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Lembranças da Guarda

Quarta-feira, 08.06.11

 Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.900 – 7 de Agosto de 1987

A La Minute

LEMBRANÇAS DA GUARDA

 

 

Com todo este calor é mais fácil, para mim, ficar aos sábados e domingos no sossego do meu canto, cuidando de coisas que descuro durante a semana, ou projectando trabalhos a fazer.

Como já não sou tão jovem que só sonhe futuro, muitas vezes me surpreendo a avaliar e comparar coisas passadas.

É esse um grato privilégio dos anos – amealhar experiência.

Hoje, a propósito de não sei o quê, lembrei-me da cidade da Guarda onde as tílias e as roseiras mais tarde do que na nossa região, e onde mesmo nos meses mais quentes de Verão, pelas manhãs e tardinhas, corre um arzinho que fala de serra e altitude.

Dai que tivesse evocado aquele dia de S. Pedro de 1986 quando pelas fontes, serra acima, vultos de mulheres saiam das sombras dos castanheiros frondosos, e ofereciam à cobiça de quem passava, colares fartos, entrançados como resteas de cebolas, mas feitos de cerejas maduras e carnudas, vermelhas e apetitosas como pecados.

Recordei depois as minhas longas manhãs de lazer (ainda não tinha casa) passadas a calcorrear, palmo a palmo, cada rua, cada recanto, fazendo a escolha dos “melhores lugares” para os anos que lá vivesse.

Um dos que mais me agradava, era um pequeno parque com uma velha casa senhorial, abandonada, com as paredes de granito recobertas de trepadeiras e musgos, que a humidade ambiente mantinha verdinhos e macios.

Do outro lado da rua havia um muro baixo.

Sentava-me lá e ficava tempo e tempo a “habitar” aquela casa com os fantasmas de amor que, como toda a gente, trago comigo.

“Via” minhas tias fazendo renda por detrás das vidraças.

“Via” fumo a sair das chaminés,

“Via” as minhas crianças a correr pelo parque por entre as árvores com o cão, na brincadeira…

 

Notei então que uma mulher de pobre aspecto, passava por ali à mesma hora todos os dias, e pousava por instantes a lata dos desperdícios que carregava, sobre o muro, para descansar.

Uma vez sentou-se a meu lado. Sorriu com modéstia e disse com simpática curiosidade:

-- V. Exª., não é de cá?

Confessei que não, mas que estava encantada com a terra dela.

-- Obrigado! – Respondeu e insistiu – De onde é V.Exª.?

Elucidei-a. Então, quase como a desculpar-se disse-me com amabilidade:

-- Nunca saí daqui, não conheço a terra de V.Exª., mas é, concerteza , também muito bonita !

E enquanto, comovida, eu lhe agradecia, ela com a lata à cabeça a brilhar como uma coroa, foi ao seu destino, e eu guardei-a comigo até agora!

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 12:09

Mudanças… São comigo…

Quinta-feira, 15.01.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.297 – 28 – Abril – 1995

Conversas Soltas

 

 

Quando abri o último “Linhas” e vi que já não “morava” no mesmo lugar – fiquei a pensar que isto de mudanças tem que ver comigo.

Coisas do destino.

Só de terra mudei: - Moura Faro Santa-Vitória - BejaÉvoraCubaElvasCadas da Rainha GuardaTomar – de novo Beja Elvas Ilha Terceira Lisboa e finalmente Elvas onde conto permanecer até ao fim.

Isto, sem falar nos “entre-postos” onde só ficamos escassos meses.

Mas… continuando…

Durante anos e anos tive neste jornal uma casinha alta, de fachada estreita, numa faceira certa onde um grande Amigo me fez lugar.

Um dia, de combinação com meu marido abriram-me um postiguinho e puseram-me nele a espreitar cá para fora.

Não me agradou em especial. Gosto da meia-luz, um canto sossegado, os livros a jeito, tudo recatado e discreto – música de fundo.

É no segredo da terra que a semente germina sem alardes. Porém, foi assim, foi muito bem e os tempos foram correndo tranquilos.

Eu sabia o tamanho da minha morada e tinha a prudência de não arranjar “mobília” demais para não causar confusões.

Mas a vida é feita de mudança.

               Inês de Castro - estátua jacente ao Mosteiro de Alcobaça

E, tal como a “linda Inês posta em sossego naquele engano de alma ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito” um dia a tristeza veio para ficar comigo.

Encheu-me a casa.

Fechei a janela e mudei-me – pensando que para sempre – para o meu magoado silêncio.

