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Exposição - "Carnaval - Décadas dos anos 1920 aos anos 1960"

Sábado, 23.02.19

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Exposição no Museu da Fotografia de Elvas
"Carnaval - Décadas dos anos 1920 aos anos 1960"
Está patente no Museu de Fotografia
de 23 Fevereiro até ao dia 7 de abril 2019

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publicado por Maria José Rijo às 16:00

Uma breve voltinha por Juromenha

Quinta-feira, 14.02.19

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publicado por Maria José Rijo às 15:28

Aniversário de minha irmã Maria Barbara

Terça-feira, 25.03.14
 

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Aniversário de minha irmã Maria Barbara

no dia em que completa 90 anos

na companhia do filho e netos.

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publicado por Maria José Rijo às 00:36

Exposição PERCURSO

Sábado, 27.09.08

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:39

Visitas na Exposição

Sábado, 27.09.08

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:43

Recordação ((( A MINHA IRMÃ )))

Sábado, 08.12.07

Nasci e cresci numa família devota de Nossa Senhora do Carmo.

Minha avó paterna usava escapulário e, porque ele era a reprodução fiel daquele outro que figurava pendente da mão de sua Santa padroeira – que sempre vira no quadro que centrava a parede do seu quarto à cabeceira da cama – isso mostrava (aos meus olhos de criança) o celestial parentesco – eu que unia as duas – Nossa senhora e minha avó.

 

Minha avó rezava muito. Rezava baixinho mexendo os lábios e fazendo correr as contas polidas do seu rosário entre os dedos das suas mãos, de grossas veias azuis salientes, descansadas no regaço.

Minha avó rezava com o cuidado, o amor e a serenidade com que fazia tudo – desde as roupinhas para as nossas bonecas ao arranjo dos seus vasos de flores – craveiros, flores de Lis e cambraias, ou ao passajar da roupa da casa.

A figura da avó, além de importante era cheia de atraentes mistérios e grande parte da sua sedução residia no jeito de afagar e consolar na doença ou no castigo; no gosto de entreter conversando, contando velhas histórias de família, lendas e orações longas e lindas como contos de fadas.

 

Tudo quanto a avó fazia ou dizia tinha o mesmo ar respeitável e antigo da nossa doce, querida e paciente avó.

Pela mão da avó íamos à missa, ao mês de Maria, à novena do Sagrado Coração de Jesus e às procissões.

Pela mão da avó se levavam flores ao cemitério e se ia rezar pela paz dos mortos, pela mão da avó se ia à festa da Senhora do Carmo, em Moura, a nossa Vila natal, agradecer o bem da vida e o amor da família, no primeiro domingo de Outubro de cada ano.

Pela mão da avó se ia à chaminé por o sapatinho na noite de Natal…

 

Pela mão da saudade trago aqui hoje, esta lembrança como homenagem a todos os Avós, porque Natal é também a evocação dos que passaram pelas nossas vidas e nelas deixaram marcas de amor que só a nossa própria morte desfará.

 

                                       Maria José Rijo

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Á La Minute

Jornal linhas de Elvas

Nº 1.920 – 25 de Dezembro de 1987

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:55

Contar histórias

Segunda-feira, 13.08.07

 Não  

            Gosto de contar e de ouvir histórias Já em criança as minhas delícias provinham das aventuras de Aladino e da lâmpada maravilhosa, dos malefícios das bruxas e dos encantamentos das fadas boas, que, mercê de alguns sacrifícios sempre conseguiam vencer os poderes do mal.

            Assim que no fundo da génese da minha consciência, como pessoa, paire sempre um certo clima de crença na vitória do bem sobre o mal. Na vitória das Fadas sobre as Bruxas.

            Uma quase infantil ou inocente e irreprimível fé na espécie humana que não me cega frente ao bem, ainda que , e quando, a evidencia do mal se nos impõe.

            Uma história, é um pouco como um rebuçado ou uma qualquer outra gulodice.

            Também tem um papel que a embrulha e um recheio que se saboreia - ou cospe - consoante o paladar de quem a consome.                                                                            A história não tem papel no sentido real da palavra. Pois não.

            A história aparece como que vestida pela fantasia com que se conta; e  despojada dela, fica como a gulodice, quando privada do papel brilhante e colorido, exposta ao apreço ou desapreço de quem a escuta.

            Quero dizer: nas gulodices ,ou das gulodices, fica-nos para além do gosto na boca, por um certo tempo, o conhecimento de alguma coisa que nos agradou e criou em nós a vontade de repetir - ou não -  a experiência.

            Da história , da lenda, se nos chegou ao coração, ficará também a vontade de a repetir, recontando-a e, o recado, a mensagem, por mais encapotada que estivesse, do que ela nos pretendia dizer sem a dureza explícita da moral - dois pontos .Da ordem de comando que mata o livre arbítrio e obriga sem convencer.

As vestes da história, da lenda são as palavras. Com elas se enroupam para seduzir tornando-a rica, atraente ,brilhante. Também com palavras se pode torna-la andrajosa, negra, repugnante ,feia - assustadora .

Porém, em qualquer circunstância, escondida no meio das palavras, mais ou menos misteriosa, guardada como um tesouro, lá está a intenção - pronta a ser desvendada, mas não tão explicita que não tenha que ser procurada e mate a sedução. 

A história é bela porque sugere. Dá mote para pensar, para deduzir, absorver conceitos, formar opinião, decidir por escolha própria.

            Tudo isto me ocorreu porque com uma folha de papel em branco frente a mim me apetecia dispor de toda a força do bem que irradiava das varinhas de condão das fadas - das boas, neste caso - e, nesta hora de nascer uma revista sonhada e estudada à minúcia no desejo de SERVIR  - escrever em letras de luz :

Vai, cumpre-te, cumprindo !

E  porque nascer- é sempre uma bela história de esperança,- gostaria, como as fadas madrinhas à beira dos berços das princesas encantadas - de ter na minha mão para a encher de bons augúrios uma das tais varinhas que materializam tudo de bom que há em nós e apenas dizer:

“Eu te fado” para que vivas longamente,  com o apreço e o apoio dos potenciais leitores a quem te destinas.

Que de cada um deles faças um amigo que aprecie e estime a tua companhia.

                Parabéns!

 

 

 

                                                                                                                                                                     Vive e sê feliz.

 

 

                                   Maria José Rijo

 

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Revista – Norte Alentejo

Nº 1 – Junho 2000 - Crónicas

 

 

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:15





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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