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Feliz Aniversário .... Maria José Rijo

Segunda-feira, 06.04.20

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Dia 6 de Abril 2020, segunda-feira

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... um passeio pelas Olaias...

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Juromenha 

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Com um beijinho especial, neste seu Aniversário 

Neste blog que comemorou 13 anos de Vida. FELICIDADES

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:00

CARTA DE JUROMENHA - 1994

Sexta-feira, 18.10.19
Jornal Linhas de Elvas
Nº 2.249 – de 20 de Maio de 1994
Conversas Soltas

Ao longe vejo Olivença
Mais perto, Vila Real
A meus pés o Guadiana
Correndo manso – na crença
De que tudo é Portugal

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Meu amigo

Quando eu era rapariga, falava-lhe guardando a distância implícita no reverente – Senhor Doutor.

Agora, que os anos, as minhas mágoas e os meus cabelos brancos permitem encurtar um pouco as distâncias, enfrento o seu tu cá, tu lá – de sempre – com um afectuoso: Meu Amigo. Porém, não cuide que este vocativo tem um conteúdo muito diferente.

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Isto quer dizer, apenas, que “ouso” tratar o Doutor que é escritor e jornalista de reconhecido mérito – chamando a primeiro plano a amizade que o velho tratamento já envolvia, embrulhado com o rótulo da dignidade oficial.

Situados que estamos, vou então dizer-lhe que: quando hoje colhi do seu espanto a desagradável sensação do “dinossaurico” atraso que representa o meu jeito de só escrever à mão; o meu vício de improvisar; a minha intrínseca aversão pelas máquinas – a cerimónia que faço com o meu próprio carro…

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Quando isto aconteceu, lembrei-me que me pediram certa vez para escrever sobre artesanato e vou apoiar-me no que então escrevi para o que pretendo contar.

É que, meu amigo, sou e sempre serei artesã.

- Quando escrevo azul, quereria fazê-lo sem caneta, ou lápis, 
- apenas com o dedo molhado na cor do céu.
- Quando digo mar… já vou na onda.
- Quando me encosto a um tronco de árvore e o abraço 
surpreendo-me por não me transformar em ramos, folhas e flores.
- Quando mergulho o olhar num poente a quietude do fim do dia
ameaça-me como se fora o meu próprio ocaso.
Sempre me sonhei erva do prado, ave, nuvem, folha ao vento.
Sempre. Porém, nunca foi senão o que sou -  apenas eu – empanturrada
de emoções como as crianças gulosas fazem com os chocolates – sem conta,
peso ou medida.

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Impossível com matéria desta natureza fazer obra de estilo 
com rigor de pormenor ou moldes de fresador.

Destas mãos de obreira – que me comovem porque iguais às de minha Mãe – grandes e ossudas, com unhas curtas, sem verniz, com esfoladelas da lareira e do fogão, mãos que até já amortalharam docemente – gente muito amada – destas mãos, meu amigo, só artesanato pode nascer.

Um pouco ao acaso, como as flores do campo. Raízes de mim que sou a terra que o sustenta.

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Não me queira sentada à máquina, de dedo espetado soletrando de tecla em tecla, aos pulinhos, como um pardal a comer migalhas.

Não queira. Deixe-me fora desses preceitos de civilização que me são alheios.

Já que me chamou para voltar a escrever – já que o fez – e tem agora a minha família e amigos – todos juntos – a cantar-lhe hossanas – assuma a auréola e dê-me do alto dessa santidade que lhe foi conferida, por tal feito, o perdão de que careço por tanta insipiência, não me espartilhando com preceitos que me constrangem.

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Tempos houve, em que não se usavam frigoríficos.

Bebia-se então água da bilha de barro que ficava de noite ao relento para refrescar – e a todos consolava.

Parei aí. Creia. E, como eu me lembro disto!...

Não invente actualizações para mim.

Saiba-me capaz de acreditar em mezinhas, fazer rezas de “cobro” e “quebranto”, benzeduras…

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Pense-me tecedeira dessas artes e manhas. Veja-me gastando tintas e pincéis em arroubos de naífe.

Registe que me era mais a feição passear de burro e sombrinha aberta no Chiado – e o mais que no género imaginar – mas – por favor, máquinas não! – a não ser de costura e, à antiga, com pedal.

Já sabe agora em que ponto me encontro… onde quer que me encontre!

E que é frequente encontrar-me sentada no poial, da porta de postigo, da nossa pequena casa de Juromenha, a ver correr o rio e a rezar o terço com as mãos ao sol pousadas no regaço.

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Posso estar só, ou acompanhada, a ouvir e a contar histórias.

Nada de erudito.

Qualquer coisa como um último abencerragem duma ruralidade que quadra bem à minha condição de artesã confessa e assumida.

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Vale assim?