Lá fora a vida corria.

Não para a vida. Renova-se e recria-se a cada hora – a cada instante – agora e sempre.

E, manda ela, – a Vida – que cada pessoa se habitue ao peso de cada dia como cada árvore se conforma com o peso de cada folha nova ou … a falta delas – e viva com os novos contornos que ela talha e impõe.

Assim fui vivendo.

Assim vou vivendo.

Velhos hábitos, velhos gostos, a pouco e pouco insinuam-se primeiro como lembranças – depois com a força e a persistência – quase de ócios.

Olhem-se lápis, canetas, papéis – que se haviam tornado coisas vazias de sentido e inúteis – com a ternura de amigos que se reencontram…

… O que eu gostava disto – diz a memória.

… O que eu gosto disto – diz a consciência.

E as mãos, descomandadas agarram a molhada de esferográficas – inúteis há tanto tempo.

São bonitas.

São coloridas.

Têm legendas… têm “origens” – comércio, banca, política…

Tantas ainda escrevem! – Que bom!

E, de repente, um arabesco, uma palavra, um pensamento – um poeminha fica no papel:

 

Queria fugir desta saudade

Como quem muda de País…

Mudar de coração

Arrancar-me de raiz

De tudo o que já vivi

Queria sair de mim

E, ser por inteiro

A memória de nós

Sem sofrimento…

 

Reage-se.

Recusa-se a lágrima.

Ajeita-se na jarra um botão de rosa,

Decide-se: - Alternativa – precisa-se!

- Urgentemente!

Tudo serve.

Abre-se a televisão.

“Há sempre uma novela inesperada que espera por si”, - (Bem podia ser o slogan)

Reaprende-se o sorriso.

Reaprende-se o trabalho costumeiro.

Não se volta ao passado – mas – não se foge do passado.

Guarda-se o passado dentro de nós e aprende-se a viver com ele.

E, o ponto de Arraiolos, ou o “crochet” mais da nossa feição – (nem que seja, pintar ou escrever) – reganha os tempos de rame-rame costumeiros e instala-se definitivamente.

Assim, voltei ao “meu Linhas”.

Era agora um prédio novo.

Caiado de fresco.

Gente nova. Remexida. Inquieta.

Receberam-me com afecto. Ternurentos. Queridos.

Mudam-me de sítios todos os dias – quase!

Já moro à esquerda. À direita. Em baixo. Em cima!

Mudanças – são comigo!

Há pouco vivi num rés-do-chão nobre, com vistas para a frente.

E, se “pela andança e pela corda da roupa se mede a vizinhança” – bem avizinhada ali eu vivia… como se sabe!

Agora – eis que – me vejo situada num andar de belas vistas – virado para a nascente – quero dizer: - com o sol pela frente. ( E não me saiu a casa cheia!)

 

Ora, se é verdade que tenho saudades daquele espaço medido, como um lugar no coração dum Amigo com que sempre se contava…

Se é verdade…

Também é certo que já me habituei ao imprevisto – que me oferece a juventude de quem agora comanda o “meu Linhas”.

Malta fixe!

Bué de boa!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:26

Esparsos da memória

Quarta-feira, 24.10.07

            Num dia quente de Verão, destes nossos, que qualquer alentejano arrosta com a sua costumada dignidade de viver. Destes que põem os “ críticos,” da nossa tão mal entendida indolência estival, frente à dureza do clima na mais ridícula prostração e desespero. Destes que põem, esses nossos “críticos”, em fuga das nossas terras e lugares, por incapacidade, até, de se portarem como gente civilizada; num desses dias, tendo que sair em horas em que o sol não permite, qualquer manifestação de familiaridade ou afoiteza, dei comigo a compulsar a evolução das meias desde que me conheço.

            Entre as meias de hoje feitas industrialmente e as meias artísticas, verdadeiras obras de arte artesanal, que distância no tempo, na qualidade e feitura. 

 

            Tenho numa vitrine um exemplar antigo. Uma meia de fio de linho, branca, tecida com cinco agulhas finas, com pontos complicados que formam folhinhas, flores, e diversos feitios, combinando abertos e fechados e, que ainda está bordada por cima com requintes de bom gosto e habilidade. Foi-me dada como sendo de uma de minhas avós e, com a explicação de que tal preciosidade, nem sequer era para ser vista senão pela própria já que as saias nesses tempos tocavam a biqueira dos sapatos. Das botinas, melhor dizendo, pois que até havia uns ganchos próprios - alguns com cabinhos de marfim e outros requintes - para fechar as abotoaduras  que alongavam tornozelo acima os canos do calçado, que pudicamente defendiam dos olhares cobiçosos ,ou, atrevidos,  todo e qualquer pormenor do físico feminino.

