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Cravo

Sexta-feira, 25.04.08

 

Do Cravo – diria assim:

Veste vermelho – espanhola

Que são rubros - cor de sangue

os cravos de que mais gosto!

- Põe “peinetas” nos cabelos

e a prender a mantilha

que em sombras te borda o rosto

que sejam ainda os cravos

cor do poente em Agosto!

Que são os que melhor casam

com o som das castanholas

e falam de sol e toiros

e de tacões batendo o chão

de palmas, sapateado

e ... olés! Bem compassados

com ciganas “salerosas”

e  guitarras dedilhadas

por homens esguios - “mui machos”

cingidos de roupas negras

com voz rouca e nervos tensos

como galos bem treinados

antes de entrar em combate !

... era esta a voz dos cravos

mesmo pintados em leques

em brumas de S. João

lá nos Junhos da memória!...

mas... um dia

Quando em 25 de Abril

se fez “ 31” na história

dum povo ordeiro e pacato

a evocação dos cravos

mudou de mão e cenário

e em todos os continentes

por gentes de qualquer raça

Pode o cravo ser contado

como a flor que encontrara

um novo significado!

- Se ainda falava de dança

se falava de alegria

mais falava em liberdade

que semeara a esperança

dum povo reencontrado

“à sombra duma azinheira

que já nem sabia a idade ! “

- mas a esperança também morre

e ao morrer traz piedade!

E, o cravo rubro de cor

Que em Portugal ganhou nome

falando em Paz e Amor

Já foi tão atraiçoado

que nem sabe que mais diga

- já é apenas um fado

e o fado é sempre cantiga .

 

 

 

Maria José Rijo

LIVRO DAS FLORES

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:03

Amor-perfeito

Terça-feira, 15.04.08

 

Amor-perfeito – é flor

Que mesmo só em flor

o Amor

pode ser assim perfeito!

E de perfeita – a flor

qualquer que seja - é amor!

Porque - Amor - sem ser flor !

Nunca é amor – perfeito!

E, ás vezes, mesmo em flor

Não chega a ser escorreito

Sendo embora – amor-perfeito

Quanto mais – perfeito amor!

Que ser amor – sem ter defeito

E ser ainda – amor-perfeito

Já se disse: - só flor!

É que o mais perfeito amor

ao nascer, sempre é flor - mas,

mesmo que amor perfeito

tem três dias para viver

para encantar e morrer...

Por isso mesmo - o amor

Com mazela ou sem defeito!

Tem que ser amor presente

P’ra ser um amor-perfeito

Porque em amor - o pretérito

inda que sendo perfeito - ou - até

mais que perfeito

Já não é amor igual

ao amor que está presente!

Em amor - Também não serve

Futuro ou condicional

Porque de amor - o melhor

é aquele que se tem

se diz: - “dele” - ou se diz: “dela”

se abraça e aperta ao peito

Se beija do nosso jeito

mesmo que tenha mazela!

Que quando o amor é nosso

Mazelas - ficam feição

e já é amor - perfeito

Se nos enche o coração!

Assim sendo! - Fica aceito;

que em vida - perfeito amor

não requer comparação

em beleza ou duração

com qualquer amor perfeito

 

Maria José Rijo

LIVRO DAS FLORES

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:34

ROSA

Domingo, 30.03.08

Rosas Azuis

A rosa que me deste

morreu hoje

Chegou em promessa, - fechada num botão

como fechada

estava a tua mão que a segurava...

Com ternura de mãe

a recebi, a amei e lhe sorri

Sorria-lhe todas as manhãs, desde então,

agradecendo - em silêncio - a sua companhia...

que renova no meu coração - a esperança

que é sempre filho e flor...

Depois, todo o tempo ela comigo compartia -

a beleza que a fazia ser rosa ! me vergava a seus pés,

e que eu recebi, como se, só para mim,

ela fosse nascida...

... Há cada vaidade nesta vida !

Ontem - achei-a diferente

Ela já não me respondeu...