É que me pareceu ouvi-lo, esquecido do “Poder Local” a resmungar comigo:

“Antes eu fosse sandeu
Ou me embruxassem com ervas
No dia em que me apareceu
Aquela artesã lá de Elvas”

Deixo-lhe um abraço agradecido e amigo.

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Maria José  Travelho Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 13:17

REQUIEM POR UM RIO – NOTICIAS DE JUROMENHA - 2008

Sexta-feira, 18.10.19

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Dias 5 e 6 de A gosto – ou seja: sábado e domingo próximos – Juromenha vai reviver a sua tradição de honrar com festejos religiosos e populares a Santa Padroeira da sua Igreja e povoação.

Assim, oferece às pessoas que durante todo o ano, lá habitam e por lá labutam, dois dias de intervalo no rame-rame das suas honradas vidas modestas e pacatas para de forma mais alegre e aberta conviverem.

De todos os lados chegam familiares, forasteiros e amigos, por esta altura do ano.

Vêm matar saudades e abrilhantar as festas.

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Fazem-se touradas, petisqueiras, solta-se fogo de artifício. Dá-se largas à alegria.

Baila-se nas ruas. Conversa-se e ri-se.

Vivem-se revivendo-as, amizades, tradições, recordações comuns.

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Mas… se as festas têm o nome de Nossa Senhora do Loreto – a cujo culto – o nosso rei D. Dinis consagrou a então muito importante Praça de Juromenha – lá por esses longínquos, séc. XIII/XIV – a componente religiosa a tudo o mais se sobrepõe.

No Sábado, dia 5, ás 16 horas, a Missa será celebrada por alma dos filhos da terra que Deus já chamou a si.

No domingo, dia 6, às 16.30 será a Missa solene seguida de procissão.

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A vila é pequena. Aninha-se num alto, à sombra dum castelo, como nos contos de fadas. Vale a pena ir espreitá-la!...

A procissão, segue o percurso dos passeios turísticos de qualquer forasteiro.

Afasta-se um pouco das casas e caminha pela estradinha modesta que se desenha entre os campos e a Fortaleza – separando-os.

Cenário constante do quotidiano dos seus naturais.

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Depois, lá ao fundo, num pequeno largo do Arrabalde de S. Lazaro – dá a volta para mostrar o rio à mãe de Jesus e regressa pacatamente ao povoado para repor a imagem no seu altar – que o seu culto – esse - está  entronizado no coração de toda a população.

A Banda, solenemente toca e o sol acende faíscas, como brasas, nos metais reluzentes dos instrumentos musicais…

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Só que, este ano… Este ano – não há rio! No seu leito vazio – como numa cama de hospital, onde a morte recentemente tivesse passado, restam as marcas de quem a ocupou – então, neste caso, metros sem fim de grossas mangueiras a dar testemunho das tranfusões que o rio suportou até exaurir.

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O rio foi sugado até dele restarem apenas poças, como rastos de chuvadas em terras de lama, ou manchas de sangue em locais de crime. O rio foi morto na pátria onde nasceu vítima do uso desabusado do seu sangue – a sua água.

Nas suas margens, glorificando o crime, vicejam exuberantes pomares cuja sede excede as generosas capacidades de dádiva do rio.

Na geografia da Península – aprendia-se assim:

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Guadiana – nasce na Lagoa da Regedora em Espanha e corre, beneficiando terras, gentes e bichos, até ao Atlântico, que encontra em Vila Real de Santo António, no Algarve – Portugal.

Os seus afluentes principais, no nosso país são, Xévora, Ceia, Degebe, Vascão e Odeleite na margem direita. Na margem esquerda: Ardila e Chanca. Porém …

Em nome de um desenfreado progresso – Será progresso, meu Deus? – O Homem que inventa necessidades que ultrapassam as suas reais necessidades e, até, a generosidade da terra, do mar, dos rios da própria atmosfera – tudo modifica.

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Prende os rios. Sufoca-lhes o destino. E, em lugar de neles se deleitar, pescar e dos rios beber – bebe-os! Inverte tudo. Brinca aos deuses.

Faz pomares em terras de Oliveiras sóbrias e chaparros protectores da humidade dos solos…

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Determina as árvores que são proscritas; como se alguma vez, alguma árvore, não tivesse sentido de existir… e, delirante, glorifica o excesso de outras.

Se em democracia se afirma que as regalias de um indivíduo acabam onde começam os direitos de outro indivíduo…

As regalias de todos os habitantes do planeta acabam, necessariamente, onde começa a perigar o equilíbrio da própria Natureza.

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É tão lógico, tão evidente como: não estender o pé além do lençol – coisa que o Povo ensina, apenas, por intuição.

Requiem por um rio, que morre com seus peixes, seus cágados, seus mil bichos de água…

Requiem por um rio, que Deus criou também para embelezar a vida espelhando, árvores, tufos de loendros, céus, sóis e luar e, do céu, beber as chuvas.

