Flor
  • A historia do Castelo
  • AlendaMisterioso vale florido
  • O sonho da Joca
  • A menina de Trapo
  • A avó conta 1 historia
  • Conto - Margarida - 1
  • Conto-Margaridavaicontente
  • ... então sonhei!
  • O Cavalinho encantado
  • A princesa Jasmim
  • Aurinha está doente
  • Arnaldo o terrivel
  • A Cabrinha
  • Era uma vez ...
  • O pequeno castanheiro

Dias festivos

Programa de Poesia (radio)

Crónicas na Revista

Livro de Poemas - I

Livro de Poemas - II

Livro de Poemas - III

Livro de Poemas - IV

Aniversários Linhas

Livro Rezas e Benzeduras

Livro das Flores

LivroJoaoCarpinteiro

A Visita - Despertador

Programas se SãoMateus

Entrevistas

Entrevista - TV-Videos,etc

Visitantes no Blog

Blogs- quem nos cita



arquivos



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.