Tinha a cabeça curvada

O ar vencido de quem tudo teve

e tudo já perdeu

Hoje - recolhi-a pétala a pétala

Era ela toda - e já era nada !

Toda, - na minha mão fechada

e toda desfolhada...

Como penas de ave - sem voo

- sem bater de coração...

Já não era, nem fresca, nem formosa...

já nem era rosa ...

Era ausência e frio

Sem o calor da vida - nem era sorriso ...

- mais um arrepio...

mas, sempre, lembrança doce e triste e linda,

que na alma se fecha silenciada

e, como perfume emanado da rosa...

dela se guarda a ventura que se goza...

na alegria pura, como a pura dor...

de viver um sonho -

ainda que breve

- como um tempo breve de flor ...

 

Maria José Rijo

LIVRO DAS FLORES

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publicado por Maria José Rijo às 11:45

A GLICINIA

Sexta-feira, 07.03.08

 

- Quando o perfume inebria

                                  e os sentidos perturbados

                                                  cegam, nessa asfixia

                                                  que os funde

                                                  num doce arfar de harmonia ...

                                               - Quando as abelhas rendidas,

                                                  em volutas, espirais,

                                                  bordejando cada cacho

                                                  a libar, loucas de gula,

                                                  da beleza o mel oculto

                                                  - dão asas a cada flor

                                                  e  é o lilás que esvoaça

                                                  juntando o perfume à cor

                                                  nesse musical zumbido

                                                  onde o sol canta e aquece...

                                               - Quando o perfume inebria

                                                  e toca os olhos e a pele

                                                  que de prazer se arrepia...

                                                  E os sentidos perturbados

                                                  no gozo de tanto odor

                                                  que envolve, afaga, enlouquece ...

                                                  Cegam nessa asfixia

                                                  É a glicínia que em festa

                                                  a florir se anuncia

                                                                

 

                                                Maria José Rijo

                                               LIVRO DAS FLORES

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publicado por Maria José Rijo às 20:48

JACINTO

Terça-feira, 19.02.08

A mesma terra

que gasta

que apodrece

e consome

A mais bela criatura

No mistério do seu ventre

alimenta

cria

liberta

Dum bolbo sem ar nem graça

como um nabo na feura

em milagre

a formosura

do Jacinto

a liliácea bolbosa

de florzinhas gomosas

cheirosas

de toque quente

como um bafo de desejo

como apetites dum beijo

de amor

jamais consentido

que nem a morte venceu

e em cada Primavera

renasce, vive e revive

como na alma refloresce

o que nunca se esqueceu.

 

Maria José Rijo

.

LIVRO DAS FLORES

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POST - nº 500

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publicado por Maria José Rijo às 21:54

A CAMÉLIA

Quarta-feira, 13.02.08

Uma rosa embalsamada

talvez desse uma camélia!

Talvez desse!

e ... Talvez não!

Que mesmo murchas - as rosas

inda perfumam a mão

que piedosa as recolhe!...

- mas a camélia, altiva e fria

encanta - mas arrepia !

é frágil como o cristal

e ... de flor

tem a forma e tem a cor

mas, perfume, não exala!

- Se a camélia fosse gente

nunca seria rameira

mas não seria donzela

nem mãe galinha (cheia de filhos)

não seria ama

nem criada de sala ou de cozinha

- Se a camélia fosse gente!...

podia ser uma infanta!

Mas criança - só já morta

já toda em tons de marfim

com dedos finos de cera!

- Se a camélia fosse gente !

Seria ela - e só ela !

Se a camélia fosse gente

não era quente - era distante

teria um trono

todo de oiro e pedrarias

onde se sentaria - hirta e bela

todos os dias

como prisioneira

detrás duma janela ...

... ou freira com mágoas de amor

fechada num convento

e ... nem acenaria

ao receber as cortesias

das outras flores balançando ao vento!

- Seria mote

para lendas e mistérios

e havia de morrer devagar

desvanecendo sem um lamento

e, sem se saber, sequer, de que morria ...