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Requiem por um rio, onde o gado bebia, de onde os pobres sustentavam o verde dos seus hortejos nas margens… e perfumava as noites quentes do Alentejo com cheiros de hortelã, mantrasto e poejos…

Requiem por um caminheiro que sonhava o mar e, a má-fé, cruelmente interrompem o seu destino…

Mas… Requiem, também, pelo Homem que quer aprisionar o sonho de seu Criador para o acomodar à sua precária medida.

Ámen!

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Maria José Travelho Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 12:20

Uma breve voltinha por Juromenha

Quinta-feira, 14.02.19

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publicado por Maria José Rijo às 15:28

Um passeia por Juromenha

Segunda-feira, 09.11.15

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publicado por Maria José Rijo às 20:58

Vejam comigo...

Quinta-feira, 08.11.12
.
Ao longe ve-se Olivença
mais perto Vila-Real
mesmo aos pés o Guadiana
correndo manso na crença
de que tudo é Portugal
.

.

Na tarde de 8 - 11 - 2012 em Juromenha olhamos ao longe

pensando em todos vós com terna

saudade.

Beijinhos 

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publicado por Maria José Rijo às 21:51

Passeio a Juromenha

Sábado, 03.09.11
Acima, acima gajeiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal
.
in Nau Catrineta
Ao Longe vejo Olivença
mais perto Vila Real
a meus pés o Guadiana
correndo manso na crença
de que tudo é Portugal
.
Maria José Rijo
 

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publicado por Maria José Rijo às 01:06

CONVERSA DE VIZINHOS...

Segunda-feira, 15.08.11

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.058 – 31 de Agosto de 1990

Á Lá Minute

Conversa de vizinhos

 

Dizia alguém, que ouvi, com muito fina ironia, que Portugal desde o 25 de Abril é, sem dúvida, o país que tem “produzido” mais políticos por metro quadrado.

Não consegui deixar de sorrir e de pensar se esta repentina erupção iria suplantar, ou já suplantou a nossa romântica queda para a rima e nos condenaria a perder o título de “pais de poetas”.

Depois ocorreu-me outra faceta nossa muito peculiar - a de sermos tão convictamente como os brasileiros – “um país de doutores”

Penso que há doutores com tanta profusão que já são acarinhados com diminutivos – para facilitar o trato – por “sotor” e “sotora”.

Em Coimbra, até era uso os carregadores de malas perguntarem às pessoas à chegada dos comboios: “O Senhor Doutor é caixeiro viajante?”.

Mas, em boa verdade, se somos assim irónicos e bem dispostos, somos, também, muito mais.

Somos parte de um povo engenhoso, inventivo e sábio que diz com segura dignidade a sua opinião sobre assuntos, por vezes polémicos, desde que a sofrida vivência de um dia a dia de consciente entrega, o tenha levado, embora empiricamente, a esse saber de experiência feito.

 

Sentada à porta, olhos perdidos na imensidade do horizonte, a minha vizinha Clemência, evocando a aprendizagem de vida dos seus oitenta anos dizia-me com convicção:

“Antigamente, a gente tinha os filhos, acareava-os ao peito. Arrimava-os à gente, dava-lhes de mamar. Levava-os para todo o lado nos braços, aconchegados no xaile.

As crianças até conheciam a gente pelo cheiro, como os bichos.

Agora, as crianças nem sabem de quem são. Mal nascem, vão para os infantários. Não conhecem os braços das mães.

Andam de carrinho. Mamam no biberão. Andam de mão em mão. Não têm dono, nem sabem a quem hão-de querer.

Depois, as mães choram e dizem que os filhos as desprezam.

O que é que esperavam?

Os meus não me querem aqui deixar. A toda a hora me vêm buscar, e os netos também. É uma luta para ficar uns dias aqui na minha casa.

Criei aqui os meus filhos. Pouco mais tenho do que o que veio comigo quando casei.

Nunca trabalhei para comprar tabaco, ir ao café, nem para camas de bilros e luxo.

Ensinei os meus a trabalhar e a trabalhar para se governarem.

Faço a minha lida. À tarde vejo um pouco de televisão. À noitinha sento-me à porta a gozar do fresco e entretenho-me a pensar coisas da vida.

Isto tem mudado muito…”

 

Os costumes, sim. A alma do povo – não!

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 17:01

Regresso:

Quinta-feira, 11.06.09

.

À minha estada em Juromenha se deve ter deixado sem respostas os comentários que entretanto se foram acumulando.

Deixo para todos umas imagens da beleza daquela

 

pequena povoação cheia de história, a que está ligada a memória, até, de casamentos reais.

Deixo também o meu desejo de retomar a conversa
com todos os meus sobrinhos, amigos e visitantes de quem já tenho muitas saudades.

A esta explicação, junto a minha gratidão e as minhas desculpas.

com um forte abraço

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:59

Para a DOLORES

Quarta-feira, 02.04.08

a Malva do

Portão de Juromenha

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publicado por Maria José Rijo às 21:05





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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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