            Sòzinha sorria a estas lembranças como quem desvenda um arquivo ignorado.

            Jamais me ocorrera ter fixado tamanhas bagatelas e, a sua descoberta tornava-se- me divertida.

            Recordava perfeitamente as meias masculinas. Revia as ligas ajustadas debaixo do joelho com fivelas metálicas, e as presilhas com molas de prender penduradas uma de cada lado que mantinham as peúgas ou, peúgos esticadas a rigor, que via meu pai, meus tios e meu avô usarem...

            As polainas, com passadeira por debaixo da sola dos sapatos que todos os senhores usavam. Pensando nas diferenças ao comparar com os costumes de hoje, foi irreprimível a minha vontade de rir.

Reportei-me então à minha infância, quando pelas manhãs dos dias frios, nos equipávamos também com polainas de malha de lã, grossas e macias, cobrindo as meias como remate da indumentária invernosa e, para conforto evidentemente!

            As polainas deviam representar um sucedâneo, bem mais económico, da protecção e aconchego que davam os canos das botinas, penso eu...

            Anos mais tarde o uso indiscriminado das calças compridas para raparigas e rapazes havia, de substituir, com vantagem, tais acessórios.

            Das polainas às meias de lã tecidas à mão, e às meias de linhas de algodão, com cores berrantes que as mulheres do campo eram exímias em executar sentadas às portas conversando umas com as outras enquanto tomavam o fresquinho , ou aproveitavam a dádiva do calor do sol no tempo frio - foi um fluir de recordações que acordavam e se cruzavam como riscos de luz  dum fogo de artifício inesperado.

            Os desafios mal disfarçados de rivalidades de sabedoria apreendidos nos comentários: A fulana deita melhores biqueiras que a sicrana, mas em calcanhares

ninguém a bate! - Com que se alfinetavam as comadres no soalheiro das aldeias, apareceram por acréscimo à evocação das meias grosseiras que se usavam no campo e que consertadas e reconsertadas ficavam às riscas já que o sol e as lavagens se encarregavam de ir alterando as cores. Embora da mesma meada nunca o tom dos remendos se aparelhava com o esmaecido do trabalho primitivo já muito batido pelo uso.       

 

             Desta forma até as meias contavam os prodígios de poupança a que o viver dos pobres obrigava.

            “Remenda o teu pano que chegará ao ano! – se o tornares a remendar, tornará a chegar!”

            Ainda não chegara a fúria do consumismo. O poder económico do trabalhador do campo, já então, era uma figura de retórica...

            Enquanto isso, nas cidades, triunfava a meia de fio de Escócia. Quanto mais fina mais cara e mais frágil e mais elegante! E eram as raparigas a desejar substituir as peúgas por meias altas como testemunho de já serem umas senhoras. E era o irrecusável apelo dos jogos e brincadeiras próprias da pouca idade que transformavam essa vitória no mais lamentável desastre com buraqueiras e malhas caídas comprovativas da glória imerecida.

            Mas, quando já espigadotas “que charme” poder perguntar: - tenho o revesilho das meias direito? E as baguetes?- E as meias caídas? Mal esticadas? - Céus! Isso seria o cúmulo do descrédito!

            Não consentir na exibição desses sinais de desmazelo, era o máximo do apuro.

            “Menina prendada não é desmazelada “ era outro aforismo desse tempo em que havia como que um código de compostura pelo qual toda a gente se regia.        

            Penso que só por acaso alguma rapariga de agora saberá o que é um revesilho.

            No entanto estas memórias não estão muito longe no tempo, isto não é história de há séculos, mas sim do fim da primeira metade deste que agora se despede...

            Quando tudo começou a evoluir mais rapidamente, apareceram as fibras, e o nylon destronou sem piedade as conceituadas meias aparentemente instaladas como donas do mercado. As apanhadeiras de malhas que por detrás das meias portas ou nos vãos de escada gastavam os olhos, iludindo a pobreza, a troco duns escudos, para reconstruir, quase sem rasto ou com pequeníssimas cicatrizes aquelas finas teias de aranha em que as meias se tornaram foram desaparecendo na medida em que o consumismo foi triunfando e o usa e deita fora ganhou com segurança a guerra contra as poupanças

            Estamos no apogeu desse usa e deita fora. E a perna ao léu é uma conquista da liberdade de cada qual viver à sua realíssima vontade

Neste descontraído falazar que são por vezes estas conversas soltas calhou-me hoje lançar um olhar sorridente para coisas passadas, tão sem importância, que ninguém nelas pensa, mas que são capazes ainda de acordar reminiscências no coração de quem viveu esses tempos.