Talvez ... só do desalento

de não ser capaz

de um pensamento de amor!

- quero dizer: - um perfume

que dissesse: - olhai vêde!

Estou viva e ... sou flor! ..

 .

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 22:20

A PAPOILA

Quarta-feira, 13.02.08

A papoila tem o tom vermelho, rubro da festa em brasa.

E, no verde manso do trigal - se aparece

É o grito que contesta a cor certinha o ondular cadente

ao toque do tempo - compassos do vento!...

É a gargalhada insólita, inesperada

que desfralda a revolta recalcada !

E... a papoila sabe!

Cativante! - Erótica, ao tacto macia...

tem toque de pele - morna como um ventre ...

tem toque de seda - um mole de veludo

                             - Um nada de cada - um pouco de tudo ...

Por isso, disfarça o olhar pestanudo

de estames fartos que o ópio perturba...

- Sabe-lhe o negrume e esconde-o bem

na cor escaldante que as pétalas tem.

- Bem de longe chama! - sou de sangue e lume!

- Sou de sangue e lume!...

- E, só se colhida - de morte já ferida

em requebro de tango, maldosa, perdida

sensual, pagã - confessa o ciúme

de usar veneno em vez de perfume.

.

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 00:04

Narciso

Segunda-feira, 11.02.08

Deu-lhes o sol – a cor

Deu-lhes a luz – a transparência

Deu-lhes Deus – com a beleza

laivos de madrugadas

frescura de água a saltar

cantando viva em açudes

gargalhadas de crianças

em hinos de saúde

na mensagem que exala

o seu perfume fino e raro…

De amarelo, todo em ouro

os vestiu, em texturas de luar

se urdiram  suas corolas

de macia seda

Depois…

ao verem-se assim

esguios, belos, delicados;

de si próprios enamorados

na linguagem do amor

como flor – pobre narciso!

É o egoísta

Narcisista

Envaidecido!...

.

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 21:56

VIOLETA

Domingo, 10.02.08

Agarrada ao pensamento

como ervas secas ao fato

andam em nós quase nadas

de coisas que se avistaram

- se viveram - se falaram...

se souberam por acaso

ou de que se ouviu contar...

- De violetas - porém - quem não as viu ?

não cheirou ?

nos muros, nas azinhagas

nos claustros dos conventos

num vazinho, ou no quintal!...

- ou, num pequeno molhinho - posto ao peito

numa jarra ou num copinho

junto ao retrato de alguém

que nos lembra e está ausente ?

- Já dos livros da escola - em “ Morena” -

(um poema de Junqueiro)

as violetas nos andam agarradas à memória

“mas olha as violetas - que sendo umas pretas

o cheiro que têm! - Vê lá que seria...”

“ O cheiro que têm !?

Têm o perfume selecto da modéstia

do valor de quanto que sendo bom

para ser melhor - é discreto

assim como envergonhado!

- Fresco e casto na fragrância

com a pureza que tem

quem nasce e vive em recato

- É assim a violeta - flor de cara miúda...

certo ar de focinhinho

com olhinhos amarelos

apagada de presença

mas - vista de perto - bela

cor de sombra - bem escura ...

roxa! roxa! - como a dor

mas... candidamente exalando

esse sinal inefável

certo rasto de perfume

que dela nos vai falando:...

- como o calor diz do lume

- e da ave fala o canto

- como a obra diz do Homem

ou o milagre do  Santo.

 

Maria José Rijo

14/Janeiro/1985

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publicado por Maria José Rijo às 18:46

Livro das Flores

Sexta-feira, 08.02.08

                                                 

                                                 Todos os dias

                                                  amanhecem

                                                  Crianças

                                                  Pássaros

                                                  Flores !

                                                  Sobre a noite

                                                  das crianças

                                                  Pássaros

                                                  Flores

                                                 que já não amanhecem

                                                  Amanhecerá!

          

                                                  Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 23:57





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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