Se assim tiver acontecido, por um só sorriso, que tenha feito nascer a alguém mais só, ou mais triste, terá valido a pena evocar estas ninharias.

                                            

                                          Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.464 – 31-7-1998

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 20:59

Falas de acaso

Sábado, 13.10.07

Todos falamos de tudo.

Do que lemos, do que ouvimos, do que observamos, do que conhecemos, do que suspeitamos, do que sabemos e, até do que desconhecemos.

Falamos, falamos, falamos...

Tanto falamos, que até é costume dizer-se que falamos por falar.

No entanto, há ocasiões em que queremos falar e as palavras, não ajudam. Faltam.

Não é sequer que faltem os assuntos. Não, não é o caso.

Até se pode dizer que a dificuldade está em escolher de entre tantos que nos ocorrem.

            Porem, nem tudo vem a propósito, ou, vindo a propósito não se coaduna com a circunstância.

Vejamos o caso: eu tinha a crónica para escrever.

Em boa verdade já a deveria ter escrito. Tempo não me faltara. Faltara-me sim disposição.

E, não era por mais nada, era só porque crescia dentro de mim, há muito, uma vontade doida de nada fazer. Estava com uma disposição, só semelhante, tenho esse palpite, à que deve sentir o caracol quando resolve meter-se na casca e hibernar.

Ele sabe que lá fora está o mundo, que o sol vai brilhar, desfazendo as brumas da madrugada. Ele sabe que gosta de sair do seu sossego, para pastar, manhã cedinho quando a erva está tenra e fresca. Ele sabe isso tudo, mas não se importa.

            Faz uma cola bem fabricada com o seu visco de escorregar, enrola a palmilha com que caminha, encolhe os pequeninos tentáculos, solda-se a um qualquer tronco de oliveira ou pé de cardo, isola-se das vicissitude da vida, e curte o seu caprichoso destino no silêncio dum isolamento apetecido.

Deve ser qualquer atavismo que a isso o impele.

Eu dava de muito má vontade, guarida a uma gripe que me assaltara nesta época, que sendo – Verão, não tinha que pactuar com maleitas de Inverno.

Não tinha, mas aconteceu, e todo o meu corpo repelia a intromissão da febre, da tosse e, de todas as coisas que nos impelem a procurar ficar fechados dentro de nós, como se fosse assim possível diminuir a parte exposta aos malefícios de tal “sinapismo”.

Pois foi no momento em que a palavra sinapismo me ocorreu que as recordações de infância me invadiram e a vontade de rir ou sorrir, sacudiu em mim a tendência quase irreprimível para a lamúria.

Hoje há uma panóplia bem vasta de farmacos contra a gripe.

Há medicamentos lindos, coloridos, burilados, lapidados como pedras preciosas.

Apetece olha-los, manuseá-los como jóias. São verdadeiras tentações.

Tempos houve, porém em que as tisanas tresandando a melaço, enjoativas como purgantes, eram a panaceia.

Com elas apenas competiam em eficácia e incómodo os sinapismos.

Eram emplastros feitos de papas cinzentas de mostarda moída, aplicados em quente nas solas dos pés e na barriga das pernas.

Mordiam na pele como formigas desvairadas de fome, e faziam transpirar de calor e incomodidade.

Por isso a palavra sinapismo tem sentido tão pejorativo.

Mas voltando ao mote desta crónica...

Nem só por palavras as pessoas se entendem!

Quando eu era adolescente e queria faltar às aulas inventando gripes, ninguém me fazia reparos.

Com ares muito solícitos, serviam-me tisanas atras de tisanas e quase faziam de mim uma múmia com a profusão de sinapismos, ventosas nas costas e algodão iodado no peito até escaldar como o sol do meio-dia. 

E. Assim. Sem palavras se aprendia...

Eis como uma gripe, também pode fazer renascer uma lembrança longínqua, um sorriso, e proporcionar uma conversa de acaso.

 

 

 

                                              Maria José Rijo

@@@@@@

Revista Norte Alentejo

Nº 21 – Agosto / Setembro 2002

Crónica

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publicado por Maria José Rijo às 20:46





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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